sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Contabilidade: O mercado profissional está bastante aquecido

Mercado aquecido e mudanças em legislações tornam contador 3º profissional mais procurado

Nos países desenvolvidos, mão-de-obra qualificada também é bastante requisitada

Os profissionais de ciências Contábeis estão em 3º lugar no ranking dos mais requisitados pelo mercado. É uma bela notícia para a categoria, que comemorou Na última segunda-feira (22), o Dia do Contador. A tendência é que a oferta de mão-de-obra aumente nos próximos anos, assim como a de vagas, mas ninguém consegue vislumbrar em qual momento essa razão poderá se inverter. A convergência das normas brasileiras de contabilidade aos padrões internacionais e a exigência às empresas com faturamento superior a R$ 300 milhões ou ativos de mais de R$ 240 milhões para que apresentem seus balanços auditados por auditor independente – trazidas pela Lei das S/A (11.638/07) – ampliaram as obrigações de contadores e técnicos em contabilidade, mas também abriram boas perspectivas à carreira.

Os profissionais podem escolher entre mais de 30 especializações: auditor, perito, consultor, investigador de fraudes contábeis, analista financeiro, professor, pesquisador, planejador tributário e contador internacional. Conforme dados da Manager, empresa da área de RH, a oferta de vagas para contabilistas se mantém em terceiro lugar no ranking dos profissionais mais procurados este ano. Em primeiro lugar, com maior número de vagas, está Engenharia, e em segundo, Administração de Empresas (com 22,99% das vagas). Em seguida, Ciências Contábeis aparece com 11,20%). De acordo com a empresa, até junho de 2008 foram oferecidas 2.178 vagas aos profissionais contábeis. A média mensalmente é de 363 vagas.

Segundo o superintendente operacional do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), Eduardo Oliveira, Contábeis é uma das áreas líderes na oferta de estágio. Atualmente, a instituição mantém 5.601 pessoas em estágio nesse segmento, além de 232 alunos de nível técnico, em todo o Brasil.

No momento, estão disponíveis 178 vagas (superior) e 22 vagas (técnico). Além disso, com as mudanças na Lei das S/As, antecipou-se em 2008 a contratação de jovens contabilistas pelas grandes auditorias. Cada uma contratou, em média, 500 trainees.

Expansão global – Para atender à demanda crescente de suas economias por mão-de-obra especializada, os países desenvolvidos estão incentivando a imigração de profissionais qualificados. Dentre as profissões em destaque está a do contador. Pesquisa sobre escassez de talentos, feita em janeiro de 2008, em 32 países e com 43 mil empregadores, pela empresa Manpower apontou quais são os profissionais mais requisitados.

Dos 32 países incluídos na pesquisa, os contadores figuram na lista das dez profissões mais requisitadas em 17 países. Países como Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e Austrália possuem até mesmo programas de incentivo à imigração desses profissionais.
por Luciano Guimarães, do Contábil S/A

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A crise

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F,
cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia .......

Enviado por Gilson Carmo, grato.

Dez anos de Balanço Social

O Ibase lança livro inédito com análise de mais de mil balanços sociais publicados entre 1997 e 2005. A publicação traz panorama de investimentos empresariais em meio ambiente, ações sociais e no público interno.

As empresas estão, cada vez mais, comprometidas com a transparência de suas informações (como indicadores sociais e perfil do corpo funcional); em contrapartida, os investimentos em áreas importantes como meio ambiente e educação apresentam tendência de queda nos últimos anos. Este panorama é apresentado no livro “Balanço Social, Dez Anos: O Desafio da Transparência”.

Com 96 páginas e dividida em 6 seções, a publicação consolida uma série de dados contidos nos balanços sociais preenchidos pelas empresas que atuam no Brasil e utilizam o modelo Ibase como parâmetro. Foram analisados 1.288 Balanços Sociais de 345 empresas, entre 1997 e 2005.

“O objetivo do trabalho foi fazer uma avaliação de uma década de balanço social e captar tendências. Constatamos avanços, mas existe ainda um longo caminho a ser enfrentado pelas empresas para transformar suas práticas internas e externas”, resume Ciro Torres, coordenador da área de Responsabilidade Social e Ética nas Organizações do Ibase.

Os dados mostram que os investimentos ambientais caíram de uma média de 28 milhões/ano por empresa em 2003 para 20 milhões/ano em 2005 (o índice mais baixo desde 2000); já os investimentos internos em educação caíram de uma média de R$ 79,00 por funcionário(a) (para cada R$ 1 mil de investimento social interno) em 2000 para R$ 24,00 em 2005.

Os números mostram ainda que mantêm-se estáveis os percentuais de mulheres e negros empregados pelas empresas (em torno de 30% e 15% do total de funcionários, respectivamente, entre 2000 e 2005) e que dobrou o percentual de terceirizados (de 20,5% para 42,8%). Já os índices de transparência evoluem a cada ano: em 2005, por exemplo, praticamente todas as empresas (95%) informaram em seus balanços sociais o número de mulheres em seu corpo funcional (contra 72% em 2000).


Fonte: Ibase

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Semana Multidisciplinar de Administração e Contábeis

A FAINOR - Faculdade Independente do Nordeste promove a Semana Multidisciplinar de Administração e Contábeis, nos dias 22 a 24.09.2008.

Tema do Evento: Responsabilidade Social e vantagem competitiva nas empresas

22/09/08 - 19 horas
PALESTRA DE ABERTURA
TEMA: Responsabilidade Social
Palestrante: Ney Campello
Mediadora: Profª. Maria Célia Ferreira Neves

23/09/08 - 19 às 22 horas
MESA REDONDA 1: Ética Ambiental versus Aquecimento Global e Destinação de Resíduos Sólidos e Lixo Eletrônico.
Debatedores: Prof. Dirley Andrade Bonfim, Prof. Franklin Delano Porto Júnior e Prof. Elinaldo Leal Santos.
Mediador: Prof. Tayrone Felix Ribeiro

MESA REDONDA 2: Empregabilidade do Profissional de Contabilidade e Administração em tempos de responsabilidade Social.
Debatedores: Alcides José de Santana,Valdevino de Sousa e César Zólim
Mediador: Prof. Flávio José Dantas


OFICINA 1: Gestão de Projetos e Processos Organizacionais por meio de Sistemas Colaborativos
Professor: Prof. Marcos Vinícius Carvalho Fagundes
Mediador: Profª. Gilza Marques

OFICINA 2: Vantagens e Desvantagens da Harmonização Contábil
Professor: Prof. Paulo Fernando de Oliveira Pires
Mediador: Prof. Josenaldo de Souza Alves

24/09/08 - 19 horas
TEMA:
Relatório de Sustentabilidade e Balanço Social.
Palestrante: Wellington de Araújo Gomes (COELBA)
Mediador: Prof. Alexandre Alcantara

Lei 11.638/07 e a sustentabilidade

Lei 11.638/07 e a sustentabilida

Tratamento dos profissionais no ambiente de trabalho é vinculado com responsabilidade social e sustentabilidade

A contabilidade tem algo a ver com a sustentabilidade? Sim, tem. Afinal, não só todo e qualquer numerário transacionado pela companhia deve ser retratado na contabilidade, como também várias questões atreladas a gestão, incluindo nota explicativa sobre passivos contingentes, onde é corriqueiro tratar da política adotada pela empresa em relação às questões trabalhistas, fiscais e civis e, em alguns casos, ambientais.

