Postagens recentes do novo site

domingo, 31 de maio de 2009

Brasil - sedes da Copa do Mundo de 2014

Sem surpresas, Fifa anuncia sedes da Copa do Mundo de 2014

O mistério chegou ao fim. Após 19 meses da escolha do Brasil como palco da Copa do Mundo de 2014, a Fifa divulgou, neste domingo, em Nassau, nas Bahamas, o nome das 12 sedes do Mundial. Sem muitas surpresas, foram confirmadas Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

SAIBA TUDO DE CADA SEDE

Dessa forma, das 17 candidatas que estavam na disputa, ficaram fora as cidades de Belém (PA), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO) e Rio Branco (AC).

Fonte - Thales CalipoEm Nassau (Bahamas) , UOL Esporte

sábado, 30 de maio de 2009

Músicas: As 100 mais em 100 anos

Veja uma seleção com as canções classificadas do 1º ao 100º lugar em cada ano com links para vídeos do Youtube

http://www.planetarei.com.br/100anos/index.htm

Dica de Willy Roters (UNEB)
Foto: Corbis (Royalty-Free)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Nota Fiscal Eletrônica em todas operações interestaduais

"A proposta do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat) é tornar obrigatória a emissão da NF-e para todas as operações interestaduais entre contribuintes do ICMS a partir de abril de 2010. A proposta foi encaminhada ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e será votada em sua próxima reunião ordinária, no dia 3 de julho".



Fonte: O Documento (veja aqui a íntegra da reportagem)

A MP 449/2008 agora é Lei

Foi publicada no DOU a Lei 11.941/2009, introduzindo alterações na Lei 6.404/76 (Lei das S/A) e instituindo o Regime Tributário de Transição - RTT

A Lei foi sancionada com vários vetos, nenhum deles relacionados à matéria contábil, apenas em relação ao RTT.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

SPED: Novidades no SPED Contábil e Fiscal

Nova versão do Programa Validador e Assinador (PVA) do Sped Contábil
Foi liberada
versão 2.0 do PVA da Escrituração Contábil Digital (ECD). Poderão ser transmitidas ECDs utilizando ambas as versões.

Recadastramento da procuração eletrônica para a EFD
O modelo da procuração eletrônica com opção exclusiva para a assinatura da Escrituração Fiscal Digital foi alterado. Para a transmissão da EFD será necessário recadastrar todas as procurações.


Visite o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/scripts/CAV/login/login.asp e faça o recadastramento.

Fonte: Portal SPED (RFB)

CVM coloca em Audiência Pública 4 minutas de Pronunciamentos em conjunto com o CPC

A CVM colocou hoje em audiência pública quatro minutas de deliberação referendando os seguintes Pronunciamentos do CPC:

a) Pronunciamento Técnico CPC 29 - seu objetivo é especificar o reconhecimento contábil dos estoques dos ativos biológicos de onde se extraem os produtos agrícolas e dos estoques decorrentes da produção agrícola derivada desses ativos no momento de sua colheita ou obtenção. O Pronunciamento trata da informação relacionada ao gerenciamento da transformação biológica de animais ou plantas vivos (ativos biológicos) para obtenção de produtos para a venda ou para a formação de outros ativos biológicos. O CPC 29 não trata dos estoques de produtos agrícolas após a fase da colheita, como na transformação da cana-de-açúcar em açúcar ou álcool, do leite em produtos lácteos, da uva em vinho e da madeira em celulose, o que é feito por outro pronunciamento (CPC 16 – Estoques).

b) Pronunciamento Técnico CPC 30 - - seu objetivo é especificar como a entidade deve mensurar, reconhecer e divulgar informações sobre receitas de qualquer natureza (venda de bens, prestação de serviços e uso por terceiros de ativos da entidade que produzam juros, royalties, dividendos etc.).

c) Pronunciamento Técnico CPC 33 - está referenciado à norma IAS 19, emitida pelo IASB, que já havia sido contemplada, no âmbito das companhias abertas, pela Deliberação CVM nº 371/2000. Esta deliberação trouxe avanços significativos sobre a contabilização dos benefícios concedidos pela entidade patrocinadora, mas necessitava de atualização para ficar em linha com a norma internacional.

d) Pronunciamento Técnico CPC 34 - seu objetivo principal é especificar o tratamento das informações contábeis relacionadas com a exploração, antes da fase em que há o procedimento de extração, e avaliação de recursos minerais. O Pronunciamento enfatiza a necessidade de definição das políticas contábeis adotadas pela entidade para tratamento dos gastos envolvidos, notadamente os ativos, os quais devem ser avaliados ao custo de aquisição e submetidos regularmente à avaliação da capacidade de recuperação do valor envolvido. O Pronunciamento exige, ainda, a divulgação das políticas contábeis adotadas, dos valores relacionados com a exploração e avaliação, inclusive os relacionados com a perda por irrecuperabilidade de ativos.


VEJA O LINK PARA OS DETALHES no site da CVM

domingo, 24 de maio de 2009

Receita atrasa programa do IR das empresas

A pouco mais de um mês do prazo, companhias e contadores pedem prorrogação do limite de entrega

Faltando pouco mais de um mês para o fim do prazo para entrega do imposto de renda das empresas, a Receita Federal ainda não divulgou em seu site o formulário para preenchimento da Declaração de Informações Econômico Fiscal da Pessoa Jurídica (DIPJ). Empresas e escritórios de contabilidade começam a ficar preocupados com o pouco tempo que terão para preencher e enviar as declarações, já que o limite para entrega se encerra em 30 de junho.

