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sábado, 6 de novembro de 2010

IOB quer conquistar estudantes de Contabilidade

A IOB, empresa especializada em informações empresariais, jurídicas e tributárias, está lançando uma campanha para fidelizar estudantes de contabilidade. Desenvolvida pela agência R18, inclui a experimentação do site IOB Online. Por meio de um quiz (http://www.quiziobonline.com.br/), o público-alvo será estimulado a conhecer melhor a ferramenta digital que a IOB oferece para o mercado profissional de contabilidade.

O questionário terá cerca de três perguntas semanais, que deverão ser respondidas a partir de informações pesquisadas na IOB Online. A campanha, que começa agora, deve durar aproximadamente seis semanas. No final da ação, o estudante com a maior pontuação no quiz ganhará ou uma bolsa de estudo de um ano ou uma viagem para Nova York.

Além disso, durante a realização da campanha, todos os participantes terão acesso livre à ferramenta digital da IOB.

Fonte: Revista Razão Contábil



De acordo com José Adriano (IOB) inicialmente, a Campanha Quiz IOB Online contempla estudantes que receberem o postal com o código PIN, participantes dos eventos Encontro Luso-Brasileiro de Contabilidade e Segundo Encontro de Estudantes de Contabilidade do Estado de São Paulo, ou indicados pelos mesmos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Contabilidade em Cuba

Para Sanguinetty [presidente da Associação para Estudos da Economia Cubana, um grupo de pesquisa], que foi funcionário do alto escalão do governo cubano para assuntos econômicos até junho de 1966, quando renunciou ao posto, Cuba pode estar iniciando um longo e meticuloso processo de restabelecimento das relações econômicas mais básicas. Ele ainda observou que a ilha acabou com as escolas de contabilidade, na primeira década após a revolução, porque, para as autoridades, dinheiro seria desnecessário e muitos cubanos não tinham nenhuma experiência com cartões de crédito, bancos ou cheques.


Cubanos desconfiam de novo rumo da ilha

por Damien Cave /The New York Times / 27 Set 2010 - O Estado de São Paulo

Via Contabilidade Financeira

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pós-graduação: novidade à vista

Conselhos profissionais poderão atuar em certificação de pós-graduação
Agência Câmara, via CFC

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7642/10, do deputado Wilson Picler (PDT-PR), que concede aos conselhos profissionais autoridade para estabelecer critérios adicionais para que os diplomas e certificados de cursos de pós-graduação tenham validade legal para o exercício profissional.

O projeto muda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9.394/96). Atualmente, a validade dos diplomas atende apenas as exigências estabelecidas pelas instituições de ensino que os concedem e os critérios para valorização são estabelecidos pelo contratante.

O objetivo, segundo o autor, é estimular a adoção de mecanismos que uniformizem esses critérios no mercado de trabalho. Para o deputado, o Brasil expandiu a oferta educacional em nível superior e consolidou-se a percepção da importância da escolaridade e da qualificação profissional na busca por melhores oportunidades de trabalho e no aumento da remuneração.

Critérios discrepantes
Ele lembra, no entanto, que ainda há grandes discrepâncias nos critérios adotados para valorizar títulos obtidos pelos profissionais. Em algumas categorias profissionais, os títulos, segundo ele, garantem ganhos efetivos no mercado. Em outras, no entanto, de acordo com Picler, a escolaridade tem pouco impacto na ascensão profissional.

"A proposta vai contribuir para a formação do consenso, na sociedade e no mercado, de que vale a pena estudar e se aprimorar sempre mais, contando com a colaboração dos conselhos profissionais".

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

domingo, 19 de setembro de 2010

TCC e Mercado de Trabalho

Como utilizar o TCC para abrir portas no futuro?

"Um bom trabalho de TCC pode ser usado como portfólio do candidato a uma vaga de trainee ou emprego, valendo mencioná-lo no currículo", diz supervisora do CIEE

O último desafio do estudante na universidade pode ser encarado como uma porta de entrada para o seu futuro. O TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) por muitas vezes é usado como principal chamariz no currículo para se conseguir um emprego.