Lembrando que é unânime que as questões relacionadas com o tratamento dos profissionais no ambiente de trabalho e com o meio ambiente são vinculadas com a responsabilidade social e sustentabilidade, bem como as questões econômico-financeiras.

Os movimentos que anseiam que a temática da responsabilidade social e sustentabilidade empresarial não fiquem apenas na seara da questão social e ambiental, deveriam refletir, com muita seriedade, a vinculação desses temas nas demonstrações contábeis (DCs), já que o “econômico-financeiro” passa por elas. Então, por que não ter o mesmo tratamento do “socioambiental”? Afinal, as DCs são balizadores para tomadas de decisão, seja interno como na assembléia geral, no conselho de administração, no conselho fiscal e na diretória executiva.
Ou seja, tudo que está presente nas DCs, de uma forma ou de outra, também está na agenda da estrutura de poder das companhias; e, do lado externo, pelos analistas de crédito e investimento, entre outros públicos.
Quando foi efetivado o Índice de Sustentabilidade Empresarial, ampliou-se o debate da relevância das DCs demonstrarem a presença da sustentabilidade nas companhias, inclusive com ampliação de questionamentos pela comunidade financeira sobre alguns indicadores.
E também que debatesse esta questão internacionalmente e verificasse a migração do Brasil para a harmonização com o padrão contábil IFRS (International Financial Reporting Standard), visto que as notas explicativas ampliarão seu escopo nas DCs e tem recomendações claras em relação a contabilização, por exemplo, dos benefícios aos profissionais da companhia e dos ativos intangíveis.

Isso deixa um recado forte: o de refletir o mais fielmente possível a realidade da gestão da companhia, o que não ocorre há muito tempo, devido a novas realidades mercadológicas, implementação de novas técnicas de gestão e, principalmente, a demora do debate da definição de novos procedimentos contábeis para uma nova realidade. Podemos citar como exemplo da demora, os ativos intangíveis que já foram primordiais no nascimento e desenvolvimento de empresas como Microsoft, há mais de 30 anos, e somente recentemente foi tratado com a devida seriedade na seara contábil.

Se a sustentabilidade empresarial está presente na gestão da companhia, uma das formas pragmáticas de demonstrá-la é nas DCs. O momento é neste período de transição para o IFRS, onde controllers, auditores e outros profissionais da área contábil estão em forte estudo da nova realidade.

Dentro desse debate, é altamente salutar e bem-vinda a Lei 11.638, de 28 de dezembro de 2007, que contribuiu para o fortalecimento da expressão da sustentabilidade nas DCs com a exigibilidade para que todas as companhias S/A listadas publiquem a DVA (Demonstração do Valor Adicionado).

Há um certo tempo já é um consenso nos grupos que militam na responsabilidade social a relevância da DVA, tanto que ela está presente na DBSI (Demonstração do Balanço Social Ibase), nas diretrizes do GRI (Global Reporting Initiative), e mais recentemente no manual de elaboração do relatório de responsabilidade social do setor de energia elétrica, por exigência do órgão regulador, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Portanto, passos estão sendo dados. Agora, é batalhar para que o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) estude e faça uma audiência pública sobre a demonstração de informações de natureza socioambiental. Iniciar o debate pela NBC T 15 (Norma Brasileira de Contabilidade – Técnica), que trata justamente sobre esta questão, será mais um caminho para que a sustentabilidade esteja na contabilidade e para que as companhias possam comprovar, de forma pragmática, a gestão focada na sustentabilidade.

*Roberto Gonzalez é professor de governança corporativa da Trevisan Escola de Negócios, da USCS, Unoesc, INPG-Joinville, professor convidado da FIA/USP, diretor de Estratégia de Sustentabilidade da The Media Group – Comunicação de Valor, membro do conselho do Fundo Ethical da Asset Management do Banco Real e do Conselho do ISE da Bovespa, e assessor para assuntos de Sustentabilidade da Presidência da Apimec.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

SPED Fiscal - Lista de obrigados para 2009

O membros do CONFAZ celebraram o Protocolo ICMS nº 77 de 18.09.2008, contendo relação de todos os contribuintes do ICMS obrigados a efetuar entrega do arquivo referente a sua Escrituração Fiscal Digital - EFD a partir de janeiro de 2009. A lista se compõe em anexos, um para cada unidade da federação.

A Escrituração Fiscal Digital - EFD é um arquivo digital, que se constitui de um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos das unidades federadas e da Secretaria da Receita Federal do Brasil, bem como de registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte.Este arquivo deverá ser assinado digitalmente e transmitido, via Internet, ao ambiente Sped.

Leia aqui a íntegra do Protocolo ICMS nº 77/08

Consulte aqui o ANEXO contendo a lista geral das empresas obrigadas

Conheça aqui mais sobre o SPED

domingo, 21 de setembro de 2008

Dia do contador e a demanda do mercado

MERCADO AUMENTA DEMANDA POR CONTADORES

O dia 22 de setembro é o Dia do Contador. Este ano, a data comemorativa tem um sabor especial, pois mudanças legais recentes podem aumentar a demanda por esse tipo de profissional.

A executiva Geuma Campos do Nascimento, sócia da Trevisan Outsourcing, diz que, mesmo a região Sudeste tendo a maior concentração de contadores, ainda faltam profissionais.

"Se isso acontece em São Paulo, podemos vislumbrar um grande potencial em outras localidades, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde a quantidade de contadores chega a ser a metade das outras regiões".

Segundo ela, a grande diferença na quantidade de contadores por região pode ser explicada pela quantidade de empresas contábeis. Na região Sudeste, há mais de 26.500; no Sul, cerca de 19.600; Nordeste tem mais de 10.800; Centro-Oeste possui aproximadamente 7.500; e o Norte tem pouco mais de 2.400.

O setor de contabilidade está com demanda aquecida, principalmente, depois da aprovação da Lei 11.638, que alterou normas e procedimentoscontábeis, exigindo investimentos, de escolas e empresas, na preparação e na atualização de profissionais.

De acordo com os dados divulgados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), há no Brasil 208.347 contadores que trabalham em mais de 67 mil organizações contábeis.

Estas informações são referentes à pesquisa realizada em julho deste ano. Na região Sudeste se concentra mais de 50% de todos os contadores do Brasil. Ao todo, são 104.501 contra 103.846 das demais.

O menor índice está na região Norte, com 13.533 profissionais. Um dado interessante é que nesta parte do Brasil há mais mulheres contadoras do que homens, 6.982 contra 6.551. Já na região Sudeste, esta diferença é exorbitante: há mais de 65 mil contadores e cerca de 39 mil contadoras.