Procurada, a Receita Federal informou que não tem previsão para colocar o programa gerador da DIPJ em seu site e que não está prevista a prorrogação do prazo - um pedido feito pelas companhias. Também não quis comentar as críticas a respeito do atraso.

“Na prática, as empresas terão menos de 30 dias úteis para preencher o formulário e enviar a declaração. Com as alterações constantes na legislação, o contribuinte pessoa jurídica acaba prejudicado com o prazo apertado”, diz José Maria Chapina Alcazar, presidente do Sescon-SP, o sindicato das empresas de serviços contábeis de São Paulo.

Há duas semanas, a entidade encaminhou um ofício à Receita Federal solicitando a prorrogação do prazo. “Vamos reiterar o pedido esta semana para que as empresas tenham 60 dias para preencher a declaração, como ocorreu com o IR das pessoas físicas”, diz Chapina.

Um dos prováveis motivos do atraso na divulgação do programa da DIPJ é a mudança na contabilidade das empresas, em razão da Lei 11.638. A nova lei das S/A, como vem sendo chamada, tem o objetivo de fazer com que as empresas brasileiras de adaptem às regras contábeis internacionais. Ela propôs, entre outros pontos, o Regime Tributário Transitório (RTT), que permite às empresas, até 2010, optar entre continuar no sistema de cálculo atual ou adotar os novos métodos. As mudanças na lei estariam atrasando o trabalho dos técnicos da Receita.

“Houve mudanças no cenário da contabilidade das empresas. E o mais preocupante é que a equipe técnica da Receita não está sendo ágil. As empresas é que terão de correr contra o tempo”, diz Sergio Kubiak, sócio da área tributária da consultoria Terco Grant Thornton.

Kubiak recomenda que as empresas façam um “rascunho” do balanço deste ano tendo como base o formulário da DIPJ de 2008. “O programa da DIPJ 2009 trará alterações no preenchimento, mas boa parte das fichas contábeis, como ativos e passivos e investimentos não devem sofrer mudanças. O contribuinte pessoa jurídica pode antecipar o preenchimento antes da liberação do formulário deste ano”, diz.

MULTA

Outra possibilidade é entregar uma declaração retificadora após o término do prazo para entrega, caso as empresas não tenham tempo hábil para preencher a DIPJ. A multa mínima por atraso na é de R$ 500 e pode chegar a 20% sobre o imposto informado na declaração.

www.alcantara.pro.br
Andrea Vialli
O Estado de São Paulo - 23/5/2009, via César Tibúrcio

quinta-feira, 21 de maio de 2009

SPED Fiscal: Nova versão Guia EFD

A Receita Federal do Brasil disponilizou a nova versão do Guia Prático da EFD – versão 1.0.4 (BAIXE AQUI)

O Guia visa a orientar a geração, em arquivo digital, dos dados concernentes à Escrituração Fiscal Digital (EFD) pelo contribuinte do ICMS e/ou IPI, pessoa física ou jurídica, inscrito no cadastro de contribuintes do respectivo órgão fiscal e esclarecer aspectos referentes à apresentação dos registros e conteúdo de alguns campos, estrutura e apresentação do arquivo magnético para entrega ao Fisco.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Novo Buscador na WEB

Novo site de buscas dá respostas diretas a internautas

Criador quer tornar informação especializada mais acessível

Um novo site de busca pela internet que irá concorrer com o Google foi lançada nesta segunda-feira.

Diferentemente de outros buscadores, o site Wolfram Alpha foi idealizado para dar respostas diretas às perguntas dos internautas em vez de encaminhá-los a uma lista de sites que contenham a informação.

A nova ferramenta se define como "motor de conhecimento computacional" porque busca por informações e dados e não por sites.

O novo sistema foi criado em abril pelo físico britânico Stephan Wolfram e, desde então, vem sendo testado pelo público.

Ao lançar uma busca pela temperatura do momento na cidade do Rio de Janeiro, o site não apenas informa quantos graus está fazendo na capitalfluminense, como também apresenta um gráfico com o clima na cidade nos últimos dias e traz a previsão do tempo para as próximas 48 horas.
Acesso a informação
O Wolphram Alpha obtém as repostas a partir de consultas a diferentes bases de dados e fontes de informação relevantes.

A ferramenta de busca ainda soluciona equações matemáticas complicadas e organiza estatísticas.

Durante uma demonstração no Centro Berkman de Internet e Sociedade da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Wolfram disse que o grande objetivo do site é "tornar conhecimento especializado acessível para todos a qualquer lugar e a qualquer hora".

O britânico minimizou rumores de que o sistema poderia "aniquilar" o Google e definiu sua criação como uma forma para que as pessoas possam aproveitar o máximo das informações que obtêm pela rede.
Fonte: BBC Brasil

Ativos Intangíveis: Muito além do balanço

A revista EXAME desta quinzena traz uma interessante matéria de Renata Agostini sobre a avaliação de ativos intangíveis pelo BNDES como um dos ítens a serem considerados na concessão de crédito. Veja a seguir alguns trechos da matéria.

