O IASC lança hoje a Taxonomia 2010 das IFRS. O trabalho é uma tradução para XBRL das IFRS emitidas em janeiro de 2010. A taxonomia é compatível tanto para as IFRS de grandes empresas quanto para as IFRS de pequenas e médias empresas, integrando assim, pela primeira vez, as normas em uma única taxonomia.sexta-feira, 30 de abril de 2010
XBRL: lançada nova taxonomia
O IASC lança hoje a Taxonomia 2010 das IFRS. O trabalho é uma tradução para XBRL das IFRS emitidas em janeiro de 2010. A taxonomia é compatível tanto para as IFRS de grandes empresas quanto para as IFRS de pequenas e médias empresas, integrando assim, pela primeira vez, as normas em uma única taxonomia.quinta-feira, 29 de abril de 2010
Conquista 2020
Acabei de participar do 1º Encontro Regional Temático da "Campanha Global de Liderança Climática Brasil 2020". O evento ocorreu em Vitória da Conquista, Bahia, Brasil. Fui mediador no grupo de trabalho que discutiu "Políticas Climáticas – Alternativas aos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo", o qual teve como palestrante principal o Dr. Jim Garrison (Presidente do State of the World Forum – EUA) com a participação da Drª Célia Sacramento – Professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA).Foram ao todo 06 Grupos de Trabalhos que produziram propostas a serem implementadas em Vitória da Conquista e região. As propostas comporão a "Carta de Conquista" que será apresentada no 1º Fórum Mundial de Liderança Climática Brasil 2020, que acontecerá entre os dias 27 e 30 de Maio próximo em Mata de São João, Bahia, Brasil.
Discutir estratégias e planos de ação para que a região Sudoeste da Bahia adote soluções de sustentabilidade. Essa é a principal proposta da conferência regional “Conquista 2020: Prosperidade para uma Região Sustentável”, iniciada na noite de ontem, no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima.
Depois da apresentação inicial, foi a vez de dar início às palestras com o primeiro painel de discussão da conferência, com o tema “Prosperidade Climática e Economia Sustentável”. Jim Garrison voltou a falar, dessa vez valorizando a mobilização das pessoas em torno das questões ambientais: “Sem senso de união, não há liderança”, disse.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Clube dos Honorários Amantes da Burocracia
Uma piada com os processos burocráticos, quase sempre presentes em todos os escritórios de contabilidade.
Vale a pena acompanhar a letra.
Dica enviada por Felipe Camargo, obrigado.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Plágio
Comentário de César Tibúrcio a um excelente post sobre plágio no Blog do Prof. Dr. Jorge Eduardo Scarpin :
"CITAÇÃO não é plágio. Copiar e colar é PLÁGIO. Mas, qual o limite para o plágio? A Lei não especifica limite, logo, cópia de um único parágrafo sem citação da fonte em um texto de 200 páginas, É PLÁGIO ... Na realidade, uma frase igual deve ser considerada plágio".
Fonte:Contabilidade Financeira
A imunidade/impunidade dos banqueiros
Na quinta-feira, o presidente Barack Obama foi a Manhattan, onde pediu a uma audiência composta basicamente por executivos de Wall Street que apoiasse a reforma financeira. "Acredito", declarou, "que essas reformas em última análise servem não só aos melhores interesses de nossos país como aos do setor financeiro".
Bem, eu preferiria que ele não tivesse feito essa declaração - e não apenas porque ele realmente precisa, por motivos políticos, adotar uma postura populista e se distanciar dos banqueiros. O fato é que Obama deveria estar tentando fazer o que é certo para o país - ponto final. Se para isso for preciso prejudicar os banqueiros, não é problema.
Mais que isso, a reforma na verdade deveria mesmo prejudicar os banqueiros. Volume cada vez maior de análises sugere que o setor financeiro superdimensionado está prejudicando o restante da economia. Reduzir as dimensões desse setor inchado não contentará Wall Street, mas aquilo que é ruim para a Wall Street seria bom para o país.
As reformas que estão em debate - e que eu apoio - na verdade poderiam fazer tanto bem ao sistema financeiro quanto a todos nós. Mas isso acontece porque elas enfrentam apenas uma parte do problema: tornariam as finanças mais seguras, mas não as tornariam menores.
Qual é o problema do mundo financeiro? Comecemos pelo fato de que o setor financeiro moderno gera imensos lucros e remunerações ao seu pessoal, mas propicia poucos benefícios tangíveis.
Vocês se lembram de Wall Street, o filme de 1987, no qual o personagem Gordon Gekko proclama que "cobiça é bom"? Pelos padrões atuais, Gekko é amador. Nos anos que conduziram à crise de 2008, o setor financeiro respondeu por um terço dos lucros totais das empresas americanas - fatia duas vezes maior que a registrada pelo setor duas décadas mais cedo.
Os lucros eram justificados, costumávamos ouvir, porque o setor estava fazendo ótimas coisas pela economia. Estava canalizando capital para usos produtivos; distribuindo os riscos de maneira mais ampla; reforçando a estabilidade financeira. Nada disso era verdade. O capital foi canalizado não para empresas inovadoras e criadoras de empregos, e sim para uma bolha de habitação insustentável; o risco foi concentrado, e não distribuído; e, quando a bolha da habitação estourou, o sistema financeiro supostamente estável implodiu, gerando a pior crise mundial desde a Grande Depressão como efeito colateral.
Por que, então, os banqueiros estavam faturando tanto? Minha interpretação, um reflexo dos esforços de economistas financeiros para compreender a catástrofe, é que tudo girava basicamente em torno de apostar com o dinheiro alheio. O setor financeiro realizava apostas pesadas, de risco, usando dinheiro emprestado - apostas que propiciavam altos retornos até que começaram a fracassar -, e era capaz de realizar captação a baixo custo porque os investidores não compreendiam realmente a fragilidade do setor.
