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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Maquiagem na EPSON

Epson inflou lucros no Brasil por nove anos
Folha de São Paulo - 26/2/2009
ÁLVARO FAGUNDES - JULIO WIZIACK

A Epson, fabricante japonesa de equipamentos eletrônicos, como impressoras e projetores de imagens, anunciou ontem os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2008 com uma surpresa: diretores nas subsidiárias do Brasil e do México manipularam os balanços, provocando perdas de US$ 45,2 milhões, sendo US$ 13,4 milhões no ano em exercício e o restante (US$ 31,8 milhões) nos nove anos anteriores.

Em comunicado, a empresa afirma que três executivos brasileiros inflaram os lucros em US$ 42 milhões por nove anos, incluindo o ano fiscal corrente.

Uma equipe de investigação do escritório da Epson nos EUA afirmou que o "incidente" foi causado por um erro na hora de ajustar os diferentes padrões contábeis do Brasil e dos EUA. Mas o mesmo comunicado afirma que os executivos brasileiros devem ter tentado "cobrir suas posições", um jargão que no mercado significa "disfarçar perdas".

No México, um executivo está envolvido acusado de aumentar os lucros em US$ 4,1 milhões por quatro anos. Segundo a Epson, os executivos foram demitidos ou afastados, mas nomes e a situação de cada um não foram revelados.

Como os números divulgados não impactam os balanços anteriores, segundo a Epson, os US$ 45,2 milhões lançados indevidamente serão computados como perdas extraordinárias no balanço do quarto trimestre de 2008. Até setembro de 2008, as receitas fecharam em US$ 9,9 bilhões, queda de 12,6% em relação ao mesmo período de 2007.

Entre os motivos alegados pela matriz japonesa estão a fragilidade do mercado de tecnologia na América Latina, a falta de controle da contabilidade pelos presidentes das subsidiárias e até a diferença geográfica e de cultura dos países.

Ainda segundo a Epson, os presidentes da filial no Brasil e no México terão de aprimorar o controle da contabilidade. A assessoria da Epson no Brasil disse que o presidente comentaria o caso, mas não retornou até o fechamento desta edição. O escritório dos EUA também não respondeu.

É a segunda vez que uma empresa global do setor admite manipulação contábil em dois meses. Em janeiro, o presidente do conselho da Satyam Computer Services, admitiu cometer uma fraude de US$ 1 bilhão
.
Veja também sobre a fraude na Satyam Computer Services,

O caixa é o rei

Sobre a crise de financeira e as restrições ao crédito:
"De nossa parte, nós empresários também precisamos dedicar maior atenção sobre aquilo que temos controle. E, hoje, o caixa é o rei. É ele quem deve primordialmente pautar nossas decisões até que o mercado recobre a normalidade.

O risco de desestruturação da atividade econômica por causa da secagem do crédito, notadamente pela falta de capital de giro, está presente. "
RODRIGO DA ROCHA LOURES*
(Nesta fase de tantos desafios, o caixa é o rei - 26.02.2009 - Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3)
* Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Valor Justo: um "desafio" para as empresas abertas e auditorias?

O FASB já está trabalhando em uma nova versão da FAS 157, pois as empresas abertas e auditores (dos EUA) "têm enfrentado desafios" na sua aplicação durante "tempos incertos", tornando-se difícil determinar o quanto um hipotético comprador teria que pagar por um determinado ativo.

The announcement comes after the Securities and Exchange Commission discouraged the lobbying by bankers to suspend mark-to-market accounting in light of the financial crisis. In a congressionally mandated study, the SEC instead supported the existing FASB rules but acknowledged that issuers and auditors "have faced challenges" when applying them during uncertain times, when markets have dried up, making it hard to determine how much a hypothetical buyer would currently pay for a certain asset.

Veja íntegra em
FASB Adds Fair-Value Fix to 2009 Agenda CFO.com: 19.02.2009

IFRS: um alerta aos cursos de contabilidade

19 de Fevereiro de 2009 - A adoção do modelo de contabilidade conhecido como International Financial Reporting Standards (IFRS) pelas empresas brasileiras é um caminho sem volta. Elas terão de apresentar suas demonstrações financeiras segundo as novas regras em 2010, referentes aos números de 2009. Mas a implementação pode esbarrar em um entrave: a falta de profissionais qualificados para trabalhar sob as normas. O alerta foi feito ontem por Vania Borgerth, vice-presidente-executiva do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri), também contadora-chefe do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em evento realizado pela Gazeta Mercantil, com o apoio da firma de auditoria KPMG, que lotou o auditório.


Contando que sua sobrinha está seguindo os passos da tia, em se debruçar sobre os números das empresas, Vania afirmou que a moça já cursou dois semestres de Ciências Contábeis em uma boa universidade no Rio de Janeiro. A aluna já passou todo um ano na faculdade e não aprendeu o que é e como usar o IFRS, nem uma sombra das noções. Quando ela for diplomada e for enfrentar o mercado de trabalho, irá encontrar as companhias em pleno uso das regras internacionais de contabilidade. "A implantação é um trabalho hercúleo, principalmente em termos de formato", disse ela. "E não temos um currículo nas faculdades para a formação de contador em IFRS."


A desventura, no entanto, não se restringe à sobrinha da contadora do BNDES. No Brasil existem mais de 400 mil contabilistas e técnicos ativos, segundo dados do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) de dezembro do ano passado. Mais 69 mil escritórios individuais e sociedades contábeis no mercado. É uma multidão. E boa parte terá de voltar para os bancos escolares para se afinar com as novas regras da contabilidade.


Além disso, existem mais de 1.100 cursos de Ciências Contábeis no País. Se imaginarmos uma média de 40 alunos por sala, serão mais de 40 mil contabilistas saindo do forno fresquinhos todos os anos, para enfrentar o mercado de trabalho. É importante que as universidades despertem para a urgência da implantação das regras do IFRS e comecem já a ministrar a matéria sob pena de o corpo discente sair da sala de aula com o conhecimento completamente defasado.


O professor Eliseu Martins, titular da cadeira de Contabilidade da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), que acaba de assumir uma diretoria na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), afirmou, também no evento, que estava vendo "esse filme" pela segunda vez na vida.


A primeira "exibição", conta Martins, ocorreu logo após a criação da Lei das Sociedades Anônimas, em 1976. As regras contábeis determinadas pela então revolucionária legislação foram publicadas somente em setembro de 1977, para serem aplicadas nos balanços daquele mesmo ano, apresentados à sociedade no início do ano seguinte. "Os balanços publicados eram uma calamidade", recorda o professor, que já formou gerações de contabilistas. "Muitas demonstrações tiveram de ser refeitas." Martins ressalva, porém, que não se pode esperar que tudo seja feito "certinho, sem erros", na primeira elaboração. É claro que haverá muitos erros e acertos, até que contabilistas, administradores, gestores, as empresas enfim, entronizem todos os detalhes da contabilidade internacional.


Ele lembrou que hoje o processo de educação pode ser acelerado e fortalecido, já que a rede mundial de computadores pode ser usada para disseminar os novos conhecimentos. Eu acrescentaria o papel que a mídia impressa tem feito no sentido de mostrar todos os passos que têm sido dados pelos órgãos envolvidos na elaboração e definição das regras, como o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os órgãos federais e estaduais de representação de contabilistas, de analistas e das companhias abertas, além da própria CVM e do BNDES, que financiou a edição de um CD em português com a totalidade das regras do IFRS, já que uma edição impressa consumiria mais de 5 mil páginas.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3) NELSON ROCCO* - Editor-executivoE-mail: nrocco@gazetamercantil.com.br) Dica de Flávio Dantas (UESB) por e-mail.

