quinta-feira, 31 de julho de 2008

IFRS - Guia para conversão passo a passo

A Ernst & Young elaborou um guia com as principais ações envolvidas no processo de conversão para IFRS.

Clique
aqui para acessar o Guia (formato PDF, 42KB) e aqui para o site sobre IFRS mantido pela EY.

O que será dos "estoques de ágio" nos balanços?

Empresas têm R$ 35,5 bi de ágio estocado nos balanços
Valor Online

O estoque de ágio das companhias abertas brasileiras é mais um motivo para os investidores se interessarem pelo tema. Esse saldo está presente no balanço de 76 empresas e soma R$ 35,5 bilhões, segundo pesquisa do Valor, baseada em dados da Economática.


O tratamento contábil a ser dado a esse estoque ainda está indefinido. A regra para o ágio será feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) no próximo ano. Por isso, no balanço anual de 2008, nada mudará.


Só quando o assunto for normatizado é que será definido o futuro dos estoques nos balanços, explicou Eliseu Martins, professor da Fipecafi e membro do CPC. "Esse é um dos nós do processo de convergência com o IFRS", afirmou Sérgio Citeroni, sócio da Ernst & Young.


Ainda não se sabe se as companhias terão de refazer suas contas para reclassificar o ágio já registrado - dividindo-o corretamente entre expectativa de resultado futuro e mais valia (valor de mercado) - ou se deixarão tudo como está. "O que fazer com as compras realizadas no passado?", questionou Citeroni.

[...]
Leia a íntegra desta matéria do
Valor Econômico no site do CFC

SPED Contábil

Sped já recebeu 20 arquivos da Escrituração Contábil Digital (ECD)

Até o último dia 1º de julho, o Sped havia recebido 18 escriturações válidas de empresas sediadas nos estados de Minas Gerais (1), de Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul (15). Apenas o arquivo recepcionado de MG foi autenticado pela Junta Comercial de Minas Gerais. Os demais arquivos aguardam a assinatura de convênio RFB e DNRC com adesão das Juntas Comerciais para autenticação dos livros. O DNRC estabeleceu o prazo de 30 de setembro para que as demais Juntas implantem o sistema de autenticação de livros digitais.

Fonte: Receita Federal

PARA SABER MAIS SOBRE O SPED
Site Oficial do Sped
Postagens neste Blog

Transformando lucros em prejuízos

Quando o prejuízo vira lucro
Valor Online

Se ainda havia alguma dúvida sobre a importância para o investidor de um assunto tão árido quanto o ágio, há uma chance de ela se dissipar nesta safra de balanços. Só a Perdigão amortizou numa única tacada o ágio das principais aquisições: nada menos do que R$ 1,5 bilhão. A medida transformou o que seria um lucro de R$ 102,5 milhões, no segundo trimestre do ano, num prejuízo de R$ 881,8 milhões. A Energias do Brasil fez o mesmo com o ágio da Enersul, de R$ 129 milhões, e o resultado líquido de abril a junho ficou negativo em R$ 4 milhões.
A iniciativa dessas empresas pode estar relacionada com o ambiente de incerteza gerado pelo processo de convergência do padrão contábil brasileiro ao internacional (IFRS), iniciado com a aprovação da Lei 11.638, no fim do ano passado. É possível que o ágio emagreça, assim como o benefício fiscal auferido. O assunto está cercado de dúvidas, tanto por conta das novidades inseridas pela legislação, como pela ansiedade em torno do entendimento da Receita Federal sobre as novidades.
[...]
Por se tratar de um tema difícil e altamente técnico, os investidores se acostumaram a conviver com as amortizações de ágio nos balanços e a desconsiderar esse efeito para avaliação do desempenho operacional do negócio, por recomendação dos próprios administradores. Mas a verdade é que deveriam sim entender da questão. Justamente porque esses procedimentos contábeis têm um efeito importante sobre o caixa - motivação das companhias para apresentarem publicamente um prejuízo que, na realidade, não tiveram com suas atividades.

Na nova contabilidade, o ágio sairá da demonstração de resultado, mas continuará no balanço patrimonial. Nelson Carvalho, presidente do Conselho Consultivo de Normas do Iasb, órgão internacional responsável pela elaboração do IFRS, explica que o ágio agora será um componente da nova conta criada com pela Lei 11.638: a do ativo intangível. O ágio será registrado junto de marcas e patentes adquiridas pelas empresas.
Além disso, explicou ele, os ativos e passivos serão contabilizados pelo seu valor de mercado.
Pelo conceito purista e técnico, ágio é o prêmio pago em aquisições por expectativa de rentabilidade futura. Porém, Eliseu Martins, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), explica que historicamente, no Brasil, seu cálculo foi distorcido.

As companhias consideravam como ágio toda diferença entre o preço pago por um negócio e seu valor patrimonial. Mas não é assim que a conta deveria ser feita.

Segundo Martins, que também é vice-coordenador técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), a diferença entre o valor de aquisição e o contábil de um bem deveria ser repartida em dois itens: a mais valia (valor de mercado) e a expectativa de resultado futuro. A regra da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que trata do assunto já faz essa recomendação. A economia fiscal pode ser obtida a apenas sobre o ágio existente por expectativa de lucro futuro.
[...]

Leia a íntegra desta matéria do
Valor Econômico no site do CFC

terça-feira, 29 de julho de 2008

Marketing x Saúde

A EXAME desta semana (ed 923, nº 14, 30/07/2008) traz uma matéria sobre o lançamento nos EUA do livro "Our Daily Meds", de Melody Peterson.

A obra conta como fabricantes de medicamentos "criam" doenças, patrocinam pesquisas e fazem lobby milionário para vender cada vez mais remédios aos consumidores americanos. De acordo com a matéria, após o lançamento do livro grandes laboratórios suspenderam os anúncios de novos medicamentos, e vão reavaliar a participação de médicos em suas propagandas.


Visite aqui site do livro

Fica a pergunta: E no Brasil, como será que se comportam os nossos laboratórios?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

RCO - Revista de Contabilidade e Organizações

Lançado o volume 2 da RCO - Revista de Contabilidade e Organizações, editada pelo Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Finanças/FEA/RP, da Universidade de São Paulo (Campus Ribeirão Preto).

Acesse aqui o site da Revista.