E quanto aos tão alardeados benefícios das inovações financeiras? Sigo a opinião dos economistas Andrei Shleifer e Robert Vishny, que argumentam em estudo recente que boa parte da inovação envolvia criar uma ilusão de segurança, oferecendo aos investidores "falsos substitutos" para ativos antiquados como depósitos bancários. Por fim, essa ilusão desabou, e o resultado foi uma crise financeira desastrosa.
Em seu discurso da quinta-feira, Obama insistiu - por duas vezes - em que a reforma financeira não sufocará a inovação. Pena.
A questão é a seguinte: depois de sofrerem abalo logo depois da crise, os lucros do setor financeiro estão em disparada uma vez mais. Parece altamente provável que o setor em breve volte a jogar os mesmos jogos que causaram toda essa confusão.
O que deveria ser feito, portanto? Como eu disse, apoio a proposta de reforma do governo Obama e de seus aliados no Congresso. Entre outras coisas, seria uma vergonha ver o triunfo da campanha de oposição à reforma conduzida pelos republicanos - caracterizada por assombrosa desonestidade e hipocrisia.
Mas essas reformas deveriam ser apenas o primeiro passo. Também precisamos reduzir as dimensões do setor financeiro.
E não são apenas os críticos externos que o dizem (não que haja algo de errado com críticos externos, que em geral se provaram muito mais corretos em suas interpretações do que os observadores internos supostamente bem informados - vide Greenspan, Alan). Uma proposta intrigante está para ser revelada, surpreendentemente, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Em um documento preparado para a reunião deste final de semana e que chegou mais cedo às mãos da imprensa, o fundo pede por um imposto sobre a atividade financeira, a incidir sobre os lucros e remunerações do setor financeiro.
O fundo argumenta que essa imposto "mitigaria a aceitação de riscos excessivos". Poderia também "reduzir as dimensões do setor financeiro", algo que o FMI considera bom.
Na verdade, a proposta do FMI é bastante amena. Mas, se avançar para a concretização, ouviremos urros vindos de Wall Street.
O fato é que temos dedicado proporção demasiada de nossa riqueza e dos talentos do nosso país ao desenvolvimento e realização de esquemas financeiros complexos - esquemas que tendem a torpedear a economia. Pôr fim a esse estado de coisas prejudicará o setor financeiro. E daí?
Tradução: Paulo Migliacci ME
Fraude em fundos "subprime" deixa auditoria sem palavras
Jonathan Weil, Bloomberg, de Nova York
Agora que a Securities and Exchange Commission (SEC) acusou a Morgan Keegan de supervalorizar fraudulentamente títulos hipotecários de alto risco ( "subprime" ) em vários de seus fundos de investimento, há um ator importante nessa saga que ainda não deu um pio.
Trata-se da PricewaterhouseCoopers (PwC), uma das quatro grandes firmas de auditoria que abençoou as demonstrações financeiras dos fundos referentes ao ano fiscal de 2007. O engraçado é que, ao menos oficialmente, a PwC continua firme em sua posição de que nada havia de errado com os números dos fundos. Isso é muito mais difícil de acreditar, agora, do que poderia ter sido antes da semana retrasada.
A SEC não foi a única agência reguladora que apresentou uma denúncia acusando a Morgan Keegan de enganar investidores. O mesmo fez a Financial Industry Regulatory Authority, cujas alegações centraram-se nos materiais de marketing e de venda dos fundos. O mesmo também fizeram agências reguladoras de valores mobiliários nos Estados do Alabama, Kentucky, Mississippi e Carolina do Sul, que, juntas, estimaram em cerca de US$ 2 bilhões o total de prejuízos dos investidores.
Até agora, a PwC ainda não retirou sua chancela de quaisquer de seus pareceres de auditoria para 2007 sobre a contabilidade dos fundos. Um porta-voz da PwC, Steven Silber, não quis comentar. Os fundos, não estão mais sob gestão da Morgan Keegan, que cancelou seu contrato com a PwC em 2008.
As acusações da SEC, que também citam um ex e um atual funcionário da Morgan Keegan como réus, enfocam cinco fundos cujos valores despencaram depois que a crise das hipotecas ganhou força em 2007. Em um caso, os fatos descritos pela SEC sugerem que a PwC pode ter perdido uma possível oportunidade de identificar a suposta fraude durante seu trabalho de auditoria de fim de ano.
Entre outras coisas, a acusação da SEC diz que o gestor da carteira do fundo manipulou cotações que obteve de pelo menos uma corretora não identificada, ao mensurar o valor dos títulos em poder do fundo. Por vezes, o gestor persuadiu um funcionário da corretora a fornecer cotações que superavam os valores dos títulos. Outras vezes, ele conseguiu que o funcionário se certificasse de que sua firma se absteria de fornecer cotações inferiores aos valores inscritos na contabilidade dos fundos, disse a SEC.
Um episódio em que a acusação da SEC menciona o auditor externo dos fundos ocorreu em 30 de março de 2007, último dia de negócios no ano fiscal para a maioria dos fundos. Segundo a denúncia, o auditor solicitou da corretora cotações de uma série de títulos nas carteiras dos fundos para a auditoria final do ano, inclusive de uma obrigação de dívida colateralizada chamada Knollwood. A corretora respondeu enviando as cotações um mês depois, mas não forneceu a cotação da Knollwood.
"Em consequência, o título Knollwood continuou a ser mantido em US$ 92, um preço superior a seu valor justo, no item valor patrimonial", disse a SEC. O valor patrimonial é o número que mais interessa a investidores em fundos. A cadeia de eventos, conforme descrita pela SEC, sugere que a PwC pode não ter cumprido seu dever de dar seguimento à solicitação de informações, deixando de questionar a ausência da cotação dos títulos Knollwood.
Sabe-se lá por que a PwC não se absteve de chancelar os pareceres de auditoria dos fundos para o ano fiscal de 2007. O dever dos auditores é firmar cartas de opinião favorável apenas se obtiverem um "elevado nível de segurança" de que as demonstrações financeiras de um cliente estão apresentadas de forma imparcial, isso é o que dizem as normas de auditoria americanas. É difícil imaginar como a PwC pode sentir-se tão confiante, hoje, considerando que a SEC recém acusou seu ex-cliente de fraude contábil.
