6º Workshop Internacional de XBRL é realizado no CFC
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) realizou na manhã desta quarta-feira, dia 18, em parceria com o Laboratório de Tecnologia e Sistemas de Informação (TECSI) da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), o 6º Workshop Internacional de XBRL. Participaram do evento cerca de 200 pessoas, público formado por presidentes e diretores dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs), conselheiros do CFC, representantes de entidades da classe contábil e servidores de órgãos públicos com interesse na aplicação e na disseminação da ferramenta.
O XBRL - Extensible Business Reporting Language é uma linguagem padronizada utilizada para relatórios financeiros, que oferece vantagens como a diminuição de custos; maior eficiência, exatidão e confiabilidade; e diminuição de riscos e necessidade de redigitação.
Na abertura do Workshop, o presidente do CFC, Juarez Dominguez Carneiro, destacou os principais objetivos do evento, que são buscar uma sintonia com as principais lideranças contábeis e demais agentes envolvidos no processo, sobre o andamento dos trabalhos, e divulgar informações sobre o mecanismo, já que o Brasil recebeu em fevereiro deste ano a validação para utilizar a taxonomia XBRL.
Juarez Carneiro também destacou que esta foi a primeira vez que o evento foi realizado, em Brasília, em parceria do TECSI com o CFC. As cinco edições anteriores do Workshop ocorreram em São Paulo.
Com a adesão do Conselho Federal de Contabilidade ao trabalho iniciado pelo TECSI, ações conjuntas vêm sendo desenvolvidas nos últimos anos, visando à implementação da taxonomia brasileira e à criação da jurisdição do XBRL no País. De acordo com o presidente do CFC, serão realizados eventos nos Conselhos Regionais de Contabilidade para a ampla disseminação dessa tecnologia.
Programação
A programação do 6º Workshop de XBRL contou com três painéis. O primeiro, com o tema "XRBL histórico, importância e realidade brasileira", teve palestras feitas por Edson Luiz Riccio e Paulo Roberto da Silva, membros do Comitê Estratégico do XBRL-Brasil.
No segundo painel - "A visão internacional", as abordagens foram feitas por Nelson Carvalho, diretor do XBRL Internacional e membro do Comitê Estratégico do XBRL-Brasil, e por Anthony Fragnito, executivo-chefe do XBRL Internacional.
Com o tema "XBRL: Uma visão governamental", o terceiro painel contou com explanações de Maria Betânia Gonçalves Xavier, coordenadora-geral de Sistemas e Tecnologia de Informação (Cosis) da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), e de Homero Rutkowski, membro do Comitê Estratégico do XBRL-Brasil.
Fonte: Comunicação CFC via Blog Contabilidade Financeira
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domingo, 22 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de abril de 2010
XBRL: lançada nova taxonomia
O IASC lança hoje a Taxonomia 2010 das IFRS. O trabalho é uma tradução para XBRL das IFRS emitidas em janeiro de 2010. A taxonomia é compatível tanto para as IFRS de grandes empresas quanto para as IFRS de pequenas e médias empresas, integrando assim, pela primeira vez, as normas em uma única taxonomia.Fonte: IASB
quarta-feira, 24 de março de 2010
Brasil: Demonstrações em XBRL
A tecnologia, batizada de taxonomia XBRL, automatiza processo de divulgação de relatórios contábeisO Instituto Internacional de XBRL aprovou o uso do programa taxonomia XBRL (na sigla em inglês: Extensible Business Reporting Language) no Brasil. A tecnologia, criada por um contador americano em 1998, permite a automação do processo de divulgação de envio e recepção de relatórios contábeis de pequenas, médias ou grandes empresas.
Por meio do programa, as informações contidas nos relatórios são convertidas à tecnologia XBRL, sem que haja alteração no conteúdo enviado aos órgãos reguladores. Além de ser compatível com qualquer sistema. As informações são do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
O presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, está otimista quanto a agilidade no processo de implantação, que será coordenado pela Câmara Técnica. Há dois anos, o CFC e o professor Edson Luiz Riccio, coordenador do Laboratório de Tecnologia e Sistemas de Informação da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (TECSI) da USP, já vêm trabalhando na implementação do XBRL. Com a validação, o Brasil já tem autorização para iniciar o seu próprio processo.
De acordo com Carneiro, a linguagem padrão do XBRL é uma tecnologia irreversível para os relatórios contábeis e financeiros no mundo. "A intenção, a partir de agora, é definir, por meio de um grupo de trabalho estratégico, as ações a serem desenvolvidas neste ano e também a participação de novos parceiros no processo", afirmou Carneiro, em comunicado. Neste ano, o CFC pretende apoiar um evento sobre o tema a ser realizado em São Paulo. Além disso, o Conselho participará, em abril, do Congresso Mundial do XBRL em Roma, onde reivindicará que o Brasil seja a próxima sede do evento em 2012.
Fonte: Financial Web - Veja mais sobre XBRL clicando aqui
Instituto internacional valida taxonomia XBRL brasileira
Após alguns meses sob avaliação do Instituto Internacional de XBRL, o Brasil recebeu a validação para utilizar a taxonomia XBRL (na sigla em inglês Extensible Business Reporting Language). A notícia deixou o presidente do Conselho Federal de Contabilidade – CFC, Juarez Domingues Carneiro, bastante otimista quanto a agilidade no processo de implantação do programa nas empresas, o que permite à Entidade dar os primeiros passos para a divulgação e implementação do XBRL, que será coordenada pela Câmara Técnica, cujo vice–presidente é o contador Nelson Mitimasa Jinzengi.
Há dois anos o CFC e o professor Edson Luiz Riccio, coordenador do TECSI – Laboratório de Tecnologia e Sistemas de Informação da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, da Universidade de São Paulo – USP, já vem trabalhando na implementação do XBRL. Com a validação, o Brasil já tem autorização para iniciar o seu próprio processo.
Para o presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, a linguagem padrão XBRL é uma tecnologia irreversível para os relatórios contábeis e financeiros no mundo e a constituição de um grupo do Conselho Federal de Contabilidade sobre o assunto é a demonstração clara da importância que a Entidade dá ao tema. "A intenção, a partir de agora, é definir, por meio de um grupo de trabalho estratégico, as ações a serem desenvolvidas neste ano e também a participação de novos parceiros no processo", observa. Neste ano o CFC pretende apoiar um grande evento, a ser realizado em São Paulo, sobre o tema e, em abril, durante o Congresso Mundial do XBRL em Roma reivindicará que o Brasil seja a próxima sede do evento em 2012.
Além do presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, e do vice–presidente da Câmara Técnica, Nelson Mitimasa Jinzengi, participaram da reunião o conselheiro e membro da Câmara Técnica do CFC, Luiz Carlos de Souza; o professor Edson Luiz Riccio, membro do Grupo XBRL do CFC e diretor do Tecsi; o membro do Grupo XBRL do CFC, Homero Rutkowski; o membro do Board do XBRL International, Nelson Carvalho; e a representante da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, Wang Jiang Horng.
O que é o XBRL
O XBRL é uma tecnologia criada por um contador americano em 1998 que permite a automação do processo de divulgação de envio e recepção de relatórios semanais, mensais ou anuais, seja das pequenas, médias e grandes empresas, a respeito da posição econômico–financeiro contábil. O XBRL não vai alterar o conteúdo das informações, que já são enviadas a órgãos reguladores e do governo, mas permitirá uma conversão para essa tecnologia que qualquer sistema em qualquer língua poderá compreender.