Fonte: Canal Executivo, via Ibracon

Grandes empresas de capital fechado começam a contratar auditoria independente

Casas Bahia contrata Ernst & Young para assinar os balanços

A Ernst & Young venceu um dos contratos mais cobiçados pelas firmas de auditoria neste ano no mercado brasileiro. A Casas Bahia, a maior rede de eletroeletrônicos e móveis do país, com vendas estimadas em R$ 13 bilhões neste ano, confirmou a contratação da equipe da E&Y, que começará em outubro a auditar as contas da varejista.

A averiguação dos livros da Casas Bahia é considerada um marco na gestão da empresa, que atualmente está sob o comando dos dois filhos de Samuel Klein, um imigrante polonês que veio ao Brasil para fugir dos nazistas e começou a vida vendendo artigos de porta em porta, numa charrete, no ABC.

A família Klein sempre foi avessa à publicação dos números, o que costuma ser criticado pelos concorrentes da varejista. Em entrevista concedida há algumas semanas ao Valor, Michael Klein, diretor financeiro da Casas Bahia, afirmou que não tem a intenção de divulgar os balanços. Como a lei não obriga a publicação, os concorrentes continuarão sem saber sobre as finanças da empresa.

O processo para a contratação de uma firma de auditoria demorou alguns meses. Segundo fontes do setor, a Casas Bahia "apertou" o quanto pôde para baixar os preços, assim como faz com qualquer outro fornecedor. A empresa também não queria que seus balanços fossem auditados por firmas que trabalhassem para os concorrentes. Neste caso, a Deloitte ficou em desvantagem por assinar os balanços do Ponto Frio, a sua maior rival, e do Magazine Luiza.

A iniciativa da Casas Bahia de contratar uma firma de auditoria deverá ser seguida pelas demais grandes empresas que atuam no país. A exigência é resultado da nova lei contábil, aprovada no fim de 2007, que reforma a Lei das Sociedades por Ações com o objetivo de levar o Brasil ao grupo de países que adotam as normas internacionais para demonstrações financeiras, conhecidas pela sigla em inglês IFRS.

Um artigo da Lei 11.638, que não está relacionado à convergência às normas internacionais, obriga as sociedades de grande porte limitadas - nacionais e estrangeiras - a elaborar demonstrações financeiras anuais segundo a lei brasileira. Atualmente, só as companhias de capital aberto e as sociedades anônimas de capital fechado têm que seguir a Lei das S.A.

Apesar da necessidade de contratação de uma auditoria, que já vale para o balanço de 2008, as empresas limitadas ainda estão se movimentando pouco para cumprir a regra. Até agora não está claro quem fiscalizará o tema.

O sócio da Ernst & Young Sergio Romani disse que apenas no segundo semestre as empresas fechadas começaram a procurar as auditoria para negociar contratos. Mesmo assim, a iniciativa tem partido somente das companhias de maior porte, com faturamento acima de R$ 500 milhões, segundo ele. As menores estão pouco ativas no processo.

Do grupo de empresas limitadas, as que primeiro partiram para a contratação de auditoria foram as filiais de multinacionais. São empresas que fazem parte de grupos já acostumados culturalmente à prática. Além disso, algumas dessas filiais já passavam por algum crivo das auditorias, por contribuírem com resultados significativos para as matrizes e terem de submeter parte dos números à aprovação externa. Essas análises, porém, não eram completas, sendo que passarão a ser agora.

Entre as limitadas de capital nacional, a contratação da auditoria é mais complicada. As empresas negociam em uma velocidade bem inferior à das companhias abertas, acostumadas à necessidade de aprovação dos números.

Eduardo Pocetti, sócio da BDO Trevisan, admite que as empresas têm sido um pouco lentas na adoção da nova regra. Muitas ainda estão na fase de saber o que está acontecendo, quando já deveriam estar pensando na escolha do auditor. Das 84 propostas colocadas, a BDO Trevisan fechou 14 contratos e perdeu 12. Segundo Pocetti, há ainda 60 contatos em andamento.

Se por um lado as empresas demonstram pouca pressa no cumprimento da norma, por outro os auditores dizem estar seletivos na escolha dos clientes, pois não têm condições de atender a todos. Falta de mão-de-obra especializada é um problema para as auditorias, que estão com planos de contratação ambiciosos para fazer frente à nova realidade de mercado.

As auditorias também querem evitar associar o nome a empresas que possam dar problemas mais tarde. Escândalos contábeis são sempre mal vistos no mercado e, inclusive, já foram responsáveis pela quebra de uma das maiores empresas mundiais de auditoria - a Arthur Andersen -, que assinava os balanços da americana Enron.

Fonte Valor on line,
Por Claudia Facchini, Silvia Fregoni e Nelson Niero, de São Paulo (via CFC)

CVM coloca em audiência pública 03 minutas de pronunciamentos em conjunto com o CPC

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou em audiência publica (15/09/2008) minutas de Deliberação referendando os pronunciamentos:

  • CPC 05 - Divulgações sobre Partes Relacionadas,
  • CPC 08 - Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários e
  • CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado.

O objetivo do Pronunciamento Técnico CPC 05 – Divulgações sobre Partes Relacionadas é assegurar que as demonstrações contábeis de uma entidade contenham as divulgações necessárias à evidenciação de prováveis efeitos em sua posição financeira e em seu resultado em virtude da existência de partes relacionadas e por transações e saldos existentes com tais partes. Embora a prática contábil brasileira esteja bastante aperfeiçoada, este Pronunciamento que está sendo oferecido à audiência pública visa à convergência com a norma internacional IAS 24- Related Party Disclosures. Foram incluídas na minuta disposições adicionais por força de legislação e regulamentações específicas brasileiras, mas que estão conforme a essência das normas internacionais emitidas pelo IASB.

O Pronunciamento Técnico CPC 08 – Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários regulamenta a contabilização dos prêmios na emissão de debêntures em conformidade com a Lei no 11.638/2007 (Art. 10). Modifica substancialmente o tratamento dado, no Brasil, aos gastos com captação de recursos de terceiros ou dos próprios sócios, fundamentado no IAS 39 - Financial Instruments: Recognition and Measurement - principalmente nos seus parágrafos 43 a 47, mas não altera o registro dos prêmios na emissão de ações (excedente de capital, art. 182, § 1o, "a" da Lei no 6.404/76).

A minuta do Pronunciamento Técnico CPC 09 – Demonstração do Valor Adicionado (DVA) regula a apresentação dessa nova demonstração contábil, exigida a partir da aprovação da Lei nº 11.638/2007, que introduziu o item "V" ao artigo 176 da Lei das Sociedades por Ações, de nº 6.404/76. Essa nova demonstração é uma das peças do Balanço Social, que representa um conjunto de informações que pode ou não ter origem na contabilidade financeira e tem como principal objetivo demonstrar o grau de envolvimento da empresa com a sociedade que a acolhe, devendo ser entendida como um instrumento no processo de reflexão sobre as atividades das empresas e dos indivíduos no contexto da respectiva comunidade.

As audiências estão sendo realizadas em conjunto com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, nos termos da Deliberação CVM nº 520/07, e as sugestões e comentários deverão ser encaminhados até 15 de outubro de 2008, sendo considerados de acesso público.