Confira os artigos desta 2a. edição:

  • ESTUDO DE CASO: UMA REFLEXÃO SOBRE A APLICABILIDADE EM PESQUISAS NO BRASIL (Gilberto Andrade Martins)

  • PROPRIEDADES DAS SÉRIES TEMPORAIS DE LUCROS TRIMESTRAIS DAS EMPRESAS BRASILEIRAS (Antonio Lopo Martinez, Newton Carneiro Affonso da Costa Jr, César Medeiros Cupertino, Reinaldo Almeida Coelho)

  • AVALIAÇÃO DE SUBSIDIÁRIAS ESTRANGEIRAS EM EMPREENDIMENTOS MULTINACIONAIS: UM ESTUDO DE CASO EM 28 PAÍSES (Samantha Meloni, Elionor Jreige Weffort, Antonio Benedito Oliveira, Sirlei Lemes)

  • FATORES QUE INFLUENCIAM A ADOÇÃO DE ARTEFATOS DE CONTROLE GERENCIAL NAS EMPRESAS BRASILEIRAS. UM ESTUDO EXPLORATÓRIO SOB A ÓTICA DA TEORIA INSTITUCIONAL (José Carlos Oyadomari, Octavio Ribeiro de Mendonça Neto, Ricardo Lopes Cardoso, Mariana Ponciano de Lima)

  • CUSTEIO ALVO: UTILIZAÇÃO DO SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE LUCRO PELOS FABRICANTES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES COM INDÚSTRIA NO BRASIL (Rigel dos Santos Brito, Solange Garcia, Beatriz Fátima Morgan )

  • EFEITO DO CUSTO PERDIDO: A INFLUÊNCIA DO CUSTO PERDIDO NA DECISÃO DE INVESTIMENTO (César Augusto Tibúrcio Silva, Francisca Aparecida de Souza, Naiára Tavares Domingos)

  • CONHECIMENTO DE CONTABILIDADE INTERNACIONAL NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS: ESTUDO DA OFERTA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR DAS CAPITAIS BRASILEIRAS (Jorge Katsumi Niyama, Bruno Marra Correa, Ducineli Régis Botelho, Claudio Moreira Santana)

  • Níveis Diferenciados de Governança Corporativa e Grau de Conservadorismo: Estudo Empírico em Companhias Abertas Listadas na Bovespa (Juan Carlos Goes de Almeida, Rodrigo Simonassi Scalzer, Fábio Moraes da Costa )

domingo, 27 de julho de 2008

Moedas do mundo

O Banco Central disponibiliza um site muito útil para quem quer viajar ou tem que fazer pagamentos de compras e servicos no exterior.

O servico consta de um mapa onde o usuario escolhe o país a partir do continente.

Você aponta o mouse na cruz que aparece sobre um país e o sistema mostra com quanto da moeda local você compraria com R$ 1,00 (um real), com cotação do dia anterior a consulta.

De quebra, é uma mini-aula de geografia.

Clique aqui e acesse o sistemas.

Dica de Mariluce Doria.

sábado, 26 de julho de 2008

SPED gera dúvidas

Sistema para unificação de dados do Fisco gera dúvidas
Jornal DCI

SÃO PAULO - Prestes a ser implantado, em um prazo de seis meses, as assessorias tributárias de grandes empresas ainda têm diversas dúvidas sobre a implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) pela Receita Federal, que pretende unificar dados entre os fiscos federal, estadual e municipal.
Entre os principais problemas levantados pelo diretor tributário da Embratel, Roberto Catalão Cardoso e o gerente de suporte fiscal da Vale, Crispim de Almeida Nésio, está no pouco prazo para as empresas se adaptarem e estarem aptas à escrituração fiscal eletrônica (espécie de documento, gerado mensalmente, que deve reunir os dados fiscais da empresa e será enviado ao banco de dados unificado do fisco). Outra questão que tem preocupado as empresas é quanto será gasto por elas para a implementação deste novo sistema.
A questão do sigilo destes dados também preocupa as grandes empresas. "Há um temor por parte do empresariado de como estes dados poderão ser acessados e com qual finalidade", diz o diretor tributário da Embratel.
Além disso, Catalão acrescenta que há o temor das empresas por conta da duração da fase de transição. Isso porque o objetivo da escrituração fiscal eletrônica seria diminuir as obrigações acessórias como o envio de diversos documentos para a Receita, que seriam substituídos gradativamente pela escrituração fiscal.
Já o gerente de suporte fiscal da Vale, Crispim de Almeida Nésio, apesar de não negar que ainda hajam diversas dúvidas na implantação do sistema também acredita que após a consolidação do Sped haverá boas mudanças para as empresas. "Estou otimista com relação à simplificação que o Sped pode trazer para as empresas. Só a diminuição das obrigações acessórias já seria um avanço. No caso da Vale, por exemplo, tenho que lidar, em média com 130 mil notas fiscais. Além do trabalho, isso demanda grandes gastos para a empresa com essas obrigações acessórias."
O lado da Receita
Para o auditor fiscal e um dos responsáveis pelo desenvolvimento do Sped, Gerson Alvino, o sistema deve trazer grandes vantagens para as empresas quando estiver efetivamente implantado como auxiliar o ambiente de negócios e diminuir a concorrência desleal entre as empresas.
Com relação ao prazo dado para as empresas se adaptarem, o auditor acredita que não deverá haver maiores problemas. "Acredito que as grandes empresas já estejam preparadas, já que participaram da discussão nos últimos anos sobre a implantação do Sped. Já as menores também têm a possibilidade de utilização de softwares que já foram desenvolvidos com este propósito", diz.
Com relação aos valores, o representante da Receita alega que o custo para implantação deve depender do porte da empresa para implantar a nota fiscal eletrônica, por exemplo, que também faz parte do Sped. "Em compensação estas empresas terão todos os seus dados organizados o que ajudará no próprio trabalho dela."
Sobre o sigilo, o auditor alega que os dados só poderão ser acessados por meio de login e sob a justificativa de que aquele contribuinte está sob processo judicial e administrativo. "Não haverá um livre acesso aos dados e os contribuintes saberão por meio do sistema, que órgão acessou aquelas informações", diz.
Segundo o Decreto 6.022 de janeiro de 2007 todos os contribuintes que são obrigados a pagar ICMS e IPI deverão apresentar a escrituração fiscal eletrônica a partir de janeiro de 2009.
Jornal DCI (04.07.08)
PARA SABER MAIS SOBRE O SPED

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Livro sobre a Lei nº 11.638 - Novo

Mais três livros sobre as recentes alterações na Lei das S/A foram publicados.

Lei 11.638 – Uma revolução na contabilidade das empresas
Autores: Adriana Marques Dias & Carlos Alberto Caldarelli
Editora: Trevisan Editora
Ano: 2008


Comentários às Novas Regras Contábeis Brasileiras Sociedades Anônimas - Limitadas Sociedades de Grande Porte Lei Nº 11.638/2007 e Lei Nº 6.404/1976
Autor: O
smar Reis Azevedo
Editora: IOB
Ano: 2008





Comentários à Lei 11.638/2007
Autor: Marcos Peters
Editora: Saint Paul
Ano: 2008




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Para ver outras indicações de livros:
Sobre este tema: clique aqui
Todas as indicações: clique aqui
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quarta-feira, 23 de julho de 2008

O acordo ortográfico da língua portuguesa

Com a aprovação pelo Parlamento de Portugal - por ampla maioria de 230 votos a 3, apesar dos protestos liderados por intelectuais daquele país -, o acordo que unifica a ortografia em todos os países de língua portuguesa, já aprovado pelo Brasil, vai finalmente tornar-se realidade. Mas não imediatamente. Em Portugal isso acontecerá dentro de um período de adaptação de seis anos, e no Brasil, em três anos, a contar de 1º de janeiro de 2009.