Há dois anos o CFC e o professor Edson Luiz Riccio, coordenador do TECSI – Laboratório de Tecnologia e Sistemas de Informação da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, da Universidade de São Paulo – USP, já vem trabalhando na implementação do XBRL. Com a validação, o Brasil já tem autorização para iniciar o seu próprio processo.
Para o presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, a linguagem padrão XBRL é uma tecnologia irreversível para os relatórios contábeis e financeiros no mundo e a constituição de um grupo do Conselho Federal de Contabilidade sobre o assunto é a demonstração clara da importância que a Entidade dá ao tema. "A intenção, a partir de agora, é definir, por meio de um grupo de trabalho estratégico, as ações a serem desenvolvidas neste ano e também a participação de novos parceiros no processo", observa. Neste ano o CFC pretende apoiar um grande evento, a ser realizado em São Paulo, sobre o tema e, em abril, durante o Congresso Mundial do XBRL em Roma reivindicará que o Brasil seja a próxima sede do evento em 2012.
Além do presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, e do vice–presidente da Câmara Técnica, Nelson Mitimasa Jinzengi, participaram da reunião o conselheiro e membro da Câmara Técnica do CFC, Luiz Carlos de Souza; o professor Edson Luiz Riccio, membro do Grupo XBRL do CFC e diretor do Tecsi; o membro do Grupo XBRL do CFC, Homero Rutkowski; o membro do Board do XBRL International, Nelson Carvalho; e a representante da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, Wang Jiang Horng.
O que é o XBRL
O XBRL é uma tecnologia criada por um contador americano em 1998 que permite a automação do processo de divulgação de envio e recepção de relatórios semanais, mensais ou anuais, seja das pequenas, médias e grandes empresas, a respeito da posição econômico–financeiro contábil. O XBRL não vai alterar o conteúdo das informações, que já são enviadas a órgãos reguladores e do governo, mas permitirá uma conversão para essa tecnologia que qualquer sistema em qualquer língua poderá compreender.
Fonte: Blog Jose Adriano
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
XBRL: Poroposta de Taxonomia 2010 (IFRS)
A Fundação IASC publica propostas de Taxonomia 2010 (IFRS)O International Accounting Standards Committee (IASC), hoje Fundação publicou para audiência pública um projeto de exposição do International Financial Reporting Standards (IFRS) Taxonomia de 2010 baseado no XBRL.
A taxonomia proposta está em conformidade com as normas IFRS e IFRS para as Pequenas e Médias Empresas (PME). De acordo com a instituição, a taxonomia proposta contém importantes melhorias de arquitetura, quando comparado com a versão 2009, em especial a arquitetura proposta integra as IFRS e as normas IFRS para as PME em uma taxonomia única.
A Taxonomia IFRS 2010 é uma tradução do IFRS, emitido em 1 de janeiro de 2010 em XBRL (eXtensible Business Reporting Language). O XBRL está rapidamente se tornando o formato de escolha para o arquivamento eletrônico de informações financeiras, especialmente em países que reportam em IFRSs, porque facilita e torna mais simples e rápida a apresentação e comparação dos dados financeiros em padrão IFRS pelas empresas, reguladores, investidores, analistas e outros usuários da Taxonomia IFRS .
As partes interessadas são convidados a comentar o projeto até 22 de Abril de 2010. A taxonomia proposta e material conexo pode ser acessado aqui. A versão final está previsto para ser lançado no final de abril de 2010.
Fonte: XBRL International
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Demonstrações financeiras interativas
A padronização e centralização das informações contábeis das empresas é premissa para a implantação do SPED. Dessa forma, não é surpresa surgir nas discussões o XBRL, sigla que, em inglês, deriva de linguagem extensível de informações empresariais, como formato mais adequado para disseminação destas informações, pois ele torna mais fácil e iterativa a demonstração dos resultados financeiros, além de tornar o processo mais rápido, seguro e de forma indexada.
O sistema não é desconhecido dos brasileiros. Empresas brasileiras com ações emitidas na bolsa da Nova York, como Petrobras, Bradesco e Net Serviços, participaram do programa de voluntários da Securities and Exchange Comission (SEC) onde emitiram suas demonstrações em formato XBRL a fim de testar os conceitos e ferramentas disponíveis.
Com o inicio do SPED e seu braço contábil, a Escrituração Contábil Digital, ou ECD, o governo vem estudando a adoção do formato XBRL como possível meio digital de disponibilização das informações, em especial às relativas ao IFRS. Mas, aqui, o sistema não será obrigatório, como já é nos EUA – lá, as empresas terão obrigatoriamente que adotar o sistema após o período de testes, que ainda está ocorrendo.
Para emitir suas demonstrações, as empresas levam semanas. Algumas, até meses. É um processo que envolve muitas pessoas, além de ser inseguro, pois está sujeito a erros. E tem um alto custo para as empresas. O processo eletrônico já provou ser a melhor maneira de reduzir tempo e custo. Neste contexto, o XBRL leva vantagens. Uma vez implantado, deve estar integrado em todos os sistemas que geram informações. Dessa forma, as informações advindas de sistemas distintos são consolidadas com muita rapidez. A replicação dos dados também estará livre de erros de digitação, uma vez que é automática, o que garante maior segurança à empresa. A adoção do processo não é complexa, pois se trata de apenas mais uma maneira de divulgar o balanço, sem muitas mudanças para as companhias.
Assim como a velocidade de produção dos relatórios pode ser aumentada, o tempo de revisão e a credibilidade dos dados é aprimorada por meio do exame dos dados utilizando-se softwares específicos.
O XBRL pode ser considerado como um padrão para indexação ou rotulação das informações financeiras, o que torna a comparação dos resultados financeiros entre as companhias um processo tão simples quanto arrastar e soltar. Os investidores, com certeza, se beneficiarão das possibilidades deste formato de dados, pois todos os que têm em seus computadores códigos específicos cadastrados receberão as informações divulgadas pelas empresas. O XBRL tem a mesma origem do sistema de divulgação de notícia RSS, pelo meio do qual é possível receber informações em tempo real quando conectado.
A capacidade de padronização das informações financeiras embarcada no XBRL só pode ser aproveitada quando as demonstrações estão na mesma linguagem contábil. Desta forma, o IFRS alavanca consigo a necessidade de uma linguagem padrão para armazenamento e disseminação dos dados em uma forma portável como o XBRL.
Em plena era da “computação em nuvem”, as empresas que se utilizam de sistemas integrados de gestão, capazes de processar centenas de milhares de pedidos, notas fiscais e pagamentos por dia, ainda levam muito tempo para emitir seus demonstrativos.
Em resumo, os formatos hoje amplamente utilizados não são apropriados, tampouco padronizados e estruturados de forma a facilitar sua criação, divulgação e análise. Isso, agora, será possível com o XBRL.
Rodrigo Silveira é consultor sênior e Jair Fahl é associado da Terco Grant Thornton, onde atuam na área de Consultoria de TI.
O sistema não é desconhecido dos brasileiros. Empresas brasileiras com ações emitidas na bolsa da Nova York, como Petrobras, Bradesco e Net Serviços, participaram do programa de voluntários da Securities and Exchange Comission (SEC) onde emitiram suas demonstrações em formato XBRL a fim de testar os conceitos e ferramentas disponíveis.