Muito além do balanço
Capacidade de inovação, força da marca, competência dos executivos. A partir de setembro, o BNDES vai avaliar também ativos intangíveis como esses antes de liberar empréstimos para empresas brasileiras
[...]
Em vez de se concentrar no desempenho financeiro das companhias que pedem empréstimo, o BNDES passará a levar em conta também os chamados ativos intangíveis. Assim, quesitos como a capacidade de inovação, o relacionamento com stakeholders e os riscos ambientais inerentes ao negócio responderão por pelo menos 50% do peso da avaliação que o banco fará da companhia.
[...]
Desenvolvida em parceria com a Coppe, centro de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a nova metodologia vai avaliar um universo de quase 700 empresas que recebem anualmente financiamentos diretos do BNDES - em 2008, esse grupo levou 42 bilhões de reais em recursos, quase metade de tudo o que o banco emprestou.
[...]
A iniciativa do BNDES é pioneira no mundo, mas segue uma tendência já apontada por instituições como o Banco Mundial e o Federal Reserve, banco central americano, que já estudam o peso dos ativos intangíveis. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 55% da riqueza gerada no mundo em 2002 dependia de atividades ligadas a pesquisa e inovação, e não a processos industriais. "Ao transformar essa discussão em algo prático, o BNDES está proporcionando um avanço inédito", diz o americano Jonathan Low, um dos mais reconhecidos especialistas do mundo em valores intangíveis e autor do livro Vantagem Invisível. Para o professor do Coppe Marcos Cavalcanti, que participou da criação do novo método do BNDES, a partir de agora, as empresas precisarão se adaptar a uma nova realidade. "A lógica de produzir riqueza mudou, e a de gerenciar empresas também precisa mudar. Quem já faz a gestão de intangíveis está muito mais preparado para competir daqui para a frente."
Integra da matéria: AQUI

quinta-feira, 14 de maio de 2009

PF prende "Madoff" brasileiro

A Polícia Federal no Rio Grande do Sul deflagrou na manhã de ontem a Operação ‘M. O objetivo é desarticular uma suposta organização criminosa especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro. Foram presas quatro pessoas, incluindo a chefe da organização. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. A ação movimentou 40 policiais federais. Números preliminares divulgados ontem revelam que o montante da fraude administrada pelos acusados pode chegar a R$ 2 bilhões.

Os crimes consistiam na montagem das chamadas "pirâmides financeiras", assemelhando-se às praticadas pelo financista norte-americano, Bernard Madoff, cuja megafraude trouxe um prejuízo de US$ 50 bilhões para seus investidores de todo o mundo, inclusive brasileiros. Os criminosos pagavam os rendimentos de seus clientes com os valores aportados por novos clientes ou por novas aplicações de clientes antigos.

A Polícia Federal ainda não tem o cálculo certo de quantas pessoas foram lesadas no estado, mas o número pode ser alto, pois foram prejudicados desde pequenos investidores - que se desfizeram de bens e economias para realizar a aplicação - até empresas de grande porte.

Os presos da Operação "M" responderão por formação de quadrilha, estelionato, crimes contra o sistema financeiro nacional (operar instituição financeira sem autorização e evasão de divisas) lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem alcançar a 30 anos de reclusão.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 10)(Redação) - São Paulo, 14 de Maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CVM corrige falhas em arquivo de relatórios trimestrais

Desencontro de informações exigia informações que serão cobradas apenas em 2010

A Comissão de Valores Mobiliários colocou à disposição das companhias, na última quarta-feira (12), a versão 9.1 do sistema para CVMWin, que trata das normas para preenchimento das informações trimestrais (ITRs). A modificação veio por conta da adequação das normas contábeis brasileiras ao modelo IFRS.

Conforme comunicado da autarquia, as alterações promovidas nessa nova versão (9.1) substituirão a antiga (9.0). A antiga versão havia sido elaborada com o objetivo de adequar os formulários eletrônicos de ITRs e Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP) às alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/07, que é responsável pela transição das regras como um todo.

Atualmente, os relatórios são extensos, muito semelhantes à demonstrações anuais (IAN), que apresentam dados completos. Pela nova norma, as empresas de capital aberto precisarão apresentar basicamente, nas ITRs, o que mudou desde o último balanço, por meio de notas explicativas. Segundo especialistas, a modificação facilitará o processo de leitura dos documentos.

Dessa forma, como ficou definido que o CPC 21, que trata sobre os resultados trimestrais, só será exigido a partir de 2010, não há sentido de lançar obrigatoriedades a partir de agora.

"O novo modelo não conterá, até a elaboração de norma específica sobre a matéria, a obrigatoriedade de envio, nos Formulários ITR, elaborados em conformidade com as normas e práticas contábeis brasileiras, de quadros não exigidos nas versões anteriores à 9.0", explicou a CVM, por meio de nota.

Não-obrigatórios

De acordo com a CVM, os quadros abaixo listados passam a ser considerados, nessa nova versão (9.1), como não-obrigatórios para preenchimento e geração do arquivo de entrega:

  • demonstração das mutações do patrimônio líquido da companhia (ITR);
  • demonstração das mutações do patrimônio líquido consolidado (ITR e DFP);
  • demonstração dos fluxos de caixa da companhia (ITR);
  • demonstração dos fluxos de caixa consolidados (ITR).
Além disso, no que diz respeito aos formulários ITR e DFP apresentados de acordo com os IFRS, os quadros referentes à demonstração das mutações do patrimônio líquido consolidado e à demonstração do valor adicionado consolidado passaram a ser considerados não obrigatórios para a geração do arquivo de entrega.

Até o dia 21 de maio de 2009, a CVM aceitará o envio dos formulários ITR, DFP e IAN, pelas duas versões - 9.0 e 9.1. A partir de 22 de maio de 2009, os formulários ITR, DFP e IAN só poderão ser enviados na nova versão 9.1, inclusive as reapresentações.

"Recomenda-se que, antes de ser enviado qualquer arquivo eletrônico, seja feita a leitura do help do sistema", orientou a CVM.

Download

O arquivo para download é encontrado no site da CVM (
http://www.cvm.gov.br ), seção Participantes do Mercado, item Envio de Documentos, subitem CVMwin e Divext) e da BM&FBovespa (http://www.bmfbovespa.com.br , seção Empresas/Emissores, item Para Empresas, subitem Para Cias.Listadas, link Sistema ITR/DFP/IAN).