O longo tempo necessário para vencer as resistências - o acordo foi assinado em 1990 - não tem relação com as mudanças, que a rigor são modestas. Por exemplo, no que se refere às mudanças da língua em Portugal, desaparecem o “c” e o “p” mudos, em palavras como acção, adopção e óptimo. Com exceção dos nomes próprios derivados, o trema deixa de existir. O hífen não será mais usado quando o segundo elemento começar com “r” ou “s”. O acento circunflexo não será usado em palavras terminadas com hiato “oo”, como em voo e enjoo, e o acento agudo em palavras terminadas em “eia” e “oia”, como ideia e jiboia.
Apesar do alcance limitado da reforma, haverá exceções. Os portugueses continuarão a escrever “António” e “género” com acento agudo, e os brasileiros, com circunflexo. Será mantido o “c” de “facto” em Portugal, porque lá “fato” é roupa.

Fonte: editorial do O Estado de S. Paulo - 26/5/2008

Infográfico: Folha de São Paulo: VEJA O QUE MUDA

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Contabilidade Internacional: Desafios

Esta semana o jornal Valor Econômico publicou uma matéria muito interessante por título: "Procura-se quem entenda de contabilidade". O texto aborda a necessidade do mercado por profissionais de contabilidade qualificados e conhecedores de IFRS.

Por sua vez, a Revista Exame (
Edição 922, de 16/07) traz uma matéria sobre apagão de talentos no Brasil. Um dos exemplos citados é o caso das empresas de auditoria que estão reduzindo o prazo de permanencia de profissionais enviados aos escritórios do exterior. A KPMG por exemplo está chamando de volta seus profissionais para atender as demandas da convergencia do Brasil às IFRS.

Dentro deste tema vejam uma dissertação de mestrado de autoria do Prof. Tiago Henrique de Souza Echternacht, orientada pelo professor Jorge Katsumi Niyama da UNB, por título "O ensino da contabilidade internacional nos cursos de graduação em ciências contábeis do Brasil". O trabalho apresenta uma boa discussão sobre o ensino da contabilidade internacional no Brasil, mostrando a realidade nas principais IES (Dica do
Ifrs Blog) - vejam abaixo o resumo do trabalho e o link para acessar a íntegra do mesmo.


O ensino da contabilidade internacional nos cursos de graduação em ciências contábeis do Brasil

Resumo
Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a inserção da Contabilidade Internacional nos cursos de graduação em Ciências Contábeis na forma da resolução nº10 do Conselho Nacional de Educação do MEC, nas 87 (oitenta e sete) universidades/faculdades brasileiras, por meio de levantamento de dados visando: conhecer os métodos e meios de ensino utilizados na disciplina, bem como avaliar o estágio atual quanto a sua adoção quer como disciplina específica ou como parte integrante de outra disciplina, nos cursos de graduação em Ciências Contábeis nas IES do Brasil; bem como conhecer as características dos programas e docentes quanto à sua aplicação nos cursos de graduação e nas IES do Brasil. Para a execução deste propósito, os coordenadores e os professores foram consultados por meio de questionários enviados por correio eletrônico. Nos questionários procurou-se investigar sobre a distribuição do conteúdo programático, sobre a qualificação do corpo docente, a bibliografia adotada, a metodologia de ensino aplicada. Da amostra aleatória de 87 cursos de graduação em Ciências Contábeis das Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil, obteve-se a grade curricular de todas elas, o que representa 100% do número desejado; foi constatado que apenas 22 incluem a disciplina Contabilidade Internacional em sua grade curricular, o que corresponde a 25,3% do total. Dessa forma, é possível perceber que o nível de atendimento quanto a sua inserção nos cursos em questão ainda é muito baixo. Finalmente, com base nos resultados obtidos, não obstante o interesse revelado dos que responderam à pesquisa, e no conteúdo da disciplina de Contabilidade Internacional, não há como avaliar as perspectivas para a implementação da disciplina de Contabilidade Internacional. Por outro lado, a pesquisa revelou, de acordo com coordenadores de cursos que ainda não oferecem a disciplina Contabilidade Internacional, que estão em processo de adaptação ao conteúdo mínimo da grade curricular dos cursos de Ciências Contábeis, determinado pela resolução nº. 10 do Conselho Nacional de Educação.

Procura-se quem entenda de contabilidade

Valor Online

Com a área de normas contábeis e auditoria em evidência, é possível que um especialista dessa área volte a ocupar uma cadeira na diretoria colegiada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que não ocorre há muitos anos.

O Valor apurou com pessoas próximas à autarquia e às empresas de auditoria que Eliseu Martins e Hugo Rocha Braga, dois respeitados professores de contabilidade e ex-diretores da CVM, teriam sido sondados para ocupar a vaga deixada por Durval Soledade.

Martins, que foi diretor da CVM no fim da década de 80, não teria demonstrado tanto interesse. Procurado pelo Valor, Martins não quis comentar o assunto. Já a CVM afirmou, por meio de porta-voz, que as nomeações da diretoria são assunto do Ministério da Fazenda.

Um dos motivos da dificuldade de se encontrar algum diretor relacionado à área de contabilidade, diz um interlocutor, é que o ritmo de julgamentos na autarquia está muito intenso, o que exige conhecimentos jurídicos e resulta em muita exposição. Além disso, o salário de cerca de R$ 8 mil é considerado baixo.

A agenda intensa do setor neste ano de fato vai exigir bastante da CVM. O motivo principal é a nova lei contábil, aprovada no apagar das luzes de 2007, o que pegou todos de surpresa e precipitou o trabalho de regulamentação adicional, que é extenso e complexo.

A nova regulamentação tem como objetivo a convergência com os padrões internacionais de contabilidade, uma bandeira que une CVM, analistas de investimento, companhias abertas e a maioria dos auditores.

Já o rodízio, ao contrário, tem um histórico de embates constantes, alguns na Justiça, entre o órgão regulador e os auditores. E, agora, a convergência é um argumento a favor dos auditores, já que o rodízio não vingou nos principais mercados de capitais.

Para complicar um pouco mais a situação, o superintendente de normas contábeis da CVM, Antônio Carlos Santana, ficará afastado por dois meses por conta de problemas de saúde. Ele é principal especialista da autarquia no assunto e acompanhou tudo o que se discutiu nas últimas décadas nessa seara.

O presidente do Ibracon, Francisco Papellás, se disse surpreso com a possibilidade de que alguém da área de contabilidade estaria sendo cotado para a diretoria da CVM. "A volta de diretores ligados a área de normas contábeis e auditoria é um pleito antigo nosso", disse.


Fonte: Catherine Vieira e Nelson Niero - Valor Online in CFC

Períodicos Digitais x Diminuição de Citações

Uma pesquisa mostrou a influência dos periódicos eletrônicos sobre as pesquisas acadêmicas. Segundo a The Economist (Great minds think (too much) alike, 17 de julho de 2008) “quanto mais revistas ficaram disponíveis on-line, menos artigos são citados nas referência dos trabalhos de investigação publicados”.

Em outras palavras, a disponibilidade da internet não teve influência no aumento (e sim na diminuição) da quantidade de citação. Clique aqui também.