Com o inicio do SPED e seu braço contábil, a Escrituração Contábil Digital, ou ECD, o governo vem estudando a adoção do formato XBRL como possível meio digital de disponibilização das informações, em especial às relativas ao IFRS. Mas, aqui, o sistema não será obrigatório, como já é nos EUA – lá, as empresas terão obrigatoriamente que adotar o sistema após o período de testes, que ainda está ocorrendo.
Para emitir suas demonstrações, as empresas levam semanas. Algumas, até meses. É um processo que envolve muitas pessoas, além de ser inseguro, pois está sujeito a erros. E tem um alto custo para as empresas. O processo eletrônico já provou ser a melhor maneira de reduzir tempo e custo. Neste contexto, o XBRL leva vantagens. Uma vez implantado, deve estar integrado em todos os sistemas que geram informações. Dessa forma, as informações advindas de sistemas distintos são consolidadas com muita rapidez. A replicação dos dados também estará livre de erros de digitação, uma vez que é automática, o que garante maior segurança à empresa. A adoção do processo não é complexa, pois se trata de apenas mais uma maneira de divulgar o balanço, sem muitas mudanças para as companhias.
Assim como a velocidade de produção dos relatórios pode ser aumentada, o tempo de revisão e a credibilidade dos dados é aprimorada por meio do exame dos dados utilizando-se softwares específicos.
O XBRL pode ser considerado como um padrão para indexação ou rotulação das informações financeiras, o que torna a comparação dos resultados financeiros entre as companhias um processo tão simples quanto arrastar e soltar. Os investidores, com certeza, se beneficiarão das possibilidades deste formato de dados, pois todos os que têm em seus computadores códigos específicos cadastrados receberão as informações divulgadas pelas empresas. O XBRL tem a mesma origem do sistema de divulgação de notícia RSS, pelo meio do qual é possível receber informações em tempo real quando conectado.
A capacidade de padronização das informações financeiras embarcada no XBRL só pode ser aproveitada quando as demonstrações estão na mesma linguagem contábil. Desta forma, o IFRS alavanca consigo a necessidade de uma linguagem padrão para armazenamento e disseminação dos dados em uma forma portável como o XBRL.
Em plena era da “computação em nuvem”, as empresas que se utilizam de sistemas integrados de gestão, capazes de processar centenas de milhares de pedidos, notas fiscais e pagamentos por dia, ainda levam muito tempo para emitir seus demonstrativos.
Em resumo, os formatos hoje amplamente utilizados não são apropriados, tampouco padronizados e estruturados de forma a facilitar sua criação, divulgação e análise. Isso, agora, será possível com o XBRL.
Rodrigo Silveira é consultor sênior e Jair Fahl é associado da Terco Grant Thornton, onde atuam na área de Consultoria de TI.
Fonte: B2B Magazine, 29.09.2009
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Links
- Atraso no balanço e perda bilionária pesam na ação da Eletrobrás
- As normas das S.A. e as empresas limitadas
- Ganho contábil gera impasse no pagamento de dividendos
- Valor Adicionado na Espanha
- Contabilidade: Profissão excludente
- XBRL: o que se passa nos bastidores da implantação
- Los premios Nobel de Economía de 1997 piden más transparencia en los activos de los bancos
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Artigo: IFRS x XBRL
A convergência contábil internacional sob a perspectiva de XBRL
Resumo
A essência da contabilidade não varia de acordo com a localização geográfica da empresa. Os procedimentos, porém, mudam em virtude dos traços culturais e da estratégia do negócio. Com o objetivo de reduzir os custos da adaptação de padrões contábeis há uma tendência mundial pela padronização de procedimentos. Relatórios financeiros feitos de acordo com as mesmas diretrizes auxiliam a comparação e fornecem maior transparência ao mercado externo. Este artigo discute a importância da unificação dos formatos de apresentação e divulgação contábil em conjunto com XBRL, uma tecnologia que está sendo adotada como padrão tecnológico para intercâmbio, armazenamento e divulgação de informações financeiras. Também apresenta uma análise das providências relativas à incorporação das normas internacionais à legislação brasileira com um levantamento das possíveis vantagens advindas dessa decisão.
Confira este artigo em sua íntegra na Revista de Controle e Administração, v.4, n.2, 2008, página 187
Resumo
A essência da contabilidade não varia de acordo com a localização geográfica da empresa. Os procedimentos, porém, mudam em virtude dos traços culturais e da estratégia do negócio. Com o objetivo de reduzir os custos da adaptação de padrões contábeis há uma tendência mundial pela padronização de procedimentos. Relatórios financeiros feitos de acordo com as mesmas diretrizes auxiliam a comparação e fornecem maior transparência ao mercado externo. Este artigo discute a importância da unificação dos formatos de apresentação e divulgação contábil em conjunto com XBRL, uma tecnologia que está sendo adotada como padrão tecnológico para intercâmbio, armazenamento e divulgação de informações financeiras. Também apresenta uma análise das providências relativas à incorporação das normas internacionais à legislação brasileira com um levantamento das possíveis vantagens advindas dessa decisão.
Confira este artigo em sua íntegra na Revista de Controle e Administração, v.4, n.2, 2008, página 187
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Linguagem XBRL facilita integração contábil
A padronização de normas contábeis vai permitir também a adoção da eXtensible Business Reporting Language (XBRL), nova linguagem de computador que faz softwares diferentes se comunicarem entre si sem erros, integrando balanços. "Até hoje, empresas passam com freqüência pelo trabalho de redigitar volumes imensos de cifras de um relatório financeiro para outro quando precisa integrar informações contábeis, o que compromete a eficiência", diz Edison Arisa, presidente do Ibracon.A XBRL já está em uso em alguns países: o FDIC (equivalente ao Fundo Garantidor de Créditos) requer que bancos reportem dados em XBRL; a SEC (a CVM norte-americana) iniciou um programa de voluntários para reportar informações em XBRL. Mas para que a linguagem funcione, ela precisa de um dicionário - as taxonomias. Como cada país regulamenta a contabilidade de uma maneira, uma taxonomia específica é indispensável para fazer a ponte. Com a padronização, seria desnecessário.
"O Ibracon ainda não tomou nenhuma resolução a respeito da adoção do XBRL, considerando que no Brasil o assunto ainda não ganhou escala. Mas apoiamos soluções que tragam mais segurança e praticidade aos processos de elaboração e divulgação de demonstrações contábeis, que é o que o XBRL permite", diz Arisa. "O XBRL deverá transformar, de forma fundamental, a produção, processamento e análises das informações financeiras, aumentando a eficiência e a relação custo-benefício", acredita.
Fonte: Revista Contábil & Empresarial Fiscolegis
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O futuro dos relatórios financeiros sem papel
O futuro dos relatórios financeiros sem papel
Evandro Carreras e Luciana Medeiros (PricewaterhouseCoopers Brasil)
Gazeta Mercantil - 16/2/2009
As empresas atualmente preparam diversas informações para o mercado com um rigor cada vez maior. São relatórios destinados à alta administração, aos analistas, às agências de rating, aos bancos, aos investidores e aos órgãos reguladores. A obrigatoriedade de envio das demonstrações financeiras em linguagem XBRL ("eXtensible Business Reporting Language), determinada recentemente pela Securities and Exchange Commisssion (SEC), fez com que muitas empresas comecem a colocar em prática um novo conceito de divulgação eletrônica de dados financeiros.