Talvez a PwC esteja aguardando o resultado final do processo iniciado pela SEC, que pode levar anos até um desfecho. Embora a SEC não tenha citado a PwC como ré, a empresa é alvo de uma ação legal iniciada por investidores no fundo. Assim, a PwC tem evidente interesse em evitar reconhecer que alguma das conclusões de suas auditorias possa estar errada.
A Morgan Keegan, corretora controlada pela Regions Financial, negou as acusações das agências competentes, assim como as pessoas citadas como réus nas denúncias. Em carta de 12 de abril aos clientes, John Carson, executivo-chefe, disse que a companhia "contestará a posição da SEC, porque acreditamos que os fundos foram geridos de acordo com o prospecto e as leis aplicáveis".
Essa não é a primeira ação desse tipo iniciada pela SEC envolvendo um cliente da PwC. Em 2006, a SEC acusou um ex-sócio da PwC, Lawrence Stoler, de má conduta profissional por seu papel na aprovação de resultados falsificados por três fundos de hedge sob gestão da Lipper Holdings. Stoler, que não admitiu nem negou as alegações, aceitou, perante a comissão, permanecer impedido de atuar durante um ano. Edward Strafaci, gerente de portfólio de Lipper, foi condenado a seis anos de prisão.
Auditores logo tentaram vender a ideia de que não se pode esperar que eles detectem fraudes. Essa ideia nunca foi aceita pelo público em geral. Afinal, se os auditores não conseguem detectar fraudes, para que servem? Segundo as normas de auditoria nos EUA, o trabalho do auditor é certificar-se de que "as demonstrações financeiras estão isentas de distorções importantes, quer causadas por erro ou por fraude". Em outras palavras, eles pelo menos têm de tentar.
Ou, como o influente contador britânico Lawrence Dicksee escreveu em seu livro de 1892, "Auditing", um dos primeiros manuais sobre o assunto: "O auditor que é capaz de detectar fraudes é - tudo o mais mantido constante - um homem melhor do que o auditor incapaz de fazê-lo". Dele não discordariam os investidores que perderam dinheiro nos fundos de investimento da Morgan Keegan. Pena que os auditores atuais não tenham lido seu livro.
Jonathan Weil é colunista da Bloomberg. As opiniões expressas neste artigo são pessoais.
domingo, 25 de abril de 2010
Dia do Contador
No Brasil o dia do contador é comemorado em 22 de setembro, data em que os católicos comemoram o dia de São Mateus. Mateus, um dos apóstolos de Jesus era publicano, exercicia de forma terceirizada a coletoria de impostos para o governo romano, apesar de ser judeu.Entendo que esta não é a melhor data para se comemorar o dia do contador. O contador, não pode ser comparado ou lembrado como um mero agente do fisco. Como bem diz o Prof. Dr. Eliseu Martins, a contabilidade como a conhecemos hoje surgiu há mais de 1.000 anos como "instrumento de controle e gestão", porém nos países latinos foi "roubada para interesses fiscais". O fisco vem se utilizando da contabilidade na sua atividade de apurar o imposto devido, e o contador dentre suas muitas atribuições, realiza o que se convencionou chamar de contabilidade tributária, com as elaboração de guias de recolhimento, declarações, planejamentos tributários, etc. Não podemos imaginar uma empresa que não tenha o controle efetivo de suas atividades mercantis. A contabilidade não é em essência fiscal, pelo contrário, em sua essência ela é gerencial, a peça chave na produção de informações para tomada de decisão. Um dos pilares da contabilidade é a escrituração, e esta é feita em quase na totalidade dos países seguindo a técnica das "partidas dobradas" apresentada pelo Frei Luca Pacioli, em 1494.
O Prof. Dr. David Albrecht lamenta não haver um dia dedicado aos contadores nos EUA, mas ao discorrer sobre qual deveria ser este dia em nenhum momento cogita questões fiscais e tributárias. Ele propõe o dia 10 de novembro (Accounting Day) porque neste dia, no ano de 1494, foi publicado o Volume 2 do marco na história da contabilidade, a "Summa de Arithmetica, Geometria, Proportioni et Proportionalita" (Summa de Aritmética, Geometria, Proporções e Proporcionalidade), do Frei Luca Pacioli.Um justa e correta homenagem.
Para quem quiser saber mais sobre o assunto, o CFC publicou em 2004 o livro Luca Pacioli - Um mestre do Renascimento, do Prof. Dr. Lopes de Sá (aqui download em pdf), que além da biografia do frei, e comentários sobre o ambiente histórico em que surgiu as "partidas dobradas", traz ainda uma tradução da Parte I, Distinção IX, “Tratado” XI, da "Summa de Arithmética", a partir da edição Paganino de Paganini, Veneza de 1494. Este cápítulo vem seguido de um outro, com os comentários do próprio Prof. Dr. Lopes de Sá.
Em tempo. no dia 25 de abril, também se comemora o dia do contabilista, em lembrança ao Senador João Lyra, que em 25 de abril de 1926, proferiu discurso que enalteceu a Classe Contábil Brasileira. (AAS)
Publicado originalmente em 28.01.2010
Goldman Sachs : ganhando com a crise
Uma comissão do Senado dos Estados Unidos publicou neste sábado mensagens eletrônicas que mostram como o banco Goldman Sachs se beneficiou com a crise dos créditos imobiliários de risco (subprimes), ganhando milhões de dólares."Certamente que não escapamos do rolo (do crédito) hipotecário", escreveu em 18 de novembro de 2007 o diretor executivo do banco, Lloyd Blankfein, em um correio eletrônico a seus funcionários.
"Perdemos dinheiro, mas depois ganhamos mais do que perdemos", acrescentou, segundo documentos publicados pelo Senado.
Nenhum porta-voz do Goldman Sachs pôde ser localizado ao meio-dia deste sábado (hora local) para comentar a reação da empresa à publicação destes e-mails.