Clique nos links abaixo para ter acesso à íntegra dos editais de audiência pública:

Fonte: CVM

sábado, 20 de setembro de 2008

FIPECAFI e CFC oferecem download de conteúdo sobre a Lei 11.638/07

Conteúdo está no ar desde 18 de agosto e em menos de 1 mês mais de 11 mil pessoas já assistiram à palestra


A FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) disponibilizaram o livre acesso para download da palestra virtual “A Nova Lei das S/As e a Internacionalização da Contabilidade” na internet.

Baixe a palestra "A Nova Lei das S/A e a Internacionalização da Contabilidade"

Os autores são os professores da FIPECAFI Eliseu Martins e Ariovaldo dos Santos, e o objetivo da iniciativa é disseminar o conhecimento sobre as mudanças provocadas pela Lei 11.638/07 e os esforços que visam à internacionalização das normas contábeis.

No site, há espaço reservado para esclarecimento de dúvidas sobre a lei, um fórum com “Perguntas e Respostas” mais freqüentes, além de uma biblioteca virtual e das matérias jornalísticas já publicadas sobre o tema. De acordo com Guillermo Braunbeck, coordenador da equipe de especialistas responsáveis pelo Fórum, o conteúdo está no ar desde 18 de agosto e em menos de 1 mês mais de 11 mil pessoas já assistiram à palestra e aproximadamente 300 internautas participam dos debates.

Fonte: por Vc Informa, via Financial Web

Auditores toleram manipulação de tempo, não de informação

Veja lista de práticas consideradas contábeis e estratégicas e lista de possíveis fraudes

Qual é a diferença entre decisões contábeis, estratégicas e fraudes para os auditores independentes? Entender onde começam e terminam essas ações é crucial para que os executivos de finanças não sejam pegos de surpresa durante uma auditoria. De acordo com o diretor de graduação e coordenador do curso de Ciências Contábeis da Trevisan Escola de Negócios, Sérgio Souza, autor de um artigo científico sobre Earning Management, os auditores toleram manipulações de tempo, mas não de informação.

Leia matéria sobre o estudo “Earning Management: uma visão da auditoria independente"

“De uma maneira geral a diferença entre as decisões contábeis e estratégicas ocorre pela manipulação do tempo de ocorrência dos fatos e nas questões identificadas como fraude ocorre manipulação de informações”, explica o trabalho. Segundo o autor, as situações indicadas como fraude “pareceram mais definitivas, conforme apresentadas. Já as demais questões podem ou não ter características distintas dependendo do contexto e circunstâncias que estão sendo empregadas vis a vis com os objetivos definidos”.

Com base no trabalho, o Financial Web compilou duas listas. Na primeira, os auditores apontam práticas consideradas tradicionais ou contábeis. Na segunda, estão as práticas que podem ser consideradas fraudulentas, dependendo do contexto e das circunstâncias. Veja.


Tradicionais ou estratégicas

  • Reconhecimento muito elevado de provisões;
  • Aceleração das despesas de depreciação;
  • Retardar vendas;
  • Acelerar gastos asociados à propaganda e publicidade, treinamento e P&D;
  • Aumentar despesas de natureza não operacional (Banquetes, bingos, doações);
  • Antecipar ou acelerar vendas;
  • Adiar a revaliação de despesas necesárias de propaganda e publicidade, treinamento ou P&D;
  • Aumentar receitas não operacionais pela venda de ativos da empresa;
  • Não cumprir com os compromissos financeiros (apenas não-fraudulenta);
  • Não pagar tributos lançados (apenas não-fraudulenta).

Possíveis fraudes

  • Reconhecimento de receitas apenas quando da cobrança;
  • Evitar ou reduzir reconhecimento de provisões;
  • Reduzir as cotas de depreciação e exaustão;
  • Reconhecimento de receitas durante a produção;
  • Registrar vendas fictícias;
  • Antecipar (documentalmente) a data da realização das vendas;
  • Superestimar o estoque pelo registro de inventário;
  • Receber e não efetuar a entrega do produto;
por Financial Web (Colaborou Guilherme Belarmino)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Crítica ao IFRS (nos EUA)

O respeitado autor de contabilidade Shyam Sunder (SEC mandate invites monopoly, Financial Times) faz uma crítica a adoção do IFRS pelos Estados Unidos. Sunder questiona a razão de existir um monopólio na determinação de regras contábeis.

Além disto, as normas do IFRS possuem os seguintes problemas:

a) por ser baseado em princípios, mas sem uma força na execução, permite espaço para diversidade e redução na comparabilidade

b) a SEC identifica como razão para optar pelo IFRS em decorrência de “elevada qualidade”. Entretanto, a SEC não esclarece o que significa isto

c) Ficará mais difícil a existencia de tratamentos alternativos e a experimentação contábil. [Isto não seria um freio para as inovações?]

d) A substancia econômica dos negócios depende de questões jurídicas, comerciais, de mercado, de governança e de gestão ambiental. Imaginar que as normas internacionais irão permitir maior comparabilidade é um sonho. Sunder lembra que alguns países adotaram o IFRS mas usam suas interpretações próprias.

e) Ao contrário das medidas físicas, o comportamento das empresas mudam com as alterações nas normas contábeis. Neste caso, a contabilidade assemelha-se mais a metáfora das línguas do que das medidas físicas. E o esperando é um exemplo de fracasso na adoção de um padrão internacional.

Uma análise lúcida sobre o assunto.

Sunder é autor do excelente livro Theory of Accounting and Control

Fonte: Contabilidade Financeira

AINDA SOBRE ESTE ASSUNTO

As dez tecnologias dos próximos anos, segundo o Gartner

Conceitos que amadureceram nos últimos 12 meses figuram na lista, como virtualização e cloud computing
O futuro se faz a partir do presente. A lista das dez tecnologias estratégicas para os próximos cinco anos elaborada pelo Gartner traz conceitos que não estavam previstos no relatório do ano passado, mas que amadureceram nos últimos doze meses e vieram para ficar.
[...]
A lista do Gartner trouxe novidades em relação a 2007, ao apontar a importância que vêm ganhando as tecnologias de metadados, que sugerem aos departamentos de tecnologia ir além do BI e integrar a semântica à visão de vantagem competitiva e processos de negócios. Os denominados "fabric-based servers" referem-se a uma infra-estrutura em que os recursos passam a ser entendidos como um pool, e capacidades de memória, processamento e entrada/saída combinam-se de acordo com as necessidades dos negócios.

A chamada real world web também configura uma novidade em relação à lista do ano passado, observando a proximidade que a internet ganha com a vida real, graças à multiplicidade do acesso e crescimento da capacidade de banda, o que se expressa em recursos de localização, personalização de serviços, telepresença e análises em tempo real.

As dez tecnologias mais importantes para 2009-2014 - Carl Claunch, Gartner

  1. energia e TI verde
  2. comunicações unificadas
  3. multiplos núcleos
  4. metadados
  5. virtualização
  6. computação em nuvem
  7. mashups
  8. fabric-based servers
  9. real world web
  10. social software
por IT Web 17/09/2008, via FinancialWeb
(Leia aqui a íntegra da matéria)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Criatividade na propaganda


CVM coloca em audiência novos Pronunciamentos do CPC

CVM coloca em audiência pública minutas de pronunciamentos em conjunto com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou em audiência publica ontem, dia 15/09/2008, minutas de Deliberação referendando os pronunciamentos CPC 05 - Divulgações sobre Partes Relacionadas, CPC 08 - Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários e CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado.