Fonte: CVM, via Financial Web


VEJA AQUI A ÍNTEGRA DO OFÍCIO CVM

CVM : Orientações sobre Informações trimestrais de 2009

ORIENTAÇÃO SOBRE INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS – ITR’S DE 2009

A Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria - SNC e a Superintendência de Relações com Empresas - SEP divulgaram em 07/05/2009, o OFÍCIO-CIRCULAR/CVM/SNC/SEP Nº 02/2009 contendo orientação sobre a apresentação das Informações Trimestrais – ITR’S de 2009

Em função da fase de transição das práticas contábeis adotadas no Brasil e a fim de manter a coerência com as manifestações da Autarquia emitidas até então, o OFÍCIO-CIRCULAR expressa o entendimento de que, nas ITR’s de 2009, a informação comparativa do exercício anterior (referente ao ano de 2008) pode ser apresentada como antes. Isto significa que os dados comparativos podem ser expostos sem os ajustes pelas práticas contábeis vigentes no trimestre do exercício corrente, se for o caso.

A exemplo do que foi exigido para as demonstrações financeiras de 31.12.2008, a companhia aberta deverá, pelo menos, incluir, nestas informações trimestrais nota explicativa. E esta nota deve contemplar os efeitos no resultado e no patrimônio líquido que seriam obtidos caso tivessem sido ajustadas pelas práticas contábeis vigentes no exercício atual.

Por fim, o OFÍCIO-CIRCULAR alerta que a CVM, ao estabelecer a sua agenda de regulação conjunta com o CPC, decidiu e divulgou amplamente que as normas emitidas em 2009, em função do processo de convergência, somente seriam aplicáveis a partir do exercício de 2010, retroagindo ao exercício de 2009 apenas para fins de comparabilidade. Dessa forma, para que seja preservada essa comparabilidade ao longo do exercício de 2010, as Informações Trimestrais de 2009, apresentadas para fins de comparação no próximo ano, deverão ser ajustadas para contemplar os efeitos das referidas normas.

Clique
aqui para ter acesso à íntegra do OFÍCIO-CIRCULAR/CVM/SNC/SEP/Nº 02/2009.

Fonte: CVM

Tributação da poupança 2

Governo estuda cobrar IR de poupança acima de R$ 50 mil

O governo estuda criar uma espécie de tarifa no Imposto de Renda para valores a partir de R$ 50 mil aplicados na caderneta de poupança. Com isso, espera não prejudicar os pequenos poupadores, disse ontem uma fonte do Ministério da Fazenda à Gazeta Mercantil. A principal vantagem da aplicação mais popular do País em relação às demais formas de investimento é a isenção de tributos. A assessoria do Ministério trabalhava ontem com a probabilidade de a medida ser anunciada ainda hoje, depois da reunião do Conselho Político, apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negar.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem a sindicalistas com quem se reuniu que o governo criará dificuldades para os especuladores que imaginam migrar para a caderneta de poupança. "O ministro disse que os atuais poupadores (pequenos) não serão prejudicados, que as pessoas podem ficar tranquilas que o governo não mexerá na poupança desses poupadores, pois o risco de eles terem prejuízo é zero", disse o presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT-SP), Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, após se reunir com o ministro.

Inicialmente, a equipe econômica do governo estudava tributar a poupança a partir de R$ 20 mil. Porém, a hipótese que ganhou mais força nos últimos dias é a de esticar o valor a ser tributado para R$ 50 mil, a fim de evitar desgaste político, já que a oposição vem afirmando que Lula poderia repetir o confisco na poupança feito pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello. A mesma fonte do ministério informou que a redução de impostos, principalmente o Imposto de Renda, sobre os fundos de investimentos (renda fixa e DI) não estaria descartada, apesar de ser noticiada a informação de que a equipe econômica havia desistido de tal decisão.

Uma outra fonte da equipe econômica também confirmou que o governo estuda várias propostas para evitar a migração dos fundos de investimento para a caderneta de poupança, que tem se tornado mais atrativa em relação às demais aplicações em razão do processo de queda da taxa Selic, atualmente em 10,25% ao ano. Além dos fundos renda fixa e DI, a redução da tributação pode alcançar o investimento em títulos privados, como debêntures e Certificados de Depósitos Bancário (CDB). Nos patamares atuais da Selic, os tradicionais fundos DI que cobram taxas de administração acima de 2% ao ano já perdem da caderneta.

Pelos cálculos do ex-diretor do Banco Central Carlos Eduardo Thadeu Freitas, a remuneração da caderneta de poupança hoje gira em torno de 6,7% ao ano, na média, se considerar as aplicações entre 7 de abril e 7 de maio. O rendimento mensal da poupança é determinado por uma remuneração fixa de 0,5% mais a variação da Taxa Referencial (TR). É uma remuneração bem próxima da observada nos fundos de investimentos, como renda fixa, DI e CDBs aplicados no curto prazo, em seis meses, que estão em 7,1%, na mediana. A conta leva em conta a remuneração bruta - Selic nos atuais 10,25% anuais, mais taxa de administração de 1% anuais. Segundo Freitas, os principais tributos incidentes nos fundos de investimentos são o Imposto de Renda e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O IR sobre as aplicações de renda fixa varia de acordo com o prazo de aplicação. O investidor que resgata os recursos em até seis meses, por exemplo, é tributado em 22,5% sobre o rendimento. Já para quem permanece por mais de dois anos, a alíquota do IR cai para 15%.

Poupança sagrada

Ao comentar as possíveis mudanças na tributação dos investimentos, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que a "caderneta de poupança é sagrada". O comentário do ministro foi feito em audiência pública da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, em que ele detalhou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2010.