Fonte: <>Blog Contabilidade Financeira

Ameaça a SOX - 2

Ontem divulgamos uma nota sobre uma ameaça que paira sobre a SOX (Ameaça a SOX): o U.S. Court of Appeals do District of Columbia Circuit está julgando se uma das inovações da lei, a criação do PCAOB, criado para melhorar a auditoria das empresas, é constitucional.

Hoje o jornal eletrônico CFO.com divulgou os resultados de um relatório da Association of Certified Fraud Examiners (
Report: Sarbox Worsens Fraud Losses) mostrando que a implantação de controles internos recomendados pela SOX dificulta a descoberta de fraude pelas auditorias independentes.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Banco Central (Diagnóstico SFN x IFRS)

O Banco Central disponibilizou seu diagnóstico sobre a Convergência das normas contábeis brasileiras do Sistema Financeiro Nacional para normas internacionais. De acordo com o texto de apresentação, objetivo é divulgar as ações e estudos desenvolvidos pelo Departamento de Normas do Sistema Financeiro no âmbito do processo de convergência de que trata o Comunicado 14.259, de 10 de março de 2006.

O Comunicado 14.259 divulga procedimentos para a convergência das normas de contabilidade e auditoria aplicáveis às instituições financeiras e às demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil com as normas internacionais promulgadas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e pela International Federation of Accountants (IFAC)


Acesse aqui o diagnóstico do BACEN

Ameaça a SOX

A SOX (Lei Sarbanes-Oxley) foi criada nos Estados Unidos após os escândalos corporativos. Agora, segundo Jane Bryant Quinn (em Lawsuit Threatens Sarbanes-Oxley Act, para o Washington Post de 20 de julho de 2008), a legislação está ameaçada.

O U.S. Court of Appeals do District of Columbia Circuit está julgando se uma das inovações da lei, a criação do PCAOB (pronuncia-se peek-a-boo), criado para melhorar a auditoria das empresas, é constitucional.

Em caso afirmativo, todo ganho da SOX pode-se perder.


sábado, 19 de julho de 2008

Neuroeconomia: homens e mulheres são diferentes nas decisões financeiras

Saber se homens e mulheres lidam da mesma forma com o dinheiro ainda gera opiniões contraditórias. Enquanto alguns estudiosos afirmam, por exemplo, que os hormônios influenciam as decisões e afetam a forma de agir, outros acreditam que homens e mulheres podem até não pensar da mesma forma, o que não significa que suas decisões relacionadas ao dinheiro sejam tão diferentes.

Para o médico e coordenador do Centro de Estudos dos Processos de Decisão, Escola de Economia de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas, Armando Freitas da Rocha, diferenças entre homens e mulheres existem e podem resultar em mudanças de comportamento acentuadas ou em diferenças de processamento cerebral sem diferença comportamental.

"Apesar de muitos acharem que não é politicamente correto falar dessas diferenças, elas são inegáveis. Há estudos mostrando que o homem é mais rápido que a mulher em aritmética, desde o ensino fundamental. Já a mulher é mais rápida na decodificação da linguagem, por exemplo".

Fonte: Info money - Leia aqui íntegra da matéria

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Cálculo Exato

Vale a pena conferir o site Cálculo Exato (http://www.calculoexato.com.br), que oferece gratuitamente uma série de cálculos e ferramentas. Confira a lista:

Cálculos financeiros
Variação de índices, aplicação de correção monetária e juros.

Trabalhistas
Rescisão de contrato de trabalho CLT e empregado doméstico, salário anual.

Dívidas vencidas
Boletos bancários, cartão de crédito, cheque especial, outros

Cálculos periciais
Avaliação de valor de imóveis, avaliação de aluguéis e rescisão de contrato de trabalho

Conversão de unidades
Conversão de medidas, peso, volume, temperatura, etc.

Aluguéis
Cálculo de reajustes e dívidas

Viagens
Fuso horários, conversão de moeda e orçamentos de viagem.

Empregados domésticos
Férias, salário, décimo terceiro e rescisão

Outros sites
Cálculos disponíveis em outros sites: Cálculo de IPVA, cálculos judiciais, tarifas dos Correios e expurgo do FGTS

Dica de Roberto Magalhães

Como preservar dados para sempre

Ninguém tem a resposta definitiva sobre o melhor jeito de preservar sua informação digital, mas as recomendações seguintes aumentarão suas chances de ter arquivos de dados legíveis a mão durante muitos e muitos anos.

1. Escolha o formato correto
Use arquivos de formatos que você poderá abrir daqui 20 anos ou mais. Os principais candidatos são tipos bastante populares e aceitos por diversos programas, com .BMP, .TIF, .JPG, .DOC, .HTM e .TXT. Lembre-se que, se tiver uma imagem em formato não comprimido, deixá-la como TIF vai preservar mais detalhes. Para um nível extra de precaução, grave os arquivos em mais de um formato.

2. Use discos não regraváveis
Obviamente, escolher um formato adequado não adiantará em nada se a mídia física onde os arquivos forem armazenados tornar-se ilegível ou se a empresa que a fabrica parar de fazer leitores para ela. De novo, pense em ubiqüidade. Hoje, inúmeros fabricantes produzem drives de CD e DVD, mas apenas a Iomega faz Zip Drives, por exemplo. Se a empresa desistir deles, ler os discos zip pode tornar-se uma tarefa difícil no futuro.

Outra coisa, fique longe de CDs e DVDs regraváveis. A vantagem destes modelos – a capacidade de apagar e substituir conteúdo – vira uma desvantagem quando o assunto é preservar informações por muito tempo. Mais importante, discos RW não são tão estáveis como os apenas graváveis.

3. Escolha o software adequado
Não use ferramentas como Drag-to-Disc, presente no pacote Roxio Easy Media Creator, ou Nero InCD, que permitem gravação direto do Windows Explorer. Prefira um bom programa de autoria de CDs, como o Creator Classic, do Easy Media Creator.

4. Faça diversas cópias
Ter backups disponíveis aumenta a chance de ao menos um sobreviver. Como mencionado acima, use dois ou mais formatos, quando possível.

5. Guarde os discos apropriadamente
Mídia óptica gosta de locais frios e secos, longe da luz do sol.

6. Faça verificações
De tempos em tempos, tire os discos dos locais onde estiverem guardados, insira-os num computador e verifique se ainda podem ser lidos.

Fonte: Lincoln Spector – PC WORLD/EUA

Filosofia da Contabilidade

O Prof. Rodrigo Antonio escreveu um belo artigo por tema "Filosofia da Contabilidade". Veja a seguir o resumo do artigo e ao final o link para a integra do texto.

Resumo
Longo foi o curso do pensamento contábil no passar dos séculos, desde a “pré-conta” na idade da pedra, até o inicio da fase cientifica, quase na metade do século XIX com a obra do francês, J. P. Coffy (1836). Diversas foram as abordagens sobre o objeto contábil, mas a autonomia da qualidade cientifica da contabilidade se deve a Vincenzo Masi, que no inicio do século XX lhe abstraiu, como objeto, o patrimônio das células sociais. Com a definição de objeto e método especifico, a contabilidade passou a caminhar célere buscando maior alcance cognitivo, a teoria Contábil, então, passou a ser tratada com mais veemência, sendo aceita já nas cadeiras de ensino superior universitário, e diversas foram as buscas das essências de nosso conhecimento, surgindo aqui, portanto, o papel da filosofia da contabilidade, como resultado desta aspiração. A filosofia da contabilidade busca raciocinar com coerência a essencialidade, dimensionalidade e ambientalidade dos fenômenos patrimoniais, buscando explicações e interpretações holísticas, que ultrapassam os rigores do espaço e do tempo. Tal ambição ao saber superior, é, pois, imprescindível e relevante, não somente para a reflexão rigorosa da certeza de nosso conhecimento, mas para também aprimorar a grandeza cultural que a contabilidade adquiriu e transmitiu, por tantos milênios à humanidade.