O objetivo do Pronunciamento Técnico CPC 05 – Divulgações sobre Partes Relacionadas é assegurar que as demonstrações contábeis de uma entidade contenham as divulgações necessárias à evidenciação de prováveis efeitos em sua posição financeira e em seu resultado em virtude da existência de partes relacionadas e por transações e saldos existentes com tais partes. Embora a prática contábil brasileira esteja bastante aperfeiçoada, este Pronunciamento que está sendo oferecido à audiência pública visa à convergência com a norma internacional IAS 24- Related Party Disclosures. Foram incluídas na minuta disposições adicionais por força de legislação e regulamentações específicas brasileiras, mas que estão conforme a essência das normas internacionais emitidas pelo IASB.

O Pronunciamento Técnico CPC 08 – Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários regulamenta a contabilização dos prêmios na emissão de debêntures em conformidade com a Lei no 11.638/2007 (Art. 10). Modifica substancialmente o tratamento dado, no Brasil, aos gastos com captação de recursos de terceiros ou dos próprios sócios, fundamentado no IAS 39 - Financial Instruments: Recognition and Measurement - principalmente nos seus parágrafos 43 a 47, mas não altera o registro dos prêmios na emissão de ações (excedente de capital, art. 182, § 1o, "a" da Lei no 6.404/76).

A minuta do Pronunciamento Técnico CPC 09 – Demonstração do Valor Adicionado (DVA) regula a apresentação dessa nova demonstração contábil, exigida a partir da aprovação da Lei nº 11.638/2007, que introduziu o item "V" ao artigo 176 da Lei das Sociedades por Ações, de nº 6.404/76. Essa nova demonstração é uma das peças do Balanço Social, que representa um conjunto de informações que pode ou não ter origem na contabilidade financeira e tem como principal objetivo demonstrar o grau de envolvimento da empresa com a sociedade que a acolhe, devendo ser entendida como um instrumento no processo de reflexão sobre as atividades das empresas e dos indivíduos no contexto da respectiva comunidade.

As audiências estão sendo realizadas em conjunto com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, nos termos da Deliberação CVM nº 520/07, e as sugestões e comentários deverão ser encaminhados até 15 de outubro de 2008, sendo considerados de acesso público.

Clique nos links abaixo para ter acesso à íntegra dos editais de audiência pública:

Fonte: CVM, via Contabilidade Financeira

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Rodizio das auditoria em bancos é suspenso pelo CMN

CMN acaba com rodízio de auditorias para bancos
As instituições financeiras e demais empresas supervisionadas pelo Banco Central (BC) não precisarão mais trocar a empresa de auditoria após cinco anos de serviço. O fim do rodízio de firmas foi anunciado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que determinou, no entanto, que haja troca do sócio e da equipe de auditores (com nível de gerência) responsáveis pelo trabalho a cada cinco anos.
A medida é um abrandamento em relação à regra vigente no país atualmente, mas o CMN argumenta que ela é mais rígida que a prática internacional. Segundo órgão, a Federação Internacional de Auditores (IFAC, na sigla em inglês) obriga apenas a troca do sócio - e não da equipe - a cada sete anos.
O rodízio de firmas de auditores, apesar de em vigor, estava suspenso para os bancos até 31 de dezembro deste ano, pela Resolução nº 3.503, de 26 de outubro de 2007. A idéia da suspensão era, segundo o CMN, "obter posicionamento conclusivo sobre a oportunidade de manutenção da referida medida, considerando seus custos e benefícios".
O rodízio é criticado pelas empresas auditadas e pelas firmas de auditoria por conta dos custos financeiros e de tempo gerados pela substituição.
Neste momento, o CMN e o BC consideram que houve progressos de regulamentação nos últimos anos que permitem a mudança de regra. E citam "a exigência de constituição do comitê de auditoria e a obrigatoriedade de manutenção de sistemas de controles internos e de gestão de riscos diversos".
O Banco Central lembra também que possui estruturas de supervisão direta e indireta sobre as instituições que regula, o que permite um melhor monitoramento das suas operações.
Na mesma resolução em que estabeleceu o rodízio da equipe de auditoria, o CMN diz que o prazo de contagem dos anos começa quando o sócio ou o auditor com nível de gerência começou a trabalhar com o cliente. No entanto, há uma ressalva que desobriga a troca de pessoal para o exercício social de 2008, tendo em vista o processo em curso de convergência contábil para o padrão internacional, conhecido como IFRS.
Também usando como argumento a mudança de sistema de contabilidade, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou hoje uma Deliberação em que suspende a obrigatoriedade do rodízio de auditoria para as companhias abertas até o exercício social de 2011 (inclusive). As empresas não-financeiras estão mais atrasadas que os bancos nesta migração.
(Fernando Torres Valor Online) via UOL Economia (11.09.08)

Links - Quebra no Mercado Financeiro Americanos e Campanha contra IFRS

1) Banco Lehman Brothers anuncia pedido de concordata

2) Banco de investimentos Lehman Brothers declara quebra

3) Bank of America compra Merrill Lynch por U$ 44 bilhões

4) Campanha contra o IFRS

Seleção de links do Blog Contabilidade Financeira

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Intangíveis: Trabalho extra para contadores

Valor da marca causa corrida a escritórios de contabilidade

Uma mudança na Lei das Sociedades Anônimas (SAs) teve como um dos detalhes mais importantes impor mais atenção à interpretação do valor da marca, seja da empresa, do produto ou do serviço, o que causou uma corrida aos escritórios de contabilidade.
Agora, o registro do valor das marcas só deve ser realizado quando existir uma aquisição e, ainda assim, quando a empresa compradora almejar a manutenção e a continuidade daquela marca comprada.

Com isso, as companhias abertas do Brasil devem se aproximar ao padrão internacional do International Financial Reporting Standard (IFRS).

Em 28 de dezembro de 2007 foi publicada a Lei nº 11.638/07, que começou a valer no mês de janeiro deste ano - ratificada pela CVM pela instrução 469, de 2 de maio de 2008.

Antes da reforma da lei, o valor da marca devidamente registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), era lançado no subgrupo ativo imobilizado, que contabilizava tanto os bens corpóreos como os incorpóreos da companhia (antigo inciso IV do artigo 179 da Lei).

"Agora a marca não é um bem imobilizado, mas intangível, há o direito ao uso da marca. Para tanto, a marca requer revisões periódicas para saber se ela está bem no mercado, se precisa ser recuperada", explica o contador Ernesto Dias de Souza, consultor e instrutor da Verbanet Legislação Empresarial Informatizada.

O especialista explica que a legislação brasileira veio ao encontro das normas internacionais porque antes não havia divisão entre o que era máquina e o que era marca.