Nota: Quanto à extensão da aplicabilidade das normas internacionais no Brasil veja artigo sob o título: Lei 11.638/07 só se aplica a poucas empresas

Links (Lei S/A, IFRS)

Evidenciação

Cobrada para abrir de uma vez por todas a caixa-preta dos gastos dos deputados que a Câmara devolve até o limite de R$ 15 mil mensais - a chamada verba indenizatória, já de si uma extravagância -, a direção da Casa resolveu aplicar a lei. A lei de Delúbio, bem entendido. Em abril de 2004, quando um desavisado companheiro propôs, em nome da transparência, que o PT publicasse periodicamente na internet a contabilidade de suas campanhas, com as doações recebidas e as despesas efetuadas, o então tesoureiro da legenda, Delúbio Soares, fulminou a ideia com um argumento irrespondível: "Transparência assim já é burrice." Entre outros motivos, alegou, porque a prestação de contas "poderia causar mal-estar aos doadores".

Sob a lei do Delúbio - Estado de S. Paulo - 19/2/2009, via Contabilidade Financeira

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Estoques como indicador econômico

O volume de estoques talvez seja um dos melhores índices para mensurar os efeitos da economia sobre as empresas. Em épocas de recessão, a quantidade de estoques tende a aumentar; em fases de crescimento ou retomada, espera-se que o volume de estoques seja cada vez menor.

Por esta razão, acompanhar a quantidade de estoques que as empresas possuem passa a ser um exercício interessante de revisão dos conceitos econômicos. Em Inventories Indicate Worsening Economy ?, Bill Conerly (17/2/2009) apresenta o seguinte gráfico:

O gráfico mostra, desde 1992, a relação entre o volume de estoques e a quantidade de vendas. A linha de tendência mostra claramente que a recessão chegou nos Estados Unidos.

Usando dados das empresas de capital aberto no Brasil, de 2002 até 2007, também calculei a relação entre estoques e vendas. Retirei da amostra o setor financeiro e as empresas com estoque zero ou com problemas nos dados. Usei as vendas trimestrais. O cálculo foi realizado entre o primeiro trimestre de 2002 até o segundo trimestre de 2008. O gráfico é apresentado a seguir

Observe que quanto menor o nível de estoque, menos estoques a empresa possui para “queimar”. Maior índice significa excesso de estoque. Os dois períodos com maiores índices foram o primeiro e o segundo trimestre de 2008.

Fonte: César Tibúrcio (Contabilidade Financeira)

Estoques como indicador econômico

O volume de estoques talvez seja um dos melhores índices para mensurar os efeitos da economia sobre as empresas. Em épocas de recessão, a quantidade de estoques tende a aumentar; em fases de crescimento ou retomada, espera-se que o volume de estoques seja cada vez menor.

Por esta razão, acompanhar a quantidade de estoques que as empresas possuem passa a ser um exercício interessante de revisão dos conceitos econômicos. Em Inventories Indicate Worsening Economy , Bill Conerly (17/2/2009) apresenta o seguinte gráfico:




O gráfico mostra, desde 1992, a relação entre o volume de estoques e a quantidade de vendas. A linha de tendência mostra claramente que a recessão chegou nos Estados Unidos.


Usando dados das empresas de capital aberto no Brasil, de 2002 até 2007, também calculei a relação entre estoques e vendas. Retirei da amostra o setor financeiro e as empresas com estoque zero ou com problemas nos dados. Usei as vendas trimestrais. O cálculo foi realizado entre o primeiro trimestre de 2002 até o segundo trimestre de 2008. O gráfico é apresentado a seguir.


Observe que quanto menor o nível de estoque, menos estoques a empresa possui para “queimar”. Maior índice significa excesso de estoque. Os dois períodos com maiores índices foram o primeiro e o segundo trimestre de 2008.

Colaboração: Contabilidade Financeira (César Tibúrcio)

A história das coisas - Alerta

Este vídeo mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas deste sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque não foi sempre assim.

ASSISTA AO VÍDEO - 21 minutos

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

CFC e as Normas Internacionais de Contabilidade

Conselho publica normas de contabilidade no Diário Oficial

Brasília - O Conselho Federal de Contabilidade publica na edição de hoje (17) do Diário Oficial da União medidas sobre a Estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade.

De acordo com a resolução n.º 1.156, os procedimentos adotados no Brasil devem seguir os mesmos padrões de elaboração e estilo das normas internacionais.

A estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade, segundo o texto, classifica-se em Profissionais "aquelas que estabelecem preceitos de conduta para o exercício"e Técnicas, que prevêem conceitos doutrinários, estrutura técnica e procedimentos a serem aplicados, sendo classificadas em Contabilidade, Auditoria Independente e de Asseguração, Auditoria Interna e Perícia.

Fonte: Agência Brasil, via CFC

Veja aqui a íntegra da Resolução CFC nº1.156/2008

Detalhe: O artigo 1o desta Resolução assim dispõe:

"Art. 10 As normas vigentes, tanto as profissionais quanto as técnicas, editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, durante o processo de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade às Normas Internacionais, continuarão com a identificação NBC P e T, conforme disposto na Resolução CFC nº. 751/93, as quais serão revogadas à medida que forem sendo editadas as normas convergidas, como previsto nesta Resolução."

Links (Lei S/A, USGAAP, IFRS, Tributos, Finanças Pessoais)


  1. Empresas tem dúvidas sobre regras de balanço (Valor Econômico, via FIPECAFI)
  2. Arrecadação ruim pressiona Receita Federal (Ag. Estado)
  3. Nos EUA há defensores da manutenção das USGAPP e contra a convergência para IFRS (dica César Tibúrcio)
  4. Contabilidade e Finanças Pessoais (dica César Tibúrcio)
  5. Dinheiro é Bom, blog sobre finanças pessoais de Afonso Carvalho

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Nota Fiscal eletrônica entra na segunda geração

As empresas poderão saber onde está o produto enviado a algum cliente através do rastreamento de etiquetas RFID (identificação via radiofrequência). Isso porque o Ministério da Ciência e Tecnologia reservou R$ 30 milhões para o projeto piloto que vai integrar as etiquetas à nota que acompanha cada produto, conhecida como Danfe. Os testes começam já nesse semestre e fazem parte da segunda geração da Nota Fiscal eletrônica (NF-e) brasileira, cuja primeira fase ainda está em implementação.

As informações foram dadas por Álvaro Antonio da Silva Bahia, coordenador técnico do projeto nacional de NF-e, durante evento sobre SPED realizado pela consultoria Deloitte nesta quinta-feira (12/02). “O objetivo do Estado é melhorar controles, aumentar arrecadação e promover a concorrência”, ressalta. O RFID deve entrar como parte integrante do plano de otimização dos registros de Danfes nos postos de fiscalização, com o fim de agilizar esse processo e diminuir as chances de fraudes.

Primeira medida de um projeto maior – o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) –, a NF-e pretende acabar de vez com as notas de papel, o que deve ajudar o Fisco no controle das transações comerciais realizadas no País. O desenvolvimento começou em 2005 e já foram investidos R$ 68 bilhões pelas três esferas do poder executivo.