Leia aqui a integra do artigo

Contato com o Prof. Rodrigo através do e-mail: rachavesilva@yahoo.com.br

segunda-feira, 14 de julho de 2008

InBev compra Budweiser por US$ 52 bi e torna-se líder global

A cervejaria belgo-brasileira InBev comprou a rival americana Anheuser-Busch (dona da marca Budweiser) por US$ 52 bilhões (US$ 70 por ação). A nova companhia irá se chamar Anheuser-Busch InBev e a proposta foi aprovada por unanimidade pelas diretorias das duas empresas, segudo comunicado conjunto de ambas divulgado nesta segunda-feira (14/07/08).

Detalhes da transação na FolhaOnLine
Comentários de Cesar Toburcio aqui


CVM planeja terceirizar análises

A terceirização das análises preliminares de pedidos de registro de ofertas públicas de ações, com a contratação de entidades auto-reguladoras, que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pretende por em prática, vai aumentar o espaço para conflitos de interesse numa área já bastante sensível do mercado de capitais.

Leia
aqui a íntegra da matéria.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

CVM: Estudo sobre a Avaliação da Rotatividade dos Auditores Independentes

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), apresentou o resultado do Estudo sobre a Avaliação da Rotatividade dos Auditores Independentes, elaborado por pesquisadores do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RJ.

O objetivo do estudo, contratado pela Autarquia, foi avaliar a efetividade e a pertinência da regra do rodízio de auditores independentes no âmbito do mercado de valores mobiliários brasileiro, instituído pela Instrução CVM nº 308, de 14 de maio de 1999.

O estudo analisa, principalmente, as evidências comprovadas na prática sobre a efetividade da auditoria promovida pelo rodízio e a existência de formas alternativas para aprimorar o processo de auditoria, em comparação ao rodízio.

O estudo conclui, de um lado, que há elementos quantitativos que indicam a efetividade da regra de rodízio para auditores. Por outro prisma, o estudo constata, a partir de entrevistas com participantes do mercado, que existem custos relevantes decorrentes da regra de substituição compulsória e periódica dos auditores independentes.

O estudo está estruturado da seguinte forma:



  1. Arcabouço Teórico;

  2. Experiência Internacional;

  3. A Legislação sobre Rotatividade de Auditores no Brasil;

  4. Rotatividade de Auditores e a Qualidade das Demonstrações Contábeis;

  5. Impressões Coletadas em Entrevistas;

  6. Possíveis Desenhos Regulatórios Alternativos, e

  7. Rotatividade de Auditores e o Mercado de Auditoria.



Leia aqui a íntegra do estudo.

Fonte: CVM

Comentários - 1

César Tibúrcio tece alguns comentários em seu Blog Contabilidade Financeira sobre o estudo da PUC e aponta em um trecho de matéria do Valor Econômico sobre este estudo da CVM:

Rodízio eleva transparência, mas modelo tem custo alto

A autarquia encomendou o estudo para a PUC-Rio porque queria uma análise acadêmica independente para avaliar os efeitos práticos do rodízio em termos de benefícios para o mercado de capitais, já que a obrigação de troca de firma de auditoria a cada cinco anos é criticada tanto pelos auditores como pelas empresas.

(Valor Econômico - 10/07/2008)

Comentários - 2

Rodízio de auditoria aumenta chance de ressalva em balanço em 39%, diz estudo encomendado pela CVM A implantação do rodízio obrigatório de auditorias para companhias abertas no Brasil a partir de 1999 aumentou de 17,3% para 24,1% a chance de a empresa em análise ter uma ressalva a ser feita no balanço - uma elevação de 39%. A conclusão é de estudo feito pela PUC-Rio, a pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que tomou como base 5 mil balanços de empresas não financeiras entre os anos de 1999 e 2006. Esse aumento pode ser interpretado como sinal de maior rigor na análise das contas das empresas.

O estudo mostra ainda que a mudança induzida de auditoria levou a uma revisão, ainda que pequena, nas contas de ativos totais (-1,8%) e de créditos (+2,4%) das companhias e também a um aumento de 6% no número de contas facultativas do balanço que são divulgadas, elevando a transparência.

O efeito do rodízio, ainda segundo o estudo, é muito maior nas empresas abertas com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) do que nas demais companhias.

Fonte: Valor Econômico (íntegra da matéria em O Globo on line Economia)




Corrida contra o relógio

Este é o título de uma boa matéria da Revista Razão Contábil sobre a regulamentação das alterações introduzidas pela Lei nº 11.638.

A matéria traz vários quadros apresentando cronograma de apresentação dos pronunciamentos do CPC, a fase em que se encontra os pronunciamentos em elaboração, comparativos entre o sistema contábil antigo e o atual, e as opiniões de vários especialistas.

Texto introdutório da matéria:

Esforço conjunto de entidades e reguladores já produz avanços, mas restam inúmeros desafios para a adequação às novas normas contábeis.

É tarde, é tarde, é tarde.” O bordão repetido exaustivamente pelo Coelho Branco, pesadelo da protagonista do livro Alice no País das Maravilhas, é o mesmo que nos últimos três meses vem atormentando personagens reais envolvidos com a pesada agenda de procedimentos, normas, estratégias e esclarecimentos necessários para cumprir até o final do ano as determinações impostas pela Lei 11.638. Depois de passar sete anos em banho-maria, o projeto que virou Lei no apagar das luzes do ano passado vai exigir de auditores, contadores, empresas e reguladores um alucinante ritmo de trabalho em 2008.


Confira aqui a íntegra da matéria



quinta-feira, 10 de julho de 2008

Dica - Departamento Pessoal

Inserimos em nossa indicação de Blogs o "Departamento Pessoal na Prática" mantido pelo contador Fernando Tondelli de Oliveira.

Segundo o autor o Bllog tem por objetivo difundir, orientar e debater as normas do trabalho.

Aprovado projeto que pune crimes praticados pela internet

da Folha Online
da Agência Senado

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira (9) uma proposta que enquadra crimes cometidos pela internet, como a pirataria virtual e a pedofilia, e endurece a pena para os crimes já existentes. No total, o projeto, relatado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), cria 13 novos crimes.

O projeto considera crime estelionato e falsificação de dados eletrônicos ou documentos; criação ou divulgação de arquivos com material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes; roubo de senhas de usuários do comércio eletrônico; e divulgação de imagens privadas.

Um dos pontos mais importantes determina que os provedores terão de guardar por três anos os registros de acesso para que se possa saber quem acessou a Internet, em que horário e a partir de qual endereço.