A idéia que dá suporte ao XBRL é relativamente simples. Em vez de apresentarmos as informações financeiras em formato de texto, os dados são identificados individualmente por meio de etiquetas, permitindo que sejam lidos pelos diversos softwares disponíveis no mercado. Os benefícios do XBRL estão na preparação, análise e comunicação de informações financeiras com maior eficiência e custos reduzidos. XBRL é uma linguagem baseada em XML (eXtensible Markup Language) e foi desenvolvida para uniformizar formatos e vocabulários incompatíveis, por meio de recursos tecnológicos.
Para viabilizar o entendimento das informações que estão por trás de cada dado, são criadas "taxonomias" que, basicamente, podem ser comparadas a dicionários, os quais especificam o significado financeiro do dado eletrônico. Com essa padronização e uniformização de conceitos por meio das taxonomias, espera-se uma redução substancial dos custos de divulgação e análise das informações financeiras.
As principais características da utilização do XBRL são os padrões abertos, portanto acessíveis e utilizáveis por qualquer organização, sistema operacional ou plataforma tecnológica. Nesse formato universal, vários programas podem compreendê-lo, não importando a origem, o que permite interfaces com o banco de dados, os sistemas de informações financeiras e as planilhas eletrônicas.
Um dos principais incentivadores da utilização do XBRL é a SEC, que desde 2005 instituiu programas para fomentar a adoção de informações financeiras interativas, em escala global:
Em 3 de fevereiro de 2005, a SEC ofereceu incentivos para as empresas que divulgassem seus relatórios no padrão XBRL.
Em 2006, a SEC criou o Interactive Data Test Group, grupo de empresas voluntárias para o envio de informações financeiras, utilizando os princípios contábeis norte-americanos - US Gaap.
Em 30 de maio de 2008, a SEC publicou uma proposta chamada Interactive Data to Improve Financial Reporting, na qual propunha um cronograma de implementação do padrão XBRL.
Em 1 de agosto de 2008, a SEC publicou um relatório com recomendações para aprimorar a facilidade de utilização das informações financeiras. Esse documento contempla 25 recomendações; no item II, recomendação 4.1, é descrito que a SEC, no longo prazo, deveria tornar obrigatória a disponibilização das informações financeiras de forma interativa, utilizando o XBRL.
Em 19 de agosto, a SEC anunciou a substituição do atual sistema de recebimento de arquivos eletrônicos conhecido por Edgar (Electronic Data Gathering, Analysis, and Retrieval System) pelo Idea (Interactive Data Electronic Applications). O lançamento do Idea representou um passo fundamental no uso de dados interativos para o envio de informações.
Em 17 de dezembro de 2008, a SEC aprovou a divulgação das demonstrações financeiras pelo sistema interativo. Foi divulgado um cronograma de até três anos para a obrigatoriedade do envio das informações para as companhias americanas e estrangeiras. A partir de 15 de junho de 2009, as companhias classificadas como domestic and foreign large accelerated filers, que utilizam US Gaap e têm valor de mercado mundial acima de US$ 5 bilhões, deverão submeter as demonstrações financeiras ao novo padrão. No segundo e no terceiro ano da implementação, será requerido o envio pelas demais companhias, incluindo aquelas que utilizam o IFRS emitido pelo Iasb (International Accounting Standards Board).
Em 30 de janeiro de 2009, a SEC divulgou a regra final confirmando o cronograma.
Essa questão está sendo amplamente tratada no mercado brasileiro, inclusive com os estudos para a criação de uma jurisdição local, liderada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, e com a demonstração de entusiasmo da própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do mercado em geral. As empresas que, por questões regulatórias ou mesmo para aproveitar os benefícios da nova tecnologia, forem implementar o XBRL devem considerar principalmente os seguintes tópicos:
Evandro Carreras e Luciana Medeiros (PricewaterhouseCoopers Brasil)
Gazeta Mercantil - 16/2/2009
As empresas atualmente preparam diversas informações para o mercado com um rigor cada vez maior. São relatórios destinados à alta administração, aos analistas, às agências de rating, aos bancos, aos investidores e aos órgãos reguladores. A obrigatoriedade de envio das demonstrações financeiras em linguagem XBRL ("eXtensible Business Reporting Language), determinada recentemente pela Securities and Exchange Commisssion (SEC), fez com que muitas empresas comecem a colocar em prática um novo conceito de divulgação eletrônica de dados financeiros.
A idéia que dá suporte ao XBRL é relativamente simples. Em vez de apresentarmos as informações financeiras em formato de texto, os dados são identificados individualmente por meio de etiquetas, permitindo que sejam lidos pelos diversos softwares disponíveis no mercado. Os benefícios do XBRL estão na preparação, análise e comunicação de informações financeiras com maior eficiência e custos reduzidos. XBRL é uma linguagem baseada em XML (eXtensible Markup Language) e foi desenvolvida para uniformizar formatos e vocabulários incompatíveis, por meio de recursos tecnológicos.
Para viabilizar o entendimento das informações que estão por trás de cada dado, são criadas "taxonomias" que, basicamente, podem ser comparadas a dicionários, os quais especificam o significado financeiro do dado eletrônico. Com essa padronização e uniformização de conceitos por meio das taxonomias, espera-se uma redução substancial dos custos de divulgação e análise das informações financeiras.
As principais características da utilização do XBRL são os padrões abertos, portanto acessíveis e utilizáveis por qualquer organização, sistema operacional ou plataforma tecnológica. Nesse formato universal, vários programas podem compreendê-lo, não importando a origem, o que permite interfaces com o banco de dados, os sistemas de informações financeiras e as planilhas eletrônicas.
Um dos principais incentivadores da utilização do XBRL é a SEC, que desde 2005 instituiu programas para fomentar a adoção de informações financeiras interativas, em escala global:
Em 3 de fevereiro de 2005, a SEC ofereceu incentivos para as empresas que divulgassem seus relatórios no padrão XBRL.
Em 2006, a SEC criou o Interactive Data Test Group, grupo de empresas voluntárias para o envio de informações financeiras, utilizando os princípios contábeis norte-americanos - US Gaap.
Em 30 de maio de 2008, a SEC publicou uma proposta chamada Interactive Data to Improve Financial Reporting, na qual propunha um cronograma de implementação do padrão XBRL.
Em 1 de agosto de 2008, a SEC publicou um relatório com recomendações para aprimorar a facilidade de utilização das informações financeiras. Esse documento contempla 25 recomendações; no item II, recomendação 4.1, é descrito que a SEC, no longo prazo, deveria tornar obrigatória a disponibilização das informações financeiras de forma interativa, utilizando o XBRL.
Em 19 de agosto, a SEC anunciou a substituição do atual sistema de recebimento de arquivos eletrônicos conhecido por Edgar (Electronic Data Gathering, Analysis, and Retrieval System) pelo Idea (Interactive Data Electronic Applications). O lançamento do Idea representou um passo fundamental no uso de dados interativos para o envio de informações.
Em 17 de dezembro de 2008, a SEC aprovou a divulgação das demonstrações financeiras pelo sistema interativo. Foi divulgado um cronograma de até três anos para a obrigatoriedade do envio das informações para as companhias americanas e estrangeiras. A partir de 15 de junho de 2009, as companhias classificadas como domestic and foreign large accelerated filers, que utilizam US Gaap e têm valor de mercado mundial acima de US$ 5 bilhões, deverão submeter as demonstrações financeiras ao novo padrão. No segundo e no terceiro ano da implementação, será requerido o envio pelas demais companhias, incluindo aquelas que utilizam o IFRS emitido pelo Iasb (International Accounting Standards Board).