Segundo o consultor, as empresas S.A. de capital aberto e as S.A. de capital fechado e Ltda de grande porte são obrigadas a segregar dos imobilizados o valor dos bens materiais e imateriais, ou seja, tangíveis e intangíveis, que é a classificação que as marcas se inserem agora.

Os gastos que a empresa tiver com o registro desta marca não ficam estabelecidos como o primeiro valor de mercado da marca, mas o custo de aquisição. Esse sim é o primeiro critério de avaliação", explica o consultor.

"Com o passar do tempo, se aquela marca não puder mais gerar resultados futuros para a empresa, será preciso fazer esse ajuste nas demonstrações contábeis", diz Dias de Souza.

Avaliar o valor de uma marca, no entanto, não é tarefa fácil. Isso porque, de acordo com Souza, cada empresa pode demandar um gasto diferente. Isso porque há o custo com profissionais dependendo da área pesquisada como, por exemplo, o porte da empresa.

"Não existe receita pronta pra avaliar mercado. Precisa observar o mercado de marketing também e não apenas a avaliação contábil, comportamental", explica o contador, que exemplificou: "Uma empresa que fatura R$ 1 milhão por mês, por exemplo, tira 5% de lucro líquido. Desse montante a empresa, a grosso modo, avalia o quanto sua marca valerá em aproximadamente dez anos. Ao menos é uma base inicial para que as empresas saibam que não é um trabalho fácil e, por isso mesmo, nem tão barato", diz Souza, sem citar valores exatos.

A lei vem causando discussões porque a aprovação da lei veio de forma inesperada.

"Havia uma ressaca da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) quando teve essa inovação na área contábil. Ela pegou de surpresa, no apagar das luzes mesmo. O bom é que coloca o Brasil em consonância com as normas internacionais de contabilidade, principalmente as do mercado Europeu, já que faltava assimetria", completa.
Fonte: DCI (via Portal da Classe Contábil)

Contabilidade é obrigatória em todas as empresas

Contabilidade é obrigatória em todas as empresas
11 de setembro de 2008 às 00:08

Desde que entrou em vigor o novo Código Civil brasileiro, em 2003, o empresário é obrigado a seguir um sistema de Contabilidade e levantar, anualmente, o seu Balanço Patrimonial, conforme prevê o artigo 1.179. Os profissionais das áreas de economia e contábeis alertam, no entanto, que a falta de atenção com as obrigações é comum dentro das organizações.

Ainda, os artigos 1.180 e 1.181 determinam a obrigatoriedade da autenticação do Livro Diário no órgão de registro competente. Neste documento são lançadas uma a uma e com clareza todas as operações relativas ao exercício anual da empresa. É neste Diário que o Balanço Patrimonial deve ser lançado e firmado pelo empresário e pelo responsável pela Contabilidade.
“O novo Código Civil é claro. Não deixa dúvidas sobre a obrigatoriedade das sociedades empresárias em manterem uma escrituração contábil regular, especialmente quanto à prestação de contas, resultados e balanço patrimonial, cuja ata deve atender o artigo 1.075 para depois ser arquivada e averbada na Junta Comercial”, diz o Contador e Diretor da Gerencial Auditoria e Consultoria, Ângelo Mori Machado.
Conforme o especialista, a escrituração contábil é necessária à empresa de qualquer porte como principal instrumento de defesa, controle e preservação do patrimônio. Bem elaborada, oferece informações ao empresário para a tomada de decisões. Somente ela oferece os dados formais e científicos que permitem projetar investimentos, reduzir custos e outros atos gerenciais, sob pena de se pôr em risco o patrimônio da empresa.
“Uma empresa sem Contabilidade é uma entidade sem memória, sem identidade e sem as mínimas condições de planejamento de seu crescimento. Está em risco, favorecendo complicações futuras em casos de falência, demandas trabalhistas e separação de sociedade”, observa Ângelo.
Embora o profissional responsável pelo da Contabilidade da empresa não tire as obrigações legais do empresário, ele não pode ser conivente com o cliente ou induzi-lo à dispensa da escrituração contábil. Essa indução poderá ocasionar prejuízos ao cliente que ultrapassam as multas. Da mesma forma, a Demonstração Contábil organizada sem o suporte de um especialista com registro profissional é demonstração falsa e criminosa, passível de punição pelo Conselho Regional de Contabilidade e pela Justiça.
Outras razões para uma Contabilidade regular
A escrituração contábil correta e em dia evita situações de riscos.
1.Recuperação judicial: para instruir o pedido do benefício de recuperação judicial devem ser juntadas as demonstrações e os demais documentos contábeis, na forma do art. 51, inc. II, ou no § 2º da Lei nº 11.101/2005, que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. Esta mesma Lei estabelece severas punições pela não execução ou pela apresentação de falhas na escrituração contábil (arts. 168 a 182).
2. Perícias Contábeis: em relação a demandas trabalhistas, a empresa que não possui Contabilidade fica em situação vulnerável diante da necessidade de comprovar, formalmente, o cumprimento de obrigações trabalhistas, pois o ônus da prova é da empresa mediante a comprovação dos registros no Livro Diário.
3. Dissidências Societárias: as divergências que porventura surjam entre os sócios de uma empresa poderão ser objetos de perícia para apuração de direitos ou responsabilidades.
A ausência da Contabilidade além de inviabilizar a realização do procedimento contábil, poderá levar os responsáveis a responder, judicialmente, pelas omissões.
Fonte: administradres.com.br (via Flávio Dantas, por -email)

Contador, Auditor e Princípios Contábeis

Para descontrair:

What's the definition of an accountant? Someone who solves a problem you didn't know you had in a way you don't understand.

What's an auditor? Someone who arrives after the battle and bayonets the wounded.

And drum roll, please:

What are Generally Accepted Accounting Principles? The difference between accounting theory and practice.

Fonte: Information Age: Closing the Information GAAP - L. Gordon Crovitz - 8 September 2008 - The Wall Street Journal - A17 (via César Tibúrcio)

Um contador como novo Diretor da CVM

Especialista em IFRS, professor Eliseu Martins será diretor da CVM

A contabilidade está mesmo na ordem do dia. Depois de uma batalha de meses de convencimento, o nome de Eliseu Martins, professor da USP e um dos maiores especialistas em normas contábeis do país, foi confirmado ontem para a diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ele vai terminar o mandato que era de Durval Soledade, que vai até o fim de 2009. Também foi anunciado ontem o nome do substituto do diretor Sérgio Weguelin, que deixa a CVM no fim deste ano. Será Otávio Yazbek, que atuava como diretor de normas na BM&F.

A presidente da CVM, Maria Helena Santana, afirmou que a escolha do professor Eliseu Martins para o cargo de diretor é uma excelente aquisição para qualquer organização, "por conta da competência, da reputação e da experiência acumulada por ele, que são acima de qualquer consideração". A escolha do Eliseu foi anunciada em um seminário em São Paulo e ele foi ovacionado pelo público. Martins não quis comentar a escolha, alegando que "é muito cedo".
Maria Helena frisou, porém, que a chegada de um profissional com este perfil não poderia ter ocorrido em um momento melhor, pois agora está acontecendo a transição para o IFRS, novo padrão contábil internacional. "Para uma instituição como a nossa, é muito importante ter um profissional como ele, que sempre teve espírito público na vida privada", disse, acrescentando que a decisão foi do Ministério da Fazenda, que mostrou sensibilidade ao momento atual.