"Os bancos de investimentos como o Goldman Sachs não eram simples agentes. Eram os promotores interessados de produtos financeiros de risco e complexos que favoreceram a eclosão da crise", escreveu Carl Levin, presidente da subcomissão permanente de investigação do Senado, em um comunicado que acompanha a publicação dos e-mails.
A US Securities and Exchange Commission (SEC) acusou há alguns dias a Goldman Sachs de fraude em relação aos investidores por minimizar ou omitir fatos chaves sobre um produto baseado nos valores "subprime", produtos associados aos créditos hipotecários de risco.
O banco teria ocultado o fato de que um de seus principais clientes, o fundo de investimentos Paulson, havia impulsionado a criação desse produto financeiro no exato momento em que este fundo tomava posições, apostando na queda do mercado imobiliário.
Fonte: AFP via Yahoo Noticias Br
Veja ainda:
sábado, 24 de abril de 2010
Campanha Global de Liderança Climática Brasil 2020
O combate à crise do superaquecimento do planeta é urgente e cada pessoa deve ser um líder em relação às alterações climáticas. Pela primeira vez na história, precisamos tomar responsabilidade, individual e coletivamente, por nosso clima, nas comunidades, empresas, instituições, estados e países. Somos todos responsáveis pelo aquecimento global.
Em resposta a essa crise, o State of the World Forum, em parceria com organizações do mundo todo, iniciou a Campanha Global de Liderança Climática 2020 de redução das emissões de carbono em 80%, até o ano 2020.
É preciso que compartilhemos nossa liderança na busca de resolver esta situação, pois é o destino da civilização humana que está em jogo.
A CRISE É GRAVE, A ESCOLHA É CLARA, A LIDERANÇA É URGENTE.
Por isso, no dia 29 de abril, Vitória da Conquista, sediará a prévia do Fórum Mundial, recebendo cientistas nacionais e internacionais, convida você para uma discussão sobre como a Região Sudoeste da Bahia deve se preparar para mudar os paradigmas de seu desenvolvimento.
28 e 29 de Abril – Centro de Cultura – Vitória da Conquista – BA
Se for dirigir... (2)
O vídeo abaixo ( de +/- 5 minutos) é uma retrospectiva com as cenas mais impactantes da campanha, tendo como fundo musical a música Everybody Hurts (REM).
Se for dirigir...
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Aviões ou vulcões?
Fonte: aquiquinta-feira, 22 de abril de 2010
IFRS: Ainda sobre o valor "justo"
Padrão global de balanços enfrenta sua hora da verdade
Por Rachel Sanderson e Jennifer Hughes, Financial Times, de Londres - 22/04/2010
No ápice da crise financeira mundial em 2008, o sossegado presidente do Conselho de Padrões de Contabilidade Financeira (Fasb), Bob Herz, viu-se no centro dos holofotes, com furgões das equipes de TV se amontoando do lado de fora da sede do órgão responsável pelas regras contábeis nos Estados Unidos, na normalmente sonolenta cidade de Norwalk, Connecticut.
De uma hora para outra, as atenções haviam se voltado para o tratamento contábil misterioso dado a alguns ativos obscuros em mãos de bancos de investimento de Wall Street, papéis que estavam sendo cada vez mais considerados culpados de exacerbar a crise.
Desde então, a questão ainda não se esgotou. No início de maio, Herz deverá voltar ao tema quando apresentar as propostas do Fasb sobre o grau de uso que o controverso parâmetro do "valor justo" - também conhecido como "marcação a mercado" - deveria ter para a determinação do preço de derivativos e outros instrumentos nos livros dos bancos.
Seu pronunciamento atenderá a um pedido do Grupo dos 20 principais países industrializados e em desenvolvimento, que em setembro colocou a contabilidade entre os itens de sua agenda. O grupo pediu ao Fasb e ao Conselho de Padrões de Contabilidade Internacional (Iasb, na sigla em inglês), com sede em Londres, para preparar um padrão contábil mundial de alta qualidade - uma forma única de medir todas as companhias do mundo.
A questão é tensa - e precede, há um longo tempo, a recente crise. Desde o século XVI, quando Luca Paciola, monge franciscano itinerante amigo de Leonardo da Vinci, inventou a contabilidade moderna nas montanhas da Toscana, há discussões sobre seu significado e propósito. A contabilidade é uma construção social, apenas uma entre várias formas de ver o mundo, ou praticamente uma ciência, baseada em fatos precisos?
Nos tempos modernos, a capacidade de comparar contas em diferentes fronteiras tornou-se o santo graal dos contadores do mundo, assim como de muitos investidores e analistas financeiros. Eles argumentam que essa uniformidade significa que o capital poderia ser alocado de uma forma mais eficiente, que haveria menos facilidade para as companhias provocarem os reguladores e serem processadas e até que escândalos contábeis com os de Enron, WorldCom e Parmalat ocorreriam com menos frequência.
As turbulências financeiras mundiais, no entanto, centraram as atenções em uma questão fundamental: como calcular quanto vale um ativo. O motivo é que durante o pânico do mercado, os preços dos produtos financeiros mais complexos, como os derivativos, despencaram enquanto os mercados se congelavam - um declínio praticamente independente da qualidade de créditos dos ativos que estavam por trás, sustentando esses derivativos. Para alguns, a situação proporcionou pechinchas, compradas rapidamente. Para a maioria dos bancos e fundos hedge, no entanto, levou a buracos devastadores em seus balanços patrimoniais, por causa da prática de marcar os ativos pelos preços atuais de mercado.
As baixas contábeis criaram um círculo vicioso no qual a queda dos valores levou as instituições de crédito a pedir mais garantias para conceder empréstimos, o que por sua vez obrigou grupos demasiado alavancados a vender ativos, empurrando os preços ainda mais para baixo. Como resultado, as autoridades monetárias começaram a ver procedimentos alternativos com interesse renovado: permitir que administradores julgassem os valores ou os contabilizassem pelo que custaram originalmente e pelo dinheiro que supostamente gerarão antes de sua venda.