Em 30 de janeiro de 2009, a SEC divulgou a regra final confirmando o cronograma.
Essa questão está sendo amplamente tratada no mercado brasileiro, inclusive com os estudos para a criação de uma jurisdição local, liderada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, e com a demonstração de entusiasmo da própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do mercado em geral. As empresas que, por questões regulatórias ou mesmo para aproveitar os benefícios da nova tecnologia, forem implementar o XBRL devem considerar principalmente os seguintes tópicos:
- Prazo de implementação. Implicações nos processos existentes de elaboração de relatórios, incluindo seleção de software, responsáveis pelo processo e recursos (internos ou de terceiros) para liderar a frente de codificação.
- Identificação da versão da taxonomia específica da indústria, incluindo a necessidade de criação de extensões de taxonomia específica da companhia.
- Conhecimento de contabilidade local e internacional.
Fonte: Gazeta Mercantil, via Contabilidade Financeira
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
XBRL é agora ( e no Brasil?)
No Brasil o XBRL está inicialmente associado à Central de Balanços, sub-programa do SPED Contábil, que a utilzará como linguagem.
O CFC (Conselho Federal de Contabilidade) e o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), com o apoio das entidades que o integram, estão desenvolvendo esforços no sentido de colocar em prática, no Brasil, a tecnologia XBRL (Extensible Business Reporting Language), com a constituição da jurisdição brasileira. De acordo com estudos realizados e experiências obtidas em outros países, a adoção do XBRL pode trazer muitas vantagens em relação a métodos de relatórios tradicionais, decorrente do fato de que a informação uma vez produzida e representada em formato XBRL, pode ser reutilizada muitas vezes sem manipulação ou distorção.
O CFC (Conselho Federal de Contabilidade) e o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), com o apoio das entidades que o integram, estão desenvolvendo esforços no sentido de colocar em prática, no Brasil, a tecnologia XBRL (Extensible Business Reporting Language), com a constituição da jurisdição brasileira. De acordo com estudos realizados e experiências obtidas em outros países, a adoção do XBRL pode trazer muitas vantagens em relação a métodos de relatórios tradicionais, decorrente do fato de que a informação uma vez produzida e representada em formato XBRL, pode ser reutilizada muitas vezes sem manipulação ou distorção.
XBRL é agora (EUA)
A SEC baixou normativo estabelcendo cronograma para a implantação obrigatória do XBRL na divulgação de informações contábeis das empresas de capital aberto.
Até 2010, cerca de 1800 empresas abertas, devem respeitar a nova regra, e até 2011 todas as empresas públicas devem fazê-lo.
Durante seu primeiro ano de apresentação as empresas são obrigadas a usar XBRL para as três principais demonstrações financeiras: demonstração dos resultados, demonstração de fluxos de caixa e balanço, bem como notas explicativas.
Especialistas observam que o XBRL será a grande linguagem das demonstrações elaboradas com base nos IFRS.
Fonte: CFO.com - Leia aqui a íntegra da matéria.
Até 2010, cerca de 1800 empresas abertas, devem respeitar a nova regra, e até 2011 todas as empresas públicas devem fazê-lo.
Durante seu primeiro ano de apresentação as empresas são obrigadas a usar XBRL para as três principais demonstrações financeiras: demonstração dos resultados, demonstração de fluxos de caixa e balanço, bem como notas explicativas.
Especialistas observam que o XBRL será a grande linguagem das demonstrações elaboradas com base nos IFRS.
Fonte: CFO.com - Leia aqui a íntegra da matéria.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Contabilistas falam sobre os desdobramentos do SPED
A partir deste mês de janeiro, mais empresas vão se juntar ao time das companhias que já utilizam o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) e que emitiram eletronicamente, de 2006 até agora, mais de 89 milhões de NF-e em todo o Brasil, num total superior a 1,7 trilhão de reais. No Estado de São Paulo, mais de 30 milhões de NF-e foram autorizadas, uma média de 260 mil por dia, segundo dados da Receita Federal do Brasil e da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, respectivamente.
Esse volume que deve saltar este mês uma vez que todas as empresas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no Lucro Real estão obrigadas a aderir ao Sped desde 1º de janeiro de 2009. A (ECD) Escrituração Contábil Digital deverá ser entregue no último dia útil do mês junho do ano seguinte ao ano-calendário.
O mesmo acontece com as pessoas jurídicas sujeitas ao acompanhamento econômico-tributário diferenciado, nos termos da Portaria RFB nº 11.211, de 7 de novembro de 2007, também inscritas pelo Lucro Real, que tiveram que aderir ao Sped em janeiro de 2008 e entregarão a ECD até o último dia útil de junho de 2009.
A Sefaz-SP estima que, até o fim deste ano, entre 80% e 85% das transações comerciais nos estados utilizarão a NF-e. A partir de abril, torna-se obrigatória a adesão ao Sped de mais 25 incisos, complementando os segmentos de automóveis, autopeças, combustíveis, álcool, GLP, GNV, tintas, resinas, bebidas, vasilhame, fumo, alumínio e siderurgia.
Mais 54 itens entrarão na obrigatoriedade a partir de setembro (cosméticos, higiene, papel, informática, áudio e vídeo, trigo, café, defensivos, adubos, laticínios, plástico, pães, tratores, vidros, atacadistas de alimentos, tecelagem e outros segmentos).
Sped Fiscal - Desde 1º de janeiro de 2009 também estão obrigados a aderir ao Sped os estabelecimentos contribuintes do IPI e do ICMS (Protocolo ICMS 77 de 18 de setembro de 2008). Empresas industriais e comerciais que entraram na lista divulgada pela Receita Federal em novembro de 2008 terão de adotar a (EFD) Escrituração Fiscal Digital do Sped.
Apesar de a transmissão dos arquivos digitais ser mensal, a escrituração referente aos primeiros quatro meses do ano só terá de ser enviada ao Fisco da União até o dia 31 de maio de 2009 - novo prazo definido pela Receita devido às mudanças de última hora no layout dos registros, para integração com sistemas das secretarias da fazenda estaduais.
"Há dificuldades com relação a NF-e e ao EFD, o sistema é difícil e penoso porque cada UF (estado) tem sua própria legislação e 'costurar' tudo isso é complicado", avalia o especialista Homero Rutkowski.
A RFB disponibiliza em seu site a lista atualizada das empresas obrigadas a aderirem ao Sped Fiscal a partir deste mês (www1.receita.fazenda.gov.br/sped-fiscal/legislacao.htm). "É preciso checar atentamente a legislação do ICMS porque há diversas exceções", afirma o Agente Fiscal de Rendas da Sefaz-SP, Clovis Antonio Souza.
Confira as atualizações do Sped:
Esse volume que deve saltar este mês uma vez que todas as empresas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no Lucro Real estão obrigadas a aderir ao Sped desde 1º de janeiro de 2009. A (ECD) Escrituração Contábil Digital deverá ser entregue no último dia útil do mês junho do ano seguinte ao ano-calendário.
O mesmo acontece com as pessoas jurídicas sujeitas ao acompanhamento econômico-tributário diferenciado, nos termos da Portaria RFB nº 11.211, de 7 de novembro de 2007, também inscritas pelo Lucro Real, que tiveram que aderir ao Sped em janeiro de 2008 e entregarão a ECD até o último dia útil de junho de 2009.