"Um bom trabalho de TCC pode ser usado como portfólio do candidato a uma vaga de trainee ou emprego, valendo mencioná-lo no currículo. A avaliação se dará em função da relevância do tema do TCC para a atividade da empresa", afirma a supervisora de relacionamento com instituições de ensino do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Laura Alves.

Segunda a profissional, o estudante deverá ter cuidado com a estruturação, a fundamentação, o texto, as ilustrações e a formatação, enfim, empenhar-se ao máximo em apresentar um projeto de qualidade, lembrando que existem técnicas específicas para essa tarefa.

O próprio CIEE, por exemplo, mantém em seu site um curso gratuito de Educação à Distância, que visa apresentar subsídios teóricos e práticos referentes às etapas que compõem o desenvolvimento de um trabalho científico, seja um TCC, uma monografia, uma dissertação ou tese, por meio de exemplos e estruturas de fácil entendimento.

TCC na empresa

O TCC pode, inclusive, ser aplicado em uma empresa. "Ao abrir suas portas para um estudante fazer uma análise de caso, a empresa vê a oportunidade de iniciar um bom relacionamento com futuros profissionais ou parceiros; de ter sua corporação analisada em ambiente acadêmico; de identificar pontos positivos e negativos de sua atuação; e, em alguns casos, a possibilidade de adotar o projeto com vistas à melhoria de processos e produtos", reconhece a especialista do CIEE.

Contudo, Laura recomenda que, se a empresa for objeto exclusivo do TCC do estudante, ele terá de procurá-la para desenvolver o projeto. Caso a companhia seja apenas parte do trabalho ou uma das fontes, é importante (tanto para o projeto quanto para o contato) que o jovem se informe antes sobre ela, por meio de seu site ou dos noticiários.

"É importante também estar munido de uma carta de indicação do professor-orientador. Depois de concluído o TCC, o jovem deve encaminhar cópias para a pessoa que o atendeu e para o presidente da empresa, com cartas de agradecimento", avalia a especialista.

De fato, a contratação, a partir de um TCC, pode ou não acontecer e dependerá do fato da existência ou não de vagas na companhia. Entretanto, é importante demonstrar interesse em trabalhar ou em ser efetivado, revela Laura.

Trabalhando para o futuro

A mesma regra do trabalho de conclusão eficiente se enquadra no curso de Sistemas para Internet, da Veris Faculdades, onde, por meio do projeto "TCC Profissionalizante", os alunos ganham a chance de se prepararem para o mercado de trabalho praticando responsabilidade social.

Coordenado pelo professor Jefferson Pezeta, o projeto, que possui parceria com diversas ONGs (Organizações Não-Governamentais), proporciona ao estudante a chance de desenvolver ou reformular um site para uma destas instituições.

"A elaboração do TCC começa no segundo semestre do curso com a orientação de professores especializados. Os alunos desenvolvem o projeto com foco nas necessidades da instituição selecionada e, durante esse período, apresentam sugestões e melhorias, fazendo os ajustes necessários de acordo com as orientações da entidade para quem estão trabalhando", afirma Pezeta.

De acordo com o professor, a iniciativa ajuda o aluno a se colocar no mercado de trabalho, já que o produto desenvolvido por ele poderá ser utilizado como parte de seu portfólio de apresentação. Cerca de cem alunos já passaram pelo projeto, segundo ele.

Fonte:Equipe InfoMoney in Portal Administradores.com via Blog Cláudia Cruz

domingo, 29 de agosto de 2010

Consequências de seguir carreira acadêmica


Bolsista de iniciação - Escuta MPB. São os primeiros passos na vida científica. A vida é maravilhosa.

Bolsista de Mestrado - Escuta música POP. Está completamente empolgado com o que faz e quer ser o(a) melhor na sua área.

Bolsista de Doutorado - Escuta Heavy Metal. O dia começa às 3:30 da manhã e só acaba às 12:59 da noite. Nada dá certo e ainda tem que lidar com resumos para congressos, relatórios, disciplinas, paper para escrever, orientar os ICs, etc, etc...