A opinião de que a contabilidade de "valor justo" enfraquece a estabilidade financeira e econômica persiste entre muitos políticos e autoridades reguladoras, especialmente na Europa, mas também na Ásia. Alguns investidores, contudo, mais notavelmente nos EUA, continuam convictos na defesa do valor justo, pois o consideram mais transparente. Daí a vontade do G-20 em ver um padrão único até junho de 2011.
Dependendo de como as investigações dos responsáveis por determinar as regras prosseguirem, a Securities and Exchange Commission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) pretende decidir até este mês se todas as companhias americanas deveriam deixar de usar o padrão contábil americano (US Gaap), atual sistema em vigência no país, e aderir aos padrões internacionais de contabilidade (IFRS), do Iasb, usado na maior parte do mundo.
Os investidores, em sua maioria, são a favor da convergência, mas alguns temem que, na pressa para cumprir o prazo do G-20, possam ser cometidos erros que criariam problemas futuros para a contabilidade das empresas. "A coisa mais importante para os investidores é que sejam padrões de alta qualidade e que atendam as demandas dos acionistas e da comunidade de investimentos em geral - e é um equívoco sugerir que a convergência é mais importante do que isso", diz Michael McKersie, da Associação de Seguradoras Britânicas (ABI, na sigla em inglês), um poderoso grupo de investidores do Reino Unido.
A decisão da SEC será crucial, já que sem o apoio do maior mercado de capitais do mundo, qualquer padrão global seria assim apenas no nome. Com a aproximação do fim do prazo, as inevitáveis diferenças culturais, divergências e rivalidades que acabam surgindo com uma tarefa global desse tamanho - e que afetam os debates contábeis há séculos - ameaçam interromper o processo. Apesar de meses de negociações, há sinais de que o Fasb e o Iasb não conseguirão chegar a um consenso sobre até que ponto o valor justo dever ser usado para determinar o valor dos instrumentos financeiros. De acordo com um encarregado de determinar os padrões, o sonho do G-20 de harmonia contábil mundial depara-se com a real possibilidade de "explodir".
A história de como a contabilidade se tornou um viveiro de ressentimentos que confrontam autoridades reguladoras, contadores, investidores e executivos tem suas raízes nas semanas anteriores ao desmoronamento do Lehman Brothers, em setembro de 2008. No fim de agosto daquele ano, o projeto para criar um padrão único mundial, congregando EUA e resto do mundo, chegou ao que ainda é seu ponto mais alto até hoje.
Christopher Cox, então presidente da SEC, anunciou um acordo tentativo segundo o qual, até 2014, todas as empresas americanas estariam cumprindo o IFRS. O raciocínio de Cox, bem recebido por contadores, foi o de que a "crescente aceitação em todo o mundo - e o cada vez maior controle de companhias estrangeiras por investidores americanos - deixam claro que se nada fizermos, e simplesmente deixarmos essas tendências se desenvolverem, a comparabilidade e a transparência diminuirão para investidores e emissores americanos".
Tornando cada vez mais viável a implementação da visão de contadores - a prática de "uma norma única" -, naquele ano mais de cem outros países adotaram ou concordaram em adotar o IFRS. Mas após a implosão do Lehman muitos governos voltaram a procurar garantir a sua "soberania contábil".
Poucas semanas depois do colapso do Lehman, Cox foi substituído por Mary Schapiro, nome pertencente ao novo governo do presidente Barack Obama. Durante as audiências de confirmação no cargo, Schapiro disse que "não estaria disposta a delegar a definição de padrões ou responsabilidade pela supervisão ao Iasb".
Enquanto o afável Herz, no Fasb, enfrentava as equipes de televisão à frente de seu escritório, David Tweedie, o combativo escocês e ex-sócio da KPMG que comanda o Iasb, tinha de lidar com seus próprios problemas no outro lado do Atlântico. Em outubro de 2008, pressões da UE forçaram a publicação de uma regra que foi amplamente considerada como uma diminuição na qualidade de informação - mas que pode ter poupado alguns bancos europeus do colapso. As mudanças permitiram que os bancos reclassificassem carteiras inteiras, inclusive produtos estruturados complexos, e avaliassem de forma mais favorável com base no custo dos empréstimos e títulos que lastreavam os papéis. Tweedie, cujo desejo de precisão contábil por vezes conflitava com a visão tradicional dos formuladores de normas contábeis da Europa Continental como elaboração social e instrumento de estabilidade econômica, mais tarde disse quase ter se demitido devido ao incidente.
Então, em julho, o Fasb e o Iasb anunciaram não ter conseguido chegar a uma abordagem comum sobre como valorar instrumentos financeiros. Por isso, foi preciso a intervenção do G-20 para aumentar as esperanças de que a convergência estava de novo no bom caminho. Mas, exatamente quando os EUA pareciam mais próximos, a Europa divergiu. Em novembro, a UE recusou-se a considerar a adoção da primeira fase do IFRS 9, norma do Iasb relacionada à valoração de instrumentos financeiros, alegando que ela defende o uso excessivo de valor justo.
Tweedie seguiu em frente e publicou o IFRS 9 para uso em mais de 110 países que haviam adotado ou estavam em vias de adotar o IFRS, mas sem o apoio de seu principal patrocinador. A convergência foi avançando a partir de então, mas com crescente intervenções por parte de agências reguladoras e de formuladores de políticas, particularmente na Europa.
Michel Barnier, novo comissário para mercado interno da UE, pareceu, recentemente, ter criado um novo conflito, ao sugerir que verbas futuras para manutenção do Iasb dependeriam de a organização ceder a pressões de Bruxelas no sentido de admitir mais quadros de agências reguladoras em seu conselho diretor. A SEC disse que a independência do Iasb é necessária para que avalie submeter as empresas americanas aos IFRS. No entanto, dizem especialistas, duas coisas podem contribuir para impedir o que recentemente parecia um desfecho mais provável: a criação de blocos contábeis regionais, ou seja, EUA, Europa e Ásia.