A Sefaz-SP estima que, até o fim deste ano, entre 80% e 85% das transações comerciais nos estados utilizarão a NF-e. A partir de abril, torna-se obrigatória a adesão ao Sped de mais 25 incisos, complementando os segmentos de automóveis, autopeças, combustíveis, álcool, GLP, GNV, tintas, resinas, bebidas, vasilhame, fumo, alumínio e siderurgia.
Mais 54 itens entrarão na obrigatoriedade a partir de setembro (cosméticos, higiene, papel, informática, áudio e vídeo, trigo, café, defensivos, adubos, laticínios, plástico, pães, tratores, vidros, atacadistas de alimentos, tecelagem e outros segmentos).
Sped Fiscal - Desde 1º de janeiro de 2009 também estão obrigados a aderir ao Sped os estabelecimentos contribuintes do IPI e do ICMS (Protocolo ICMS 77 de 18 de setembro de 2008). Empresas industriais e comerciais que entraram na lista divulgada pela Receita Federal em novembro de 2008 terão de adotar a (EFD) Escrituração Fiscal Digital do Sped.
Apesar de a transmissão dos arquivos digitais ser mensal, a escrituração referente aos primeiros quatro meses do ano só terá de ser enviada ao Fisco da União até o dia 31 de maio de 2009 - novo prazo definido pela Receita devido às mudanças de última hora no layout dos registros, para integração com sistemas das secretarias da fazenda estaduais.
"Há dificuldades com relação a NF-e e ao EFD, o sistema é difícil e penoso porque cada UF (estado) tem sua própria legislação e 'costurar' tudo isso é complicado", avalia o especialista Homero Rutkowski.
A RFB disponibiliza em seu site a lista atualizada das empresas obrigadas a aderirem ao Sped Fiscal a partir deste mês (www1.receita.fazenda.gov.br/sped-fiscal/legislacao.htm). "É preciso checar atentamente a legislação do ICMS porque há diversas exceções", afirma o Agente Fiscal de Rendas da Sefaz-SP, Clovis Antonio Souza.
Confira as atualizações do Sped:
EFD (Escrituração Fiscal Digital) - janeiro de 2009;
DPEC (Alternativas para Contingência Eletrônica) - modelo em teste a partir de 19 de janeiro;
CC-e (Carta de Correção Eletrônica) - em desenvolvimento;
CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) - previsto para março de 2009, já em teste em São Paulo e no Rio Grande do Sul;
e-Lalur (Livro de Apuração do Lucro Real) - em desenvolvimento;
NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica) - em desenvolvimento;
Central de Balanços - em desenvolvimento;
XBRL (eXtensible Business Reporting Language - Padrão Internacional para demonstrações contábeis) - em estudo.
A palavra de ordem do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital) é "controle". O sistema exige de todos os contribuintes e Contabilistas muita organização e disciplina e isso contribuirá diretamente para uma gestão mais profissionalizada das empresas em geral.
Ganhará a empresa que sair na frente e tomar as providências necessárias ao cumprimento da imposição fiscal e aproveitar o momento para investir em TI e sistemas, eliminando o retrabalho existente nas áreas de controle de produção, estoque, vendas, financeiro e Contabilidade.
"Esta é a fase de solucionar todos os problemas existentes nos controles internos, porque a manutenção de informações segregadas e duplicadas, certamente, acarretará em sérios problemas com a fiscalização. Atualmente, existe multa para tudo: pela não entrega, pela entrega incompleta, pela entrega errada. Ter excelência no controle das informações é fundamental", diz a conselheira do CRC SP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo), Marcia Ruiz Alcazar.
Integração de informações - A grande dificuldade das empresas obrigadas a aderir ao Sped e dos próprios desenvolvedores de sistemas continua sendo a integração das informações. Ao compor a linha do registro eletrônico do Sped Fiscal, parte dessa linha contém informações do sistema fiscal e outra reúne dados do sistema de estoque e esses sistemas são desenvolvidos por software-houses diferentes. Juntar tudo isso e ter certeza de que o resultado irá bater no final é um desafio e tanto.
Atualmente, a maioria das pequenas e médias empresas mantêm a gestão contábil terceirizada. Nesse cenário, é comum encontrarmos clientes informatizados com um sistema muitas vezes precário, pois parte das informações digitalizadas e outra parte controladas em aplicativos como o Excel, da Microsoft. Na outra ponta, o Contabilista responsável utiliza outro sistema, que muitas vezes não possibilita integração com o cliente, exigindo que os documentos e informações sejam digitados novamente, o que aumenta a margem de erro no registro das informações controladas pelo Fisco.
Ideias embrionárias - Entre os mecanismos que poderão ser adotados futuramente no Sped, Jerson Prochnow da Receita diz que a NF-e poderá vir a ser o principal ou único documento para exportações.
Outra ideia é utilizar o sistema RFID, de rádio frequencia, para permitir um controle mais eficiente e rápido no grande volume de NF-e que os caminhões apresentam nos postos fiscais instalados nas estradas brasileiras.
Fonte: Maxpress, via Marcos Santos
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
XBRL: Nova tecnologia uniformiza dados contábeis
Confira a reportagem "Nova tecnologia uniformiza dados contábeis" do Jornal do Comércio sobre o o uso da linguagem XBRL, que tem por objetivo simplificar e uniformizar o intercâmbio das informações financeiras e contábeis. A tecnologia XBRL, sigla que em inglês significa Extensible Business Reporting Language, já chegou ao Brasil, e promete revolucinar a forma de divulgação dos dados e informações contábeis.Na reportagem a jornalista Luiciane Mederiros apresenta a opinião de vários profissionais da área de contabilidade, auditoria, academia e tecnologia.
ACESSE AQUI A ÍNTEGRA DA REPORTAGEM
Mais sobre XBRL neste Blog: aqui
sábado, 5 de julho de 2008
Central de Balanços Brasileira x XBRL
FUNDAMENTOS PARA UMA CENTRAL DE BALANÇOS BRASILEIRA:
O USO DA XBRL
O USO DA XBRL
Em um ambiente marcado pela instabilidade e globalização, destacam-se as necessidades de transparência, padronização e facilidade de análise das informações corporativas. Nesse panorama, compreendem-se os projetos de centrais de balanços, as quais visam à coleta, publicação e análise das demonstrações contábeis, em particular, de empresas não financeiras. Muitas das centrais de balanços utilizam para formatar os dados a linguagem XBRL, uma tecnologia para representar e uniformizar informação contábil e financeira, automatizando seu fluxo. Dado esse contexto, o trabalho expõe os fundamentos técnicos da XBRL, mostra a pertinência de sua utilização em centrais de balanços e apresenta três projetos internacionais (em Portugal, Espanha e Bélgica) com o fim último de discernir as implicações para a implementação de uma central de balanços brasileira. Entre elas, cabe destacar a necessidade de instituir um processo de criação cooperativo e harmonizado que congregue os interessados públicos e privados, de estabelecer uma jurisdição XBRL brasileira e de criar taxonomias básicas. Ressalte-se ainda a importância do esforço visando à integração das orientações internas com normas e princípios financeiro-contábeis internacionais e ao intercâmbio de dados e experiências com outros países, e do incentivo à participação das organizações nas centrais de balanços mediante o oferecimento de contrapartidas como análises setoriais e internacionais.
