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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Bovespa: Consultando demonstrações contábeis

A Bovespa elaboraou um tutorial para orientar sobre o acesso aos demonstrativos financeiros das companhias abertas brasileira.

Confira o vídeo com o tutorial
clicando aqui.

Em nosso
livro, no Capítulo 9 - "O Uso de Ferramentas Eletrônicas no Processo de Análise de Demonstrações Contábeis", apresentamos algumas dicas sobre como obter informações adicionais, em especial na web, que auxiliarão analista em seu trabalho de interpretação das demonstações contábeis.

sábado, 5 de julho de 2008

Auditoria aposta em nova lei contábil para manter ritmo

[Reuters]

As empresas de auditoria independente apostam no potencial de mercado criado com a nova legislação contábil para não perder o "ritmo chinês" de crescimento no Brasil patrocinado pela recente febre de aberturas de capital.

Para isso, estão contratando um batalhão de mais de 2 mil pessoas só neste ano, investindo dezenas de milhões de dólares em treinamento e importando profissionais de diversas partes do mundo.

Todo esse aparato visa atender as demandas que surgiram com reformas na contabilidade brasileira.

Um dos desdobramentos desse processo foi a criação de uma agenda para alinhamento do padrão contábil brasileiro às IFRS, modelo já abraçado por mais de 100 países e que será obrigatório para bancos nacionais e para as quase 500 empresas listadas na Bovespa .

O outro é a obrigatoriedade da divulgação de balanços auditados para grandes empresas de capital fechado. Só essa mudança deve trazer imediatamente para o mercado de 400 a 500 novos clientes, estimam as firmas de auditoria.

"Mas o mercado potencial é de cerca de oito mil empresas nos próximos anos", anima-se Alcides Hellmeister Filho, chairman da Deloitte no país.

Essa é apenas mais uma das ondas que avançaram sobre o mercado corporativo na atual década, impulsionando as operações das firmas de auditoria no país.

O ciclo começou com a lei societária Sarbanes-Oxley, que exigiu gastos elevados para implementação de rigorosos controles internos das empresas listadas nas bolsas de Wall Street, inclusive as do Brasil, segunda maior matriz de companhias não-americanas com ADRs.

O passo seguinte foi a avalanche doméstica de ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), que levou mais de 130 empresas à Bovespa nos últimos quatro anos. Esse movimento fez explodir a demanda por serviços das empresas para ganhar eficiência e se alinhar às melhores práticas de governança.

Por terem atuação global e multidisciplinar, as chamadas "big four" --Price, Deloitte, KPMG e Ernst & Young-- nadaram de braçada, passando a atuar fortemente em serviços de consultoria como nas áreas de gestão e de impostos. Resultado: chamá-las atualmente de firma de auditoria já virou uma incorreção.

"Hoje, 60 por cento do nosso faturamento vem de serviços de consultoria", conta Fernando Alves, presidente da Price, a maior no país. No começo da década, 70 por cento da receita vinham de serviços de auditoria.

Com isso, essas firmas vêm dobrando de tamanho a cada três a quatro anos. As unidades das quatro gigantes no país movimentam cerca de 1,5 bilhão de dólares.

SEM CRISE

Nem a crise nos mercados internacionais deve interromper esse processo. "Vamos dobrar de tamanho de novo nos próximos quatro anos", estima Hellmeister Filho, da Deloitte.

O motivo, segundo as companhias, é que a demanda por produtos prestados por elas, especialmente de auditoria, ainda é baixo no país.

"O Brasil ainda é um dos países menos auditados do mundo", avalia Alves, da Price.

Neste ano, boa parte das contratações previstas pelas "big four" será focada para trabalhar com IFRS.

"Um grande limitador para o crescimento é a falta de talentos", reclama Alves, da Price, que está contratando 500 novos funcionários.

"Se tivéssemos mais gente, teríamos mais clientes", emenda Sergio Ricardo Romani, sócio da Ernst & Young.

