segunda-feira, 31 de agosto de 2009

NF-e: Certificação Digital

A implantação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) tem o objetivo de facilitar a vida do contribuinte e as atividades de fiscalização sobre operações e prestações tributadas pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os estabelecimentos estão implantando o documento fiscal eletrônico e, assim, substituindo a emissão do documento fiscal em papel. Para isso, é necessário obter certificado digital padrão ICP-Brasil para garantir validade jurídica na assinatura e transmissão do documento eletrônico.

Dessa forma, as empresas, que entrarem nesse processo, não poderão mais emitir notas fiscais convencionais e as mercadorias que circularem sem a cobertura da NF-e estarão sujeitas à retenção pelo fisco estadual, podendo o contribuinte sofrer outras penalidades, como o pagamento de multa.

Em abril de 2008, a emissão da NF-e começou nas empresas de cigarros e distribuição de combustíveis. A partir de dezembro de 2008, essa obrigação se estende a outros setores econômicos, como os fabricantes de automóveis, cimento, medicamentos e bebidas.

Passo a passo

Confira o passo a passo de como obter o certificado digital, que poderá ser usado tanto para emitir notas fiscais eletrônicas como em outras aplicações que demandem esse mecanismo de segurança:

1- Escolher uma Autoridade Certificadora (AC) da ICP-Brasil;

2- Solicitar no próprio portal da internet da AC escolhida a emissão de certificado digital de pessoa física (ex: e-CPF) e/ou jurídica (ex: e-CNPJ). Os tipos mais comercializados são: A1 (validade de um ano – armazenado no computador) ou A3 (validade de até três anos – armazenado em cartão ou token criptográfico). A AC também pode informar sobre aplicações, custos, formas de pagamento, equipamentos, documentos necessários, e demais exigências;

3- Depois da solicitação, a AC vai confirmar o pedido, em geral via e-mail, e encaminhará os contatos da Autoridade de Registro (AR) mais próxima do cliente, para que seja agendada uma visita presencial, quando o interessado levará os documentos e será identificado. Quem escolher o certificado tipo A3 poderá receber na própria AR o cartão ou token com o certificado digital.

4- Aguardar uma notificação da AC para baixar o certificado.

Fonte: ITI.gov

domingo, 30 de agosto de 2009

LexML: o Google das leis

Já ouviu falar do LexML?

Trata-se de um portal especializado em informação jurídica e legislativa. Pretende-se reunir leis, decretos, acórdãos, súmulas, projetos de leis entre outros documentos das esferas federal, estadual e municipal dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todo o Brasil: uma rede de informação legislativa e jurídica que pretende organizar, integrar e dar acesso às informações disponibilizadas nos diversos portais de órgãos do governo na Internet.

O LexML significa mais do que a unificação da informação legislativa e jurídica em um único portal: trata-se de uma infra-estrutura que permitirá manipular eficazmente a gigantesca quantidade de informações existentes no país. O LexML facilitará o acesso do cidadão à informação, cumprindo assim o preceito constitucional que define o cidadão como o titular do direito de acesso à informação (CF, Art 5º, XIV), e contribuirá na agilização de processos judiciais, administrativos e legislativos.

Fonte: Site LexML: http://www.lexml.gov.br

sábado, 29 de agosto de 2009

Evento: "Refis da Crise"

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia - FIEB, por meio de seu Conselho de Assuntos Fiscais e Tributários - CAFT, realizará o Seminário "Refis da Crise": Tire suas Dúvidas.

O objetivo do seminário é esclarecer e orientar sobre os principais aspectos relacionados ao novo parcelamento disciplinado pela Lei nº 11.941/09 e Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 06/09, criado para permitir a regularização de débitos fiscais federais de pessoas físicas e jurídicas.

  • Data: 02 de setembro de 2009. Horário: 8 às 12h
  • Local: Auditório do Sistema FIEB - Rua Edístio Pondé, 342, Stiep - Salvador- BA.
  • Público-alvo: empresários, contadores, advogados e consultores.
  • Palestrante: Dra. Socorro Henriques - Chefe da Divisão de Arrecadação e Cobrança da Receita Federal do Brasil - (5ª Região Fiscal)
  • Inscrições: gratuitas (vagas limitadas)

Informações: (71) 3343.1250 cristina@fieb.org.br

Precisa de Financiamento? Invista.

Um interessante caso foi apresentado pela Revista Eletrônica CFO.com. A matéria mostra como uma empresa americana, precisando de recursos para financiar suas atividades de pesquisa e expansão, adquiriu o controle de uma outra empresa com os olhos em sua geração de caixa, a despeito de suas dívidas de médio prazo.

Need Cash? Go Buy It.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pesquisa Contábil

O Observatório de Educação e Pesquisa Contábil é uma iniciativa da área temática Educação e Pesquisa em Contabilidade do Departamento de Contabilidade e Atuária (EAC) da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).

O Observatório USP de Educação e Pesquisa Contábil apresenta-se como um espaço privilegiado para a produção, disseminação e construção de novos conhecimentos sobre a Educação e a Pesquisa em Contabilidade.

Projetos do Observatório
  • Produzir, divulgar e acompanhar estudos, pesquisas e práticas sobre a Educação e a Pesquisa Contábil;
  • Prestar apoio a educadores e pesquisadores da área, através da disponibilização de material didático, acadêmico e científico;
  • Contribuir para a formação continuada de educadores e pesquisadores da área Contábil.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Convergência: USGAAP -> IFRS

Acabou o suspense

Segundo o Wall Street Journal (Kroeker Named at SEC, 26/8/2009, J, C3), a The Securities and Exchange Commission (SEC), correspondente a nossa CVM, nomeou James L. Kroeker como contador chefe. Existia um suspense sobre quem ocuparia este cargo.

A CFO.com (SEC Names Kroeker Chief Accountant, Sarah Johnson, 25/8/2009) lembrou que recentemente Kroeker defendeu as regras de valor justo. O outro ponto relevante na agenda contábil da SEC, a convergência internacional, ainda permanece em aberto. Sob a administração de Cox, nomeado pelo então presidente Bush, a SEC propôs um planejamento para a convergência até 2016. Mas a atual presidente, Mary Schapiro, questiona isto e tem reservas sobre a qualidade das IFRS e a independência dos reguladores, conforme aponta a CFO:

While Kroeker has not publicly shared his views on the plan itself, Schapiro has said she "will not be bound by the existing roadmap" and expressed reservations about the quality of IFRS and the independence of its standard-setters.

As a practical matter, considering the time that has gone by and the change in SEC priorities because of the financial crisis, the timetable outlined in the IFRS roadmap will mostly likely shift, says White.

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Capital de Giro: Estudo da Ernst & Young

Estudo da Ernst & Young revela queda no capital de giro em 2008

Pesquisa foi realizada com mais de 2.000 empresas dos Estados Unidos e na Europa. Levantamento feito no Brasil também aponta diminuição em relação ao ano anterior.

O capital de giro, uma das principais preocupações das empresas no atual cenário econômico, sofreu queda em 2008 de acordo com o estudo 2009 Working Capital Management Report realizado pela Ernst & Young com mais de 2.000 das maiores companhias dos Estados Unidos e Europa.

Aproximadamente US$ 1 trilhão em capital de giro estaria alocado desnecessariamente, montante que representou 6% das vendas destas companhias. Isso significa que, a cada US$ 1 bilhão em vendas, há oportunidade de melhoria de US$ 60 milhões em capital de giro.

Um levantamento complementar realizado pela Ernst & Young Brasil a partir de informações de mais de 1.000 empresas do País mostra uma pequena redução na necessidade de capital de giro em 2008, ficando em aproximadamente 12,8% da receita líquida, ante a 13,6% no ano anterior.

Essa queda foi influenciada principalmente pelo setor de serviços, que reduziu a necessidade de capital de giro de 12,7% em 2007 para 10,6% em 2008, em função da redução da atividade econômica, que impactou no faturamento do setor.

De outro lado, o setor de comércio teve um aumento na necessidade de capital de giro, passando de 11,2% em 2007 para 12,2% em 2008, em decorrência da necessidade de financiamentos aos consumidores como estimulo às vendas e em razão do aumento da inadimplência. E o setor de agronegócios foi um dos que mais aumentou sua necessidade de capital de giro, passando de 17,6% em 2007 para 18,8% em 2008, principalmente em virtude do aumento dos níveis de estoque - fenômeno evidenciado nas indústrias de commodities como um todo.