Em conversa com jornalistas, logo depois da audiência, Paulo Bernardo reafirmou que a questão não pode ficar em aberto e dar margem para especulação. "Estamos buscando formas de permitir que a poupança continue sendo um instrumento de proteção da economia popular". O ministro também afirmou que os recursos do Fundo Soberano do Brasil, estimados em R$ 15,2 bilhões, não devem ser usados durante este ano. "Não há ainda definição sobre isso, mas a intenção é utilizar o dinheiro do fundo só em 2010, se houver necessidade", disse.


(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1)(Viviane Monteiro - Com Agência Brasil) - Brasília, 13 de Maio de 2009

Tributação da poupança

Poupança acima de R$ 50 mil vai pagar imposto em 2010, anuncia governo

Após dois meses de especulação, o governo anunciou nesta quarta-feira as novas regras para a poupança. As mudanças, confirmadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, vieram em linha com o esperado pelo mercado: a partir de 2010, o governo cobrará tributo progressivo para as cadernetas de poupança acima de 50 mil.

"Hoje, 99% das cadernetas de poupança no Brasil são de aplicações que vão de R$ 100 a R$ 50 mil", disse o ministro em entrevista coletiva. "Hoje, 99% das cadernetas de poupança no Brasil são de aplicações que vão de R$ 100 a R$ 50 mil".

A ideia do governo com a cobrança de imposto sobre os ganhos das aplicações em poupança de valor mais elevado é inibir a especulação com a caderneta.

Com a tendência de queda da taxa básica de juros (Selic), a rentabilidade da poupança, formada pela variação da Taxa Referencial (TR) mais 6,17% ao ano, se torna uma opção mais interessante que fundos ou CDBs. A aplicação dos fundos é importante porque é uma fonte para os programas monetários do governo, que vende títulos ao mercado para captar recursos.

Simulação feita por um banco a pedido do jornal "Valor Econômico" mostra que se o juro cair para 8,5% ao ano, e considerando que a caderneta renda apenas os juros de 6,17% ao ano, somente fundos de renda fixa ou DI com taxa de administração igual ou inferior a 1% conseguiriam empatar ou ganhar da poupança por prazos mais longos de aplicação.

Ou seja, apenas aplicações sujeitas à alíquota de 15% seriam competitivas. Mas carteiras com taxas maiores ou aplicações por prazos inferiores a dois anos já perderiam para a caderneta. Isso significaria a maior parte dos fundos de varejo, que hoje cobram mais de 1% ao ano de taxa de administração.

UOL Economia, Com informações do Valor Online

terça-feira, 12 de maio de 2009

Quem paga Zona Azul tem direito à segurança do carro

"Optando o Poder Público pela cobrança de remuneração de estacionamentos em vias públicas de uso comum do povo, tem o dever de vigiá-los, com responsabilidade pelos danos ali ocorridos". Assim, a empresa Soil Serviços Técnicos e Consultoria de Santa Catarina, foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 8,5 mil ao motorista Acácio Irineu Klemke, que teve o carro furtado quando ocupava uma das vagas do sistema de Zona Azul da cidade de Joinville, serviço explorado pela empresa. A decisão é da 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina confirmando sentença da comarca de Joinville.

A empresa apelou da sentença ao TJ, sob argumento de que na condição de permissionária do município de Joinville presta serviços de parqueamento das vias públicas, mantendo e operacionalizando o sistema de estacionamento rotativo sem dever de vigilância ou guarda dos automóveis. Segundo sua defesa, "o preço cobrado pelo tíquete da Zona Azul remunera tão somente a permissão de uso do bem público, isto é, a viabilização da rotatividade dos estacionamentos de uso público".

De acordo com o relator da matéria, desembargador Orli Rodrigues, a Soil é responsável pelos danos causados a terceiros nos estacionamentos sob seu controle. Disse ainda que embora a empresa admita que a cobrança se preste a garantir a rotatividade dos veículos nos estacionamentos públicos, tal fato restringe direito fundamental de ir, vir e permanecer previsto na Constituição ao impor ao cidadão a obrigação de arcar com determinado preço para ter a permissão de estacionar em via pública.

“E como cada obrigação deve corresponder um direito, o Poder Público (ou aquele que lhe faz as vezes), porque aufere vantagem econômica, deve suportar um ônus correspondente”, afirma.

Fonte: Consultor Jurídico

LEIA A INTEGRA DESTA MATÉRIA E RESPECTIVO ACÓRDÃO:
AQUI

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Publicada norma do IR nas férias

Foi publicada ontem no Diário Oficial da União, a norma da Receita Federal sobre o tratamento tributário referente aos valores pagos na venda de dez dias de férias. A Instrução Normativa 936 proíbe a retenção do imposto sobre os dias vendidos e determina a devolução do Imposto de Renda cobrado sobre a venda. A Receita estima que serão devolvidos R$ 2 bilhões.

Para ter direito, o contribuinte nessa situação deverá fazer uma ou mais declarações retificadoras de quatro anos: 2005, 2006, 2007 e 2008 (anos-base 2004, 2005, 2006 e 2007). Na declaração de 2009, a correção foi feita automaticamente.

Para fazer o cálculo, será preciso diminuir do rendimento tributável a parcela referente aos dez dias vendidos e incluir na parcela de rendimentos isentos.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 9 - 07.05.2009)(Agência Brasil)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Nas nuvens...