Para compensar a escassez de profissionais que combinem conhecimentos de auditoria, finanças, contabilidade, tributação e inglês, essas firmas passaram a buscar novos funcionários nas universidades e investir num caro e demorado processo para complementar a formação.

A Price e a Deloitte têm cada uma cerca de 500 trainees em fase de formação. "Num prazo de dois a três anos eles estarão prontos", conforma-se Hellmeister Filho, da Deloitte.

A Ernst criou em 2007 uma universidade interna só para complementar a formação de seus novos colaboradores, como parte de um projeto educativo que consome 3 por cento da receita.

Muito freqüentemente, esse processo inclui a passagem por um treinamento em outras unidades das empresas, na Europa e na América do Norte, que pode levar até dois anos.

"Ainda assim, estamos tendo que importar gente de fora", conta Romani, da Ernst.

"Com uma taxa de crescimento de 30 por cento ao ano, vai ficando difícil achar profissionais especializados", completa Pedro Melo, sócio-líder de auditoria da KPMG no país.


UOL Economia, 01/07/2008 - Edição de Daniela Machado

Lei movimenta auditorias menores

[Gazeta Mercantil, 30.06.2008]

O processo de convergência à Lei 11.638, que deve aproximar os demonstrativos contábeis das companhias brasileiras aos princípios do IFRS (International Financial Reporting Standards), está aumentando o volume de trabalho das auditorias independentes de menor porte. Essas empresas, que ocupam uma fatia de cerca de 30% de um mercado que soma 573 companhias listadas na Bovespa, oferecem serviços que têm sido demandados pela necessidades de adaptação. É o caso do diagnóstico dos impactos financeiros da convergência nos resultados das companhias.

O movimento tem acontecido na Boucinhas & Campos, 11ª colocada no ranking da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com cinco clientes em auditoria. "O processo de ajuste aumentou o volume de trabalho das auditorias de todo porte, seja no ajuste propriamente dito ou na série de etapas anteriores, afirma José Fernando Boucinhas, sócio da Boucinhas & Campos. Segundo o executivo, seus principais clientes que buscam a adaptação às regras estão nas áreas de comércio, logística, varejo e agronegócio. A Boucinhas, que também presta, entre outros, serviços em gestão de risco e consultoria tributária e de gestão tem, atualmente, 400 clientes e 300 funcionários.

Especialização

Na avaliação de especialistas em contabilidade, empresas de determinados segmentos de atuação devem sofrer maiores impactos para implementar os novos princípios. Companhias que atuam com concessões rodoviárias são citadas como um exemplo disso. De olho nesse filão, auditorias de menor porte se especializam em serviços de apoio ao processo de adaptação. É o caso da Directa. "A área de concessões tem dificuldades adicionais para adequar-se. Os princípios são distintos daqueles existentes fora do País", compara o presidente da empresa, Ernesto Gelbcke.

A Directa aparece em 8ª lugar na lista de empresas que prestam serviços de auditoria independente para as empresas listadas na bolsa, com 17 clientes ao todo.

No mundo, a companhia é membro da Directa Alliance, 9ª maior empresa da área de auditoria do mundo, com 620 escritórios em 100 países. No ano passado, faturou US$ 2,3 bilhões.

Maiores entre as menores

Outra empresa do ramo de auditoria que oferece serviços especializados para demandas setoriais é a Terco Grand Thornton, que em 2007 faturou R$ 80 milhões, 50% a mais que no ano anterior, e que está na 6ª posição entre as auditorias independentes. Presta serviços a 26 empresas listadas na Bovespa. "Uma de nossas linhas de serviço em auditoria trata de IFRS, com uma equipe de quatro pessoas no País e outras dez em Londres, que nos dão apoio em aspectos técnicos. Uma de nossas especialidades é a de elaborar diagnósticos da elaboração para a área de construção civil", exemplifica Daniel Maranhão, sócio da Terco especializado em implementação de IFRS.

De acordo com o executivo, das cerca de 20 consultas que a empresa recebe diariamente de potenciais clientes, 40% referem-se ao processo de adaptação.