Os provedores de Internet serão obrigados a preservar em seu poder, para futuro exame, arquivos requisitados pela Justiça, assim como encaminhar às autoridades judiciais quaisquer denúncias de crimes que lhes forem feitas.

A matéria segue agora para a Câmara dos Deputados. Para o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), "aprovamos um projeto rigoroso contra o crime, mas que garante a liberdade de expressão na Internet". "Os brasileiros poderão ter com a futura lei um ambiente seguro em que desenvolver suas atividades no campo da informática."

O senador paulista explicou que essas regras foram objeto de discussão com entidades como a Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet) e o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Matéria completa aqui



Brasil superpotência?

Postamos ontem um comentário da BBC sobre o fato do Brasil estar caminhando para ser uma superpotência, com base em matéria do FT. No artigo são apontado mais pontos fortes do que fracos que sinalilzam esta tendência.

Hoje no Blog Contabilidade Financeira é apresentado o contraponto a esta matéria do FT. É um alerta para que jovens (americanos) não se iludam com o mercado de trabalho no Brasil. Segundo o articulista Felix Salomon isto se deve aos seguintes fatores:

a) o Brasil não é amigável para estrangeiros que procuram trabalho;

b) As empresas brasileiras são menos propensas de serem de propriedade estrangeira do que qualquer outro país da América Latina;

c) O Brasil é comandado por um pequeno grupo de elite de famílias ricas concentrados em enclaves do Rio e São Paulo;

d) A idéia da meritocracia no Brasil não está plenamente desenvolvida;

e) Os maiores empresários são provenientes da elite branca, apesar da comemorada democracia racial.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Brasil está 'em vias de virar superpotência', diz 'FT'

O Brasil está a um passo de entrar no grupo das chamadas superpotências, diz um artigo do principal jornal de economia e finanças da Europa, o Financial Times, em sua edição desta terça-feira (08/07/08).

Pontos Fortes:
  • Produção agrícola;
  • Reservas de petróleo;
  • Indússtria automotiva;
  • A expansão da economia, aumento de salários, baixo índice de desemprego, programas mais amplos de assistência aos mais pobres e maiores restrições para a venda de armas introduzidas em 2003 também são apontados pelo FT.
Pontos Negativos:
  • Infra-estrutura bagunçada;
  • Violência urbana;
Fonte: BBC Brasil, 09/07/2007.

terça-feira, 8 de julho de 2008

CPC x Norma sobre Itangíveis (IAS 38)

Gazeta Mercantil

Intangível deve ganhar mais tempo

O documento que regulará o tratamento que terão os ativos intangíveis dentro dos balanços das companhias deve ser submetido a um novo período de audiência pública. O objetivo é que a versão brasileira da norma não fique descaracterizado em relação ao conteúdo do IAS 38, parágrafo do IFRS que aborda o tema.

A informação foi dada ontem, por Edison Arisa, coordenador-técnico do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis). Uma primeira minuta, colocada à disposição para comentários e sugestões do mercado, teve seu prazo vencido em 26 de maio. Seu conteúdo extrapolava o do IAS 38.

Foram incluídos, por exemplo, itens relacionados aos conceitos de apuração e de mensuração de ágios (possibilidade de ganhos futuros) em uma aquisição. "Nossa avaliação é de que provavelmente será necessário retirar da norma essa parte. A decisão provável será optar por colocar em uma nova audiência pública duas normas separadas", explica Edison Arisa.

Mais recursos

De acordo com o executivo, a atual estrutura de trabalho do CPC precisa ser aprimorada para dar conta da pesada agenda de tarefas a que será submetido o órgão até o próximo ano, quando a regulação dos mais importantes dispositivos da lei 11.638 terá de estar á disposição das empresas. "Estamos pleiteando recursos ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento", diz Arisa.

(Gazeta Mercantil, 08/07/08/Finanças & Mercados - Pág. 4)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Experiência européia ajudará companhias a adotar o IFRS

Gazeta Mercantil
A experiência européia vai ajudar as companhias de capital aberto brasileiras, que por determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), terão que confeccionar seus balanços de acordo com os padrões contábeis internacionais (International Financial Reporting Standard -IFRS), a partir de 2010. "Na migração para o IFRS, o Brasil terá a vantagem de contar com o exemplo do que já fizeram as companhias européias para se adequar às normas. Em 2004, quando as companhias européias começaram a aplicar o IFRS não tinham a quem recorrer", conta Paul Sutcliffe, sócio da empresa de consultoria Ernst & Young.

Entre as normas que as empresas deverão experimentar mais dificuldade para adotar o IFRS, Sutcliffe cita a contabilização de contribuições de consumidores e de instrumentos financeiros. A menor dificuldade deverá ficar com a contabilização da perda de valor dos ativos (impairment), acredita o consultor. "A partir deste ano, as companhias terão que enquadrar suas demonstrações contábeis às normas da lei n° 11.638/07, que fez uma tradução fiel da norma internacional, diz.

Para ajudar a migração ao IFRS, a Ernst & Young desenvolveu um estudo com 32 empresas do setor de serviços públicos de energia, água e esgoto de 14 países europeus. Somente na Europa, 8 mil companhias abertas adequaram-se ao IFRS em 2005. Segundo Sutcliffe, as conclusões do estudo são ferramentas importantes para as companhias brasileiras evitarem erros, custos desnecessários e perda de tempo na adoção do IFRS.

Instrumentos Financeiros
No Brasil não há norma para a contabilização de instrumentos financeiros, sobretudo derivativos. A dificuldade para as empresas, com exceção dos bancos, será contabilizar os instrumentos financeiros pelo valor justo e não pelo valor histórico como é feito. Vai ser uma grande mudança para o contador brasileiro, diz o consultor. Outro problema a ser enfrentado pelo contador é que a norma International Accounting Standard (IAS) 39, que trata da contabilização dos instrumentos financeiros, fala pouco sobre o cálculo do valor justo. Existem vários valores justos. No câmbio por exemplo, o valor justo é usar a taxa de compra ou de venda?

Segundo a pesquisa, todas as companhias utilizaram a isenção existente no IFRS relacionadas aos instrumentos financeiros de "hedging" para alguns de seus contratos de derivativos - geralmente aqueles relacionados à taxa de câmbio, de juros e risco de commodity. A contabilização desses instrumentos como hedging permite que as variações no valor justo no instrumento financeiro sejam registradas diretamente no patrimônio líquido, reduzindo assim a volatilidade dos ganhos. A pesquisa revela ainda que os montantes reconhecidos diretamente no patrimônio líquido foram 80% do total de ganhos nestes instrumentos financeiros, enfatizando o quão significativa é essa regra contábil. Os derivativos mais comuns utilizados no setor de serviços públicos foram contratos de commodity, incluindo compromissos contratuais.
Contribuição
No setor de serviços públicos, principalmente de energia elétrica, é comum que as empresas recebam doações de seus clientes, que podem ser representadas por bens ou dinheiro para aquisição de equipamentos requeridos para fornecer os serviços concernentes a sua área de atuação. A contabilização para essas contribuições de consumidores não está bem definida no IFRS, diz Sutcliffe. Por esse motivo, a pesquisa revelou diferenças nas práticas contábeis utilizadas pelas empresas. Do universo avaliado, 70% das companhias reconhecem esses pagamentos como uma receita diferida, apropriando os valores ao resultado, ao longo da vida útil do ativo. Já 20% das empresas registraram essas contribuições como uma redução do imobilizado e 10% reconheceram esses recursos diretamente como receita no resultado do período. "A contabilização desses valores deveria ser consistente entre as empresas desse segmento, a partir das orientações contidas no International Financial Reporting Interpretations Committee - (IFRIC D) 24." A orientação, porém, ainda é um esboço, diz.
(Lucia Rebouças - Gazeta Mercantil, 07/07/2008)