Bolsista de Pós-Doutorado - Escuta HIP HOP. Aumento de peso por causa do estresse. Percebeu que não pode salvar o mundo, mas isso não lhe importa, porque ainda assim continuam pagando um salário a ele(a). E os papers? Se sair algum, beleza, se não, tudo bem. Sempre existe a oportunidade para encaixar alguma revisão de literatura.

Professor(a) Doutor(a) - Escuta Gansta Rap. O senso de humor mudou totalmente daqueles dias de iniciação. As dores de cabeça são mais frequentes e começa a esquecer as coisas que foram faladas. Vive a base da cafeína. O melhor (?!) é que ninguém pode te criticar.

Professor(a) Titular - Escuta vozes em sua cabeça. Esquece dos horários das reuniões, dos dias da semana, do trabalho de seus alunos..

Fonte: enviado pelo amigo Prof. Adriano Bruni (UFBA) - Infelizmente as imagens associadas não ficaram legais para iserir na postagem.

domingo, 28 de março de 2010

Professor Contabilidade: perfil

O PERFIL DO BOM PROFESSOR DE CONTABILIDADE: UMA ANÁLISE A PARTIR DA PERSPECTIVA DE ALUNOS DE CURSOS DE GRADUAÇÃO - Renata Furtado Gradvohl; Francisca Flávia Plutarco Lopes; Francisco José da Costa (UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ)

Este trabalho tem por objetivo analisar o perfil dos professores de ensino superior, a partir da importância atribuída pelos estudantes de Contabilidade a um conjunto de cinco competências demandadas pelo trabalho docente (didática, relacionamento, exigência, conhecimento teórico e experiência de mercado). Foi realizado um estudo de campo junto a uma amostra de 148 estudantes de cursos de graduação em Contabilidade, em instituições públicas e privadas da cidade de Fortaleza. Os dados são avaliados através de técnicas descritivas e de análise conjunta. Nas análises descritiva e conjunta, verificou-se que a didática foi a competência docente de maior importância, seguida pelo conhecimento teórico. Especificamente por análise conjunta, foram procedidas verificações por categoria de variáveis qualitativas, tendo-se verificado que, apesar de se manter a ordem de importância, os pesos relativos de cada competência variam de acordo com o tipo de instituição, a metade do curso, o sexo, e a condição quanto ao trabalho dos estudantes. Acredita-se que os resultados podem gerar informações relevantes para o planejamento da ação docente tanto de professores quanto de gestores de cursos e de instituições de formação.

Dica de César Tibúrcio


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cursos de Pós no Mercosul

Com respeito aos cursos de pós-graduação do Mercosul, a Capes divulgou um documento onde basicamente chama atenção para os riscos:

1. A Capes não é responsável pelo reconhecimento dos diplomas estrangeiros;

2. Para ter validade no Brasil, o diploma concedido por estudos realizados no exterior deve ser submetido ao reconhecimento por universidade brasileira que possua curso de pós-graduação avaliado e reconhecido pela Capes. O curso deve ser na mesma área do conhecimento e em nível de titulação equivalente ou superior (art. 48, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação);

3. Os critérios e procedimentos do reconhecimento (revalidação) são definidos pelas próprias universidades, no exercício de sua autonomia técnico-científica e administrativa;

4. Estudantes que se afastam do Brasil para cursarem mestrado ou doutorado no exterior com bolsas concedidas pela própria Capes e outras agências brasileiras também passam pelo mesmo processo de reconhecimento;

5. Por força de lei, mesmo os diplomas de mestre e doutor provenientes dos países que integram o MERCOSUL, estão sujeitos ao reconhecimento. O acordo de admissão de títulos acadêmicos, Decreto Nº 5.518, de 23 de agosto de 2005, não substitui a Lei maior, portanto, não dispensa da revalidação/reconhecimento (Art.48,§ 3º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação) os títulos de pós-graduação conferidos em razão de estudos feitos nos demais países membros do MERCOSUL;