Um fator em jogo é o apoio ao Iasb na Ásia. Embora a Europa pareça estar se distanciando, o Japão, segundo maior mercado de capitais no mundo, convergiu um pouco mais. Noriaki Shimazaki, da Sumitomo Corporation e curador do Iasb, diz acreditar que o Japão está a caminho de tornar o IFRS obrigatório para as empresas japonesas já a partir de 2016. À medida que os fluxos de capital deslocam-se para a Ásia, o peso dos países asiáticos deve influenciar mais o processo de normatização, diz Mohandas Pai, da Infosys, segunda maior exportadora indiana de serviços de tecnologia. Entretanto, China, Índia e Japão estão apoiando o desenvolvimento dos IFRS entre si para promover o comércio intrarregional.
O segundo fator envolve o Lehman. O evento, que fez descarrilhar a convergência, ainda poderá levá-la a se concretizar.
Quando Anton Valukas, procurador de Chicago, publicou no mês passado seu relatório condenando as práticas que resultaram na maior falência empresarial na história, uma das revelações foi a "arbitragem regulatória" utilizada pelo banco para tratar as operações de uma maneira que "embelezavam" temporariamente seu balanço. As hoje infames operações Repo 105, que permitiram ao Lehman lançar US$ 49 bilhões fora de seus livros em um trimestre, eram permitidas nos termos do padrão americano US Gaap. Mas se a contabilidade obedecesse ao IFRS, acabariam permanecendo no balanço e bem à vista dos investidores.
Estando as audiências do Congresso que discutirão o relatório sobre o Lehman previstas para o início desta semana, os contabilistas esperam que a convergência receba um impulso favorável em função dessas revelações. "É a melhor razão que até agora já vi para que a convergência progrida", diz um alto executivo de uma das maiores firmas de contabilidade americanas.
Se isso não ocorrer, a uma próxima geração de contabilistas, em meio a uma futura crise, poderá ser legada a tarefa de prosseguir o debate.
Meio Ambiente: aquecimento global
quarta-feira, 21 de abril de 2010
ICMS: STJ julga uso de crédito de "nota fria"
Crédito de nota fria pode ser usado por contribuinteA 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou o entendimento da Corte em relação à possibilidade do uso de créditos do ICMS decorrentes de operações de compra de mercadorias cujas notas fiscais foram declaradas posteriormente inidôneas pelo Fisco - as chamadas notas frias. No julgamento de um recurso repetitivo, proposto pelo Estado de Minas, a Corte definiu que a empresa tem direito ao crédito do imposto ao demonstrar apenas que a operação de fato ocorreu e que o cadastro do vendedor da mercadoria estava regular no Sistema Integrado de Informações Sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços (Sintegra) na época da aquisição. A controvérsia é responsável por inúmeros processos administrativos e judiciais propostos pelas empresas que contestam a exigência do Fisco da " devolução " dos créditos já aproveitados nas situações em que foi constatada a existência de notas frias.
Na maioria dos casos, as empresas argumentam que não tinham ciência da inidoneidade do vendedor e que agiram de boa-fé. No entanto, de acordo com o procurador Marcelo Pádua Cavalcanti, chefe da Procuradoria de Tributos e Assuntos Fiscais do Estado de Minas Gerais, há também situações de empresas que atuam como vendedoras de notas fiscais, com o objetivo de gerar créditos ou regularizar mercadorias adquiridas sem nota, ou ainda de notas usadas em duplicidade. Segundo a manifestação apresentada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomercio), que ingressaram como amicus curiae no processo - parte interessada -, o entendimento do Fisco tem gerado um número gigantesco de multas e um volume enorme de processos administrativos e judiciais.
O caso levado ao STJ envolve uma distribuidora mineira, que foi autuada pela Receita estadual pelo aproveitamento supostamente indevido de créditos do ICMS referentes ao período de janeiro de 1999 a agosto de 2004. A empresa afirmou no processo que na época as empresas vendedoras eram consideradas idôneas pelo Sintegra. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) cancelou a autuação, por entender, por maioria de votos, que a declaração de idoneidade foi publicada após a realização das operações. Os magistrados consideraram ainda que as notas fiscais, aparentemente, eram regulares quando a empresa adquiriu a mercadoria, e que a entrada dos produtos foi registrada no livro fiscal da empresa.
A Fazenda de Minas Gerais recorreu ao STJ, mas os ministros da 1ª Seção mantiveram o entendimento do tribunal estadual. De acordo com o ministro Luiz Fux, relator do processo, demonstrada a veracidade da compra da mercadoria, o princípio da não cumulatividade de impostos na cadeia autoriza o aproveitamento do crédito de ICMS. Segundo o voto do ministro Fux, o adquirente de boa-fé não pode ser responsabilizado pela inidoneidade de notas fiscais emitidas pela empresa vendedora. Na opinião do procurador Cavalcanti, a decisão resguarda parte dos interesses do Fisco, pois seria mais preocupante se o STJ nem exigisse a demonstração de boa-fé da empresa. " O ideal seria sempre estornar o crédito, pois o Estado acaba suportando um crédito que nunca existiu " , afirma o procurador.
As empresas alegam nos processos a dificuldade de fiscalização de seus fornecedores. Nas grandes companhias, o problema estaria no número elevado de fornecedores, enquanto que as pequenas teriam pequena estrutura para realizar a fiscalização. " O julgamento representa uma importante vitória dos contribuintes contra a malfadada restrição ao aproveitamento de créditos " , afirma o advogado Daniel Tito, do escritório Gadioli, Tito & Kindlé, Advocacia e Consultoria Jurídica.
Na opinião do advogado Júlio de Oliveira, do escritório Machado Associados, que representou os amicus curiae no STJ, a empresa não tem poder de polícia para fiscalizar os fornecedores. " É uma via de comodidade do Fisco, que prefere ir atrás do contribuinte regular e que não vai desaparecer " , diz Oliveira. Para minimizar o problema, Oliveira sugere às empresas sempre arquivar as provas de que as transações ocorreram e, quando possível, visitar o fornecedor. Para o advogado Frederico Menezes Breyner, do escritório Sacha Calmon Misabel Derzi Consultores e Advogados, o fato de a empresa ter vendido uma mercadoria com notas fiscais inidôneas não significa que o valor da venda foi menor do que o comum. " O contribuinte não pode ser surpreendido com o cancelamento de um crédito por uma atuação tardia por parte da fiscalização " , afirma Breyner.