Estudo de Caso - GERDAU - Demonstrações comparativas em IFRS

A Gerdau publicou seu balanço 2007 (comparativo 2006) com o padrão IFRS, o melhor é que a empresa disponibilizou o mesmo para consulta, com certeza para os interessados e necessitados de mais informação sobre o assunto (me incluo nas duas categorias) o material é inestimável, a Gerdau é uma empresa Brasileira de expressão mundial que faz todos os tipos de transação contábil e financeira tanto no Brasil como no resto do mundo, desta forma podemos ver no Balanço da empresa a aplicação do IFRS quase que em sua totalidade, aonde não há aplicação existem notas explicativas para suportar a não aplicação ou isenção, é um trabalho para guardar com carinho nos favoritos como um ás na manga para solução de dúvidas e busca de exemplos práticos, são 97 páginas que provam o que eu já desconfiava: o IFRS além de ser uma norma para apresentação de demonstrações financeiras, acaba quando bem trabalhado e dentro da empresa certa virando uma peça de marketing financeiro , a demonstração da Gerdau além de ser muito bem feita é uma vitrine para os possíveis investidores. Acesse o trabalho aqui

Texto de Marcos César, Blog Ifrs

domingo, 6 de julho de 2008

A Capacitação e o IFRS - Vídeo

Entrevistado pelo FinancialWeb, Pedro Melo, sócio da KPMG, fala sobre a importância da capacitação neste momento de convergência do Brasil às IFRS.

Segundo ele investir em capacitação e treinamento é crucial durante a adequação ao novo padrão contábil. O que poucos executivos sabem, no entanto, é que o conhecimento continua sendo um fator decisivo após a implementação.

Assista
aqui ao vídeo da entrevista.

Indústrias vão inaugurar a declaração fiscal digital

A Receita Federal já escolheu quem serão as primeiras empresas obrigadas a entregar suas declarações fiscais por meio do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Quatro mil indústrias - escolhidas dentre os 12 mil grandes contribuintes sob acompanhamento diferenciado da Receita - deverão, a partir de janeiro do ano que vem, enviar aos fiscos federal e estaduais dados sobre faturamento e recolhimento de tributos já pelo novo sistema.

A informação foi dada pelo supervisor do projeto Sped na Receita, Jerson Prochnow. Em debate promovido pelo escritório Gasparino Advocacia no auditório da Lex Editora, o supervisor afirmou que os Estados ainda poderão incluir outros contribuintes na obrigatoriedade a partir de janeiro, mas as escolhas ainda não foram definidas. Até agora, apenas São Paulo e Minas Gerais possuem projetos-piloto para a aplicação da plataforma fiscal do Sped.

Além do aspecto fiscal, o sistema Sped é composto também pela nota fiscal eletrônica - que já está em funcionamento - e pelo Sped Contábil, que substituirá os livros contábeis para empresas de grande porte a partir de 2009, transformando-os em eletrônicos. O intuito do fisco é concentrar as informações de faturamento das empresas e inibir a sonegação.

O cronograma da Receita em relação à nota fiscal eletrônica, no entanto, pode atrasar. Segundo Prochnow, o Comitê Gestor de Documentos Fiscais Eletrônicos e o Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários (Encat) decidiram adiar de setembro para dezembro deste ano a entrada dos próximos setores entre os que estão obrigados a emitir documentos fiscais por meio eletrônico. São eles os fabricantes de automóveis, medicamentos, cimento, bebidas, ferro-gusa, aço, frigoríficos e energia. "Houve um aumento dos preços de formulários oficiais usados nos casos de contingência - quando o sistema falha ao emitir a nota eletrônica -, o que motivou o adiamento", afirma. A decisão final será do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que hoje define a questão. Por enquanto, os setores de combustíveis e cigarros são os únicos obrigados à emissão de notas fiscais on line via Sped, mas somente em operações internas de vendas, excluindo-se as exportações, importações e transferências. (Fonte: Valor Econômico - 04/07/2008).

sábado, 5 de julho de 2008

Central de Balanços Brasileira x XBRL

FUNDAMENTOS PARA UMA CENTRAL DE BALANÇOS BRASILEIRA:
O USO
DA XBRL

Em um ambiente marcado pela instabilidade e globalização, destacam-se as necessidades de transparência, padronização e facilidade de análise das informações corporativas. Nesse panorama, compreendem-se os projetos de centrais de balanços, as quais visam à coleta, publicação e análise das demonstrações contábeis, em particular, de empresas não financeiras. Muitas das centrais de balanços utilizam para formatar os dados a linguagem XBRL, uma tecnologia para representar e uniformizar informação contábil e financeira, automatizando seu fluxo. Dado esse contexto, o trabalho expõe os fundamentos técnicos da XBRL, mostra a pertinência de sua utilização em centrais de balanços e apresenta três projetos internacionais (em Portugal, Espanha e Bélgica) com o fim último de discernir as implicações para a implementação de uma central de balanços brasileira. Entre elas, cabe destacar a necessidade de instituir um processo de criação cooperativo e harmonizado que congregue os interessados públicos e privados, de estabelecer uma jurisdição XBRL brasileira e de criar taxonomias básicas. Ressalte-se ainda a importância do esforço visando à integração das orientações internas com normas e princípios financeiro-contábeis internacionais e ao intercâmbio de dados e experiências com outros países, e do incentivo à participação das organizações nas centrais de balanços mediante o oferecimento de contrapartidas como análises setoriais e internacionais.
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Fonte: Este é o resumo do artigo dos Prof. Luiz Fernando de Barros Campos (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, MG,Brasil) e Pedro Onofre Fernandes (Centro Integrado de Ensino Superior do Amazonas - CIESA,AM, Brasil) .
Leia aqui a íntegra do artigo.

Auditoria aposta em nova lei contábil para manter ritmo

[Reuters]

As empresas de auditoria independente apostam no potencial de mercado criado com a nova legislação contábil para não perder o "ritmo chinês" de crescimento no Brasil patrocinado pela recente febre de aberturas de capital.

Para isso, estão contratando um batalhão de mais de 2 mil pessoas só neste ano, investindo dezenas de milhões de dólares em treinamento e importando profissionais de diversas partes do mundo.

Todo esse aparato visa atender as demandas que surgiram com reformas na contabilidade brasileira.