6. O parecer 106/2007 do Conselho Nacional de Educação orienta: “A validade nacional de títulos e graus universitários obtidos por brasileiros nos Estados-Parte do MERCOSUL requer reconhecimento por universidade brasileira que possua curso de pós-graduação avaliado, recomendado pela Capes e reconhecido pelo MEC. O curso deve ser na mesma área do conhecimento e em nível de titulações equivalentes ou superior (Art. 48 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação)”;

7. A Capes alerta, ainda, que tem sido ampla a divulgação de material publicitário por empresas captadoras de estudantes brasileiros para cursos de pós-graduação modulares ofertados em períodos sucessivos de férias, e mesmo em fins de semana, nos
Territórios dos demais Estados Parte do MERCOSUL. A despeito do que é sustentado pelas operadoras deste comércio, a validade no Brasil dos diplomas obtidos em tais cursos está condicionada ao reconhecimento, na forma do artigo 48, da LDB;

8. O Acordo para Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do MERCOSUL, promulgado pelo Decreto nº 5.518, de 2005, instituiu a admissão de estrangeiros em atividades de pesquisa no país, como bem explicita o Parecer CNE/CES nº 106, de 2007, o qual, homologado pelo Ministro de Estado, deve ser rigorosamente cumprido por todas as instituições de ensino superior;

9. Especial cautela há de ser tomada pelos dirigentes de instituições públicas, não apenas no sentido de exigir o reconhecimento dos eventuais títulos apresentados por brasileiros, mas, também de evitar o investimento de recursos públicos na autorização de servidores públicos para cursarem tais cursos quando verificado o potencial risco de não reconhecimento posterior do respectivo título;

10. A Capes entende que quem sustenta a validade automática no Brasil dos diplomas de pós-graduação obtidos nos demais países integrantes do MERCOSUL, despreza o preceito do artigo quinto do Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do MERCOSUL promulgado pelo Decreto nº 5.518, de 2005 e a Orientação do MEC consubstanciada no Parecer CNE/CES nº 106, de 2007, praticando, portanto, propaganda enganosa.

Fonte: CAPES, via Blog Contabilidade Financeira

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Curso sobre IFRS

Cursos e páginas sobre IFRS:
Livros que não podem deixar de serem lidos:
  • BORGERTH, Vania Maria da Costa. Entendendo a Lei Sarbanes-Oxley. São Paulo: Thomson, 2007
  • FIPECAFI, Ernst & Young. Manual de Norms Internacionais de Contabilidade. São Paulo, Atlas, 2009
  • WEFFORT, Elionor Farah Jreige. O Brasil e a Harmonixzação Contábil Internacional. São Paulo: Atlas, 2005
Opções de curso on-line:
No site da FIPECAFI tem outros curso sobre assuntos mais específicos. A vantagem de um curso on line é a flexibilidade que você tera para realizar o mesmo.

Veja ainda em nosso Blog as postagens que fazemos sobre os temas citados, clicando na lista de palavras no menu central.

sábado, 29 de agosto de 2009

Precisa de Financiamento? Invista.

Um interessante caso foi apresentado pela Revista Eletrônica CFO.com. A matéria mostra como uma empresa americana, precisando de recursos para financiar suas atividades de pesquisa e expansão, adquiriu o controle de uma outra empresa com os olhos em sua geração de caixa, a despeito de suas dívidas de médio prazo.

Need Cash? Go Buy It.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pesquisa Contábil

O Observatório de Educação e Pesquisa Contábil é uma iniciativa da área temática Educação e Pesquisa em Contabilidade do Departamento de Contabilidade e Atuária (EAC) da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).

O Observatório USP de Educação e Pesquisa Contábil apresenta-se como um espaço privilegiado para a produção, disseminação e construção de novos conhecimentos sobre a Educação e a Pesquisa em Contabilidade.