O estudo internacional mostra que muitos empresários sentiram a diminuição do crédito e que este tema atingiu o topo das preocupações das companhias. "Apesar do cenário desfavorável, identificamos uma leve retomada da liquidez no final de 2008, incentivada principalmente por pacotes econômicos implantados nos países pesquisados", afirma o gerente da área de transações da Ernst & Young Brasil, Allan Skuropat.

O relatório aponta que 63% das companhias americanas e 50% das companhias européias registraram queda nos níveis de capital de giro em 2008 em comparação ao ano anterior. Os fatores que contribuíram para isso foram as expressivas quedas nas vendas e nas compras nos último meses do ano. A queda na demanda e a volatilidade no preço das commodities também influenciaram a diminuição de liquidez.

De acordo com os estudos, a expectativa de aumento da liquidez em 2009 é conseqüência de algumas políticas bem sucedidas para revitalização da economia. Na maioria dos países pesquisados, os governos elaboraram planos de ajuda fiscal, que tendem a movimentar a economia em uma possível retomada em 2009.

"Como o capital de giro das empresas pesquisadas representa parte significativa do total de ativos das companhias, as medidas do governo acabaram se tornando fundamentais ao aumento da liquidez", destaca Skuropat.

Para auxiliar na administração efetiva do capital de giro, a Ernst & Young ressalta alguns pontos estratégicos, como:



  • Administração apropriada de incentivo para melhorar o desempenho de caixa;

  • Melhora na freqüência, velocidade e acuidade de cobrança;

  • Desenvolver uma cadeia de fornecedores ágil que responda às condições flutuantes do mercado;

  • Construir uma ligação maior e uma colaboração mais próxima entre os diversos participantes da cadeia de valor do capital de giro;

  • Manter métricas que monitorem a saúde financeira de consumidores e fornecedores;

  • Identificar e melhorar os fatores-chaves que impulsionam a criação do capital de giro com erros de previsão, variação de suprimentos, segmentação de clientes, entre outros.

O tratamento adequado do capital de giro possibilita que a necessidade de capital de giro seja otimizada, evitando que grandes montantes de recursos financeiros, de terceiros ou próprios, sejam desnecessariamente investidos nas operações.

No curto prazo, a continuidade de um cenário difícil intensificará a pressão no capital de giro das empresas, eventualmente aumentando a inadimplência e o reconhecimento de perdas, além da possibilidade de complicações na cadeia de fornecimento e aumento da tensão e desgaste entre os participantes da cadeia de valor do capital de giro. Por outro lado, dados recentes indicam que o setor privado está buscando a redução dos estoques, que podem começar a retornar aos níveis normais.

Este ambiente frágil e incerto é diretamente refletido no desempenho do capital de giro de cada empresa. Empresas que possuem uma administração otimizada do capital de giro são menos propensas aos efeitos negativo atuais do que as demais. Dado este fato, existe também a questão se as empresas utilizarão o capital de giro como forma de melhorar seus negócios, reduzir custos, melhorar o serviço e melhorar a administração de risco.

Para as empresas, a administração eficiente do capital de giro oferece a oportunidade de não somente melhorar caixa, custos e serviços, mas também ser mais ágil e flexível em condições econômicas e financeiras que mudam muito rapidamente.

Fonte: Maxpress , via Câmara Portuguesa

Flagrante de contador elaborando Declarção de IR








Dica de César Tibúrcio, Fonte aqui


terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lado negativo: IFRS mudará relação com terceiros

Padronização contábil e os terceirizados
Marco Antonio Papini

A padronização das normas contábeis brasileiras, que está sendo feita a toque de caixa pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), entre outras entidades, terá um importante papel no modo como as empresas tratam o fluxo de recursos na composição do caixa e sua destinação à mão de obra terceirizada, conforme diz a legislação trabalhista. As Normas IFRS são, por si só, um motivador extra para o cumprimento de obrigações legais.

As Normas Internacionais de Contabilidade (NIC) afetarão profundamente a maneira de se proceder a composição dos balanços contábeis. Haverá a necessidade de se fazer provisões visando o pagamento de ações trabalhistas provenientes da falta de regulamentação e das muitas dúvidas jurídicas existentes na prestação de serviço de terceirizados.

Essa prática de contratar força de trabalho terceirizada é muito comum nas empresas de médio e grande portes, que não fazem provisões de caixa para atenuar problemas desse tipo, mas terão de se adequar à implantação das Normas IFRS, prevista como obrigação a partir de 2010.

Em outras palavras, os legisladores finalmente terão de votar a lei que regulamenta o trabalho terceirizado, a fim de impedir que haja grande volume de demissões, já que a padronização contábil forçará as empresas a uma obediência cega à inflexível CLT.

Como todos sabem, os encargos sociais advindos da legislação vigente são pesadíssimos, chegando a quase 1,8 vezes o salário pago ao colaborador registrado.

Em meio a esse cenário, o Projeto de Lei Nº 4.302/98, que é de autoria do Executivo e há mais de dez anos tramita no Congresso, o que limita a regulamentação da terceirização no Brasil a leis como a 6.019/74 (trabalho temporário) e 7.102/83 (serviços de vigilância e transporte de valores).

Na outra ponta das discussões está o CFC - Conselho Federal de Contabilidade, que transforma em Resoluções os Pronunciamentos Contábeis como se as empresas fossem de único porte, ou seja, sem qualquer distinção entre grandes, médias ou pequenas, resumindo tudo ao velho e mal "cumpra-se".

Não chega a ser um caos, mas evidentemente o Conselho deveria definir o que é aplicável para cada uma das empresas, em especial as limitadas, de acordo com o seu tamanho. Uma alternativa viável seria o CFC criar um grupo de trabalho para estudar a criação de um padrão contábil para as médias empresas.

A contabilidade, agora com as Normas IFRS, ganhou ainda mais importância para a vida financeira das organizações, uma vez que passou a ser instrumento decisivo na tomada de decisões.

A limitação em torno da padronização reside no fato de que, ao aplicar as mesmas regras indiscriminadamente ignoram-se diferentes perfis e históricos, uma conduta nada saudável. Do jeito que estão fazendo, certamente faltarão profissionais especializados no tema, o que deve acarretar custos adicionais ao mercado.

Um exemplo bastante plausível disso tudo é o do lucro acumulado. Que sentido faz sua distribuição aos acionistas ser obrigatória? Simplesmente nenhum. Uma sociedade limitada, na qual o principal acionista é o próprio dono - aquele que verdadeiramente gera negócio - não pode suportar este nó contábil.

O estabelecimento de um padrão contábil diferenciado, sobretudo para as médias, evidentemente terá o seu lado negativo. As notas explicativas das IFRS referentes às informações financeiras apresentadas farão com que empresas S/A exponham sua vida íntima de modo nunca antes visto, tendo de triplicar os cuidados para evitar a divulgação equivocada de detalhes estratégicos que interessam aos acionistas, mas não ao mercado.
Fonte: FinancialWeb (grifos nossos)

Marco Antonio Papini é mestre em Ciências Contábeis pela PUC-SP e sócio-diretor da MAP Auditores Independentes (www.map-auditoria.com.br), uma associada à CPA Associates International.

Vantis adia balanço por divergência com auditor

Valor Online
Philip Stafford, Financial Times, de Londres

Vantis, a empresa de consultoria de impostos e contabilidade, foi obrigada a adiar a divulgação de seus resultados anuais por divergências com seu auditor.

Listada no AIM, mercado para pequenas empresas da bolsa londrina, a Vantis informou que a disputa com a Ernst & Young refere-se ao tratamento dado a itens contábeis que não envolvem dinheiro, em especial, à forma como se definem os devedores de longo prazo na contabilidade de anos anteriores. A Ernst & Young não quis comentar a informação.

A Vantis normalmente divulga em julho seu resultado do exercício até 30 de abril e, apesar da disputa, ainda tinha esperanças de anunciar o balanço ontem.

Para evitar perder a listagem no AIM, a empresa tem prazo até o fim de setembro para publicar suas contas auditadas.

O problema não tem relação com a investigação em andamento na Vantis sendo feita pelo departamento britânico responsável pela arrecadação de impostos, o HMRC, sobre esquemas criados para alguns clientes de alta renda por meio de empresas de investimentos nas Ilhas do Canal.