Fonte: Valor Econômico, via FENACON
terça-feira, 20 de abril de 2010
Onde estão os empregos
Este é o tema de uma das principais reportagens da revista IstoÉ desta semana.De acordo com a matéria, sobram vagas em diversos setores da economia e os profissionais são cada vez mais disputados. Saiba quem são os empresários que estão contratando e como você pode abraçar as oportunidade. Destaque para a contabilidade.
Leia a matéria, ouça o podcast em mp3.
CO2: maiores emissores mundiais
É impressionante o movimento na China e na India.
Verifique que a população da Europa não consegue se substituir.
Em contrapartida, a da África e a da Ásia não param de aumentar.
A distribuição geográfica da emissão de CO2 no planeta impressiona, bem como a quantidade emitida a cada segundo...
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Quando o cão de guarda não late
Uma interessante matéria foi publicada no site Re:TheAuditors (Fraud Happened. The No-Account Accountants Stood By… veja também: For The Auditors Nothing’s Over Until It’s Over: Or Is It?) onde a artiiculista compara os auditores independente a cães de guarda que não alertaran os stakeholders sobre os grandes problemas nas empresas envolvidas nos recentes escândalos financeiros. Chega a fazer uma brincadeira: "cães de guarda ou raposa guardando o galinheiro". Gatekeepers? Or foxes in the hen house?
The auditor’s role is to be a gatekeeper. A watchdog. An advocate for shareholders. This is their public duty.
This public trust is subsidized by a government-sponsored franchise. All companies listed on major stock exchanges must have an audit opinion. Audit firms are meant to be shareholders’ first line of defense, and they are hired by and report to the independent Audit Committee of the Board of Directors.
And yet the same audit firms that stood by and watched Bear Stearns and Lehman Brothers fail – Deloitte and Ernst &Young – are recipients of lucrative government contracts to audit or monitor the taxpayers’ investment in the bailed out firms. Deloitte, the Bear Stearns and Merrill Lynch auditor, works for the US Federal Reserve system. Ernst & Young, Lehman’s auditor, is working for the US Treasury on the original $700 billion TARP program and with the Fed on the AIG bailout.
Em um outro trecho a articulista faz uma pergunta retórica: Vocês acreditam que as empresas de auditoria não sabiam dos problemas nas empresas auditadas, porque foram enganadas pelas mesmas?But when accused of negligence, malpractice or complicity, the audit firms frequently claim to have been duped. Do you believe them? The industry is an oligopoly. That’s a $10 word for what happens when a market or industry is dominated by a small number of sellers who discuss their strategies in order to achieve common objectives.
Já postamos em nosso blog alguns comentários sobre este assunto, releia alguns:
- Onde estava o alerta sobre a crise?
- Auditoria: Garantia razoável?
- Auditoria x Contabilidade Criativa
- Relatório faz estrago na imagem dos auditores
- Puxão de Orelha da CVM
- Puxão de Orelha da CVM - 2
- Auditoria: Conflito de interesse
- Maquiagem na New Century
(AAS)
Endividamento pode ser bom
Às vezes é comum associar endividamento com desempenho ruim para uma empresa. Talvez você tenha lido em algum livro de análise de balanços que em endividamento, “quanto maior, pior”. Isto é uma regra errônea e perigosa, pois depende de cada caso.
É natural que numa situação onde o endividamento está num nível bem elevado que o risco da empresa é também elevado. Mas isto também nem sempre é verdadeiro. Uma situação é quando a empresa possui a possibilidade de ser socorrida por um acionista. É o caso de uma empresa estatal, onde mesmo quando os níveis de endividamentos são elevados, o governo pode aportar mais capital. Também é a situação onde a empresa faz parte de um grande grupo empresarial.
Em certas situações, baixo endividamento é ruim. Se existe crédito disponível, com juros subsidiados, a captação de empréstimo pode ser muito vantajosa para a empresa. No passado, os usineiros tinham acesso a crédito farto, com baixo nível de cobrança. Nesta situação, pegar recursos de empréstimos era um ótimo negócio: devia-se e não se pagava.
A melhor resposta para a questão do endividamento talvez seja olhar um índice clássico, criado por Modigliani e Miller. Estes dois autores afirmaram que o retorno dos acionistas é obtido através da seguinte fórmula:
Retorno dos acionistas = Retorno do Ativo + (Retorno do Ativo – Custo dos Empréstimos) x Endividamento
É uma fórmula simples, mas muito rica em conteúdo. O retorno que os acionistas irão receber pelo capital que investiram na empresa depende do retorno que a empresa obtém com seus ativos, da diferença entre este retorno e o custo do empréstimo e o nível de endividamento. Esta fórmula recebe o nome de alavancagem.
Imaginando que o retorno do ativo seja positivo, a diferença entre o retorno do ativo e o custo dos empréstimos é relevante. Se esta diferença é positiva, quando maior o endividamento, maior o retorno para os acionistas. Isto é exatamente o oposto do que diz alguns livros de análise de balanços.
O Roubo da História
Uma das coisas mais impressionantes nos Países Centrais e respectivas sociedades é a incrível vocação para olvidarem o que ocorre em outros lugares e suas dedicações exclusivas somente ao que ocorre em seu derredor.
Se não aconteceu em Nova Iorque pouco interessa. Tudo gira ao redor deles, com eles, para eles. Não ouvem ninguém, não vêem ninguém, os outros não interessam. O que lhes importa é a sua satisfação pessoal etnocêntrica e que tudo o mais vá pro inferno.