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Fonte: Este é o resumo do artigo dos Prof. Luiz Fernando de Barros Campos (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, MG,Brasil) e Pedro Onofre Fernandes (Centro Integrado de Ensino Superior do Amazonas - CIESA,AM, Brasil) .
Leia aqui a íntegra do artigo.
Fonte: Este é o resumo do artigo dos Prof. Luiz Fernando de Barros Campos (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, MG,Brasil) e Pedro Onofre Fernandes (Centro Integrado de Ensino Superior do Amazonas - CIESA,AM, Brasil) .
Leia aqui a íntegra do artigo.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Brasil irá adotar XBRL
O Blog Contabilidade Financeira divulgou importante matéria sobre a migração do Brasil para o padrão XBRL. No final da matéria trazemos uma seleção de links sobre o tema.
O Brasil poderá se alinhar às mais avançadas práticas mundiais de divulgação de dados contábeis pela internet dentro de algumas semanas. Já foi considerado compatível e está para ser aprovado um conjunto de regras e padrões para que as empresas apresentem seus balanços pelo modelo XBRL, sigla que, em inglês, deriva de linguagem extensível de informações empresariais. Por ela, qualquer interessado terá mais facilidade e agilidade em monitorar o desempenho das empresas. No fim de maio, a Securities and Exchange Commission (SEC) tornou obrigatório para as 500 maiores empresas em valor de mercado listadas em Nova York, o arquivamento dos balanços também nesse novo formato, a partir do balanço deste ano, a se publicado em 2009.Empresas brasileiras, com recibos de ações nas bolsas dos EUA, também terão de se adequar à regra da SEC. Três brasileiras, no entanto, já participavam do processo de testes e experiências de publicação via XBRL, iniciados em 2006. "O processo de adoção não é tão complexo, pois trata-se de apenas mais uma maneira de divulgar o balanço, com a vantagem de termos mais transparência", diz Márcio Minoru, diretor para mercado de capitais da Net. "É muito mais rápido para as áreas de relações com investidores disseminarem informações pelo mercado", diz Edson Luiz Riccio, professor à frente do Laboratório de Tecnologia e Sistemas da Informação (Tecsi) da FEA/USP.
Pelo XBRL, assim que uma empresa divulgar seu balanço, infinitas pessoas que tenham em seus computadores códigos específicos cadastrados receberão as informações. Essa linguagem tem a mesma origem do sistema de divulgação de notícias RSS, pelo qual é possível receber informações, quando conectado, em tempo real. O XBRL tem a vantagem de também definir lacunas específicas no qual devem ser encaixadas as informações dos balanços das empresas. Dessa forma, cria-se um padrão para a comparação de companhias. A replicação desses dados também é livre de erros de digitação, porque ela será toda automática, diz Riccio. Será mais fácil e seguro, por exemplo, comparar o lucro líquido de diversas empresas, sem ter de buscar os balanços em papéis ou o seu formato completo no site da cada companhia. Em apenas um programa de computador, será possível ter esses dados, sempre atualizados conforme divulgados pelas companhias.
"No processo de divulgação da companhia, quase nada mudará. Mas para investidores e analistas, o XBRL é uma revolução", diz Denys Pacheco Roman, gerente da empresa de serviços de relações com investidores MZ Consult, que trabalha na versão brasileira da linguagem. Hoje, as companhias daqui entregam à CVM e deixam disponíveis em seus sites arquivos de resultados nas extensões HTML, PDF e DOC. Agora, poderão também produzir a versão XBRL.
As brasileiras pioneiras nesse formato - Petrobras, Bradesco e Net Serviços - fazem parte do grupo experimental de 17 companhias que se dispôs a testar o sistema. Elas encaminharam à SEC seus balanços no padrão americano com a nova linguagem. Hoje, 85 empresas já publicaram balanços nesse formato XBRL na SEC. Por enquanto, o XBRL só existe para os padrões contábeis estrangeiros, o IFRS e o americano. O que o Brasil está desenvolvendo é justamente a adaptação da linguagem XBRL às regras nacionais. O Tecsi, da FEA/USP, é quem está trabalhando na criação o arcabouço para preenchimento dos balanços brasileiros (taxonomia), que foi submetido à organização mundial de criação do XBRL. "A taxonomia nacional já foi considerada compatível com os termos mundiais e deverá ser aprovada em poucas semanas", diz Riccio.
Ele diz que também já está em fase avançada a criação da jurisdição brasileira do XBRL, a primeira da América Latina. A instituição ficará abaixo do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e sua organização já foi definida. O projeto também foi apresentado ao Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). No organograma da jurisdição está uma representante da Bovespa, a gerente de desenvolvimento de empresas Wang Jiang Horng. "As empresas ganharão com o XBRL porque aumentará a transparência das informações", diz ela. No mercado, sabe-se ainda que a Comissão de Valores Mobiliário (CVM) vê a experiência com simpatia, e espera-se que, no futuro, o regulador participe do projeto e venha a exigir o método de divulgação via XBRL, como a SEC.
A MZ Consult e a KPMG trabalham junto com o grupo da USP no desenvolvimento da versão brasileira. Frank Meylan, sócio da firma de auditoria na área de gerenciamento de riscos, acha fundamental que a CVM torne o XBRL obrigatório para a sua popularização no Brasil. A SEC tornou a publicação obrigatória às grandes dos EUA depois do período experimental.
Para Roman, da MZ Consult, mesmo que a CVM não regule o assunto, as companhias oferecerão o novo formato de arquivo e o mercado (analistas e investidores) utilizará a ferramenta, porque ela é mais amigável. Meylan, porém, acredita que a adoção da nova ferramenta sem a condução do regulador abriria espaço para versões diferentes, para que cada companhia fizesse da forma que entendesse melhor. O XBRL é rígido em suas formas e lacunas a serem preenchidas pelas empresas, respeitando apenas questões específicas de setores, lembra Riccio, do Tecsi.
Para Roman, as empresas do Brasil deveriam aproveitar o momento atual - de revisão dos sistemas de tecnologia da informação de contabilidade em razão da nova legislação, que promoverá a convergência aos padrões do IFRS - para adotar o padrão XBRL. Minoru, da NET, diz que a empresa não teve custos significativos com a adoção do método de divulgação do balanço XBRL, mas ele acredita que, mesmo quando for exigido, o custo será baixo, porque a adoção não é tão trabalhosa. "Mas fica difícil se a empresa não tiver um plano de contas específico e claro."O interesse das companhias brasileiras pelo assunto cresceu exponencialmente depois que a SEC adotou esse formato como obrigatório, conta Roman. Nos EUA a entrega desse relatório será obrigatória para todos a partir de 2011, independentemente do tamanho do negócio. Só em junho, foram cerca de 30 consultas à MZ Consulto a respeito do assunto.
Para Meylan, da KPMG, levará ainda cerca de seis meses, depois de aprovadas as regras nacionais, até que as companhias adotem o novo formato. "É algo muito novo, sobre o qual só agora as empresas estão tomando conhecimento."