Como parte da investigação, o HMRC fez incursões nas residências de executivos para averiguar se a Vantis estava usando brechas nas regras de benefícios fiscais em casos de doações em ações feitas à instituições beneficentes. Eles negam veementemente qualquer irregularidade.

A Vantis, que atende pequenas e médias empresas, anunciou em janeiro queda no lucro do primeiro semestre fiscal, antes de impostos, de 6 milhões de libras (US$ 10 milhões) para 4,6 milhões de libras, embora a receita tenha aumentado de 46,9 milhões para 48,3 milhões de libras. Os serviços de recuperação de empresas, que consiste em trabalhar para empresas sob administração externa, representaram 25% da receita total, em comparação aos 20% do mesmo período do ano fiscal anterior. As ações da Vantis fecharam em queda ontem.
Via Agência de Notícias do CFC

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ensino de Contabilidade: Perfil do professor

O mundo hoje vive a chamada Era do Conhecimento, cuja ênfase está na capacidade intelectual e no conhecimento como agentes para gerar riqueza, deste modo o poder se concentra nas mãos de quem possui um diferencial intelectual. Neste contexto, cresce a necessidade de qualificação profissional e exige-se a educação continuada. Assim acentua-se a importância de se ter professores competentes. Este trabalho busca elaborar um perfil de competências para atuação do profissional da área contábil na função de professor universitário no Distrito Federal. Estudadas as principais competências determinadas na literatura, propôs-se o seguinte perfil para a atuação destes professores: conhecimento técnico; capacidade de organizar e conduzir situações de aprendizagem; utilização de tecnologias; humildade e postura em sala de aula; gosto pelo ensino e interesse pelos alunos; multidisciplinaridade e interdisciplinaridade; multiculturalidade e interculturalidade; e capacidade de lidar com os deveres e dilemas éticos da profissão. Uma pesquisa de campo feita com 23 professores verificou que a maioria dos professores entrevistados possui as competências delineadas para o perfil requerido.
Trabalho apresentado no Congresso USP de Contabilidade. O nível de confiança da pesquisa foi de 80%.
Dica deste post: Blog Contabilidade Financeira (César Tibúrcio)

Discussão ambiental cresce e vira provisão

Marta Watanabe, de São Paulo
Valor Econômico - 24/8/2009



As discussões judiciais ou administrativas relativas a questões ambientais começaram a aparecer com mais frequência entre as contingências das empresas. Das 30 maiores companhias de capital aberto, nove - Petrobras, Vale, Neoenergia, CSN, Eletropaulo, Sabesp, Ultrapar, Cemig e CPFL - mencionam contingências ambientais em seus balanços financeiros. As sete primeiras mantêm provisões.

Especialistas explicam que isso não significa que as empresas estão poluindo ou infringindo mais a legislação de meio ambiente. O fenômeno é resultado da exigência cada vez maior dos investidores em relação a possíveis passivos ambientais. Paralelamente, há também regulamentação mais rígida para contabilização das discussões da área. Além disso, há fiscalização acirrada tanto de órgão federais e estaduais, o que tem gerado maior volume de autuações e discussões judiciais. Como resultado natural, surgem as provisões. "É como uma empresa com mão de obra intensiva ou muitas operações. Isso naturalmente gera um grande volume de disputas trabalhistas e tributárias", compara o consultor Pedro César da Silva, da ASPR Auditoria e Consultoria.

Embora com valores relativamente baixos, as discussões sobre legislação ambiental têm dado origem a um item adicional nas provisões. Nas empresas Vale, Neoenergia, CSN, Eletropaulo e Sabesp, essas disputas são destacadas entre os valores provisionados em uma rubrica específica para "contingências ambientais". As provisões são tradicionalmente divididas em três áreas: tributárias, cíveis e trabalhistas. As contingências são mencionadas em balanço quando avaliadas como de perda "provável" ou "possível". No caso de perda provável, há obrigatoriedade de provisão.

A advogada especializada em direito ambiental, Maria Alice Doria, do escritório Doria, Jacobina, Rosado e Gondinho, diz que "nos últimos dois ou três anos houve aumento das contingências ambientais não só em volume como em valores."

Na área ambiental as contingências podem ser judiciais - originadas principalmente pela atuação do Ministério Público ou por meio de ações populares -, ou administrativas, como resultado de autuações fiscais de órgãos estaduais ou federais que fiscalizam desde contaminação de solo e águas até o cumprimento das obrigações em relação às áreas de preservação.

As contingências indicadas pelas empresas de capital aberto refletem essa diversidade de situações. A Neoenergia, por exemplo, tem nas suas demonstrações consolidadas uma provisão relacionada a um acordo feito em ação popular que pedia compensação dos impactos sócio-ambientais com a implantação da Usina Hidrelétrica de Itapebi. A "reserva" de R$ 19,76 milhões inclui elaboração de estudos, elaboração de manejo e proteção, além de novos projetos desenvolvidos com medidas ambientais compensatórias da exploração do potencial hidrelétrico. Os projetos foram implantados como condição da licença de operação do Ibama, órgão com o qual também foi feito acordo.

Outra empresa de energia elétrica, a Cemig, também registra contingência relacionada a usina. No caso, a construção e operação da usina Nova Ponte. Uma associação discute em ação civil pública indenização por suposto dano ambiental coletivo. A expectativa de perda é considerada possível e não provável. Com base nisso, a companhia não registra provisão.

Na Sabesp, a provisão de R$ 57,36 milhões no consolidado inclui vários processos administrativos e judiciais instaurados por órgãos de fiscalização e também pelo Ministério Público.

Maria Alice lembra que além da processos judiciais e administrativos, as companhias também contingenciam pagamento de compensação ambiental e valores aplicados em programas e medidas compensatórias na implantação de empreendimentos.

A CSN destaca entre suas provisões uma contingência ambiental de R$ 69,38 milhões relacionada a gastos com investigação e recuperação ambiental de potenciais áreas contaminadas em estabelecimentos da companhia no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.

O advogado Fernando Jacob Netto, do Marafon, Jacob Netto e Guariento Advogados lembra que, ao lado do Ministério Público, as organizações não-governamentais também levantam discussões judiciais. Além disso, as empresas também estão sujeitas a ser autuadas sobre o mesmo assunto por órgãos estaduais ou do governo federal. A legislação não define exatamente as atribuições de cada esfera administrativa e isso causa longas discussões no Judiciário.

Para Antonio Lawand, do escritório Braga & Marafon, a maior quantidade de processos administrativos e judiciais não acontece por acaso. Para muitos setores, diz ele, a certificação ambiental tornou-se uma forma de proteção ou de criação de novos mercados. Isso tornou um requisito de mercado o cumprimento de obrigações ambientais. "Para vender ao cliente final ou para comprar do fornecedor é muitas vezes necessário ter uma certificação do setor. E isso só é obtido por empresas que tornam essa informação mais transparente", explica Lawand.

Como resultado disso, acredita, o direito ambiental no Brasil está num momento de definição de critérios, no qual órgãos estaduais e federais têm baixado regulamentações e, com base nelas, acirraram a fiscalização, principalmente nos últimos três anos. Para Lawand, há um crescimento de autuações principalmente dos órgãos estaduais. "Além de gerar receita, é uma forma dos Estados protegerem seu patrimônio ambiental e, com isso, atrair mais investimentos."

Leonardo Dutra, gerente de serviços de sustentabilidade da Ernst & Young, acredita que há uma tendência clara de provisionar ou de mencionar nos balanços as contingências ambientais. Ele explica que há grande pressão pela divulgação dessas informações não só por investidores acionistas como para potenciais compradores do negócio. Para ele, estão mais sujeitas à formação de provisões as empresas de atividades que naturalmente trazem maior impacto ao meio ambiente, como óleo e gás, metalurgia, mineração e energia, entre outros.

Via Blog Contabilidade Financeira

sábado, 22 de agosto de 2009

SPED Fiscal: Novo PVA

Foi disponibilizada a versão PVA_EFD_1.0.5 para utilização na validação, assinatura e transmissão das EFD´s a partir de 20 de agosto de 2009.

De acordo com o Portal do SPED Somente será aceita a EFD gerada, validada e transmitida com a utilização desta versão.