Projetos do Observatório
  • Produzir, divulgar e acompanhar estudos, pesquisas e práticas sobre a Educação e a Pesquisa Contábil;
  • Prestar apoio a educadores e pesquisadores da área, através da disponibilização de material didático, acadêmico e científico;
  • Contribuir para a formação continuada de educadores e pesquisadores da área Contábil.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ensino de Contabilidade: Perfil do professor

O mundo hoje vive a chamada Era do Conhecimento, cuja ênfase está na capacidade intelectual e no conhecimento como agentes para gerar riqueza, deste modo o poder se concentra nas mãos de quem possui um diferencial intelectual. Neste contexto, cresce a necessidade de qualificação profissional e exige-se a educação continuada. Assim acentua-se a importância de se ter professores competentes. Este trabalho busca elaborar um perfil de competências para atuação do profissional da área contábil na função de professor universitário no Distrito Federal. Estudadas as principais competências determinadas na literatura, propôs-se o seguinte perfil para a atuação destes professores: conhecimento técnico; capacidade de organizar e conduzir situações de aprendizagem; utilização de tecnologias; humildade e postura em sala de aula; gosto pelo ensino e interesse pelos alunos; multidisciplinaridade e interdisciplinaridade; multiculturalidade e interculturalidade; e capacidade de lidar com os deveres e dilemas éticos da profissão. Uma pesquisa de campo feita com 23 professores verificou que a maioria dos professores entrevistados possui as competências delineadas para o perfil requerido.
Trabalho apresentado no Congresso USP de Contabilidade. O nível de confiança da pesquisa foi de 80%.
Dica deste post: Blog Contabilidade Financeira (César Tibúrcio)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dificuldades de adequação ao IFRS

Veja as quatro dificuldades de adequação ao IFRS
por Ana Caselatto, 19/08/2009

Legislação, idioma, educação e mundo jurídico foram os pontos ressaltados pelo professor Nelson Carvalho

A adaptação do Brasil às normas contábeis internacionais do IFRS pode demandar um esforço maior frente aos demais países, embora ele esteja equiparado ao restante do mundo no processo de convergência. Em entrevista ao FinancialWeb durante o seminário "Evolução das Demonstrações Contábeis no Brasil", realizado na semana passada, o professor da Fipecafi Nelson Carvalho informou que, dentro de uma amostra de 170 países, o Brasil se coloca entre os 140 que estão substancialmente em processo de adequação.

Ele aponta, ainda, que cerca de 30 estão relutantes por conta da menor dependência de recursos externos e optaram por não autorizar convergências domésticas neste momento para aguardar a maturação do projeto globalmente. O docente ressaltou as quatro maiores dificuldades que devem ser sentidas nacionalmente, assim como em outras regiões com cultura contábil semelhante.

Confira a seguir cada uma delas:

  • Legislação: para Carvalho, o País não está no mesmo patamar que o restante no que cabe às práticas de negócios, usos e costumes. Ele explica que, por aqui, “a adoção das normas do IFRS requer reformulação radical das normas emitidas e das leis vigentes”;

  • Idioma: essa é uma dificuldade comum a todos os países que não têm a língua inglesa como a natal, já que as normas do IFRS são emitidas em Londres, no Reino Unido. Desta forma, há locais em vantagem no processo de convergência porque vão ler as normas tais como foram redigidas. “Países como Rússia, Japão, Argentina e Brasil dependem de uma tradução e ela não é simples, pois requer profundo conhecimento de finanças pelo tradutor. Essa é uma dificuldade que nós temos, mas nem todos os países têm”, afirma;

  • Educação: os profissionais já atuantes no mercado deverão passar por um reciclagem de todo o processo aprendido e os estudantes e futuros ofissionais precisão de cursos com currículo educacional completamente reformulado. Para Carvalho “a educação contábil, da ótica tributária para a ótica de mercado de capitais e de crédito (contabilidade financeira) deve ser apartada da contabilidade tributária”;

  • Jurídico: na esfera jurídica, as normas contábeis internacionais tomam por base o ambiente filosófico do common law, que refere-se ao método para a tomada de uma decisão, a qual depende dos casos anteriores e afeta o direito a ser aplicado a casos futuros. Neste sistema, segundo afirma o professor, “existe muito mais espaço para interpretação das normas pelos tribunais do que no modelo filosófico nacional (codificado ou civil). O convívio do direito codificado demanda que tudo ou quase tudo deve estar contemplado na norma legal”.