Brasil desenvolve versão nacional de formato eletrônico para balanços
Valor Econômico - 1/7/2008
O Brasil poderá se alinhar às mais avançadas práticas mundiais de divulgação de dados contábeis pela internet dentro de algumas semanas. Já foi considerado compatível e está para ser aprovado um conjunto de regras e padrões para que as empresas apresentem seus balanços pelo modelo XBRL, sigla que, em inglês, deriva de linguagem extensível de informações empresariais. Por ela, qualquer interessado terá mais facilidade e agilidade em monitorar o desempenho das empresas. No fim de maio, a Securities and Exchange Commission (SEC) tornou obrigatório para as 500 maiores empresas em valor de mercado listadas em Nova York, o arquivamento dos balanços também nesse novo formato, a partir do balanço deste ano, a se publicado em 2009.Empresas brasileiras, com recibos de ações nas bolsas dos EUA, também terão de se adequar à regra da SEC. Três brasileiras, no entanto, já participavam do processo de testes e experiências de publicação via XBRL, iniciados em 2006. "O processo de adoção não é tão complexo, pois trata-se de apenas mais uma maneira de divulgar o balanço, com a vantagem de termos mais transparência", diz Márcio Minoru, diretor para mercado de capitais da Net. "É muito mais rápido para as áreas de relações com investidores disseminarem informações pelo mercado", diz Edson Luiz Riccio, professor à frente do Laboratório de Tecnologia e Sistemas da Informação (Tecsi) da FEA/USP.
Pelo XBRL, assim que uma empresa divulgar seu balanço, infinitas pessoas que tenham em seus computadores códigos específicos cadastrados receberão as informações. Essa linguagem tem a mesma origem do sistema de divulgação de notícias RSS, pelo qual é possível receber informações, quando conectado, em tempo real. O XBRL tem a vantagem de também definir lacunas específicas no qual devem ser encaixadas as informações dos balanços das empresas. Dessa forma, cria-se um padrão para a comparação de companhias. A replicação desses dados também é livre de erros de digitação, porque ela será toda automática, diz Riccio. Será mais fácil e seguro, por exemplo, comparar o lucro líquido de diversas empresas, sem ter de buscar os balanços em papéis ou o seu formato completo no site da cada companhia. Em apenas um programa de computador, será possível ter esses dados, sempre atualizados conforme divulgados pelas companhias.
"No processo de divulgação da companhia, quase nada mudará. Mas para investidores e analistas, o XBRL é uma revolução", diz Denys Pacheco Roman, gerente da empresa de serviços de relações com investidores MZ Consult, que trabalha na versão brasileira da linguagem. Hoje, as companhias daqui entregam à CVM e deixam disponíveis em seus sites arquivos de resultados nas extensões HTML, PDF e DOC. Agora, poderão também produzir a versão XBRL.
As brasileiras pioneiras nesse formato - Petrobras, Bradesco e Net Serviços - fazem parte do grupo experimental de 17 companhias que se dispôs a testar o sistema. Elas encaminharam à SEC seus balanços no padrão americano com a nova linguagem. Hoje, 85 empresas já publicaram balanços nesse formato XBRL na SEC. Por enquanto, o XBRL só existe para os padrões contábeis estrangeiros, o IFRS e o americano. O que o Brasil está desenvolvendo é justamente a adaptação da linguagem XBRL às regras nacionais. O Tecsi, da FEA/USP, é quem está trabalhando na criação o arcabouço para preenchimento dos balanços brasileiros (taxonomia), que foi submetido à organização mundial de criação do XBRL. "A taxonomia nacional já foi considerada compatível com os termos mundiais e deverá ser aprovada em poucas semanas", diz Riccio.
Ele diz que também já está em fase avançada a criação da jurisdição brasileira do XBRL, a primeira da América Latina. A instituição ficará abaixo do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e sua organização já foi definida. O projeto também foi apresentado ao Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). No organograma da jurisdição está uma representante da Bovespa, a gerente de desenvolvimento de empresas Wang Jiang Horng. "As empresas ganharão com o XBRL porque aumentará a transparência das informações", diz ela. No mercado, sabe-se ainda que a Comissão de Valores Mobiliário (CVM) vê a experiência com simpatia, e espera-se que, no futuro, o regulador participe do projeto e venha a exigir o método de divulgação via XBRL, como a SEC.
A MZ Consult e a KPMG trabalham junto com o grupo da USP no desenvolvimento da versão brasileira. Frank Meylan, sócio da firma de auditoria na área de gerenciamento de riscos, acha fundamental que a CVM torne o XBRL obrigatório para a sua popularização no Brasil. A SEC tornou a publicação obrigatória às grandes dos EUA depois do período experimental.
Para Roman, da MZ Consult, mesmo que a CVM não regule o assunto, as companhias oferecerão o novo formato de arquivo e o mercado (analistas e investidores) utilizará a ferramenta, porque ela é mais amigável. Meylan, porém, acredita que a adoção da nova ferramenta sem a condução do regulador abriria espaço para versões diferentes, para que cada companhia fizesse da forma que entendesse melhor. O XBRL é rígido em suas formas e lacunas a serem preenchidas pelas empresas, respeitando apenas questões específicas de setores, lembra Riccio, do Tecsi.
Para Roman, as empresas do Brasil deveriam aproveitar o momento atual - de revisão dos sistemas de tecnologia da informação de contabilidade em razão da nova legislação, que promoverá a convergência aos padrões do IFRS - para adotar o padrão XBRL. Minoru, da NET, diz que a empresa não teve custos significativos com a adoção do método de divulgação do balanço XBRL, mas ele acredita que, mesmo quando for exigido, o custo será baixo, porque a adoção não é tão trabalhosa. "Mas fica difícil se a empresa não tiver um plano de contas específico e claro."O interesse das companhias brasileiras pelo assunto cresceu exponencialmente depois que a SEC adotou esse formato como obrigatório, conta Roman. Nos EUA a entrega desse relatório será obrigatória para todos a partir de 2011, independentemente do tamanho do negócio. Só em junho, foram cerca de 30 consultas à MZ Consulto a respeito do assunto.
Para Meylan, da KPMG, levará ainda cerca de seis meses, depois de aprovadas as regras nacionais, até que as companhias adotem o novo formato. "É algo muito novo, sobre o qual só agora as empresas estão tomando conhecimento."
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Veja mais sobre XBRL em:
Neste Blog
Contabilidade Financeira
Site Oficial XBRL.org
XBRL: You Can't Ignore It Anymore
Neste Blog
Contabilidade Financeira
Site Oficial XBRL.org
XBRL: You Can't Ignore It Anymore
domingo, 11 de maio de 2008
Receita Federal lança SPED Contábil para simplificar obrigações de contabilistas

O Sistema Público de Escrituração Contábil Digital (SPED Contábil) foi lançado na quarta-feira (7/5) no Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em Brasília. O projeto, implantado por meio de um acordo nacional das autoridades tributárias, visa integrar os dados dos contribuintes aos fiscos municipais, estaduais e federal mediante o compartilhamento das informações contábeis e fiscais. O SPED Contábil é um dos maiores subprojetos do SPED que é composto, também, pelo SPED Fiscal e pela Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).
Saiba mais no site do SPED: http://www1.receita.fazenda.gov.br/Sped
Saiba mais no site do SPED: http://www1.receita.fazenda.gov.br/Sped
terça-feira, 11 de março de 2008
Demonstrações Contábeis em XBRL nos EUA
A SEC liberou o acesso público à ferramenta "Financial Explorer". O sistema é uma ferramenta que possibilta aos investidores manipularem o XBRL das demonstrações contábeis publicadas pelas companhias americanas de capital aberto, permitindo dentre outras possibilidades a produção de gráficos, indicadores e tabelas com maior facilidade.Saiba mais sobre a ferramenta: clique aqui
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