Principal alteração: regras de preenchimento dos campos 04 e 06 do registro E210. Maiores detalhes ver Guia Prático da EFD versão 1.0.5 - pg. 140 e 141.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Valor Justo:Cuando los genios se vuelven sabios

Cuando los genios se vuelven sabios
Reuters - Noticias Latinoamericanas - 19/8/2009
Rolfe Winkler, columnista de Reuters

NUEVA YORK, ago 19 (Reuters) - Los creadores del desastre del fondo de cobertura Long-Term Capital Management (LTCM), a fines de la década de 1990, ahora quieren que los bancos se tomen en serio un recorte de su apalancamiento, usando una contabilidad de valor justo en una mayor variedad de activos.

Robert Merton, ganador de un premio Nobel de Economía, escribió en un texto firmado con otros dos colegas el martes en el diario Financial Times, que bancos, supervisores y legisladores están conspirando para ocultar los bajos precios de los activos de los bancos para evitar lidiar con las consecuencias de la insolvencia.

Merton quiere un uso más amplio de la contabilidad de los activos a valor justo, para forzar a los bancos a que confiesen sus pérdidas y junten más capital.

En una entrevista a radio Bloomberg, Myron Scholes, quien recibió el premio con Merton y fue su socio por mucho tiempo, estuvo de acuerdo.

Es refrescante un reconocimiento honesto de la enfermedad que todavía infecta al sistema financiero, el apalancamiento, por parte de dos destacados economistas que aprendieron a los golpes que el apalancamiento mata.

Ultimamente es de rigor decir que lo peor de la recesión ha pasado y que estamos camino a la "recuperación". No hay que preocuparse de que los grandes bancos sigan siendo insolventes.

Si se quitan las garantías del Gobierno, que les brindan financiamiento barato y protegen el valor de sus activos, muchos estarían al borde del colapso.

Como ya argumenté a principios de esta semana, la caída de los precios en los bienes raíces implica pérdidas inmensas para las carteras de préstamos bancarios, pérdidas que podrían borrar de un plumazo lo que queda de su escaso capital.

El lunes tuvimos otro recordatorio de cómo podrían ser las pérdidas. BB&T informó que ajustó en un 37 por ciento el valor de los préstamos que adquirió del quebrado prestamista Colonial Bank.

Una tasa de pérdida la mitad de grande, si se aplica a Citigroup , Bank of America y Wells Fargo , les arrebataría lo que les queda de capital.

En otras palabras, a pesar de los recientes aumentos de capital, su apalancamiento sigue siendo demasiado alto.

Merton y Scholes conocen el riesgo del apalancamiento. Su fondo de cobertura, Long Term Capital Management, estaba apalancado 25 a 1 antes de las pérdidas que aniquilaron su capital, llevando el apalancamiento a 100 a 1.

En esa ocasión, fue necesario el auxilio de firmas de Wall Street para compensar el déficit de capital de LTCM y prevenir un colapso sistémico.

Incluso después de las pruebas de tensión a la banca, los grandes prestamistas aún están apalancados más de 20 a 1. Mucho más cuando se consideran las pérdidas que están escondiendo y los activos fuera del balance que no han reconocido.

El Consejo de Normas Contables Financieras de Estados Unidos (FASB) ya les ha ordenado que reconozcan activos fuera del balance a partir del año próximo y las propuestas de valor justo, de ser aprobadas, llegarían al año siguiente.

No será fácil ponerlo en práctica, es verdad. Las estimaciones del valor justo existentes en los bancos son altamente cuestionables.

No está claro que supuestos están usando en los modelos internos para llegar a los valores. Por eso es que Merton sostiene que las estimaciones deberían ser "validadas en forma independiente por auditores externos".

Si eso es costoso o difícil, ese debe ser el precio que los bancos paguen por invertir en activos difíciles de valorar.

Una crítica legítima a la contabilidad del valor justo es que es procíclica. Valorar los activos a precios de mercado puede inflar el capital cuando los mercados suben y desinflarlos cuando bajan, excerbando las oscilaciones.

Pero eso no ocurre si las autoridades responden dinámicamente a las condiciones de mercado. A medida que se inflan las burbujas, las autoridades deberían incrementar los requisitos de capital para que el apalancamiento no se salga de las manos. De ese modo, cuando los mercados caígan los bancos estarán bien capitalizados.

Desafortunadamente, los reguladores no tienen la flexibilidad para ser indulgentes en este momento. Los bancos no acumularon reservas durante los años de prosperidad, así que las autoridades deben forzarlos a que lo hagan durante la escasez.

La primera medida para resolver un problema es admitirlo. La contabilidad del valor justo obligaría a los bancos a reconocer que todavía tienen un problema de apalancamiento y, con suerte, inspiraría a las autoridades a aumentar los requisitos de capital.

Fonte: via Contabilidade Financeira

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dificuldades de adequação ao IFRS

Veja as quatro dificuldades de adequação ao IFRS
por Ana Caselatto, 19/08/2009

Legislação, idioma, educação e mundo jurídico foram os pontos ressaltados pelo professor Nelson Carvalho

A adaptação do Brasil às normas contábeis internacionais do IFRS pode demandar um esforço maior frente aos demais países, embora ele esteja equiparado ao restante do mundo no processo de convergência. Em entrevista ao FinancialWeb durante o seminário "Evolução das Demonstrações Contábeis no Brasil", realizado na semana passada, o professor da Fipecafi Nelson Carvalho informou que, dentro de uma amostra de 170 países, o Brasil se coloca entre os 140 que estão substancialmente em processo de adequação.

Ele aponta, ainda, que cerca de 30 estão relutantes por conta da menor dependência de recursos externos e optaram por não autorizar convergências domésticas neste momento para aguardar a maturação do projeto globalmente. O docente ressaltou as quatro maiores dificuldades que devem ser sentidas nacionalmente, assim como em outras regiões com cultura contábil semelhante.

Confira a seguir cada uma delas:

  • Legislação: para Carvalho, o País não está no mesmo patamar que o restante no que cabe às práticas de negócios, usos e costumes. Ele explica que, por aqui, “a adoção das normas do IFRS requer reformulação radical das normas emitidas e das leis vigentes”;

  • Idioma: essa é uma dificuldade comum a todos os países que não têm a língua inglesa como a natal, já que as normas do IFRS são emitidas em Londres, no Reino Unido. Desta forma, há locais em vantagem no processo de convergência porque vão ler as normas tais como foram redigidas. “Países como Rússia, Japão, Argentina e Brasil dependem de uma tradução e ela não é simples, pois requer profundo conhecimento de finanças pelo tradutor. Essa é uma dificuldade que nós temos, mas nem todos os países têm”, afirma;

  • Educação: os profissionais já atuantes no mercado deverão passar por um reciclagem de todo o processo aprendido e os estudantes e futuros ofissionais precisão de cursos com currículo educacional completamente reformulado. Para Carvalho “a educação contábil, da ótica tributária para a ótica de mercado de capitais e de crédito (contabilidade financeira) deve ser apartada da contabilidade tributária”;

  • Jurídico: na esfera jurídica, as normas contábeis internacionais tomam por base o ambiente filosófico do common law, que refere-se ao método para a tomada de uma decisão, a qual depende dos casos anteriores e afeta o direito a ser aplicado a casos futuros. Neste sistema, segundo afirma o professor, “existe muito mais espaço para interpretação das normas pelos tribunais do que no modelo filosófico nacional (codificado ou civil). O convívio do direito codificado demanda que tudo ou quase tudo deve estar contemplado na norma legal”.

Fonte: FinancialWeb



COMENTÁRIO
Para mais detalhes sobre este assunto recomento o livro
O BRASIL E A HARMONIZAÇÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL: Influências dos Sistemas Jurídico e Educacional, da Cultura e do Mercado , fruto da tese de doutoramento da Drª Elionor Farah Jreige Weffort (Atlas/PWC, 2005). No livro a autora de forma bastante didática e clara faz o aprofundamento sobre os tópicos acima, além de abordar outros aspectos a serem considerados no processo de convergência do Brasil às normas do IASB:

  • Forças de mercado;
  • Fatores culturais.

Dentre os países mais resistentes à imediata conversão às normas do IASB, destaca-se os EUA. Neste blog você encontrará várias postagens sobre convergência às normas internacionais ao redor do mundo. Confira estas postagens consultando a tag IASB

Republicação de Balanços

Contabilidade: A Huron, especialista em tirar outras companhias de apuros contábeis, vai reapresentar as suas demonstrações financeiras desde 2006.