Fonte: FinancialWeb



COMENTÁRIO
Para mais detalhes sobre este assunto recomento o livro
O BRASIL E A HARMONIZAÇÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL: Influências dos Sistemas Jurídico e Educacional, da Cultura e do Mercado , fruto da tese de doutoramento da Drª Elionor Farah Jreige Weffort (Atlas/PWC, 2005). No livro a autora de forma bastante didática e clara faz o aprofundamento sobre os tópicos acima, além de abordar outros aspectos a serem considerados no processo de convergência do Brasil às normas do IASB:

  • Forças de mercado;
  • Fatores culturais.

Dentre os países mais resistentes à imediata conversão às normas do IASB, destaca-se os EUA. Neste blog você encontrará várias postagens sobre convergência às normas internacionais ao redor do mundo. Confira estas postagens consultando a tag IASB

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ensino de matemática: quebrando paradigmas

A fórmula de Arthur Benjamin para mudanças no ensino da matemática

Agora, se o Presidente Obama me convidasse para ser o próximo "Czar" da matemática eu teria uma sugestão a qual imagino que melhoraria em muito o ensino da matemática neste país. E seria fácil de implementar e de baixo custo.

Nosso atual currículo escolar de matemática é baseado nos fundamentos da aritmética e álgebra. E tudo que aprendemos a partir deste ponto é direcionado a um assunto. E no topo desta pirâmide, está o cálculo. E estou aqui para dizer que acho que este é o pico errado da pirâmide... que o pico correto -- que todos nossos estudantes, todos formados no ensino médio deveriam saber -- deveria ser estatísitica: probabilidade e estatísitica.

Quero dizer, não me interpretem mal. Cálculo é uma disciplina importante. É um dos grandes produtos da mente humana. As leis da natureza estão escritas na linguagem do cálculo. E todo estudante que estuda matemática, ciências, engenharia, economia, deveria definitivamente aprender cálculo ao final do primeiro ano de faculdade. Mas estou aqui para dizer, como um professor em matemática, que poucas pessoas realmente utilizam cálculo de forma consciente e significativa em seu dia a dia. Por outro lado, estatística -- esta é uma disciplina a qual você poderia, e deveria, utilizar no dia a dia. Certo? É risco. É recompensa. É alieatoridade. É entender dados.

Imagino que se nossos alunos, se nossos alunos do curso secundário -- se todos cidadãos americanos -- conhecessem probabilidade e estatísitica, não estaríamos na "bagunça" econômica em que estamos hoje. Não somente -- obrigado -- não somente isto.... mas se ensinada apropriadamente, pode ser bastante divertida. Digo, probabilidade e estatística, é a matemática de jogos e apostas. É analilsar tendências. É prever o futuro. Vejam, o mundo mudou de analógico para digital. E é hora de nosso currículo de matemática mudar de analógico para digital. De uma matemática mais clássica e contínua, para uma matemática mais moderna e discreta. A matemática da incerteza, da aleatoriedade, dos dados -- ou seja, probabilidade e estatísitica.

Resumindo, ao invés de nossos estudantes aprenderem sobre as técnicas de cálculo, eu acho que seria bem mais significativo se todos eles soubessem o que dois desvios padrão da média significa. E falo sério. Muito obrigado


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O texto acima é a transcrição do discurso do Prof. Arthur Benjamin, cujo vídeo voce pode assistir no site TED (note que logo abaixo do vídeo tem um opção para legenda em Português)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ensino de Contabilidade, Finanças e Gestão

Algumas indicações de livros, textos e filmes sobre a docência de contabilidade, finanças e gestão:

LIVROS

LINKS (Artigos, Dissertações, Reflexões, etc.)