Nos bastidores comentava-se que Martins já tinha sido assediado para esse cargo por conta do atual momento de ebulição nas questões relacionadas à contabilidade das companhias abertas, mas vinha resistindo à idéia. Recentemente, capitulou.

O outro diretor anunciado ontem também é um nome respeitado no mercado. De acordo com um advogado e professor de direito, Yasbek tem uma formação muito sólida combinada com experiência, o que o torna um grande conhecedor do mercado de capitais. Doutor em Direito /conômico pela USP, o novo diretor integra ainda o conselho de administração da Bovespa Supervisão de Mercado (BSM).

A chegada de Yazbek à diretoria da CVM também funcionará como um reforço de advogados com atuação no mercado, algo que vinha sendo pleiteado. Hoje, quem vem cumprindo esse papel, que costumava ser o preponderante no colegiado antes, é o diretor Marcos Barbosa Pinto. O diretor Eli Lória, embora tenha também uma segunda formação em Direito, é funcionário de carreira da autarquia. Com essas duas indicações o colegiado volta a ficar completo, com os cinco integrantes previstos.


(Valor Econômico, 12/09/2008 - via César Tibúrcio - veja mais)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A correria por cursos sobre IFRS no Brasil

O mercado de cursos e treinamentos na área de contabilidade no Brasil está super aquecido com a convergência de nosso país às Normas Internacionais de Contabilidade (NIC) do IASB.

Fizemos um consulta no Google e tive um retorno de 11.900 páginas associadas às palavras "curso" e "IFRS'.

Neste momento é preciso ter muita calma, pois o cronograma do CPC ainda prevê um bom tempo para normatizar as principais mudanças de práticas contábeis. As empresas correm o risco de enviar funcionários para cursos que efetivamente não preparam os seus funcionários para o novo padrão brasileiro de contabilidade. Isto poderia levar ao cometimento de erros, e até na necessidade de investir em mais treinamentos.

Por outro lado, não se inteirar das "novidades" o quanto antes pode levar as empresas a terem problemas na hora de elaborar suas demonstrações contábeis. Algums sistemas precisam ser customizados, e isto leva tempo.

Uma pergunta que sempre faço: porque tanta correria aqui no Brasil para se implantar as NIC?


Links: IFRS X USGAAP

Duas matérias da revista eletrônica CFO.com abordam a questão da convergência do USGAAP ao IFRS. O sentimento reinante entre alguns profissionais americanos da contabilidade é que os EUA não precisavam migrar para IFRS e que este processo está sendo feito rápido demais.

  1. Vile le GAAP - Despite regulators' swift move toward international accounting standards, the U.S. rules won't be disappearing from American companies' books anytime soon.

  2. FASB, IASB Eye 2011 as Wrap-up Date - The Financial Accounting Standards Board and the International Accounting Standards Board, makers of U.S. and international accounting rules, on Thursday released an updated memorandum of understanding that strives for all major joint projects to be completed by 2011.

Curso on-line gratuito do Office

A Microsoft criou um espaço de aprendizagem virtual para o Office.

O curso on-line é gratuito e oferece várias dicas para otimizar o uso dos sistemas que compõem o Office.



Novas regras sobre rotatividade dos auditores independentes

CVM edita Deliberação que dispõe sobre a rotatividade dos auditores independentes

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) edita hoje, 11/09/08, a Deliberação n° 549/08, com o objetivo de permitir, exclusivamente às companhias abertas, que mantenham seus atuais auditores independentes até a data de emissão do parecer de auditoria para as demonstrações contábeis relativas ao exercício social a se encerrar em 2011. Com essa medida, a CVM pretende diminuir os impactos decorrentes do processo de adaptação às novas normas contábeis e contribuir para a estabilidade nesse cenário de mudanças com vistas à convergência contábil. A permissão prevista na Deliberação não alcança, portanto, os fundos de investimento e demais entidades sujeitas à regra de rodízio estabelecida pela Instrução CVM nº 308/99.

Em virtude da obrigatoriedade do rodízio de auditores independentes a cada cinco anos (conforme art. 31 da Instrução n.º 308/99), algumas companhias teriam que realizar a substituição prevista na norma ao longo dos próximos três anos. Esse período coincide com a implantação de relevantes alterações na contabilização dessas entidades, decorrentes da Lei n.º 11.638/07.

Essa lei, que introduziu alterações significativas nas regras contábeis previstas na Lei das S.A., estabeleceu também que as normas expedidas pela CVM sejam convergentes com as normas internacionais de contabilidade (IFRS), o que deverá ocorrer até o exercício social de 2010, demandando alterações relevantes no arcabouço normativo aplicável à contabilização das sociedades anônimas.

Diante desse quadro, a CVM reconhece que a realização do rodízio obrigatório de auditoria durante o período de adaptação às novas regras pode ser considerado indesejável, tanto por algumas companhias auditadas, quanto pelos auditores independentes. A Autarquia decidiu, então, facultar às entidades auditadas a manutenção do mesmo auditor até o encerramento das demonstrações contábeis do exercício de 2011.

É necessário deixar claro que a Deliberação n.º 549 tem por único objetivo permitir que as entidades auditadas obrigadas por norma a fazer a substituição de auditor durante o período de adaptação à Lei n.º 11.638/07 possam adiar essa troca até o encerramento do exercício de 2011. Contudo, essa permissão não representa suspensão da contagem do prazo de cinco anos para a substituição de auditores independentes, de modo que aqueles que não se utilizarem da faculdade prevista na Deliberação, ou substituírem voluntariamente seus auditores em data anterior ao encerramento do exercício anterior ao de 2011, deverão contar normalmente o prazo de cinco anos a partir da data de contratação de seus auditores.

Por fim, informa-se, por oportuno, que a CVM não está inclinada, neste momento, a eliminar a exigência do rodízio obrigatório, inclusive porque o estudo contratado pela Autarquia trouxe evidências da efetividade desse sistema em termos de qualidade das demonstrações financeiras. Ainda assim, a CVM está disposta e irá avaliar eventuais aprimoramentos às regras existentes.

Clique para ter acesso à íntegra da
Deliberação n° 549/08.
Fonte: CVM

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

SPED Fiscal e o dia-a-dia das empresas

Sped Fiscal entra em vigor em janeiro e já preocupa empresas

Até janeiro de 2009, 14 mil estabelecimentos de todo o País deverão modificar seu repasse de informações à Receita Federal e se adequarem ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) Fiscal. No entanto, segundo empresas que desenvolvem essa tecnologia, muitos desses estabelecimentos não vão conseguir fazer a adaptação a tempo, pois existem muita demanda e pouca oferta de fornecedores de softwares tributários.

"Existem apenas cinco ou seis empresas especializadas em soluções tributárias, por isso falta mão-de-obra para dar conta dos pedidos de troca para o Sped Fiscal", comenta o diretor Werner Dietschi, da Lumen IT.