Detonar a própria empresa é elevada à categoria de arte
Por Jonathan Weil, Bloomberg, de Nova York
19/08/2009

Podemos tirar o auditor da Arthur Andersen. Não podemos tirar a Arthur Andersen do auditor.

Quase nem seria justo afirmar que deveríamos saber que a Huron Consulting Group, com matriz em Chicago, estava destinada a implodir. É tentador dizê-lo, porém.

A Huron foi fundada por cerca de 20 sócios da Arthur Andersen em março de 2002, mesmo mês em que a agora finada firma de contabilidade foi indiciada como parte da investigação do governo dos EUA em torno da Enron, a falida empresa de energia.
Por sete anos, a Huron assessorou outras companhias sobre formas de lidar com complexas questões e investigações contábeis.

Atualmente, a Huron é mais bem conhecida como a operação de contabilidade forense que não conseguiu manter os seus próprios livros em ordem e que, nesse processo, detonou o seu modelo de negócios.

Em 31 de julho, depois do fechamento dos mercados acionários, quando os operadores começavam a ir para suas casas para o fim de semana,
a Huron revelou que deverá reapresentar as suas demonstrações financeiras desde 2006, para corrigir erros sobre a forma como a firma reportou despesas com remuneração de empregados. A medida reduzirá drasticamente o seu lucro líquido para o período, em US$ 57 milhões, ou quase metade dos US$ 120 milhões que a Huron havia apresentado antes.

As consequências foram imediatas. O presidente do conselho de administração e executivo-chefe, o ex-sócio da Andersen Gary Holdren, renunciou, sem receber indenização. A Huron disse que seu diretor financeiro e seu diretor de contabilidade estavam deixando a firma, também sem verbas rescisórias. O órgão regulador (SEC) abriu sindicância. O papel da Huron despencou, em queda de 69%, na reabertura dos negócios, em 3 de agosto, eliminando US$ 660 milhões do valor de mercado da companhia. A maldição da Andersen, que não conseguiu deter as fraudes na Enron e na companhia de telefonia de longa distância WorldCom, subsiste.

Não se tem notícia de um fiasco contábil tão repleto de ironias desde que a firma especializada em declarações de imposto de renda H&R Block precisou refazer os seus demonstrativos financeiros em 2006 para corrigir erros cometidos na sua contabilidade para impostos.

Quanto à mera destruição de marca, a revisão da Huron promete ser muito pior. Recordemos o que aconteceu com a carreira do ator "Pee Wee Herman" Paul Reubens, depois de ter sido preso por "exposição indecente" num cinema para adultos em 1991, e teremos uma ideia da escala em que o escândalo da Huron ainda poderá se tornar prejudicial.

A Huron havia construído uma reputação de "Mestre Resolvedor" para companhias envolvidas em apuros contábeis. No seu site na internet, a firma diz que seus profissionais "possuem as qualificações e a experiência necessárias para ajudá-los a solucionar a sua questão contábil, a capacidade de explicar as informações de forma clara e sucinta, e a habilidade de ajudá-los a aplicar a informação na prática". Seus clientes ao longo dos anos incluíram a Fannie Mae, Nortel Networks e Tenet Healthcare.

As demonstrações errôneas se concentraram em quatro companhias que a firma comprou entre 2005 e 2007. A Huron disse que os donos anteriores das companhias redistribuíram parte do produto da venda de forma que não era compatível com seus percentuais de titularidade. Em alguns casos, eles usaram o valor da venda para remunerar empregados nas empresas que haviam vendido, como uma recompensa por continuar trabalhando na Huron ou por atingir metas pessoais de desempenho.

Pelas normas contábeis, a Huron deveria ter informado os pagamentos dos proprietários anteriores como despesas com remuneração, pois as "ações dos detentores de interesse econômico numa companhia podem ser imputadas à própria companhia", conforme explicou a Huron.

A Huron omitiu isso. A companhia disse que a revisão das demonstrações deverá reduzir o seu lucro líquido para 2008 em 76%, para US$ 10 milhões.

A Huron espera identificar "uma ou mais deficiências relevantes" nos seus "controles internos sobre relatórios financeiros" como resultado das constatações. Ela disse que a SEC também está apurando para determinar se as práticas de reconhecimento de receitas são apropriadas. Se você fosse um membro do conselho de administração de uma companhia que estivesse à busca de consultoria contábil ou gerencial, estaria em graves apuros para justificar a contratação da Huron neste momento.

A tarefa de liderar a Huron agora recai sobre dois outros veteranos da Andersen: George Massaro, novo presidente do conselho de administração, e James Roth, um fundador da companhia, que foi nomeado executivo-chefe. Massaro atuou como o homem na linha de frente no caso do relatório investigativo de 2006 para a Fannie Mae, que concluiu, entre outras coisas, que "os sistemas contábeis da Fannie eram inteiramente inadequados".

Uma reviravolta nessas circunstâncias pode ser uma expectativa exagerada demais, especialmente numa companhia tão alavancada. Em 31 de março, a Huron possuía empréstimos de longo prazo de US$ 321,5 milhões, uma quantia quase equivalente ao seu patrimônio líquido, de US$ 337,5 milhões. Se por um lado bastam apenas dois minutos para destruir uma reputação, a dívida, por sua vez, não é tão facilmente dispensada.

Uma providência que a Huron tomou acertadamente anos atrás foi a divulgação do fator de risco, que incluiu no folheto informativo de outubro de 2004 para o seu primeiro lançamento de ações.

"Nossa capacidade de manter e atrair novas empresas depende da nossa reputação, da reputação profissional dos nossos consultores e da qualidade dos nossos serviços", disse o folheto. "Qualquer fator que reduzir a nossa reputação ou a dos nossos consultores ou que questionar a qualidade dos nossos serviços poderá dificultar sobremaneira a nossa capacidade de atrair novos compromissos e clientes."

Exatamente em que medida isso poderá dificultar, a Huron está prestes a descobrir.

(Tradução de Robert Bánvölgyi)

(Jonathan Weil é colunista da Bloomberg. O texto reflete apenas as suas opiniões)

Fonte: Valor, via Fenacon (grifos nosso)

Contabilidade e Responsabilidade para o Crescimento Econômico

Profissionais e estudantes de Contabilidade e de áreas afins já podem se inscrever para a 3ª Conferência sobre Contabilidade e Responsabilidade para o Crescimento Econômico Regional (CReCER), que será realizada de 23 a 25 de setembro, em São Paulo.

O evento é promovido pelo Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Federação Internacional de Contadores (Ifac, na sigla em inglês). Contando com o apoio do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) na realização desta terceira edição do CReCER, os organizadores esperam reunir cerca de mil participantes.

Principal economia da América Latina, o Brasil tem progredido significativamente nas áreas de Contabilidade e de Auditoria. Segundo as entidades organizadoras do evento, uma das mais notáveis melhorias verificadas no País é a decisão dos principais reguladores do setor financeiro de requererem a utilização das Normas Internacionais de Informação Financeira (IFRS) a partir de 2010. Banco Mundial, BID e Ifac também destacam os avanços ocorridos no setor público, uma vez que o Governo federal anunciou planos para adequar as suas práticas contábeis às Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor Público (IPSAS) até 2012.

Tanto no Brasil como nos demais países da América Latina, os organizadores do CReCER pretendem estimular a cooperação internacional entre supervisores e reguladores financeiros e aumentar esforços para a adoção de normas internacionais. Ainda, ao fomentar a colaboração entre os formuladores de políticas públicas latino-americanos, as instituições internacionais esperam que o evento possa contribuir para, após a crise financeira iniciada em 2008, restaurar a confiança dos investidores, para a estabilidade financeira e para o crescimento econômico.


Fonte: CFC

Transparência?

O Blog Contabilidade Financeira trouxe hoje duas postagem sobre (não) transparência aos investidores:

terça-feira, 18 de agosto de 2009

São Paulo propõe unificar alíquota interestadual em 4%

Com a reforma tributária em "banho-maria" no Congresso, o Estado de São Paulo se antecipou na tentativa de resolver o embate da guerra fiscal. A Fazenda paulista entregou no inicio do mês uma proposta de convênio para alterações na legislação do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) - tributo que representa a maior fatia da receita dos estados. O principal foco em análise no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) é a unificação, em 4%, da alíquota para base de cálculo nas operações interestaduais.