As primeiras empresas obrigadas a cumprir a nova norma começaram a emitir NF-e em abril do ano passado. Hoje, 15,8 mil empresas de 11 setores tiveram 70 milhões de notas autorizadas pelo Fisco. Em menos de um ano, o giro foi de R$ 1,5 trilhão em mercadorias.

Em dezembro, a média diária de notas emitidas foi de 700 mil. A média atual é de 1 milhão por dia. Em abril, a obrigação se estende a empresas de 53 setores. “Se não fizer dever de casa, tem o programa gratuito para baixar”, observa Bahia.

A primeira geração da NF-e, no relato de Bahia, consistiu em reunir informações sobre emitente e destinatário, produtos, valores, impostos e autorização legal no arquivo digital. A nova fase vai contemplar também eventos tos que podem ocorrer no processo de venda e entrega, como cancelamentos, confirmação de exportação pela Aduana ou registro de veículos no Detran no ato da compra, entre outros.

Fonte: B2B Magazine
http://www.b2bmagazine.com.br/web/interna.asp?id_canais=4&id_subcanais=21&id_noticia=23627&nome=&descricao=&foto=&colunista=1&pg=

Endividamento e o desafio da geração de caixa

"O banco Brascan estima que o prejuízo financeiro da S a d i a em 2008 tenha somado 2,5 bilhões de reais (ou seja, 1,75 bilhão de reais a mais do que o buraco anunciado antes da posse de Furlan). Caso esses números sejam reais, a dívida total da companhia chegaria a 4,7 bilhões de reais, o equivalente a quase quatro vezes sua geração de caixa - nível muito acima da média histórica da empresa, de uma a duas vezes a geração de caixa."

(Revista Exame 936, 11.02.2008, p.46)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

STJ valida notificação da Fazenda por e-mail

O uso da internet pelo Judiciário ainda não está totalmente disseminado. No entanto, decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pode dar maior visibilidade à utilização do meio virtual para notificações ou intimações, "seguindo a tendência mundial", como diz a advogada Camilla do Vale Jimene, do Opice Blum Advogados. Na sexta-feira passada, o ministro Luiz Fux julgou válida o envio de notificação pela internet para exclusão de pessoa jurídica do Programa de Recuperação Fiscal (Refis). O ministro acolheu recurso da Fazenda Nacional contra a empresa Monteiro de Barros Investimentos, que desobriga o Fisco de intimar pessoalmente a empresa excluída.

Certificado digital

Outra consideração feita por Camilla do Vale Jimene, sobre a decisão, é que conclusões como essa são importantes para também chamar a atenção dos usuários a verificar qual a procedência do e-mail, observando o certificado de autenticação digital para evitar ser vítima de "e-mails falsos com códigos maliciosos (vírus, por exemplo)".

Fonte: (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 10)(Fernanda Bompan)

O Brasil Que Dá Certo

O Prof. Stephen Kanitz lançou o Blog "O Brasil que dá certo", segundo o autor

"na tentativa de fazermos um contraponto a essa maré de pessimismo [grande espaço na mídia para a crise], divulgaremos aqui as boas notícias e as boas iniciativas do Brasil Que Dá Certo. Assim, este blog será uma continuação do livro que publiquei em 1994, que teve 35 reimpressões e me rendeu um Premio Jabuti. Não iremos promover o catastrofismo alarmista, mas tampouco embarcaremos num otimismo irresponsável. Buscaremos, sim, fazer uma análise realista. Iremos nos concentrar nas boas noticias simplesmente porque as más notícias não precisam ser reproduzidas - elas já têm amplo espaço".

O Blog traz trecho do livro homônimo do autor, lançado em 1994.

Por que as contas não fecham

Vasculhando meus arquivos pessoais encontrei uma matéria escrita em 2000 (17 abril) na Revista Exame, que pelo seu teor, parece que foi escrita nestes últimos dias .

Confira, dando os devidos descontos: Porque as contas não fecham

Links (Lei S/A, Auditoria,Fraudes)

  • Os 25 culpados pela Crise (Time - clique em um dos 25 nomes da relação e veja um perfil de cada um dos apontados como responsáveis)

SPED e oportunidade de crescimento em meio à crise

Sped, investimento revolucionário para a relação empresas/governo
Gazeta Mercantil - 16/2/2009

Sua empresa congelou investimentos e vai deixar que a crise econômica determine seu destino? Vai postergar decisões que podem excluí-la do cenário corporativo e adotar o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) apenas quando estiver próximo do prazo da obrigatoriedade? Cuidado! Pode não haver tempo hábil para ajustes internos e implantação das soluções fiscais.

A verdade é que este pode ser o melhor momento em 70 anos - desde o "crash" da bolsa americana em 1929 - para se construir um ótimo negócio, porque é isso que acontece em momentos de turbulência econômica. Nessas ocasiões, empresas que mantêm seu foco e fazem investimentos em infraestrutura que possibilitam alavancar receita quando a economia retomar seu ciclo de prosperidade saem à frente.

Estudos realizados pela McGraw-Hill Research apontaram que as companhias que mantiveram (ou aumentaram) seus investimentos ao longo da recessão de 1981/82 tiveram uma média de crescimento de vendas de 275% nos cinco anos seguintes e que as que cortaram investimentos de marketing e infraestrutura tiveram somente um crescimento de vendas de 19% nos mesmos cinco anos.

Agora não é hora de recuar ou de diminuir investimentos. É hora de mudar, adequar-se e avançar com mais confiança e certeza.

O projeto Sped passará a ser obrigatório para muitas empresas no Brasil em 2009 e as mesmas deverão se adequar a esta nova realidade digital, já que o sistema fiscal tradicional está com seus dias contados por envolver altos custos, erros de informação, lentidão nos processos e insegurança nas informações, entre outras deficiências.

Para atender à nova lei serão necessários investimentos em tecnologia da informação (TI), segurança, nos processos de gestão e automação dos processos fiscais. Muitas empresas ainda não iniciaram os trabalhos para se adequarem às novas regras fiscais e o mais alarmante é que ainda não sabem que estão na obrigatoriedade e, quando sabem, não tratam o assunto com a devida importância.

Em 2009, a fiscalização será intensificada principalmente junto às empresas que já estão na obrigatoriedade e ainda não estão cumprindo a nova legislação.

Quando essas companhias decidirem iniciar o desenvolvimento das soluções ou buscar sistemas já prontos no mercado, poderá ser tarde. A emissão de NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) é um processo crítico, assim como as demais obrigatoriedades do Sped. Por isso, não é possível a implantação destes sistemas rapidamente, sem uma avaliação detalhada do processo sistêmico da empresa antes de integrar qualquer solução fiscal.

Quem optar por uma solução pronta tem grandes chances de gerar informações inconsistentes que podem não estar em conformidade com a legislação, sem mencionar problemas técnicos e operacionais de sistemas e performance.

Nesse momento, é fundamental avaliar o novo sistema a partir de alguns questionamentos. Por exemplo, é possível mensurar as perdas financeiras devido a não emissão de NF-e por um dia? E por vários dias? Os concorrentes que já implantaram obrigações digitais terão abocanhado fatias significativas de mercado? Como?

Empresas que emitem suas obrigações fiscais digitais darão preferência a transações comerciais com empresas que já utilizam sistemas fiscais eletrônicos devido à segurança. Além disso, há o impacto no processo de entrada de notas fiscais em papel, economia com impressão e armazenamento desses papéis e os lançamentos e auditorias no final do processo.