Imagine que você está numa festa no décimo andar de um prédio.
Daí, você precisa ir ao banheiro.
Você abre a porta .....
Observe que o chão é pintado !

terça-feira, 5 de maio de 2009

Agenda Conjunta de Regulação CVM/CPC

A Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria (SNC) da CVM divulgou no ultimo dia 30 uma atualização da Agenda Conjunta de Regulação CVM/CPC. Esta agenda mostra o estágio em que se encontram as normas a serem emitidas com o objetivo de alinhar o Brasil aos padrões internacionais de contabilidade (IFRS).

Atual estágio da convergencia:

  • Minutas em Audiência Pública (inclui as audiências encerradas) : 14
  • Minutas em Elaboração ou Apreciação : 18
  • Total de Normas a serem Emitidas em 2009 : 32
  • Normas já Emitidas : 17
  • Total de Normas : 49

Veja AQUI o detalhamento da agenda CVM x CPC.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Contabilidade x tributação x política x flexibilidade das normas x UEPS

Postamos a seguir dois alguns selecionados por César Tibúrcio que abordam questões relativas à inteferência política na normatização contábil internacional, e sobre a "flexibilização" da aplicação das normas. São dois bons textos para reflexão.

O caminho da convergência às normas internacionais de contabilidade é desejável em um mundo de mercados globais, onde a análise de demonstrações contábeis além fronteiras só se torna viável com a construção de benchmarks de indicadores econômicos financeiros globais.

Porém, o que temos visto é um vai-e-vém sem igual quando falamos das normas em que a subjetividade do profissional contábil é requerida.

Um pouco mais de pesquisa e aperfeiçoamentos dos métodos de produção das normas internacionais não fará mal a ninguém.

Outra notícia não menos relevante é uma relacionada ao contexto normativo tributário dos EUA, No Brasil o UEPS é proibido pelo fisco, e a maioria das empresas adota o custo médio.
Nos EUA já se começa a estudar a proibição do UEPS. Será que esta mudança radical na norma tributária americana irá afetar a contabilidade gerencial naquele país? O tempo dirá! Mais sobre UEPS (Fim do UEPS? e Contabilidade como Surpresa).

Segue o primeiro texto:
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Normas atraem interesse político
Valor Econômico - 4/5/2009

Como se diz "colchão anticíclico" em 27 idiomas? Este é o termo mais suave - mas aparentemente politicamente aceitável - rondando em Bruxelas para descrever a prática de fazer com que os bancos guardem colchões de liquidez para os dias chuvosos.

A contabilidade poucas vezes antes foi tão política. O processo de incluir esses fundos para dias chuvosos nos balanços financeiros levanta todo tipo de questões, altamente suscetíveis.

Nos últimos seis meses, as autoridades em cargos eletivos obrigaram tanto o Conselho de Padrões de Contabilidade Internacional (Iasb, na sigla em inglês) como seu par nos Estados Unidos, o Fasb, a mudar as normas. Na França, sob o comando de Christine Lagarde, as autoridades disseram na semana passada que o voltarão a fazer.

Era de se esperar que isso ocorresse, à medida que os políticos analisam o que saiu errado na crise financeira e o que podem mudar.

A contabilidade como profissão não está sozinha como ímã de atração da atenção dos políticos. Regras em esboço na Europa propuseram grandes mudanças em outros setores periféricos da crise, como os fundos hedge e grupos de investimentos em participações.

A contabilidade, contudo, envolve um conceito fundamental que sustenta os mercados - as empresas precisam apresentar para seus donos o que estão fazendo, com informações confiáveis, de alta qualidade e dentro do prazo.

Não conseguirão fazer isso se o que precisam mostrar e a forma como o mostram estão mudando constantemente como resultado de interferências políticas.


"Fui um político. Entendo o que ocorre em termos de pressão sobre os políticos para fazer algo [para] solucionar esses problemas. É, simplesmente, imensa", diz Hans Hoogersvorst, diretor do órgão regulador de valores mobiliários da Holanda e ex-ministro da Saúde e Finanças.

Hoogersvorst também é co-presidente do Financial Crises Advisory Group (FACG), um agrupamento interessante de ex-autoridades reguladoras e outras pessoas de destaque que assessoram tanto o Iasb como o Fasb sobre tópicos de contabilidade ligados a crises.

Os integrantes, de forma nenhuma, conseguem concordar sobre o que deve ser feito, o que contribui para debates vivos e intercâmbios abertos.

Uma coisa com o que concordam, no entanto, é que os políticos precisam parar de interferir em detalhes do que precisa ser mudado.

"O Iasb e o Fasb não deveriam ser forçados a entrar em uma espiral descendente, uma corrida para baixo, na qual um deles é pressionado a assumir uma posição mais leniente e o outro, então, precisa ajustar-se da mesma forma", diz Hoogersvorst. O FACG escreveu na quinta-feira ao primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brawn, como presidente do Grupo dos 20 (G-20), para reiterar esse ponto.

Por sua vez, também respondeu aos pedidos franceses nesta semana para que o Iasb siga as mudanças feitas pelo Fasb neste mês. Estas e as mudanças que Bruxelas obrigou o Iasb a fazer em outubro passado tiveram como resultado líquido o alívio da contabilidade de instrumentos financeiros de formas que beneficiassem os balanços dos bancos. Isto cheira a interesses especiais de grupos lobistas.

O fato de políticos estarem se envolvendo em contabilidade tem algumas vantagens. Com frequência, os auditores são considerados como alienados com poucos interesses fora de seu próprio mundo. Talvez sejam assim. Mas tal forma de pensar deixa o setor debatendo assuntos que, na verdade, interessam a todos.

A contabilidade de produtos de estrutura complexa nesta crise é ainda mais complicada de entender do que os próprios produtos. O Iasb quer seis meses para remodelar toda a questão inteiramente. Dada a complexidade do assunto, é uma tarefa complicada.