"Com o recrudescimento da guerra fiscal, que está cada dia pior, e o fato de a Reforma Tributária não ter caminhado da forma que se esperava, São Paulo está fazendo uma nova tentativa de reduzir a disputa fiscal entre os estados", disse Otavio Fineis Junior, coordenador da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda paulista. O objetivo, segundo ele, é resolver as questões federativas do ICMS em conjunto. "Não é uma saída isolada", disse.

O secretário da Fazenda da Bahia, Carlos Martins, que é o atual coordenador do Confaz, conta que a proposta paulista ainda tem alguns entraves a serem superados, mas que que está "otimista". Segundo Martins, o documento foi encaminhado para todos os estados, que têm 10 dias para fazer cálculos sobre os efeitos financeiros das medidas apresentadas. "Teremos uma reunião em São Paulo, no próximo dia 31, para definir os pontos da proposta final a ser apresentada em setembro, no encontro do Confaz no Maranhão", frisou.

O tema guerra fiscal voltou à pauta do Confaz, segundo Martins, na última reunião do Conselho, em razão de questões levantadas por São Paulo. "Então, como foi protagonista do debate, ficou acertado que apresentasse uma proposta de convênio baseada nos pontos de discussão", disse o secretário da Fazenda baiano. Para Martins, o convênio, se assinado, poderá destravar a Reforma e facilitar sua votação.

Fineis diz que a motivação da iniciativa foi o recrusdescimento da guerra fiscal e o fato de a Reforma não ter caminhado na direção que se esperava. De acordo com ele, os estados precisam estar atentos as questões relativas ao ICMS, "que é o mais produtivo imposto do País e o que mais rende em termos de arrecadação. Os estados têm que dar conta de resolver os conflitos e tomar a frente da discussão, não esperar uma solução do governo federal ou uma emenda constitucional", acrescentou.

Uma das saídas apresentadas por São Paulo é a unificação em 4% da alíquota para operações interestaduais, "ela tem a vantagem de desestimular a guerra fiscal e impede impede que empresas mudem de um estado para outro apenas pelo critério do incentivo fiscal", explica Fineis. Hoje as alíquotas estão entre 7% e 12%. "A alíquota [de 4%] é quase a metade do que se pratica na situação atual e tem função de minimizar perdas e ganhos entre os estados", explicou.

O coordenador da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda de São Paulo diz ainda, em defesa dos 4%, que a proposta é razoável, porque não tem o impacto de 0%, como reivindicam alguns estados, e nem de 2% como traz o texto da Reforma tributária do governo federal. A ideia, segundo Fineis, é que essa alíquota posso diminuir o atrativo da concessão de benefícios, mas ao mesmo tempo permita que os estados tenham margem para continuar oferecendo incentivos, que passaria a ser liberado, desde que comunicado ao Confaz.

Os termos apresentados ao Confaz funcionariam independentemente da Reforma Tributária, dizem os secretários da Fazenda. Alguns estados sinalizaram positivamente para a proposta. É o caso do Mato Grosso. O secretário de Fazenda do estado, Eder Moraes, foi autor de um dos pontos que a proposta paulista encampou sobre a divisão do ICMS no caso das vendas diretas (pela internet). A iniciativa, de acordo com a Fazenda mato-grossense, sana um problema, que vem sendo agravado com o aumento de vendas pela internet. "Esse é um dos pontos de conflito entre os estados. A venda direta ao consumidor final é determinado constitucionalmente que fique na origem", disse Fineis. "Mas achamos que em uma reforma do ICMS isso precisa vir."

Ainda entre as medidas estão a convalidação de todos os benefícios fiscais concedidos até a data da aprovação da proposta. "Estabelecemos a linha de corte a partir de 5 de julho de 2008, que foi quando retomamos a discussão no âmbito do Confaz", contou Fineis. "Esse é um esqueleto que todos os estados terão uma hora de resolver", afirmou, citando como exemplo Pará, Paraná e Rondônia, cuja decisão contrária do Supremo Tribunal Federal obrigou o pagamento retroativo dos benefícios concedidos. Mas esse item precisará ser negociado. A Fazenda de Pernambuco, por exemplo, já se manifestou contrária à data de corte. A substituição tributária plena integra o convênio. A ideia é unificar a carga fiscal, acabando com as simulações de operações interestaduais, "estabelecendo a ampla cobrança na origem em favor dos estados de destino", disse Fineis.

Com a Reforma Tributária em "banho-maria" no Congresso, o Estado de São Paulo se antecipou, na tentativa de resolver o embate da guerra fiscal, e propôs a unificação da alíquota de ICMS interestadual em 4%.


Fonte: DCI

Convergência

Segundo a Reuters (Drive for accounting convergence slows, G20 key, 17/8/2009, Huw Jones) a convergência internacional está lenta. Isto apesar da crise financeira e das frases de efeito dos líderes do G20 no sentido de melhorar a convergência dos padrões contábeis ainda em 2009. E das vantagens propagadas do processo em termos de comparabilidade e custo.

Até o momento, mais de cem países já aderiram as normas do International Financial Reporting Standards (IFRS), incluindo 8 mil empresas dos 27 países da União Européia. Em 2011 o grupo terá ainda o Japão, Coréia, Índia e Canadá.

Mas para que os padrões sejam globais realmente, afirma a Reuters, é necessário a presença da maior economia mundial, os Estados Unidos. Entretanto, os EUA tem evitado este tema. Os reguladores estão focados nos seus problemas e existe oposição interna. Existe um posição de que a convergência pode ser feita de forma bilíngue, onde IFRS e normas estadunidenses co-existiriam indefinitivamente. Esta proposta não conta com o apoio do Iasb.

Existe um arranjo em que quatro dos 15 assentos do Iasb fossem ocupados por representantes dos EUA para facilitar o processo de adesão daquele país as normas. Este "arranjo" termina em 2011. Tweedie, maior dirigente do Iasb, afirmou, segundo a Reuters, que é impossível manter o acordo sem um compromisso firme dos EUA com a convergência.

Mas uma boa parte do dinheiro do Iasb tem sua origem nos EUA.

A crise financeira e a visão dos reguladores sobre o valor justo agravou o problema. Segundo Helen Brand, da Association of Chartered Certified Accountants de Londres, a liderança do G20 é fundamental para a implementação efetiva do IFRS, as normas internacionais.

Isto significa dizer que o processo de convergência é uma decisão muito mais política do que técnica.


Fonte: Contabilidade Financeira (grifos nossos)

Rentabilidade: Previsões para 2009

Análise do Instituto Assaf revela que a rentabilidade das companhias deve cair em 2009

João Carlos Castilho Garcia, diretor do Instituto Assaf, entidade que desenvolve análises financeiras e econômicas, demonstra em pesquisa setorial elaborada pelo Instituto, que a crise econômica mundial do ano passado foi insuficiente para prejudicar a rentabilidade de mais de 350 companhias listadas na BM&FBOVESPA, de 36 setores da economia - exceto o setor financeiro, se comparados os resultados de 2008 – período da crise – aos de 2007. Para 2009, as previsões são de queda na rentabilidade.

O percentual do retorno sobre patrimônio líquido médio (ROE – rentabilidade sobre recursos próprios) de 2008 foi o maior desde 2001, diz João Carlos Garcia, chegando a 16,9%, ante 14,7% em 2007.

As empresas ligadas ao setor de aço (Aços Villares, Confab, Gerdau, Panatlântica, Siderúrgica Nacional, Usiminas e Vicunha Siderúrgica), Petróleo (Ecodiesel, Marlim Petróleo, Novmarlim Petróleo, OGX Petróleo, Petrobras e Petróleo Manguinhos) e Eletrodomésticos (Brasmotor, Springer e Whirlpool) se destacaram positivamente, com retorno sobre patrimônio líquido de 32,1 %, 24% e 36, 7%, respectivamente.

No entanto, as previsões para 2009 não são tão boas assim. Segundo Garcia, "apesar de o Brasil ter sido um dos últimos países a sofrer os impactos da crise e um dos primeiros a apresentar sinais de melhora, as companhias brasileiras mostraram resultados menores, tanto no primeiro trimestre quanto no segundo. E isso deve impactar a rentabilidade e o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) das companhias abertas em 2009", afirmou.