Já no processo eletrônico, o sistema deverá receber a NF-e, consultar a validade da mesma na Secretaria da Receita Federal (SRF), além de efetuar os lançamentos contábeis, tudo eletronicamente.

As empresas com sistemas digitais estarão cercadas de segurança nas negociações, já que seus sistemas eletrônicos deverão acessar bases de consulta de cadastros, antes da emissão da NF-e para validar a situação do CNPJ e I.E. do comprador. Com isso, a empresa ficará sabendo antes de emitir a NF-e se o comprador existe e se está em dia com suas obrigações fiscais.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3) Bruno Targino* - Especialista em gestão empresarial e de TI e gerente da Combillin - Soluções Fiscais)

Fonte: Gazeta Mercantil, via Contabilidade Financeira

O futuro dos relatórios financeiros sem papel

O futuro dos relatórios financeiros sem papel
Evandro Carreras e Luciana Medeiros (PricewaterhouseCoopers Brasil)
Gazeta Mercantil - 16/2/2009


As empresas atualmente preparam diversas informações para o mercado com um rigor cada vez maior. São relatórios destinados à alta administração, aos analistas, às agências de rating, aos bancos, aos investidores e aos órgãos reguladores. A obrigatoriedade de envio das demonstrações financeiras em linguagem XBRL ("eXtensible Business Reporting Language), determinada recentemente pela Securities and Exchange Commisssion (SEC), fez com que muitas empresas comecem a colocar em prática um novo conceito de divulgação eletrônica de dados financeiros.

A idéia que dá suporte ao XBRL é relativamente simples. Em vez de apresentarmos as informações financeiras em formato de texto, os dados são identificados individualmente por meio de etiquetas, permitindo que sejam lidos pelos diversos softwares disponíveis no mercado. Os benefícios do XBRL estão na preparação, análise e comunicação de informações financeiras com maior eficiência e custos reduzidos. XBRL é uma linguagem baseada em XML (eXtensible Markup Language) e foi desenvolvida para uniformizar formatos e vocabulários incompatíveis, por meio de recursos tecnológicos.

Para viabilizar o entendimento das informações que estão por trás de cada dado, são criadas "taxonomias" que, basicamente, podem ser comparadas a dicionários, os quais especificam o significado financeiro do dado eletrônico. Com essa padronização e uniformização de conceitos por meio das taxonomias, espera-se uma redução substancial dos custos de divulgação e análise das informações financeiras.

As principais características da utilização do XBRL são os padrões abertos, portanto acessíveis e utilizáveis por qualquer organização, sistema operacional ou plataforma tecnológica. Nesse formato universal, vários programas podem compreendê-lo, não importando a origem, o que permite interfaces com o banco de dados, os sistemas de informações financeiras e as planilhas eletrônicas.

Um dos principais incentivadores da utilização do XBRL é a SEC, que desde 2005 instituiu programas para fomentar a adoção de informações financeiras interativas, em escala global:

Em 3 de fevereiro de 2005, a SEC ofereceu incentivos para as empresas que divulgassem seus relatórios no padrão XBRL.

Em 2006, a SEC criou o Interactive Data Test Group, grupo de empresas voluntárias para o envio de informações financeiras, utilizando os princípios contábeis norte-americanos - US Gaap.

Em 30 de maio de 2008, a SEC publicou uma proposta chamada Interactive Data to Improve Financial Reporting, na qual propunha um cronograma de implementação do padrão XBRL.

Em 1 de agosto de 2008, a SEC publicou um relatório com recomendações para aprimorar a facilidade de utilização das informações financeiras. Esse documento contempla 25 recomendações; no item II, recomendação 4.1, é descrito que a SEC, no longo prazo, deveria tornar obrigatória a disponibilização das informações financeiras de forma interativa, utilizando o XBRL.

Em 19 de agosto, a SEC anunciou a substituição do atual sistema de recebimento de arquivos eletrônicos conhecido por Edgar (Electronic Data Gathering, Analysis, and Retrieval System) pelo Idea (Interactive Data Electronic Applications). O lançamento do Idea representou um passo fundamental no uso de dados interativos para o envio de informações.

Em 17 de dezembro de 2008, a SEC aprovou a divulgação das demonstrações financeiras pelo sistema interativo. Foi divulgado um cronograma de até três anos para a obrigatoriedade do envio das informações para as companhias americanas e estrangeiras. A partir de 15 de junho de 2009, as companhias classificadas como domestic and foreign large accelerated filers, que utilizam US Gaap e têm valor de mercado mundial acima de US$ 5 bilhões, deverão submeter as demonstrações financeiras ao novo padrão. No segundo e no terceiro ano da implementação, será requerido o envio pelas demais companhias, incluindo aquelas que utilizam o IFRS emitido pelo Iasb (International Accounting Standards Board).

Em 30 de janeiro de 2009, a SEC divulgou a regra final confirmando o cronograma.

Essa questão está sendo amplamente tratada no mercado brasileiro, inclusive com os estudos para a criação de uma jurisdição local, liderada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, e com a demonstração de entusiasmo da própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do mercado em geral. As empresas que, por questões regulatórias ou mesmo para aproveitar os benefícios da nova tecnologia, forem implementar o XBRL devem considerar principalmente os seguintes tópicos:

  • Prazo de implementação. Implicações nos processos existentes de elaboração de relatórios, incluindo seleção de software, responsáveis pelo processo e recursos (internos ou de terceiros) para liderar a frente de codificação.
  • Identificação da versão da taxonomia específica da indústria, incluindo a necessidade de criação de extensões de taxonomia específica da companhia.
  • Conhecimento de contabilidade local e internacional.

Fonte: Gazeta Mercantil, via Contabilidade Financeira

Veja tudo o que postamos neste Blog sobre XBRL : aqui


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CVM-CPC 2009: Serão mais 26 novas normas contábeis

CVM dá início à maratona contábil prevista para 2009
Valor Econômico - 12/2/2009

Foi dada a largada para a maratona de regras contábeis que promete agitar as companhias abertas em 2009. Ontem, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou três minutas de normas conjuntas com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as primeiras da extensa leva prevista para este ano. As três regras, que estão em audiência pública até 10 de abril, abordam o tratamento contábil a ser adotado em contratos de construção (CPC 17), custos de empréstimos (CPC 20) e estoques (CPC 16).

Este ano ainda devem ser divulgadas outras 23 normas e, após todas as consultas públicas, haverá um total de 26 normas editadas em conjunto pela CVM e o CPC só em 2009. Isso sem contar os pareceres de orientação que devem surgir, a exemplo do que já ocorreu em janeiro, quando foi divulgado o primeiro. No ano passado, foram editadas 14 novas regras contábeis.

O ponto de chegada da corrida, que foi iniciada efetivamente em 2008, é a convergência completa das normas contábeis brasileiras com as regras internacionais, emitidas pelo Comitê de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb , na sigla em inglês). O processo de convergência deve ser concluído em 2010.

De acordo com o superintendente de normas contábeis e auditoria da CVM, Antonio Carlos de Santana, essas primeiras minutas propostas este ano não trazem muitas diferenças em relação ao que já é feito na prática pelas companhias em suas formas de contabilização.

"O que estamos fazendo, dentro do processo de alinhamento com as práticas contábeis internacionais, é colocar essas práticas formalizadas como regras", explicou Santana. "Na contabilização, tudo isso já vem sendo adotado, mas agora fica mais organizado e há uma regra dizendo como deve ser feito", afirmou.