FILMES

MAIS

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Livro: Análise de balanço e alterações na Lei das S/A

A contabilidade brasileira passa por uma verdadeira revolução. A Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas - LSA), com a edição da Lei nº 11.638/2007 e da Medida Provisória nº 449/2008, sofreu profundas modificações na forma de contabilização e evidenciação dos fatos contábeis das sociedades anônimas e das sociedades de grande porte.

Em razão disto, elaboramos um adendo à 1ª edição do nosso livro Estrutura, Análise e Interpretação das Demonstrações Contábeis apresentando indicações pontuais destas principais alterações e seu impacto direto para a análise das demonstrações contábeis, notadamente das sociedades anônimas e de grande porte.

Neste site você encontra para download além do adendo a versão 1.7 da Planilha ADC, que já está pronta com a nova estrutura do Balanço Patrimonial da Demonstração do Resultado de Exercícios. Clique no link Livro no menu superior e acesse este material complementar.

No livro você encontra de forma bastante detalhada as técnicas de análise dos indicadores que você obterá utilizando a versão 1.7 da PlanilhaADC.

Comentários e sugestões para futuras edições são bem vindas, envie para: alexandre@alcantara.pro.br

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Dia do Contabilista: IFRS é principal desafio da carreira

De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade, um curso de especialização no tema não custa menos do que R$ 500


O Dia do Contabilista, comemorado no próximo sábado (25), marca um ano de diversos desafios para esse profissional. O principal deles, segundo o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), é, nesta primeira etapa, a compreensão sobre a adequação das demonstrações contábeis brasileiras ao modelo internacional IFRS — voltado para grandes empresas — e, em um segundo momento, o mesmo processo destinado a médias e pequenas companhias, conhecido como IABS.

No primeiro caso, as empresas devem se adequar até 2010. No segundo, o prazo é um pouco maior. “Acabou de ser criado um grupo de estudo, para tradução das normas do inglês para o português, para ser levado ao CFC, então ainda temos um tempo. Mas ainda é um imenso desafio”, ponderou Adeildo Osório de Oliveira, vice-presidente de Controle Interno do conselho.

“Este ano vai requerer muito esforço e dedicação do profissional para que ele consiga compreender melhor essas normas e investir em sua carreira”, avaliou o especialista. Segundo Oliveira, é essencial que o profissional de contabilidade não se perca em meio às informações e procure cursos especializados no tema para não ficar de fora do mercado de trabalho.

Segundo o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRC SP, Luiz Fernando Nóbrega, o contabilista que já estiver por dentro do IFRS tem um excelente diferencial no mercado de trabalho. “É grande a demanda por esses profissionais, mas rara a oferta”, disse, estimando em, pelo menos, quatro anos o tempo de atualização e capacitação de todo o pessoal que atua no segmento.

Para os iniciantes, vale ressaltar que escolas de ponta já adequaram seus currículos à nova legislação. Entre elas, destacam-se a FEA USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo); a Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), ligada à USP; a FGV-Eaesp (Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas); a PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e a Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado).

Um bom curso de reciclagem sobre IFRS pode ser encontrado por preços que variam de R$ 500 a R$ 700. Ocorre que um apenas não costuma satisfazer todas as necessidades da matéria, considerada como extremamente complexa. “Tem o custo financeiro, mas também existe a necessidade de dedicação e de tempo de estudo”, ponderou Oliveira.

De acordo com Oliveira, uma das grandes dificuldades da nova norma contábil é sua subjetividade. Citando, como exemplo, a questão do cálculo do valor justo dos ativos — que será feito de acordo com a sensação do profissional, e não com uma métrica pronta — o vice-presidente lembrou sobre a responsabilidade de se chegar a um resultado plausível. “A partir disso a coisa fica complicada e cria-se uma subjetividade responsável”, concluiu.

A data

Em sua 83ª edição, a data foi inspirada no discurso do Senador João Lyra, que enaltecia a Classe Contábil Brasileira em 25 de abril de 1926.

Atualmente, o Estado de São Paulo conta com 112 mil profissionais, sendo que aproximadamente 25 mil contabilistas concluem seus cursos anualmente.

Fonte: FinancialWeb