Os maiores destaques no crescimento do endividamento foram para os setores de Construção Civil (Abyara, Agra Incorporadora, Azevedo, Brascan Residencial, CC Desenvolvimento Imobiliário, Company, Construtora Adolpho Lindenberg, CR2, Cyrela Reality, Even, Eztec, entre outras), Papel e Celulose (Aracruz, Celulose Arani, Klabin, Melhoramentos SP, Melpaper, Santher, Suzano e Votorantin CP) e Serviços de Telecomunicação (Americel, Brasil Telecom, CTBC Telecom, Embratel, Fiago, Futuretel, GVT, Inepar Telecomunicações, Invitel, Jereissati, La Fonte Telecom., LF, Newtel, Tele Norte CI, Telefônica, Telemar, Telemig, Telesp, TIM, Vivo e Zain), com percentuais de 35,6%, 51% e 43,1%, respectivamente.

Em contrapartida, os setores de Ferrovia (ALL, Ferroban, Ferronorte, Ferrovia Centro-Atlântica, Grucai e MRS Logística), Metais (Aliperti, Caraíba Metais, Eluma, Ferbasa, Fibam, Forjas Taurus, Hércules, Kepler Weber, entre outros) e Mineração (Centennial Amapá, Centennial Corumbá, Centennial Mineração Rio, Litel, MMX Mineração e Vale)tiveram maior destaque na redução de endividamento, com índices respectivos de 36%, 18,9%e 25%.

A previsão de Garcia - para 2009 - é que o endividamento das companhias diminua em relação ao ano passado, no entanto, a rentabilidade e a alavancagem das companhias devem cair.

Perfil do Instituto Assaf -O Instituto Assaf foi criado a partir da união da experiência acadêmica e profissional do professor Alexandre Assaf Neto e a vivência empresarial da empresa de consultoria M/Legate Soluções Empresariais, visando a aplicação prática dos modelos teóricos mais modernos da área de finanças no ambiente brasileiro.

O Instituto Assaf proporciona análises financeiras e de valor da economia brasileira, disponibilizando gratuitamente indicadores modernos de desempenho, downloads de balanços e resultados de empresas.


Fonte: Portal Fator

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dividendos x Ganho Contábil

Ganho contábil gera impasse no pagamento de dividendos

O ganho contábil gerado pela valorização do real em relação ao dólar que impulsionou os ganhos das empresas no segundo trimestre pode gerar um impasse em relação ao cumprimento do pagamento de dividendos mínimo.

Diante da possibilidade de registrar resultado líquido positivo em 2009, beneficiada pela variação cambial, a Braskem anunciou que poderá rever o valor mínimo do pagamento de dividendos aos acionistas referente ao resultado do exercício de 2009 de 25% do lucro líquido ajustado da empresa, segundo a Lei das Sociedades por Ações.

Carlos Fadigas, vice-presidente de finanças e relações com investidores, diz que a proposta de revisão do valor dos dividendos a serem distribuídos se deve ao forte impacto do câmbio no lucro da companhia, sem efeito caixa, como medida para manter a capacidade de investimento.

"Num cenário em que a empresa fique com lucro líquido de R$ 2 bilhões, acho razoável que a gente discuta internamente uma proposta de distribuição de dividendos que não seja obrigatoriamente os 25% disso, tendo em vista os investimentos que a empresa tem que fazer para frente."

O lucro líquido da Braskem subiu 186% no segundo trimestre ante o mesmo período do ano passado, somando R$ 1,156 bilhão.

A companhia, no entanto, registrou uma queda de 20% da receita líquida no segundo trimestre no comprativo anual, totalizando R$ 3,668 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - um indicador de desempenho operacional - foi de R$ 566 milhões, com crescimento de 2%.

"Mesmo com ganho contábil, a geração de caixa da empresa continua fraca e a distribuição de 25% do lucro em dividendos poderia gerar um aumento do índice de alavancagem, o que não seria interessante para os acionistas", afirma Luiz Otávio Broad, analista da Ágora Corretora.

A empresa, que tem uma política de pagamento de dividendos anual, já não distribuiu os proventos referentes ao exercício de 2008 em função do prejuízo de R$ 2,5 bilhões registrado no ano passado.

Broad ressalta que, com exceção de 2008, a Braskem tem pago uma média superior aos 25% obrigatórios em dividendos aos acionistas, de cerca de 46% do lucro líquido nos três anos anteriores.

A Lei das Sociedades por Ações permite que a empresa suspenda ou reavalie a distribuição do dividendo obrigatório, caso seja incompatível com a sua condição financeira, estando essa avaliação sujeita à aprovação da assembleia geral dos acionistas.

Em caso de suspensão, os lucros não distribuídos deverão ser alocados a uma reserva especial e, se não compensados com prejuízos subsequentes, deverão ser distribuídos a título de dividendos tão logo a situação financeira da companhia possibilite tal pagamento.

Foi o que aconteceu com a Eletrobrás, cujos dividendos retidos pela estatal entre o fim da década de 70 e 80 totalizam R$ 8,5 bilhões.

Para a coordenadora geral do Centro de Conhecimento do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Adriane de Almeida, as empresas têm que oferecer maior previsibilidade aos acionistas, definindo na sua política de pagamento de dividendos os fatores que podem afetar a sua distribuição. A orientação em relação à política de dividendos foi incluída na versão atualizada do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC, que será lançada no começo de setembro.

Segundo Adriane, uma das opções para evitar esse tipo de impasse quando o lucro é inflacionado por um ganho contábil é definir como fundamento o pagamento atrelado ao fluxo de caixa da empresa. "Seria uma opção para as empresas que tiveram um grande lucro, mas não tiveram efeito caixa para poder reduzir o valor dos dividendos a serem pagos. Porém esse pagamento não pode ser menor que a distribuição de 25% do lucro líquido."

Ela destaca que para as empresas que têm posição de caixa confortável, o pagamento mínimo de dividendos continua obrigatório mesmo em casos de lucro gerado por efeito contábil.

A Gol, que também teve o lucro impulsionado pelo ganho com a variação cambial, informou em nota que pagará dividendos de 25%, independentemente do resultado ser ou não caixa. "A atual política da companhia é de pagar anualmente esse percentual se houver lucro."

O lucro líquido da companhia somou R$ 353,7 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo de R$ 166,5 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em função do ganho financeiro líquido de R$ 370 milhões no trimestre.

A receita entre abril e junho, no entanto, caiu 4,8% para R$ 1,39 bilhão. O saldo de caixa da empresa ao fim de junho era de R$ 613,7 milhões, 55% maior do que o registrado no primeiro trimestre.

Além da distribuição de dividendos, as empresas que tiveram crescimento do lucro em relação ao ano passado também devem aumentar a provisão para pagamento de Imposto de Renda. Levantamento realizado com 255 empresas de capital aberto que já divulgaram os resultados do segundo trimestre apontou um crescimento de 15% dessas provisões em relação ao mesmo período de 2008. Nesse caso o ganho com variação cambial recebe uma tributação diferida para efeitos fiscais, ou seja, o IR incidente será pago quando a transação for liquidada, pelo valor ajustado.
Fonte: Silvia Rosa, de São Paulo - Valor Econômico, via Blog Contabilidade Financeira

Nota Fiscal Eletrônica: Novas Notas Técnicas

Foi publicado no Portal Nacional da NF-e as Notas Técnicas 002.2009 e 003.2009. Estas Notas divulgam o pacote de liberação de Schemas PL005d contemplando os novos CFOPs criados pelo Ajuste SINIEF 005/2009 e a nova tabela de códigos de país do BACEN, além de orientações sobre o preenchimento do grupo específico de medicamentos e a geração do código de barras adicional nas operações com o exterior e sua impressão no DANFE emitido em contingência.

Visite o site: Portal Nacional NF-e

domingo, 16 de agosto de 2009

Ativos ambientais terão novo cálculo

Pesquisadoras propõem criar contabilidade ‘verde’ nas empresas

De maneira inédita no País, uma iniciativa do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) deve normatizar o envolvimento de empresas com questões ambientais. Preparada por oito meses pelo Grupo de Estudos de Informações de Natureza Ambiental, uma norma de contabilidade socioambiental foi apresentada no fim de julho, no Rio, durante o 1º Congresso Internacional de Contabilidade Socioambiental. Agora, passa por audiência pública e deve entrar em vigor a partir de 2010.

O documento estabelece diretrizes para uma empresa adaptar sua área contábil. As principais indicações referem-se ao reconhecimento de ativos e passivos ambientais. Sugere a criação de contas para calcular, por exemplo, quanto se gasta com equipamentos que gerenciam impactos ao ambiente, como uma estação de tratamento de efluentes, ou multas e indenizações por dano ambiental.