Dietschi explica que por enquanto a Lumen IT, já conseguiu desenvolver o projeto piloto (aplicação do Sped Fiscal) em seis dos seus 150 clientes. "De um lado essa situação é positiva para nós porque é uma demanda líquida e certa, por outro lado, aquelas empresas que ainda não começaram a desenvolver o projeto piloto, poderão ser obrigadas a pagar mais por isso, ou não vão conseguir se adequar a tempo e ser multada", prevê o diretor.

Da mesma forma, pensa a gerente de relacionamento ao cliente Dulce Siqueira, da Alliance Consultoria de Informática. "O Sped exige um detalhamento muito maior das informações fiscais, além de que a demora para concluir o projeto piloto é de dois a três meses, assim alertamos as empresas a buscarem a solução o quanto antes", comunica.
A Alliance já conclui os projetos da Toyota, Telefônica, Redecard, Vivo e Usina São Manuel. E, segundo a gerente, também não está, por enquanto, recusando novos pedidos. "Estamos numa situação que beira ao limite para atender a todos os pedidos. Muitos estão deixando para fazer na última hora", diz Dulce.

A dificuldade encontra pelas duas fornecedoras do software tributário é também sentida pela Easy Way. "Hoje damos conta, mas quando chegar mais perto do prazo talvez não dá tempo de modificar a todos os pedidos", confessa o gerente de desenvolvimento e aplicações da empresa, Fernando Moura. A empresa está instalando o novo sistema em 10 estabelecimentos e espera concluir mais 50.

Prazo final
Segundo o supervisor geral do projeto Sped na Receita Federal, Carlos Sussumu, as empresas tiveram tempo suficiente para se adaptarem. "Já restringimos o número de estabelecimento obrigatórios ao máximo e prorrogamos o prazo por duas vezes, não temos mais o que fazer, exceto se houver uma pressão política", explica. "Se o prazo final fosse em 2020, ainda sim teria muitos reclamando", completa. O prazo para adaptação venceu em janeiro deste ano e foi prorrogado para o início de 2009.Para o contador José Donizete Valentina, conselheiro efetivo do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP), ainda é prematuro afirmar qualquer situação com o início do Sped Fiscal. "O Sped não é um sistema fechado e quando iniciado mais empresas deverão se adequar às normas exigidas pelo governo", diz. Entretanto, o contador afirma que até é possível prever um atraso das empresas em relação ao Sped, pois não há um suporte tecnológico eficiente ao que o projeto fiscal exige.
Impacto
O advogado Flávio Sanches, do escritório Veirano Advogados , diz que o problema maior será quando o Sped Fiscal entrar em vigor. "Muitos de nossos clientes estão pensando em como fazer com seus projetos desenvolvidos hoje para se adequar ao Sped." Para ele, como a legislação é a mesma não terá muitos problemas como a entrada em vigor do sistema, mas argumenta que os advogados terão que estar atentos as mudanças com relação obrigações acessórias.

"Sem dúvida em 2009, teremos vários atos normativos da Receita, que é algo bastante comum. Porém, com o passar dos anos, teremos muitos benefícios, como o fim da sonegação e até caminhar para a redução de impostos, com o aparecimento de novos contribuintes", otimiza. Para ele, o sistema vai obrigar pequenas empresas fornecedoras das grandes a pagar seus impostos, o que pode resultar em maior arrecadação.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 9)(Fernanda Bompan)

SPED Fiscal: Contagem regressiva

Empresas têm 4 meses para se adequar ao Sped
Os 14 mil estabelecimentos em todo o País terão apenas quatro meses para se adequar ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) Fiscal, cujo objetivo é tornar mais ágil e detalhar a fiscalização da Receita Federal e das secretarias da Fazenda estaduais e municipais por meio da prestação de informações pela internet. Entretanto, empresas de informática especializadas em soluções fiscais garantem que não dará tempo para todos aqueles estabelecimentos se adequarem. Dos 150 clientes da Lumen IT, por exemplo, apenas 6 já fizeram as adaptações ao programa.

"Se o prazo final fosse em 2020, ainda sim haveria muitos reclamando", diz o supervisor do projeto Sped na Receita Federal, Carlos Sussumu. O representante do Fisco garante que o prazo não será adiado, como já ocorreu em janeiro deste ano.

A9(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Fernanda Bompan)

domingo, 7 de setembro de 2008

Um portal para a Reforma Ortográfica

O Portal IG criou um espaço exclusivo para apresentar a reforma ortográfica dos países de língua portuguesa:

http://educacao.ig.com.br/acordo_ortografico/

Um dos destaques do portal é "GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA: Saiba o que mudou na ortografia brasileira" de Douglas Tufano.

Acesse AQUI o Guia (em formato PDF).

Outra postagem sobre este tema AQUI

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Evento: SPED x Sistemas de Contabilidade

O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) tem como objetivo promover a integração dos fiscos, racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuíntes e tornar mais rápida a identificação de ilicitos tributários.

A implementação dos softwares de SPED deve entrar em funcionamento efetivamente, em janeiro e junho de 2009, quando da entrega do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, onde as empresas deverão apresentar também a escrituração contábil digital - ECD, do ano base de 2008.

A Mastersaf realiza, no dia 16 de setembro, terça-feira, a partir de 14h00, Fórum SPED (Sistema Público de Escrituração Digital: Nota Fiscal Eletrônica, Sped Fiscal e Sped Tributário), que vai discutir o tema com uma abordagem prática, mediante detalhamento de cases que adotaram soluções Mastersaf.

O evento será realizado em São Paulo, no Hotel Hyatt, à Avenida das Nações Unidas, 13.301, Brooklin.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Quem audita auditor? - 2

Líderes mundiais em serviços de auditoria, as chamadas "big four" do setor - Deloitte, KPMG, PricewaterhouseCoopers e Ernst & Young - vão ter de provar de seu próprio trabalho, por determinação da nova legislação contábil brasileira, que entrou em vigor neste ano. A Lei 11.638 introduziu novos critérios para a contabilização das demonstrações financeiras das empresas. Entre as novidades, determina que as companhias fechadas de grande porte - com receitas de R$ 300 milhões e/ou ativos de R$ 240 milhões - tenham seus balanços auditados. As big four se enquadram neste critério e serão obrigadas a submeter suas demonstrações financeiras de 2008 à auditoria de terceiros.

A nova lei ampliará o mercado para as auditorias menores, pois, a partir do ano que vem, cerca de 700 empresas de grande porte irão se somar às 570 companhias abertas existentes no País entre as que têm seus balanços auditados. Para as big four, embora a expansão do mercado seja um dado positivo, a exigência de ter auditados seus próprios balanços há aspectos negativos porque terão de abrir seus dados aos concorrentes, mesmo que optem por empresas menores. Segundo José Carneiro, sócio da Deloitte, "a preocupação é abrir nossos negócios aos concorrentes". A Deloitte já está avaliando quem vai contratar e certamente não será um dos grandes, afirma. Admite, contudo, que, ao exigir que empresas de grande porte contratem auditorias, a lei foi altamente positiva para o País. "Insere o Brasil no contexto internacional e reduz o custo-país."

B1(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Lucia Rebouças)