Um dos desdobramentos desse processo foi a criação de uma agenda para alinhamento do padrão contábil brasileiro às IFRS, modelo já abraçado por mais de 100 países e que será obrigatório para bancos nacionais e para as quase 500 empresas listadas na Bovespa .

O outro é a obrigatoriedade da divulgação de balanços auditados para grandes empresas de capital fechado. Só essa mudança deve trazer imediatamente para o mercado de 400 a 500 novos clientes, estimam as firmas de auditoria.

"Mas o mercado potencial é de cerca de oito mil empresas nos próximos anos", anima-se Alcides Hellmeister Filho, chairman da Deloitte no país.

Essa é apenas mais uma das ondas que avançaram sobre o mercado corporativo na atual década, impulsionando as operações das firmas de auditoria no país.

O ciclo começou com a lei societária Sarbanes-Oxley, que exigiu gastos elevados para implementação de rigorosos controles internos das empresas listadas nas bolsas de Wall Street, inclusive as do Brasil, segunda maior matriz de companhias não-americanas com ADRs.

O passo seguinte foi a avalanche doméstica de ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), que levou mais de 130 empresas à Bovespa nos últimos quatro anos. Esse movimento fez explodir a demanda por serviços das empresas para ganhar eficiência e se alinhar às melhores práticas de governança.

Por terem atuação global e multidisciplinar, as chamadas "big four" --Price, Deloitte, KPMG e Ernst & Young-- nadaram de braçada, passando a atuar fortemente em serviços de consultoria como nas áreas de gestão e de impostos. Resultado: chamá-las atualmente de firma de auditoria já virou uma incorreção.

"Hoje, 60 por cento do nosso faturamento vem de serviços de consultoria", conta Fernando Alves, presidente da Price, a maior no país. No começo da década, 70 por cento da receita vinham de serviços de auditoria.

Com isso, essas firmas vêm dobrando de tamanho a cada três a quatro anos. As unidades das quatro gigantes no país movimentam cerca de 1,5 bilhão de dólares.

SEM CRISE

Nem a crise nos mercados internacionais deve interromper esse processo. "Vamos dobrar de tamanho de novo nos próximos quatro anos", estima Hellmeister Filho, da Deloitte.

O motivo, segundo as companhias, é que a demanda por produtos prestados por elas, especialmente de auditoria, ainda é baixo no país.

"O Brasil ainda é um dos países menos auditados do mundo", avalia Alves, da Price.

Neste ano, boa parte das contratações previstas pelas "big four" será focada para trabalhar com IFRS.

"Um grande limitador para o crescimento é a falta de talentos", reclama Alves, da Price, que está contratando 500 novos funcionários.

"Se tivéssemos mais gente, teríamos mais clientes", emenda Sergio Ricardo Romani, sócio da Ernst & Young.

Para compensar a escassez de profissionais que combinem conhecimentos de auditoria, finanças, contabilidade, tributação e inglês, essas firmas passaram a buscar novos funcionários nas universidades e investir num caro e demorado processo para complementar a formação.

A Price e a Deloitte têm cada uma cerca de 500 trainees em fase de formação. "Num prazo de dois a três anos eles estarão prontos", conforma-se Hellmeister Filho, da Deloitte.

A Ernst criou em 2007 uma universidade interna só para complementar a formação de seus novos colaboradores, como parte de um projeto educativo que consome 3 por cento da receita.

Muito freqüentemente, esse processo inclui a passagem por um treinamento em outras unidades das empresas, na Europa e na América do Norte, que pode levar até dois anos.

"Ainda assim, estamos tendo que importar gente de fora", conta Romani, da Ernst.

"Com uma taxa de crescimento de 30 por cento ao ano, vai ficando difícil achar profissionais especializados", completa Pedro Melo, sócio-líder de auditoria da KPMG no país.


UOL Economia, 01/07/2008 - Edição de Daniela Machado

Lei movimenta auditorias menores

[Gazeta Mercantil, 30.06.2008]

O processo de convergência à Lei 11.638, que deve aproximar os demonstrativos contábeis das companhias brasileiras aos princípios do IFRS (International Financial Reporting Standards), está aumentando o volume de trabalho das auditorias independentes de menor porte. Essas empresas, que ocupam uma fatia de cerca de 30% de um mercado que soma 573 companhias listadas na Bovespa, oferecem serviços que têm sido demandados pela necessidades de adaptação. É o caso do diagnóstico dos impactos financeiros da convergência nos resultados das companhias.

O movimento tem acontecido na Boucinhas & Campos, 11ª colocada no ranking da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com cinco clientes em auditoria. "O processo de ajuste aumentou o volume de trabalho das auditorias de todo porte, seja no ajuste propriamente dito ou na série de etapas anteriores, afirma José Fernando Boucinhas, sócio da Boucinhas & Campos. Segundo o executivo, seus principais clientes que buscam a adaptação às regras estão nas áreas de comércio, logística, varejo e agronegócio. A Boucinhas, que também presta, entre outros, serviços em gestão de risco e consultoria tributária e de gestão tem, atualmente, 400 clientes e 300 funcionários.

Especialização

Na avaliação de especialistas em contabilidade, empresas de determinados segmentos de atuação devem sofrer maiores impactos para implementar os novos princípios. Companhias que atuam com concessões rodoviárias são citadas como um exemplo disso. De olho nesse filão, auditorias de menor porte se especializam em serviços de apoio ao processo de adaptação. É o caso da Directa. "A área de concessões tem dificuldades adicionais para adequar-se. Os princípios são distintos daqueles existentes fora do País", compara o presidente da empresa, Ernesto Gelbcke.

A Directa aparece em 8ª lugar na lista de empresas que prestam serviços de auditoria independente para as empresas listadas na bolsa, com 17 clientes ao todo.

No mundo, a companhia é membro da Directa Alliance, 9ª maior empresa da área de auditoria do mundo, com 620 escritórios em 100 países. No ano passado, faturou US$ 2,3 bilhões.

Maiores entre as menores

Outra empresa do ramo de auditoria que oferece serviços especializados para demandas setoriais é a Terco Grand Thornton, que em 2007 faturou R$ 80 milhões, 50% a mais que no ano anterior, e que está na 6ª posição entre as auditorias independentes. Presta serviços a 26 empresas listadas na Bovespa. "Uma de nossas linhas de serviço em auditoria trata de IFRS, com uma equipe de quatro pessoas no País e outras dez em Londres, que nos dão apoio em aspectos técnicos. Uma de nossas especialidades é a de elaborar diagnósticos da elaboração para a área de construção civil", exemplifica Daniel Maranhão, sócio da Terco especializado em implementação de IFRS.

De acordo com o executivo, das cerca de 20 consultas que a empresa recebe diariamente de potenciais clientes, 40% referem-se ao processo de adaptação.

Capacitação

Outra empresa que tem aproveitado a aprovação da 11.638 para crescer é a BDO Trevisan, que ocupa o 3º lugar no ranking de auditorias para empresas listadas na Bovespa. Com 62 clientes, superou gigantes como Ernst & Young e PricewaterhouseCoopers. "As companhias de grande porte e que têm capital fechado também têm movimentado o mercado", diz o sócio-diretor de auditoria, Marcos Venicio.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 4)(Luciano Feltrin)