De acordo com ele, as deliberações conjuntas propostas ontem mudam mais aspectos relacionados à evidenciação do que à contabilidade. No caso da regra sobre os estoques, uma das mudanças é a necessidade de divulgar o montante do estoque baixado como perda no período, o montante da reversão de perdas e as circunstâncias que levaram a essas reversões de baixas.

Na minuta sobre contratos de construção, há orientações sobre como proceder em relação a receitas nesse tipo de contrato, que geralmente é de longo prazo, ou seja, se alonga por vários anos. Nesses casos, as receitas e as despesas relacionadas devem ser reconhecidas de forma paralela à execução do projeto.

Em relação aos custos dos empréstimos, as regras não trazem modificações significativas ao que já existia na Deliberação 193. A principal discussão da norma envolve os chamados ativos qualificáveis, pois, caso os empréstimos não sejam atribuídos diretamente a esses ativos, a contabilização do custo ocorre como despesa no resultado do período.

De acordo com o superintendente, a previsão é que o pacote de normas que ficou para 2009 seja divulgado até setembro, para aplicação no ano seguinte. "A ideia é ter vigência em 2010", disse. "Nos dados de 2009 inicialmente não será necessário adotar as regras que sairão neste ano, mas depois, quando da preparação dos dados de 2010, será preciso atualizar os de 2009 para fins de comparação", concluiu o superintendente da CVM.
Fonte: Valor Econômico, via Contabilidade Financeira
(grifos nossos)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Revolução Contábil

Com as [novas] IFRS, em vez de dividir [o balanço] nas categorias tradicionais de ativos, passivos e patrimônio líquido, o novo balanço será estruturado em cinco categorias - operacional, financiamento, investimento, impostos e operações descontinuadas. Ativos e passivos estarão espalhados em cada seção, enquanto patrimônio líquido permanecerá intacto.(...)
Infelizmente, as notas explicativas ficarão maiores - de 10 páginas para mais de 200 páginas, e são escritas em linguagem técnica contábil. (...)
A Demonstração dos Resultados e do Fluxo de Caixa também serão divididas em operacional, financiamento e investimento e serão muito mais detalhadas do que são agora. (...)

Accounting for new financial statements - Clique aqui para ler completo

Fonte: Karine Benzacar, Financial Post - 10/2/2009, via César Tibúrcio

XBRL é agora ( e no Brasil?)

No Brasil o XBRL está inicialmente associado à Central de Balanços, sub-programa do SPED Contábil, que a utilzará como linguagem.

O CFC (Conselho Federal de Contabilidade) e o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), com o apoio das entidades que o integram, estão desenvolvendo esforços no sentido de colocar em prática, no Brasil, a tecnologia XBRL (Extensible Business Reporting Language), com a constituição da jurisdição brasileira. De acordo com estudos realizados e experiências obtidas em outros países, a adoção do XBRL pode trazer muitas vantagens em relação a métodos de relatórios tradicionais, decorrente do fato de que a informação uma vez produzida e representada em formato XBRL, pode ser reutilizada muitas vezes sem manipulação ou distorção.

XBRL é agora (EUA)

A SEC baixou normativo estabelcendo cronograma para a implantação obrigatória do XBRL na divulgação de informações contábeis das empresas de capital aberto.

Até 2010, cerca de 1800 empresas abertas, devem respeitar a nova regra, e até 2011 todas as empresas públicas devem fazê-lo.

Durante seu primeiro ano de apresentação as empresas são obrigadas a usar XBRL para as três principais demonstrações financeiras: demonstração dos resultados, demonstração de fluxos de caixa e balanço, bem como notas explicativas.

Especialistas observam que o XBRL será a grande linguagem das demonstrações elaboradas com base nos IFRS.

Fonte: CFO.com - Leia aqui a íntegra da matéria.

SPED aquece mercado de softwares e de consultorias

O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) tem causado o maior alvoroço entre empresas e contadores, pois os sistemas até então utilizados não atendem à nova forma de se relacionar com o fisco, e por conta disto grandes impactos foram causados não apenas nos sistemas, mas sobretudo na forma de gestão dos negócios (em função do aumento da exposição das operações empresariais ao fisco) e na logística das empresas.

De olho neste grande filão pequenas, médias e grandes empresas de desenvolvimento de sistemas e de consultoria saíram em busca de clientes.

Um claro exemplo deste boom é que na edição desta quinzena da Revista Exame (Edição 936, 11/02/2009) nada menos do que DOZE páginas foram reservados para publicidade, denominado de GuiaSPED/NF-e. São 31 anúncios das mais variadas soluções. Algo inédito em revistas do gênero.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

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Nova lei altera balanço das concessionárias

O capítulo da nova legislação contábil que se aplica às empresas que operam nos diversos segmentos de concessões de serviços públicos deve trazer muita polêmica às próximas safras de balanços. As principais alterações nos demonstrativos, se a norma for aplicada conforme o texto original do International Financial Reporting Standards (IFRS, na sigla em inglês), acontecerão na forma de reconhecer ativos e receitas das empresas. E pode alterar até mesmo a forma como os contratos de concessão são formatados.

Atualmente, as receitas das empresas que operam concessões rodoviárias, por exemplo, têm basicamente uma origem: a cobrança de pedágios ou taxas para explorar os serviços.

A nova lei muda isso. Como as empresas não poderão colocar os ativos da infraestrutura que operam - que ao fim do contrato têm de ser devolvidos ao poder público - na conta do imobilizado, podem também ter de reconhecer receitas por obras de melhoria ou mesmo construções, como praças de pedágio. " Bancos, analistas e investidores terão de estar atentos aos balanços, para entender o histórico das companhias, seus negócios e os fluxos de caixa", explica Luiz Carlos Marques, sócio de auditoria da Ernst & Young.

De acordo com o especialista, a complexidade do tema e seus possíveis desdobramentos já vêm movimentando especialistas do setor e as principais agências reguladoras de serviços no País.


B1(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1 - 09.02.2009) (Luciano Feltrin)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Publicação de números de limitadas rende polêmica

Com a entrada em vigor da nova lei contábil, no final de 2007, parte das atenções do mercado voltou-se também para as empresas de capital fechado de grande porte - com receita bruta anual superior a R$ 300 milhões ou ativo total acima de R$ 240 milhões. A lei n 11.638 determinou que essas companhias passassem a ser auditadas, mas o texto final acabou não tratando da questão da publicação dos resultados. Até então, apenas as companhias abertas eram obrigadas a publicar os balanços. "Ainda não se sabe se alguma empresa fechada apresentará os números", diz Sergio Romani, sócio da Ernst & Young.

No mês passado, uma liminar da Justiça Federal de São Paulo suspendeu entendimento do Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, que considerava facultativa a publicação de balanço pelas sociedades limitadas. A União recorreu da decisão. Por via das dúvidas, alguns analistas já se dedicam a folhear os jornais diariamente em busca dos números. Entre as limitadas de grande porte estão as subsidiárias de multinacionais, como as montadoras.

Segundo Romani, após a divulgação dos resultados anuais das empresas, será a vez de o mercado mostrar se está ou não preparado para entender os números. "Será interessante acompanhar como os analistas lidarão os dados", diz. Para o gerente de pesquisa da Planner, Ricardo Tadeu Martins, o quatro trimestre não será de bons balanços, sobretudo para as empresas que atuam com commodities e para as que se expuseram além da conta em derivativos.