Mas os políticos devem dar aos auditores essa chance. Eles podem, e devem, estar envolvidos, mas não tentando constantemente ajustar as regras. Mudanças fragmentadas que pareciam ser pouco importantes de forma independente, quando se somaram com a incapacidade de compreender o quadro geral, levaram o mundo a esta crise. Certamente, não será com ajustes provisórios que sairemos dela.


Grifo meu. Veja o livro Teoria da Contabilidade, de Niyama e Silva, p. 22. A Contabilidade é uma atividade política.
In Contabilidade Finaceira (César Tiburcio): Contabilidade e Política

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O segundo texto
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Um réquiem para a regra de marcação a mercado?
Alkimar R. Moura - Valor Econômico - 4/5/2009

Do ponto de vista econômico, existem boas razões que justificariam a suspensão da regra de marcação a mercado

Com a fina ironia que lhe era peculiar, o prof. John K. Galbraith observou que crise financeira é um evento muito simples, pois a única coisa que se arrisca a perder nela é dinheiro. Esta é a parte visível da destruição de valor que ocorre em toda crise e que, no momento atual, não pode ser considerada como desprezível, pois já começa a superar US$ 4 trilhões, a julgar pelas últimas estimativas do FMI sobre as prováveis perdas dos detentores de ativos hipotecários originários dos EUA. Krugman, no seu mais recente livro, estima que o estouro da bolha imobiliária poderá causar uma perda de riqueza de cerca de US$ 8 trilhões. No entanto, uma crise financeira e econômica não destrói apenas riqueza financeira, mas derruba reputações e mitos, e força a revisão de conceitos e de procedimentos que se mostraram inadequados para lidar com a tempestade. As críticas contundentes à gestão de política monetária do então todo poderoso Alan Greenspan à frente do Banco Central americano constituem atualmente o exemplo mais ostensivo da mencionada destruição simbólica de reputação.

No mesmo sentido de mudanças, nova regulação deve surgir para evitar os excessos de alavancagem de bancos e instituições componentes do "shadow-banking system", assim como novas restrições quanto às operações fora de balanço das instituições bancárias e não-bancárias. Além disso, os bancos centrais estão adotando práticas operacionais rigorosamente heterodoxas na tentativa de estabilizar o sistema bancário nos Estados Unidos e na zona do euro. Outros exemplos de mudanças de regulação e de procedimentos podem ser invocados para comprovar a necessidade de várias modificações na supervisão e na fiscalização do sistema bancário, no rescaldo da crise financeira atual.

Será a contabilidade baseada no preço justo ("fair value rule") a próxima vítima desta revisão regulatória? Alguns movimentos nos Estados Unidos já indicam a existência de pressões para o abrandamento da estrita aplicação do principio de marcação a mercado para a contabilização dos chamados "ativos tóxicos", vinculados a operações de crédito habitacional. A própria legislação americana ("Emergency Economic Stabilization Act") aprovada pelo Congresso em outubro de 2008, determinou que a SEC conduzisse um estudo sobre a regra de marcação a mercado para os ativos/passivos das instituições financeiras.

Pelas regras americanas, emanadas do Financial Accounting Standards Board (FASB), os bancos têm que contabilizar os ativos nos seus balanços trimestrais para refletir o preço justo ("fair value") daqueles ativos, isto é, o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou pago pela transferência de uma dívida em uma transação em condições normais de mercado (isto é, nem uma liquidação forçada nem uma venda "distressed"), entre os participantes das negociações, na data da mensuração.

Com a virtual desintegração do mercado dos "ativos tóxicos", os bancos ficaram sem referência para a precificação daqueles papéis. Quando não existem mercados ativos, o FASB recomenda que a instituição financeira use o preço de venda que vigoraria em uma transação normal entre os participantes de mercado (isto é, uma venda não-forçada) na data do registro contábil, nas condições correntes de mercado.

O virtual desaparecimento do mercado de títulos ligados a hipotecas habitacionais forneceu mais argumentos para aqueles que atribuíram uma parte da responsabilidade pela crise de crédito à regra de marcação a mercado. O argumento aqui não é semelhante àquele tipicamente oportunista que manda mudar os critérios oficiais de mensuração de índices de preços, em períodos de inflação ascendente. A justificativa tem a ver com a relação entre o ciclo econômico e a regra de marcação a mercado. Um estudo recente preparado para o International Center for Monetary and Banking Studies de Geneva, por um respeitável grupo de economistas com experiência em instituições financeiras multilaterais, concluiu que a regra de marcação a mercado revela um acentuado componente pró-cíclico: quando tudo vai bem e os preços dos ativos estão em alta, a regra favorece a expansão dos ativos dos bancos, aumentando a alavancagem bancária, o que reforça o movimento favorável de mercado. Quando o ciclo se inverte, a queda de preços dos títulos força os bancos a venderem os ativos, para cumprir as exigências da regulação prudencial, provocando nova onda de queda de preços, pressões adicionais de vendas e declínio de preços, e assim por diante. Assim, do ponto de vista econômico, existem boas razões que justificariam a suspensão e/ou o abandono temporário da regra de marcação a mercado, em condições nas quais ela provocaria maior instabilidade e desorganização dos mercados de crédito, de dívida e de ações.

Em princípio, uma regra contábil deveria ser neutra, incapaz de, ela própria, contribuir para acentuar as flutuações do ciclo econômico, sobretudo em situações-limite de expansão e/ou contração no mercado financeiro e na atividade econômica. Aparentemente, a regra de marcação a mercado não passou neste teste, nos países mais afetados pela desorganização dos sistemas bancários e da intermediação financeira. E provavelmente ela sofrerá modificações, no bojo do conjunto das mudanças, que deverão ocorrer na regulação bancária e dos mercados financeiros e de capitais, como resposta oficial das autoridades à permissividade regulatória que permitiu a explosão da crise financeira atual. Na mesma linha de mudanças contábeis, é provável que o caráter pró-cíclico das atuais regras de provisão para risco de crédito seja modificado, adotando-se procedimentos já testados com sucesso em alguns países.