Por causa de coisas dessa natureza, um grande intelectual britânico (isso mesmo, inglês) escreveu um livro sensacional intitulado O Roubo da História. Em uma das apresentações da obra, o resumo alerta a todos e traz-nos para reflexão a seguinte exposição:
“Se o Ocidente tivesse levado a sério Jack Goody, teria entendido melhor o desenvolvimento supostamente inexplicável da China, assim como o surgimento dos "tigres asiáticos" e do próprio "milagre japonês". O mundo não se resume à Europa e aos países de colonização européia. Óbvio? Talvez. Mas o fato é que nunca houve um livro como O Roubo da História. Nesta obra, o autor critica aquilo que considera um viés ocidentalizado e etnocêntrico, difundido pela historiografia ocidental, e o conseqüente "roubo", perpetrado pelo Ocidente, das conquistas das outras culturas. Goody não discute apenas invenções como pólvora, bússola, papel ou macarrão, mas também valores como democracia, capitalismo, individualismo e até amor. Para ele, nós, ocidentais, nos apropriamos de tudo, sem nenhum pudor. Sem dar o devido crédito”. Ele só esqueceu-se de citar diretamente o ouro, o cobre, os diamantes, as especiarias e tudo quanto os europeus puderam roubar da África e América Latina.
Claro que nossa cultura não é muito dada ao cultivo da Ética no sentido mais largo do termo. O que nos importa é o sentimento de posse, propriedade, poder, domínio.
Tudo isso justifica a existência do capitalista. Solidariedade, fraternidade, igualdade em seus significados mais amplos são valores “teóricos, abstratos, inalcançáveis”. Ou seja, isso é coisa para alienados ou babacas que “nunca caem na real”.
O fato é que o professor Jack Goody, antes de se afastar desse mundo trôpego, dá sua contribuição e de lá, de sua prestigiosa Universidade de Cambridge, manda seu recado. Claro que aqueles velhos teóricos de Viena ou da Escola de Economia de Chicago, herdeiros do Neoliberalismo de Friedman e Hayek devem ter ficado furiosos com o velho professor inglês.
Insisto que em razão do “fracasso dos sistemas Capitalista e Socialista” que estão à nossa disposição faz-se necessário urgentemente uma revisão de todo o processo de organização mundial, para que tenhamos um planeta mais justo, mais humano. A ONU, o Banco Mundial, o FMI, o G-7, o G-20, os BRIC, CEPAL, OCDE, OEA, MERCOSUL, OCDE, União Européia, precisam revisar o mundo e redirecioná-lo para algo que explique a existência do homem como algo justificável. Do jeito que está, como diria doutor Fernando Henrique, não dá! Como não foi possível o ponto de intercessão entre as virtudes do Capitalismo com as do Socialismo, é hora de refazer tudo. Precisamos de uma Terceira Cultura, já! É isso aí
domingo, 18 de abril de 2010
Revolução digital em escritórios contábeis
A era digital promoveu uma verdadeira revolução no trabalho de profissionais que atuam neste segmento.
O novo contexto extinguiu a antiga era do papel, na qual as escriturações eram feitas em folhas de papel, impressas e armazenadas em arquivos físicos.
Agora, ao invés de imensas pilhas de arquivos, os profissionais contábeis podem acessar todos os documentos diretamente pelo computador.
Nesta nova dinâmica, não apenas o serviço, mas também o papel do contador sofre alterações.
Ele deixa de ser apenas o responsável pelas atividades burocráticas dos clientes e começa a interagir com o mundo, resultando na maior atualização e profissionalização do serviço.
Na nova era, muito mais que na geração do papel, o contador precisa agregar valor ao serviço e estar totalmente afinado à legislação fiscal e contábil.
Para se ter uma ideia, atualmente, cerca de 70% dos documentos enviados ao governo já estão em formato eletrônico.
Este número poderia ser maior, como em outros países que também adotaram os International Financial Reporting Standards (IFRS), ou, em português, as Regras Internacionais de Contabilidade.
Os IFRS determinam que todos os escritórios contábeis adotem as normas mundiais de padronização do setor, entre as quais está a de todos os documentos físicos convergirem ao formato digital.
No Brasil, país com mais de 400 mil contadores e 70 mil escritórios contábeis, ainda há grandes obstáculos neste caminho de adaptação aos IFRS.
O setor de contabilidade é formado por cerca de 80% de micro e pequenas empresas, a maioria moldada a uma administração de natureza familiar.
O comum nesses casos é que profissionais com mais tempo de carreira fiquem apreensivos em utilizar ferramentas de tecnologia que modernizarão os serviços do escritório.
O aumento da fiscalização, porém, com SPED e NF-e, e a corrida frente à concorrência, exigem um novo posicionamento dos escritórios rumo ao mundo digital.
Como resultado, as empresas e consultorias também passaram a investir mais na qualificação dos funcionários.
Hoje, existem cursos oferecidos tanto pelos grandes escritórios de contabilidade quanto pelos próprios sindicatos da categoria, que têm auxiliado a profissionalização e a valorização do setor.
Especificamente com o uso da tecnologia, além de estar alinhado às tendências, é possível verificar que o grande interesse dos profissionais de contabilidade é atender a três necessidades básicas: segurança na armazenagem de dados dos clientes, organização e facilidade na busca de documentos e redução de custos, seja com a impressão de papéis ou com a locação de espaços para o arquivo.
De fato, a digitalização de documentos e a virtualização de arquivos permitem que o profissional acesse todos os dados remotamente, de forma segura e com custo reduzido. Ou seja, as soluções tecnológicas hoje direcionadas ao setor de contabilidade permitem o aumento de produtividade e de rentabilidade.
Como se dá em toda mudança cultural, há um processo de transição. A renovação, porém, é inevitável.
Agora, cabe às contabilidades que ainda não se renderam ao novo mundo adaptar-se o mais rápido possível.
E, neste processo, todos saem ganhando.
O contador ganha produtividade, redução de custo e pode agregar ainda mais valor ao serviço oferecido.
Já o cliente ganha mais qualidade, agilidade e confiabilidade nas informações.
Sem falar que, por conta da ampliação da fiscalizando e burocracia do governo, os contadores devem estar sempre antenados às novas tecnologias que surgem no mercado.
Fonte: Inez Lopes do DCI (15/04/2010) - via Blog Cláudia Cruz
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