V.P. e F.B.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(V.P. e F.B.) - 05.02.2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Empresas adiam entrega de balanço

A pressa na convergência do Brasil às IFRS tem deixado as empresas e seus contadores apreesivos, pois a não aplicação de forma adequada dos novos critérios de contabilização e avaliação pode ocasionar distorções significativas. E o que todos querem neste momento é não ter o nome de sua empresa listada no site da CVM na relação de obrigados à republicarem suas demonstrações, muito menos saber que o mercado tem dúvidas se o desempenho reportado é real.

E por falar sobre "valor" em relatórios é bom não se esquecer que na leitura dos próximos demonstrativos o leitor deve estar atento aos "novos" conceitos (valor presente, valor justo, valor de realização de ativos, etc. etc.), além dos efeitos da crise internacional e dos "derivativos".


Vejam a seguir alguns trechos de uma matéria publicada na Gazeta Mercantil, abordando justamente o adiamento das publicações pelas empresas de capital aberto, onde Romani, da Ernst & Young, que também considera difícil mensurar os efeitos da crise, mas acredita que algumas empresas podem ter optado por postergar a entrega do balanço anual por conta dos números ruins. "Quem tem notícia boa quer dar logo", resume. Diante da gravidade da crise, porém, o especialista afirma que o comportamento deveria ser o oposto. "Não há clima para esse tipo de atitude, e se isso estiver acontecendo o mercado cobrará o seu preço."



Leia AQUI ou AQUI a íntegra da matéria

Empresas adiam entrega de balanço

5 de Fevereiro de 2009 - As empresas de capital aberto decidiram deixar para a última hora a divulgação dos resultados anuais. De acordo com levantamento realizado pela Gazeta Mercantil com base em dados da BM&F Bovespa, das 160 companhias listadas nos níveis diferenciados de governança corporativa da bolsa (Níveis 1 e 2 e Novo Mercado), apenas três divulgaram os balanços até o momento: Bradesco, Santos Brasil e Satipel. No mesmo período do ano anterior, 13 empresas já haviam apresentado seus números.

Uma das justificativas para o adiamento da entrega dos balanços é o complexo processo de adequação às regras de convergência aos padrões contábeis internacionais (IFRS). O agravamento da crise financeira, porém, alimenta especulações de que algumas empresas se preparam para dar más notícias ao mercado.

O caso mais emblemático é o da Aracruz. Conhecida por tradicionalmente inaugurar a safra de balanços, a produtora de papel e celulose, que sofreu perdas de US$ 2,13 bilhões com apostas equivocadas em derivativos cambiais exóticos, passou para o fim da fila e programou a divulgação dos resultados de 2008 para o dia 27 de março. A Sadia, que também teve prejuízo com derivativos e no ano passado publicou o resultado em 30 de janeiro, agendou a divulgação dos números de 2008 para 27 de fevereiro, data que, provavelmente, deve ser alterada por conta da necessidade de adequações, segundo a assessoria de imprensa da empresa.

[..]

A grande quantidade de dúvidas sobre como publicar as demonstrações contábeis levou a autarquia [CVM] que regula o mercado de capitais brasileiro a soltar na última sexta-feira um ofício com 30 páginas para esclarecer alguns dos questionamentos. Enquanto isso, nos bastidores, os executivos das áreas financeiras das empresas têm conversado entre si a fim de verificar como cada um decidiu fazer o tratamento contábil.

Entre os pontos que têm apresentado mais controvérsia está a contabilização dos efeitos das mudanças na taxa de câmbio, explica o professor Ricardo José de Almeida, do Ibmec São Paulo. "A grande variação do dólar no ano passado tornou a implementação ainda mais difícil", diz. Os diretores financeiros das empresas também têm encontrado dificuldades para fazer o ajuste dos ativos e passivos a valor presente, outra norma que passou a ser exigida pela CVM. "Como cada ativo possui um risco diferente, ainda não se sabe exatamente qual será a taxa de desconto usada para se chegar ao valor presente", afirma, ao lembrar que ambos os temas foram tratados no ofício emitido pela autarquia na semana passada.

Existe ainda a questão fiscal, resolvida pelo governo apenas no final do ano passado, com a edição da medida provisória n 449, que tornou neutros os efeitos da transição da contabilidade brasileira para os padrões internacionais do ponto de vista do fisco. Apesar de positiva, a medida obrigou as companhias a fecharem dois balanços: um para fins fiscais e outro pela legislação societária, segundo o professor do Ibmec.

Efeitos da crise

A presidente do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Ana María Elorrieta, não vê problemas mais sérios no adiamento da data de entrega dos balanços, desde que dentro do prazo legal. "O que interessa é a qualidade da informação", ressalta. Ela argumenta que as empresas tiveram pouco tempo para se preparar para algumas das regras. "Foram muitas as determinações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) para instrumentalizar a lei ao longo do ano, inclusive em dezembro", lembra.

Para a presidente do Ibracon, a crise pode, de fato, ter influenciado a decisão das companhias de postergar a divulgação dos balanços, mas ela avalia que não há elementos concretos para determinar qual o grau desse impacto. Ela lembra que, ao exigir informações detalhadas das empresas a respeito das operações com derivativos já no balanço do terceiro trimestre, a CVM eliminou uma das principais preocupações dos investidores a respeito da saúde financeira das companhias.

[...]

Romani, da Ernst & Young, também considera difícil mensurar os efeitos da crise, mas acredita que algumas empresas podem ter optado por postergar a entrega do balanço anual por conta dos números ruins. "Quem tem notícia boa quer dar logo", resume. Diante da gravidade da crise, porém, o especialista afirma que o comportamento deveria ser o oposto. "Não há clima para esse tipo de atitude, e se isso estiver acontecendo o mercado cobrará o seu preço."

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(Vinícius Pinheiro e Fabiana Batista)

Leia aqui a íntegra da matéria

Contabilistas falam sobre os desdobramentos do SPED

A partir deste mês de janeiro, mais empresas vão se juntar ao time das companhias que já utilizam o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) e que emitiram eletronicamente, de 2006 até agora, mais de 89 milhões de NF-e em todo o Brasil, num total superior a 1,7 trilhão de reais. No Estado de São Paulo, mais de 30 milhões de NF-e foram autorizadas, uma média de 260 mil por dia, segundo dados da Receita Federal do Brasil e da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, respectivamente.

Esse volume que deve saltar este mês uma vez que todas as empresas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no Lucro Real estão obrigadas a aderir ao Sped desde 1º de janeiro de 2009. A (ECD) Escrituração Contábil Digital deverá ser entregue no último dia útil do mês junho do ano seguinte ao ano-calendário.

O mesmo acontece com as pessoas jurídicas sujeitas ao acompanhamento econômico-tributário diferenciado, nos termos da Portaria RFB nº 11.211, de 7 de novembro de 2007, também inscritas pelo Lucro Real, que tiveram que aderir ao Sped em janeiro de 2008 e entregarão a ECD até o último dia útil de junho de 2009.

A Sefaz-SP estima que, até o fim deste ano, entre 80% e 85% das transações comerciais nos estados utilizarão a NF-e. A partir de abril, torna-se obrigatória a adesão ao Sped de mais 25 incisos, complementando os segmentos de automóveis, autopeças, combustíveis, álcool, GLP, GNV, tintas, resinas, bebidas, vasilhame, fumo, alumínio e siderurgia.