Convém reconhecer que a regra de marcação a mercado representou um avanço significativo para melhorar a transparência dos demonstrativos contábeis das instituições financeiros, fornecendo informações mais fidedignas aos seus acionistas, investidores, depositantes e reguladores. Aperfeiçoá-la, tornando-a mais robusta e invariante às flutuações do ciclo econômico, pode ser um dos parcos e indiretos benefícios advindos da crise atual. Esperemos que os especialistas no tema possam estar à altura dos desafios do momento.

In Contabilidade Finaceira (César Tiburcio): Marcação a Mercado

[grifos vermelhos: nossos]
[grifos pretos: César]

domingo, 3 de maio de 2009

Museu da Corrupção [on line]

No dia em que o Brasil comemora 509 anos de seu descobrimento [22.04.2009], o jornal Diário do Comércio lança o Museu Virtual da Corrupção Online, obra erguida na na rede mundial de computadores, que visa lembrar os escândalos políticos que marcaram a história do País.

O espaço pretende fazer com que o internauta reflita, a partir da mostra dos atos de corrupção ocorridos desde a década de 1970, num primeiro momento. A proposta, porém, é a de recuar no tempo até a época do Brasil colônia.

Reprodução
Página de entrada no Museu da Corrupção Online

O Museu foi desenhado pelo arquiteto mineiro Rodrigo de Araújo Moreira, 78, e preenchido pelo trabalho de pesquisa da jornalista Kássia Caldeira. Em sua inauguração, o Museu destacará os 15 episódios que mais geraram discussão nos últimos anos.

O internauta encontrará no Museu a completa relação dos escândalos políticos desde de os anos 1970 e grande parte das ações realizadas pela Polícia Federal (PF) durante os últimos 39 anos. Haverá também uma seção com sugestões de links sobre o tema e outra com publicações recomendadas sobre o assunto.

Moisés Rabinovich, diretor de redação do Diário, disse ao Portal IMPRENSA que o Museu precisa existir para que casos "escabrosos" não caiam no ostracismo. "Esses assuntos são esquecidos e não existe memória sobre isso, algo que fosse tão vivo quanto os nossos escândalos. Por isso, nada melhor que reunir toda a história em um só lugar", explica.

Sobre possíveis reações adversas da classe política, Rabinovich garante que todos os homenageados pelo Museu terão direito de resposta em suas respectivas salas de exposição. "Cada um terá sua sala e seu direito de se pronunciar. Na verdade esse museu - explica - tende a ser um retrato do Brasil".

Ele salienta, ainda, que os arquivos abrigados no Museu servirão de referência nas próximas eleições para consultas. "Cada dia vamos melhorar a navegação para que o site sirva de referência para a escolha de candidatos nas próximas eleições".

O passeio pela história das falcatruas da política nacional termina em uma lojinha de souvenires, onde o visitante encontra "lembranças" dos episódios de corrupção como camisetas, algemas, aparelhos de escuta, além, é claro, da conhecida "cueca para o transporte de dólares", peça íntima que caiu nas graças da opinião pública durante o Mensalão.

Ainda nos próximos meses, serão criadas uma sala de "charges", uma linha do tempo ilustrada, além de uma área destaque para o escândalo do momento. O jornal estuda também a criação de um Wiki em que os leitores poderão enviar informações e contribuições sobre o tema. No entanto, o internauta já pode participar comentando o conteúdo do Museu.

Clique AQUI para visitar o Museu da Corrupção Online.

Fonte: Por Eduardo Neco/Redação Portal da IMPRENSA

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Balanços influem na Europa

Matéria da Gazeta Mercantil exemplifica a importância das demonstrações contábeis para o mercado de capitais.

Balanços influem na Europa

As bolsas europeias encerraram a quarta-feira com tendência positiva, refletindo os resultados dos balanços corporativos melhores do que o esperado pelo mercado. Além disso, a alta do indicador de sentimento econômico (ESI) na União Europeia e na região da Zona do Euro também animou os investidores. O CAC-40 da Bolsa de Paris teve alta de 2,16%. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,11%. E em Londres, o FTSE-100 avançou 2,27%.

Em Madri e Milão, os índices subiram 2,72% e 2,20%, respectivamente. No âmbito corporativo, o banco espanhol Santander registrou lucro líquido de € 2,096 bilhões (US$ 2,779 bilhões) entre janeiro e março deste ano, o que representa uma queda de 5% em relação ao primeiro trimestre de 2008.Apesar do recuo, o resultado está acima das estimativas. Por sua vez, a Siemens, maior companhia de engenharia do mundo, reportou ganho acima do esperado depois de acelerar um programa de cortes de custos. O lucro líquido chegou a € 1,013 bilhão (US$ 1,3 bilhão), número 146% maior do que os € 412 milhões do segundo trimestre do ano fiscal de 2009, iniciado em outubro.

Os agentes do mercado repercutiram ainda o indicador de sentimento econômico (ESI) na UE e na região da Zona do Euro, que subiu pela primeira vez em dois anos (salvo uma alta na UE em março de 2008). Na União Europeia, o indicador cresceu 3,5 pontos, para 63,9 pontos. Na Zona do Euro, a alta foi de 2,5 pontos, para 67,2 pontos.


Micheli Rueda/InvestNews

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)
(Micheli Rueda/InvestNews)

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