Capacitação

Outra empresa que tem aproveitado a aprovação da 11.638 para crescer é a BDO Trevisan, que ocupa o 3º lugar no ranking de auditorias para empresas listadas na Bovespa. Com 62 clientes, superou gigantes como Ernst & Young e PricewaterhouseCoopers. "As companhias de grande porte e que têm capital fechado também têm movimentado o mercado", diz o sócio-diretor de auditoria, Marcos Venicio.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 4)(Luciano Feltrin)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

IX Concurso de Monografia CVM - BM&FBOVESPA

Tema de livre escolha dentro do tema geral proposto: "Desenvolvimento do Mercado de Valores Mobiliários".

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em parceria com a BM&FBOVESPA, lançou em 2008 a 9ª edição de seu Concurso de Monografia, do qual podem participar estudantes universitários e de pós-graduação de todo o Brasil.

O concurso insere-se no programa da CVM dedicado à “Educação do Investidor” e no Programa Educacional BOVESPA, que tem como um dos principais objetivos estimular a pesquisa e o aprimoramento do mercado.

Premiação

Serão premiados os autores da melhor monografia na categoria universitária e na categoria pós-graduação. O prêmio será uma viagem de sete dias aos Estados Unidos, no primeiro semestre de 2009, em data a ser oportunamente estabelecida pela CVM e BM&FBOVESPA, incluindo passagens aéreas e estadia pagas, com visita a várias instituições ligadas ao mercado de valores mobiliários em Nova York (tais como: New York Stock Exchange - NYSE, Nasdaq, bancos de investimento etc.) e em Washington (Securities and Exchange Commission - SEC).

Informação completa no site da BM&FBOVESPA

quarta-feira, 12 de março de 2008

Bovespa quer atrair latino-americanas

Como empresa aberta, a Bovespa quer diversificar serviços e consolidar-se na América Latina. Uma das principais estratégias para colocar esse plano em prática será ampliar a base de companhias da região para que se listem no mercado do País. A intenção foi confirmada ontem pelo diretor geral da empresa, Gilberto Mifano, em reunião da Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). "Nossa estratégia nesse sentido tem sido passiva", disse. "As empresas que quiseram vir o fizeram por vontade própria. Pretendemos passar a ter uma nova abordagem, atuando como parceiros", disse Mifano.
Hoje, a única companhia de origem latino-americana que negocia seus papéis na Bovespa é o banco Patagônia, outro argentino, cujo IPO (oferta pública inicial de ações) ocorreu em meados de julho do ano passado.


(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)(Luciano Feltrin) 12/03/2008


Leia aqui a íntegra da matéria

sábado, 19 de janeiro de 2008

Empresas informam mal os acionistas, diz pesquisa

Apenas 11 das cerca de 150 empresas brasileiras de capital aberto prestam informações organizadas aos acionistas para que participem das assembléias, de acordo com pesquisa feita pela Previ (caixa de previdência dos funcionários do Banco do Brasil) no final do ano passado, o que inibe ainda mais a presença dos investidores nas reuniões.

O levantamento incluiu todas as companhias listadas no Novo Mercado da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que reúne práticas de boa governança corporativa.

As empresas bem avaliadas foram: Lojas Renner, Gerdau S.A., Gerdau Metalúrgica, Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Vale, Embraer, TIM, Cemig e Energias do Brasil. Mas, em geral, os assuntos das assembléias são abordados de forma genérica nos editais de convocação, sendo aprofundados só na reunião, o que dificulta uma análise completa pelo acionista.

Por isso, a Previ sugere a aplicação no mercado brasileiro do "proxy statement", documento que reúne as informações que devem ser fornecidas aos acionistas antes da votação nas assembléias das propostas dos Conselhos de Administração das empresas. O modelo é adotado no mercado americano.

"O acionista no Brasil precisa arrancar informações do departamento de relações com investidores da companhia, quando ele existe", disse o diretor de participações da Previ, Renato Chaves.

Fonte: RAQUEL ABRANTES,
Folha de São Paulo, 19/01/2008