Mais 54 itens entrarão na obrigatoriedade a partir de setembro (cosméticos, higiene, papel, informática, áudio e vídeo, trigo, café, defensivos, adubos, laticínios, plástico, pães, tratores, vidros, atacadistas de alimentos, tecelagem e outros segmentos).

Sped Fiscal - Desde 1º de janeiro de 2009 também estão obrigados a aderir ao Sped os estabelecimentos contribuintes do IPI e do ICMS (Protocolo ICMS 77 de 18 de setembro de 2008). Empresas industriais e comerciais que entraram na lista divulgada pela Receita Federal em novembro de 2008 terão de adotar a (EFD) Escrituração Fiscal Digital do Sped.

Apesar de a transmissão dos arquivos digitais ser mensal, a escrituração referente aos primeiros quatro meses do ano só terá de ser enviada ao Fisco da União até o dia 31 de maio de 2009 - novo prazo definido pela Receita devido às mudanças de última hora no layout dos registros, para integração com sistemas das secretarias da fazenda estaduais.

"Há dificuldades com relação a NF-e e ao EFD, o sistema é difícil e penoso porque cada UF (estado) tem sua própria legislação e 'costurar' tudo isso é complicado", avalia o especialista Homero Rutkowski.

A RFB disponibiliza em seu site a lista atualizada das empresas obrigadas a aderirem ao Sped Fiscal a partir deste mês (www1.receita.fazenda.gov.br/sped-fiscal/legislacao.htm). "É preciso checar atentamente a legislação do ICMS porque há diversas exceções", afirma o Agente Fiscal de Rendas da Sefaz-SP, Clovis Antonio Souza.

Confira as atualizações do Sped:

EFD (Escrituração Fiscal Digital) - janeiro de 2009;
DPEC (Alternativas para Contingência Eletrônica) - modelo em teste a partir de 19 de janeiro;
CC-e (Carta de Correção Eletrônica) - em desenvolvimento;
CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) - previsto para março de 2009, já em teste em São Paulo e no Rio Grande do Sul;
e-Lalur (Livro de Apuração do Lucro Real) - em desenvolvimento;
NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica) - em desenvolvimento;
Central de Balanços - em desenvolvimento;
XBRL (eXtensible Business Reporting Language - Padrão Internacional para demonstrações contábeis) - em estudo.

A palavra de ordem do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital) é "controle". O sistema exige de todos os contribuintes e Contabilistas muita organização e disciplina e isso contribuirá diretamente para uma gestão mais profissionalizada das empresas em geral.

Ganhará a empresa que sair na frente e tomar as providências necessárias ao cumprimento da imposição fiscal e aproveitar o momento para investir em TI e sistemas, eliminando o retrabalho existente nas áreas de controle de produção, estoque, vendas, financeiro e Contabilidade.

"Esta é a fase de solucionar todos os problemas existentes nos controles internos, porque a manutenção de informações segregadas e duplicadas, certamente, acarretará em sérios problemas com a fiscalização. Atualmente, existe multa para tudo: pela não entrega, pela entrega incompleta, pela entrega errada. Ter excelência no controle das informações é fundamental", diz a conselheira do CRC SP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo), Marcia Ruiz Alcazar.

Integração de informações - A grande dificuldade das empresas obrigadas a aderir ao Sped e dos próprios desenvolvedores de sistemas continua sendo a integração das informações. Ao compor a linha do registro eletrônico do Sped Fiscal, parte dessa linha contém informações do sistema fiscal e outra reúne dados do sistema de estoque e esses sistemas são desenvolvidos por software-houses diferentes. Juntar tudo isso e ter certeza de que o resultado irá bater no final é um desafio e tanto.

Atualmente, a maioria das pequenas e médias empresas mantêm a gestão contábil terceirizada. Nesse cenário, é comum encontrarmos clientes informatizados com um sistema muitas vezes precário, pois parte das informações digitalizadas e outra parte controladas em aplicativos como o Excel, da Microsoft. Na outra ponta, o Contabilista responsável utiliza outro sistema, que muitas vezes não possibilita integração com o cliente, exigindo que os documentos e informações sejam digitados novamente, o que aumenta a margem de erro no registro das informações controladas pelo Fisco.

Ideias embrionárias - Entre os mecanismos que poderão ser adotados futuramente no Sped, Jerson Prochnow da Receita diz que a NF-e poderá vir a ser o principal ou único documento para exportações.

Outra ideia é utilizar o sistema RFID, de rádio frequencia, para permitir um controle mais eficiente e rápido no grande volume de NF-e que os caminhões apresentam nos postos fiscais instalados nas estradas brasileiras.
Fonte: Maxpress, via Marcos Santos

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Profissão Contábil frente às "novidades contábeis"

É preciso ter atenção com a contabilidade por causa das novidades contábeis

Com a incorporação de diversas mudanças às normas que orientam a elaboração dos balanços das empresas já nos resultados consolidados do ano passado, é necessário que as pessoas que fazem análise das demonstrações financeiras prestem mais atenção para não cometerem erros agora em 2009.

"Sem dúvida nenhuma, é um grande desafio para os profissionais que fazem análises de balanços, em especial para a categoria dos contadores, auditores e consultores", afirma Ricardo Maciel, sócio-diretor da área de Auditoria da BDO Trevisan.

Maciel destacou que está em andamento um longo processo de mudanças das normas contábeis que foi iniciado com a promulgação da Lei 11.638/07, que ainda envolverá muitas outras alterações.

A referida legislação alterou a antiga Lei das Sociedades por Ações (nº 6.404/76). As normas do novo sistema de registro contábil das empresas em implantação têm como base os IFRS - International Financial Reporting Standards (ou normas internacionais de contabilidade).

A partir da Lei 11.638/07, foi criado o CPC - Comitê de Pronunciamentos Contábeis, responsável por centralizar a normatização das mudanças estabelecidas pela legislação. Até o momento, o órgão já publicou 14 pronunciamentos técnicos para regular as alterações contábeis. Um 15º pronunciamento já foi redigido, mas ainda não foi colocado em prática.

Para Maciel, em razão das mudanças, haverá alterações no detalhamento das finanças das companhias abertas e instituições financeiras em seus balanços. Assim, é preciso treinar as pessoas, mesmo aquelas que não são especialistas em contabilidade, como a imprensa, a verem os demonstrativos contábeis de forma diferente.

O sócio da BDO Trevisan recomenda que as análises sejam promovidas com especial atenção aos seguintes itens de apuração contábil alterados a partir da nova legislação: ativos intangíveis; taxa de câmbio e conversão; impairment; valor presente; e arrendamento mercantil.

Eduardo Pocetti, CEO da BDO Trevisan que também participou do encontro, sugere que as pessoas que forem analisar os novos balanços leiam os pareceres dos auditores independentes para melhor compreender as novas demonstrações. "É uma forma de saber se o balanço reflete as mudanças estabelecidas pela legislação e pelas normas", disse o executivo.

Tributos

Também durante o encontro com jornalistas, Lúcio Abrahão, sócio-diretor da área de Tributos da BDO Trevisan, tratou das mudanças tributárias do país adotadas ao longo de 2008 e que estão envolvidas diretamente com a forma como as empresas realizam suas demonstrações financeiras a partir de agora.

Ele falou sobre a MP (medida provisória) 449/08 - que regulou alguns pontos da Lei 11.638/07 e promoveu uma série de mudanças na área dos tributos - e o RTT (Regime Tributário de Transição) - adotado para que haja adequação entre a dinâmica do sistema tributário e as alterações do processo contábil.