Uma das pesquisadoras envoividas no projeto, Maísa Ribeiro defende que investimentos ambientais sejam separados. “Esperamos que sejam criadas linhas específicas de contabilidade ambiental”, diz ela, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP em Ribeirão Preto. “Quando as empresas começam a publicar essas informações, podemos avaliar o nível de responsabilidade ambiental de cada uma.”

Segundo ela, a divulgação de balanços socioambientais pelas empresas é escassa. Mas, no meio acadêmico, o Brasil registra produções sobre o assunto desde o início dos anos 1990.

Como exemplo da forma com que a preocupação ambiental interage com a atividade econômica de uma empresa, Maísa cita o setor sucroalcooleiro. “O bagaço da cana era resíduo há pouco, mas hoje volta na cadeia produtiva para produzir combustível fóssil”, diz. “A suinocultura também tem ganhado muito com créditos de carbono.”


Fonte:O Estado de São Paulo (14.08.2008) - grifos nossos

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Receita elabora ato para validar ajuste contábil

A Receita Federal prepara um Ato Declaratório para orientar as empresas sobre a forma de tributação que pode validar a opção da Petrobrás e de outras centenas de empresas de um ajuste contábil para pegarem menos imposto neste ano, em decorrência da crise financeira. O documento deverá ser divulgado o mais rápido possível para acabar com a insegurança jurídica gerada com a manifestação contrária do Fisco que, mesmo sem citar o nome da estatal, condenou a opção. A possibilidade de as empresas alterarem no mesmo ano o regime de tributação (de caixa para competência e vice-versa) não é consenso no Fisco, mas a tendência até o momento é que o ato seja favorável ao procedimento realizado pelas empresas.

Fonte: O Estado de S.Paulo, via FENACON

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Valor Justo: O caso BR Malls

Mudança contábil eleva patrimônio de empresas

Nova regra permitirá que empresas de exploração comercial registrem ganho com valorização das propriedades

A carteira de imóveis da empresa de shopping centers BR Malls, hoje registrada em R$ 2,5 bilhões no balanço, pode dobrar de tamanho em breve. Na Multiplan, do mesmo setor, a diferença é ainda mais expressiva. Um levantamento da consultoria Jones LaSalle realizado em 2008 mostra que o valor será de R$ 6,2 bilhão, quase quatro vezes superior ao patrimonial.

Essa inflação dos ativos é consequência de uma mudança contábil que entra em vigor no ano que vem para empresas de shopping centers e que atuam na exploração de imóveis visando geração de renda ou valorização comercial.

Como parte do processo da adequação às normas internacionais de contabilidade, iniciado em 2008, essas companhias terão a opção de avaliar as propriedades para investimento pelo valor de mercado. Atualmente, a avaliação é feita pelo valor de custo.

A contabilização pelo "valor justo" terá impacto no balanço patrimonial e no resultado das empresas, já que a diferença entre o que está hoje nos livros e a nova avaliação será registrada como ganho ou perda no período, com efeito direto no lucro ou prejuízo. "Em caso de valorização da propriedade, o saldo contábil gerado pela diferença entre o valor de custo e o valor de mercado pode ser contabilizado no resultado como ganho operacional", explica Fernando Próspero, da área de auditoria da Ernst & Young. "Fizemos uma avaliação interna no fim de 2008 do impacto que isso poderia gerar para nossos resultados", afirma Leandro Bousquet, diretor financeiro da BR Malls. "Estamos estudando a necessidade de adoção da medida".

A adaptação ao novo modelo deve gerar impacto positivo significativo nos resultados dessas empresas num primeiro momento, uma vez que o valor de mercado da maioria desses imóveis é muito superior ao valor patrimonial. A regra, que vale para o exercício encerrado em dezembro de 2010, traz o balanço para mais perto da realidade, o que também significa instabilidade maior. A desvalorização dos imóveis em um momento de desaquecimento resultará imediatamente em prejuízo.


Fonte: Valor Econômico ( Silvia Rosa,13/08/2009) via Blog Contabilidade Financeira

NOTA:

Vide PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 28 - Propriedade para Investimento, o qual guarda correlação às Normas Internacionais de Contabilidade – IAS 40

CVM coloca em Audiência Pública 4 minutas de Pronunciamentos em conjunto com o CPC

A Comissão de Valores Mobiliários colocou ontem em audiência pública quatro minutas de deliberação referendando Pronunciamentos do CPC:

  • Pronunciamento CPC - 14 R1 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação
  • Pronunciamento CPC 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração
  • Pronunciamento CPC 39 - Instrumentos Financeiros: Apresentação
  • Pronunciamento CPC 40 - Instrumentos Financeiros: Evidenciação

Esses pronunciamentos abrangem os aspectos de reconhecimento, mensuração e evidenciação de instrumentos financeiros em vigor no IASB, acrescentando-se também uma versão do CPC 14 revisado. Assim, em lugar de ser revogado pelos Pronunciamentos CPC 38, 39 e 40, o CPC 14 permaneceria como uma espécie de resumo das normas de instrumentos financeiros que seria acessado pelas entidades que utilizam os instrumentos financeiros mais simples e menos sofisticados. No caso de dúvidas ou qualquer outro esclarecimento durante a leitura do CPC 14, o usuário deveria se remeter ao texto integral dos pronunciamentos 38, 39, e 40. O objetivo com a manutenção desse Pronunciamento Técnico CPC 14 é oferecer às entidades uma versão mais simples da norma sem, no entanto, entrar em qualquer discordância com o texto integral dos outros Pronunciamentos. Em qualquer caso, nas operações mais sofisticadas e na existência de dúvidas, prevalece o conteúdo dos Pronunciamentos Técnicos 38, 39, 40 e eventuais outros a serem futuramente emitidos.

Recentemente, o IASB tornou público o seu plano com relação à revisão e simplificação desse assunto e colocou em audiência pública a primeira proposta de modificação, que afeta a classificação e a mensuração desses instrumentos financeiros. Anunciou ainda que, em 2010, emitirá dois outros documentos para tratar das perdas sobre tais instrumentos e da contabilidade de hedge. Todavia, como o IASB anunciou que essas modificações terão vigência obrigatória apenas a partir de 2012, a CVM e o CPC, que vinham retendo os pronunciamentos sobre instrumentos financeiros à espera das definições de ação por parte do IASB, deliberaram colocá-los em audiência pública porque são necessários para aplicação a partir de 2010 no Brasil.

Fonte CVM - Veja no site da CVM detalhes sobre cada um dos Pronunciamentos, bem como a íntegra dos editais de audiência pública.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Decreto prevê simplificação de atendimento prestado ao cidadão

Foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (12) o Decreto n° 6.932, de 11 de agosto de 2009, que, entre outras providências, dispõe sobre a simplificação do atendimento público prestado ao cidadão, confirma a dispensa do reconhecimento de firma em documentos produzidos no Brasil e institui a “Carta de Serviços ao Cidadão”.

Pelo documento, os órgãos e entidades do Poder executivo Federal passarão a atuar de forma mais simples, articulada e sistêmica nas relações entre si e com o cidadão, além de buscar soluções tecnológicas e métodos mais racionais que visem aprimorar processos e propiciar o compartilhamento de informações.

Quanto a dispensa do reconhecimento de firma em documentos produzidos no Brasil, de acordo com o decreto, tal medida será possível quando se tratar de reconhecimento destinado a fazer prova junto a órgãos e entidades da administração pública federal, assinado perante o servidor público a quem deva ser apresentado, exceto se houver dúvida fundada quanto à autenticidade e no caso de imposição legal.

A nova norma prevê ainda a elaboração e divulgação da “Carta de Serviços ao Cidadão”, cujo objetivo é informar o cidadão sobre serviços prestados pelo órgão ou entidade e dos respectivos compromissos e padrões de qualidade de atendimento ao público.

Para o presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, o decreto representa mais um grande passo para o processo de desburocratização de procedimentos no Governo Federal. “O objetivo desse documento vem ao encontro das mais importantes bandeiras levantadas pela Fenacon, que é a diminuição da burocracia. Com certeza a medida poderá auxiliar projetos que voltados a melhoria do atendimento ao cidadão em todo o país”, enfatiza.

Veja o documento na íntegra.

Fonte: FENACON Notícias