A BDO Trevisan lançou durante o evento desta terça-feira, 27 de janeiro, seu "Guia para as Demonstrações Contábeis 2008-2009", que trata justamente das novas normas contábeis e tributárias adotadas no país desde a promulgação da Lei 11.638, em 27 de dezembro de 2007.

Por Pollyanna Melo - http://www.administradores.com.br/noticias/e_preciso_ter_atencao_com_a_contabilidade_por_causa_das_novidades_contabeis/20514/

Valor justo para ativos tóxicos é desafio para plano de Obama

Ao passo que a administração Obama prepara sua estratégia para resgatar os bancos norte-americanos comprando ou garantindo os ativos com problemas, o governo depara-se com uma questão central: como avaliá-los corretamente? Estamos falando de centenas de bilhões de dólares do dinheiro dos contribuintes que estão em jogo.
[...] As grandes variações sobre o valor de muitos ativos podres dos bancos podem ser constatadas com base na análise feita recentemente de um título lastreado em hipoteca por uma divisão da Standard & Poor’s, a agência de classificação de risco.
[...]
Preço de mercado
Um refrão frequente em Wall Street é o de que não há preços de mercado atuais para os títulos tóxicos. Mas as pessoas que compram e vendem estes investimentos dizem que esta é uma leitura simplista do problema. Dizem que a maioria dos tipos de títulos pode ser avaliada e está sendo comercializada, mas houve uma desaceleração da comercialização, uma vez que vendedores e compradores discordam sobre qual deveria ser o preço.
O valor destes títulos está baseado no fluxo de caixa futuro que eles fornecem aos investidores. Para determinar isso, os operadores devem fazer suposições em relação ao mercado imobiliário e à economia: A que altura a taxa de desemprego vai chegar nos próximos anos? Quantos mutuários vão ficar inadimplentes? Qual será o valor das casas?
[...]
Leia aqui a íntegra da matéria
Fonte: (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)(The New York Times) - 03.02.2009

CVM: Audiência pública sobre treinamento de auditores sobre IRFS

CVM coloca em audiência pública minuta de deliberação sobre o treinamento dos auditores independentes em normas internacionais de contabilidade

A CVM coloca em audiência pública hoje, 03/02/09, a minuta de deliberação que dispõe sobre o Programa de Educação Continuada dos auditores independentes. Ela também está relacionada ao aprimoramento e ao treinamento dos auditores em função da adoção no Brasil do padrão contábil internacional emitido pelo International Accounting Standards Board - IASB.

Como cabe aos auditores independentes emitir opinião sobre a adequação das demonstrações financeiras e sobre a suficiência e adequação das respectivas notas explicativas, torna-se necessário que eles tenham conhecimento e domínio sobre os padrões contábeis internacionais. Vale ressaltar que a Agenda Regulatória da CVM estabelece, para 2010, a integral convergência das demonstrações financeiras das companhias abertas aos padrões contábeis internacionais.

A Instrução CVM nº 308/99 determina que os auditores independentes, como condição de manutenção do seu registro na CVM, submetam-se a um programa de educação continuada de acordo com as diretrizes aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, que prevê uma carga horária mínima anual em forma de pontuação.

Esta deliberação estabelece que, para os auditores que atuam no âmbito do mercado de valores mobiliários, essa pontuação mínima deverá ser cumprida com ações de educação continuada, voltadas exclusivamente para os padrões contábeis internacionais ou para as normas da CVM alinhadas com esses padrões contábeis.

O prazo para envio de sugestões e comentários vai até o dia 06 de março de 2009.

Clique
aqui para ter acesso à íntegra do edital de audiência pública com a minuta de Deliberação
Fonte: CVM, 03.02.2009

Fraude atinge maior nível em 13 anos

O total de fraudes no Reino Unido atingiu patamares quase recordes no ano passado, disse ontem a KPMG, empresa de auditoria e contabilidade, e com o fato de a maioria dos delitos cometidos desde que a crise de crédito começou em agosto de 2008 ainda não terem sido ouvidos no tribunal, o pior ainda está por vir. Mais de US$ 1,6 bilhão em fraudes chegaram aos tribunais britânicos no ano passado. Essa quantidade é a maior registrada desde 1995 e a segunda maior nos 21 anos de história do barômetro de fraude da KPMG Forensic, disse a empresa em um comunicado.

"Estes números são suficientemente ruins por si só, mas temo que a tendência para os próximos anos seja pior", disse Hitesh Patel, sócio de investigação de fraudes da KPMG Forensic. "À medida que o colapso econômico global se estabelece e as organizações parecem mais próximas que nunca em relação a suas operações é muito provável que mais fraudes venham à tona".

Fonte: Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 10 (Reuters) - 03.02.2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

CVM esclarece sobre aplicação de Pronunciamentos Contábeis – CPC

A CVM emitiu nota no último dia 30.01 com esclarecimentos sobre a elaboração das Demonstrações Contábeis de 2008, especificamente sobre a aplicação dos Pronunciamentos Contábeis do CPC . Destaque especial para evidenciação de operações com derivativos, alertando as empresas a não cometerem os mesmos desvios encontrados em algumas ITR do 3 Trm/2008.

Veja a apresentação do site da CVM (grifos nossos em vermelho):
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Orientação OCPC 02

Prezados Senhores

O presente Ofício-Circular tem como objetivo levar às companhias abertas e aos respectivos auditores independentes esclarecimentos sobre alguns pontos dos Pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC aprovados por esta Comissão de Valores Mobiliários.

Diversas dúvidas e indagações foram, em certos casos, trazidas à Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria – SNC e, em outros, levadas ao próprio CPC. A partir de análise realizada em conjunto pela SNC e pelo CPC, foi emitida a Orientação OCPC 02 – Esclarecimentos sobre as Demonstrações Contábeis de 2008, que segue anexa a este Ofício e que está sendo endossada pelas Superintendências de Relações com Empresas - SEP e de Normas Contábeis e de Auditoria - SNC.

Cabe ressaltar que a adoção dos tratamentos excepcionais referidos nos itens 18, 22 e 121 da Orientação OCPC 02 deve ser objeto de expressa solicitação de autorização à Comissão de Valores Mobiliários, e deverá estar acompanhada de exposição detalhada sobre as razões que fundamentam o pedido de tratamento excepcional, além da manifestação dos auditores independentes quanto à sua pertinência. A solicitação deverá ser apresentada à Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria com a antecedência necessária para o seu exame, considerando, inclusive, que, em função da complexidade do pedido ou da insuficiência de dados na sua formulação ou fundamentação, poderá ser requerida a apresentação de esclarecimentos e comprovações adicionais.

Finalmente, alertamos às companhias abertas e aos auditores independentes sobre o adequado cumprimento da Instrução CVM nº 475, que, além de requerer informações sobre os instrumentos financeiros como um todo, e não somente os derivativos, tornou obrigatória a divulgação do quadro demonstrativo de análise de sensibilidade. Este alerta decorre do trabalho de acompanhamento das informações trimestrais de 30.09.2008, realizado pela CVM, em que foram observadas falhas no cumprimento integral da Deliberação CVM nº 550 e foi, por isso, determinado o refazimento de algumas ITRs e o aperfeiçoamento de outras, com o objetivo de orientar as companhias para que não se verifiquem os mesmos desvios nas demonstrações financeiras de 31.12.2008.

Clique para acessar a íntegra da Orientação OCPC 02

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